Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"


Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Geógrafa, soteropolitana, professora.
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

CONFLITOS ÉTNICO-NACIONALISTAS E SEPARATISMO VESTIBULAR 2011 e 2010


VESTIBULAR 2011

(PUC-RIO)

CONTRA O VÉU ISLÂMICO — FRANÇA PROÍBE USO DA BURCA (14/10/2009)


CIGANOS EXPULSOS DA FRANÇA SERÃO 950 DENTRO DE UMA SEMANA (25/08/2010)


Fontes: Google.imagens.com.br e Vera Monteiro/Agências

A partir das imagens das reportagens selecionadas, responda o que se pede:

a) Explique o que é XENOFOBIA e como ela afeta a pluralidade cultural no espaço europeu.

b) Indique UMA CAUSA CULTURAL da proibição do uso do véu islâmico e UMA CAUSA ECONÔMICA da expulsão dosciganos pelo atual governo francês.

Resposta:

a) Entende-se por Fundamentalismo Islâmico a interpretação particular e literal da sharia(a lei do Corão), aplicada com fins políticos. Em oposição às ideias laicas, modernas e ocidentais, essa interpretação afirma que, a fim de formar um Estado islâmico puro, os valores da tradição e religião islâmica devem desempenhar um papel central na vida econômica, social e política dos povos. Vários movimentos fundamentalistas procuraram e ainda procuram lutar para obter e manter o controle do
Estado nos países com maioria da população de religião islâmica e ali aplicar seus princípios. A xenofobia no espaço europeu, que é laico em sua constituição social e política, é contraproducente já que não corresponde aos ideais de pluralidade e convivência aos quais as sociedades européias, notadamente as ocidentais, se basearam desde meados do século XX.
(Adaptado de www.klikeducação.com.br).

b) Dentre os interesses políticos do Estado francês contra o uso da burca naquele país, pode-se interpretar.

1) aumentar o controle do Estado francês sobre o terrorismo internacionaljá que terroristas podem se valer da ocultação da identidade de quem usa a burca para ampliar a sua rede de atentados;
2) ampliar a margem de aceitação do atual governo frente aos grupos ideológicos mais conservadores da sociedade francesa;
3) redimensionar a vida política e participação social das mulheres islâmicas na sociedade francesa, para que elas lutem por igualdade de direitos de gênero junto aos homens de sua comunidade próxima;
4) revalorizar os costumes ocidentais na população migrante com o objetivo de reforçar a condição de sociedade laica e liberal do franceses, sobre a qual o país construiu a sua identidade no mundo, desde
o século XVIII;
5) retirar a atenção da sociedade francesa dos principais problemas sociais e econômicos que afetam atualmente aquele país, redirecionando-o para problemas secundários.

Dentre os interesses econômicos do mesmo governo para expulsar os ciganos do país, pode-se argumentar:

1) reduzir os gastos sociais com migrantes ilegais em um Estado fortemente endividado, notadamente após a crise econômica iniciada em 2008;
2) diminuir o número de casos de violência no país (principalmente a ação dos narcotraficantes e grupos mafiosos do leste europeu), que vêm crescendo, assustadoramente, e que já afetam os investimentos econômicos na França e o turismo;
3) ampliar o acesso ao trabalho menos qualificado do francês de baixa renda afetado pela redução do emprego desde a crise de 2008 e que compete agora com os imigrantes pelo acesso aos postos de trabalho menos remunerados da economia francesa.

(FATEC) “Palavras de ordem, símbolos, propaganda, atos públicos, vandalismo e violência são, atualmente, manifestações de hostilidade frequentes contra estrangeiros na Europa. Os países onde mais intensamente têm ocorrido conflitos são Alemanha, França, Inglaterra, Bélgica e Suíça.”

(MOREIRA, Igor e AURICCHIO, Elizabeth. Construindo o espaço mundial. 3.ª ed. São Paulo: Ática, 2007, p. 37. Adaptado.)

Sobre o fenômeno social enfocado pelo texto, é válido afirmar que se trata de conflitos

a) civis e militares, relacionados às formas históricas de exploração dos países do chamado Terceiro Mundo.
b) ligados ao nacionalismo, ao racismo e à xenofobia, no contexto globalizado das grandes migrações internacionais.
c) entre imigrantes das diversas nacionalidades que invadem a Europa, atualmente, na disputa por empregos e por melhores condições de vida.
d) culturais, principalmente causados pelo conflito armado entre países católicos e protestantes, mas também, sobretudo, conflitos contra países islâmicos.
e) étnicos e sociais decorrentes das dificuldades de desenvolvimento de países europeus em continuar a sua industrialização nos setores tecnológicos de ponta.

(UENP) Analise as assertivas abaixo referentes à Caxemira.

I. A Caxemira é uma região disputada tanto pela Índia quanto pelo Paquistão, em virtude de localizaremse, nessa área, as nascentes dos rios Indo e Ganges, além de outras razões.
II. Índia e Paquistão travaram três guerras desde a independência da Inglaterra, em 1947. Duas delas foram por disputas da Caxemira.
III. A Índia controla 40% da Caxemira; o Paquistão, um terço; a China, o resto.
IV. Os muçulmanos são maioria na região e há 12 anos eles começaram a lutar pelo separatismo, num conflito que já matou mais de 33 mil pessoas. O Paquistão propõe um plebiscito para definir o futuro da
área. A Índia prefere a mediação internacional.

Estão corretas:

a) todas as assertivas
b) apenas I e II
c) apenas II e III
d) apenas III e IV
e) apenas I e IV

(UDESC) Leia a notícia abaixo.

“França proíbe o uso do véu islâmico em locais públicos – Projeto de lei veta traje que cobre todo o corpo e/ou deixa só olhos à mostra. A França está prestes a entrar para o grupo de países europeus que decidiu proibir o uso do véu islâmico em locais públicos. A Câmara Baixa francesa aprovou, com 335 votos a favor e um contra, o projeto de lei que proíbe o uso da burca (cobre todo o corpo e rosto) ou o niqab (deixa apenas os olhos à mostra). O texto foi aprovado na última segunda-feira pelos deputados da maioria conservadora da União por Movimento Popular (UMP), sem a presença dos socialistas, que já haviam alertado que não participariam da votação. O projeto segue para o voto no Senado em setembro, onde se espera que passe facilmente. A medida conta com o apoio da população francesa, segundo pesquisas divulgadas nas últimas semanas, mas atrai críticas do mundo muçulmano.”

(Disponível em: http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,206,2970825,Franca-proibe-o-uso-do-veu-islamico-em-locais-publicos.html)

Com base na notícia, analise as proposições abaixo.

I. Fica clara a influência da religião islâmica no Estado Francês, que se mostra preocupado em manter as especificidades da cultura religiosa islâmica.
II. A medida de proibição que conta com apoio da população francesa está relacionada à democracia e ao ideal republicanos que os franceses alimentam, construídos desde a Revolução Francesa, e que separou o Estado de quaisquer manifestações de religiosidade.
III. Os franceses são antiterroristas e, por isso, querem impedir o crescimento do islamismo naquele país, pois para os franceses um religioso islâmico é sempre um terrorista.
IV. Os franceses são contra o uso do véu em lugares públicos porque ele seria um símbolo da subserviência feminina.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa I é verdadeira.
b) Somente a afirmativa II é verdadeira.
c) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

(UFAC) “O grupo palestino Hamas disse que lutará até que Israel atenda suas exigências para um cessarfogo.”

BOWEN, Jeremy. Cessar-fogo não deve pôr fim à guerra na Faixa de Gaza. BBCBrasil.com. Disponível em:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/09 0118_gazatregua_analise_fp.shtml.

O texto do site da BBCBrasil.com trata dos conflitos armados entre palestinos e o Estado de Israel, que teve seu início quando:

a) Na Declaração de Balfour, em que foi concedido apoio britânico para a criação de uma pátria judaica na Palestina.
b) A ONU, no ano de 1947, fez a divisão entre os territórios da Palestina e Israel. Ação que desencadeou um ataque da Liga Árabe ao Estado de Israel.
c) No movimento sionista, criado no séc. XIX, por Theodor Herzl, que tinha como propósito a formação de um estado judaico com reconhecimento internacional da Palestina.
d) Na assinatura dos Acordos de Camp David, pelos quais se estabelecia a concordância na negociação para a devolução do Sinai ao Egito e a autonomia restrita aos palestinos que habitavam Gaza.
e) Na Intifada e no Haganah.

(MACK)

Esse é o slogan de uma campanha realizada pela Organização Anistia Internacional. O mapa faz referência a conflitos mundiais do passado e do presente nas respectivas localidades.

Tomando como ponto de reflexão o mapa, considere as afirmações I, II, III e IV.

I. Nesse país, além dos conflitos raciais entre hutus e tutsis, há uma sangrenta disputa pelas riquezas minerais da região.
II. Área de disputas entre Índia e Paquistão, cuja rivalidade já provocou conflitos armados importantes, lembrando, o problema maior, de os dois países possuírem armas atômicas.
III. No nordeste da Espanha e sudoeste da França, encontramos um território ocupado por um povo, que, há mais de 40 anos, luta por sua autonomia política. No final da década de 1950, surgiu um grupo centrado nas táticas de guerrilha (ETA), visando à libertação da região por meio da luta armada.
IV. País de difícil topografia e adversidades de um clima desértico, fez com que as tropas soviéticas voltassem para casa depois de 10 anos de ocupação. Em 1995 a milícia islâmica fundamentalista Talibã conseguiu avançar, ocupando cerca de 70% do território em 1996 e 90% em 1998. Somente em 2002 os Talibãs foram destituídos por um governo de coalizão multiétnico.

Assinale a alternativa que identifica de forma correta os conflitos descritos.

a) I — Sudão, II — Sri Lanka, III — Bascos, IV — Irã
b) I — República Democrática do Congo, II — Caxemira, III — Bascos, IV — Afeganistão
c) I — Somália, II — Indonésia, III — Ulster, IV — Paquistão
d) I — Sudão, II — Laos, III — Bascos, IV — Iraque
e) I — República Democrática do Congo, II — Caxemira, III — Ulster, IV — Afeganistão

(UFT)  O número de refugiados em todo o mundo aos cuidados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR/ONU) está em cerca de 10,4 milhões de pessoas, como apontam os últimos dados divulgados pelo ACNUR, em 2010. Abaixo estão listados os 10 (dez) principais países de refúgio e de origem dos refugiados, segundo o ACNUR:


Pelos dados apresentados no quadro acima, é CORRETO afirmar que

a) o continente americano teve o maior numero de países de refúgio entre os 10 (dez) principais apontados pelos dados do ACNUR em 2010, dada a estabilidade econômica e a existência de uma democracia consolidada.
b) o continente europeu, dada a estabilidade financeira e política, é a porção do globo que mais recebe refugiados, o que explica que países europeus estejam entre a maioria apontada entre os 10 (dez) principais países de refúgio do ACNUR.
c) a ausência de países da Oceania na lista dos 10 (dez) principais países de refúgio e de origem de refugiados implica em afirmar que este continente é uma área do globo ausente de conflitos e envolvimentos políticos com a população de refugiados.
d) os continentes asiático e africano são áreas do globo onde os conflitos étnicos, culturais, econômicos e políticos ocorrem com grande intensidade, o que faz com que concentrem o maior número de países de origem de refugiados.
e) os conflitos étnicos, políticos, religiosos e econômicos reorganizam a todo instante as fronteiras políticas entre os Estados-Nações tendo a distribuição da população de refugiados em todo o mundo influenciado diretamente nesse processo.

(UFT)

No mundo atual presenciamos conflitos étnicos, religiosos e povos sem um Estado-Nação definido, como no caso o povo curdo. A população curda chega a 26,3 milhões nos principais países onde esta população vive.
(TAMDJIAN,2005)
Com base na informação, é CORRETO afirmar que os curdos vivem principalmente:

a) Na faixa de gaza entre a Palestina e Israel em que os conflitos são frequentes mediante a disputa de territórios, o povo curdo sofre a violência e é excluso de direitos.
b) Na antiga Alemanha Oriental, com o fim da guerra fria os curdos ficaram sem pátria.
c) Nas Repúblicas Independentes da antiga União das Repúblicas Soviéticas como Lituânia, Estônia, Letônia, em que as disputas pelo território têm ocorrido com um grande número de genocídio.
d) Em países do Oriente Médio como Turquia, Síria, Irã, Iraque e Armênia em que os curdos não têm direitos políticos e são discriminados pelos governos.
e) Em países do Oriente Médio como Arábia Saudita, Iraque, Iêmen, Israel, Líbano e Jordânia em que o petróleo tem sido um dos fatores pela disputa do território em que os curdos ficaram exclusos e sem pátria.

(UPE) Populações inteiras são, às vezes, expulsas de seus territórios. Esses povos sem-território ficam acuados e privados de seus direitos de cidadania e passam a viver em condições extremamente precárias. Exemplifica esse fato a guerra entre as etnias hutu e tutsi, que provocou aproximadamente meio milhão de refugiados. Essa desterritorialização aconteceu na(no, em)

a) Croácia.
b) Eritreia.
c) Azerbaijão.
d) Afeganistão.
e) Ruanda

(UEPB) Observe a área destacada pelas hachuras no mapa ao lado. Ela representa uma região de
grande importância geopolítica pela sua localização na confluência entre Europa, Ásia e África; por ser o berço do judaísmo, do cristianismo e do islamismo e por ser detentora das maiores reservas de petróleo do mundo.


Esta conflituosa região é denominada de

a) Extremo Oriente.
b) Leste Europeu.
c) Oriente Médio.
d) Bálcãs.
e) Cáucaso.

(UNIFESP) As últimas duas décadas foram marcadas pela ocorrência de vários conflitos de caráter étnico, religioso e separatista. O atentado ao metrô de Moscou, em março de 2010, fez ressurgir o movimento separatista da Chechênia.

Sobre essa temática, responda.

a) Qual a localização geográfica da Chechênia?

b) Cite as principais causas desse conflito.

Resposta:

a) A Chechênia localiza-se na região do Cáucaso, entre os mares Negro e Cáspio. Fazia parte da União Soviética até o seu desmembramento, em 1991; a partir daquele ano passou a fazer parte da Federação Russa. Desde então lideranças locais têm lutado pela autonomia completa, declarando a independência da República Chechena da Ichkéria, unidade política até hoje não reconhecida por nenhum pais ou organi­zação supranacional.

b) O conflito recente da Chechênia ocorreu com a declaração de independência, não aceita pela Rússia, que procura manter sua hegemonia sobre a região. Alguns especialistas apontam que entre as causas do conflito está o fato de a Chechênia ter uma população majoritariâmente islâmica e de o governo russo temer que a constituição de um Estado fundamentalista religioso na região sirva de exemplo para outros movimentos separatistas, já que há no pais uma enorme diversidade étnica. Há ainda a preocupação com o controle dos oleodutos e gasodutos que cortam o território da Chechênia.

(UNESP)

No Oriente Médio, a água é um recurso precioso e uma fonte de conflito. A escassez de recursos hídricos está aumentando as tensões políticas entre países e dentro deles, e entre as comunidades e os interesses comerciais. A Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi, em parte, a resposta de Israel à proposta da Jordânia de desviar o rio  Jordão para seu próprio uso. A terra tomada na guerra deu-lhe acesso não apenas às águas das cabeceiras do Jordão, como também o controle do aquífero que há por baixo da Cisjordânia, aumentando assim os recursos hídricos em quase 50%.
(Robin Clarke e Jannet King. O Atlas da Água, 2005. Adaptado.)

A partir da leitura do mapa e do texto, pode-se afirmar que a
água é uma questão importante nas negociações entre
a) o Iraque e os turcos.
b) os palestinos e a Síria.
c) o Líbano e a Síria.
d) os iranianos e o Iraque.
e) Israel e os palestinos.

(ESPM) O diálogo a seguir circunscreve-se à realidade política do mapa abaixo, cujo país deixou de existir:

“Foram os sérvios que fizeram isso, pai?” pergunta o garoto de 7 anos. A tensão aumenta, e é prontamente repreendido. “Não fale essa palavra aqui, em voz alta,” aconselha Milomir, visivelmente perturbado.

(Carta Capital, 11 de agosto de 2010.)



(Adaptado de Jayme Brener, 1993.)

A tensão retratada no texto refere-se à:

a) herança deixada pela hegemonia política croata, à época da existência da Iugoslávia e que hoje prossegue na Eslovênia.
b) convivência entre sérvios muçulmanos e bósnios cristãos na atual Bósnia-Herzegovina.
c) convivência entre bósnios-croatas e bósnios-muçulmanos no novo país erigido após a dissolução iugoslava e hoje formado por duas entidades na Bósnia Herzegovina.
d) realidade na atual Sérvia-Montenegro, formada por dois povos rivais, os cristãos ortodoxos e os bósnios muçulmanos.
e) nova realidade vivida no Kossovo, o mais jovem país do mundo, onde convivem duas nações distintas e inimigas, os croatas cristãos e os albaneses muçulmanos.


(UFF)

ESTADOS DOS BÁLCÃS EM 1949 E EM 2008
DURAND, M.F. et aliiAtlas da mundialização. São Paulo:Saraiva, p.75.

Dois fatores fundamentais responsáveis pelas mudanças territoriais, registradas nos mapas, encontram-se em:
a) emergência de nacionalismos e fortalecimento de diferenças culturais
b) controle externo de arsenais nucleares e diversidade étnico-linguística
c) perseguições religiosas e interesses do capital especulativo
d) radicalismos político-ideológicos e desagregação da União Europeia
e) controle da produção de gás e reação à presença militar estrangeira

(FUVEST)

África vive (...) prisioneira de um passado inventado por outros.
Mia Couto, Um retrato sem moldura, in Leila Hernandez, A África na sala de aula. São Paulo: Selo Negro, p.11, 2005.

A frase acima se justifica porque
a) os movimentos de independência na África foram patrocinados pelos países imperialistas, com o objetivo de garantir a exploração econômica do continente.
b) os distintos povos da África preferem negar suas origens étnicas e culturais, pois não há espaço, no mundo de hoje, para a defesa da identidade cultural africana.
c) a colonização britânica do litoral atlântico da África provocou a definitiva associação do continente à escravidão e sua submissão aos projetos de hegemonia europeia no Ocidente.
d) os atuais conflitos dentro do continente são comandados por potências estrangeiras, interessadas em dividir a África para explorar mais facilmente suas riquezas.
e) a maioria das divisões políticas da África definidas pelos colonizadores se manteve, em linhas gerais, mesmo após os movimentos de independência.

(ESPM)

Se a origem da população cigana é alvo de debates acadêmicos, a realidade é que o grupo representa entre 10 milhões e 12 milhões de pessoas na União Europeia.
Para a ONU, a comunidade cigana é atualmente o maior desafio enfrentado pela União Europeia em termos de garantia de direitos humanos entre seus próprios cidadãos. A ONU chama a atenção para as medidas de “cunho racista”, alertando que a decisão pode provocar um surto de xenofobia.

(O Estado de São Paulo – 19/08/2010)

O texto se refere à decisão de um governo europeu de expulsar de seu território 700 ciganos, em apenas 10 dias. Assinale a alternativa que aponte corretamente o país e o governo responsável por tal decisão, bem como a justificativa apresentada:

a) A França, do presidente Nicolas Sarkozy, que alega que os ciganos vivem de forma irregular e constituem ameaça à segurança;
b) A Itália, do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que apoiado por partidos políticos de origem fascista, pratica uma política xenófoba;
c) A Inglaterra, do primeiro-ministro conservador David Cameron, em nome da política de segurança e combate ao terrorismo;
d) A Espanha, do primeiro-ministro Zapatero, em nome do combate à imigração ilegal;
e) A Alemanha, do governo de Angela Merkel, sob a alegação de proteger o mercado de trabalho para os alemães.

VESTIBULAR 2010

(FGV) Observe a foto abaixo.


Mulheres árabes caminham em frente a um painel com a foto do presidente dos EUA, Barack Obama, usando o tradicional lenço palestino, em Jerusalém.
Reprodução de foto de Menahem Kahana/AFP, em “Imagens do Dia”, no BOL Fotos / 14 de junho de 2009 in:http://images.google.com.br/images?hl=ptR&um=1&q=de+Menahem+Kahana+fotos&sa=N&start=20&ndsp=20


A foto acima foi divulgada pela imprensa internacional durante a última eleição geral realizada em Israel. No painel, como se pode observar, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aparece vestindo um tradicional lenço palestino.
Dentre as afirmativas abaixo, assinale a que melhor traduz a mensagem presente na imagem.

a) É uma manifestação positiva da comunidade árabe de Jerusalém, que acredita na possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contribuir para colocar um fim nos conflitos do Oriente Médio.
b) Trata-se de propaganda elaborada pelos partidos árabes durante as eleições israelenses. Esses partidos defendem que a intervenção de Barack Obama - que possui Hussein no nome - pode contribuir para restabelecer o diálogo entre palestinos e israelenses.
c) Representa uma propaganda da extrema-direita judaica em Israel, que protesta apresentando o presidente norte-americano com o lenço tradicional palestino, para denunciar sua posição pró-árabe, em defesa da criação de um Estado Palestino.
d) Refere-se a uma homenagem prestada pela comunidade judaica de Jerusalém, sobretudo pelos partidos da esquerda israelense, que, ao chamar o presidente dos EUA de Barack Hussein Obama, pretendem destacar sua posição favorável à maior integração entre árabes e judeus.
e) Retrata o presidente dos EUA, Barack Obama, como militante da causa árabe, identificado por essa razão como antissemita e aliado do primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

(UNESP) Cerca de 90% da população do Oriente Médio é muçulmana.O Islã, no entanto, está longe de ser uma fé monolítica. (...)Ainda que não disponhamos de estatísticas confiáveis, um cálculo crível aponta que 65% dos muçulmanos do Oriente Médio são sunitas e uns 30%, xiitas.

(Dan Smith. O Atlas do Oriente Médio. São Paulo: Publifolha, 2008.)




Em relação aos conflitos religiosos do Oriente Médio, é possível afirmar que

a) a disputa religiosa entre judeus e muçulmanos nunca atrapalhou o amplo intercâmbio comercial na região.
b) os muçulmanos se mantêm politicamente unidos e xiitas e sunitas jamais se opuseram ou se enfrentaram.
c) islamismo, judaísmo e cristianismo nasceram na região, mas só os muçulmanos conservaram seus lugares santos.
d) os judeus reivindicam o controle territorial completo do Oriente Médio, pois são maioria em todos os países da região.
e) a maior população muçulmana não impediu a formação de um Estado judeu, nem proporcionou a criação de um Estado palestino.

(FEI) Os dois países possuem arsenal nuclear e travam uma disputa histórica por um território que é reivindicado por ambos. A falta de disposição para o diálogo e a recusa dos dois países em assinar o
Tratado de não Proliferação Nuclear (TNP) leva à preocupação da comunidade internacional. Os países que são palco desta disputa são:

a) Israel e Irã.
b) Coréia de Sul e Coréia do Norte.
c) Índia e Paquistão.
d) Síria e Israel.
e) Quirziquistão e Turcomenistão.

(UERJ)

Quinze anos depois do genocídio que vitimou mais de 800 mil pessoas, visitar Ruanda ainda é uma espécie de jogo de adivinhação – a cada rosto que passa tenta-se descobrir quem foi vítima e quem foi algoz na tragédia de 1994. O governo do país recorre à união do povo. O censo e as carteiras de identidade étnicas não existem mais, todos agora são apenas considerados ruandeses. O esforço do presidente Paul Kagame em evitar um novo conflito é tão grande que chamar alguém de “tutsi” ou “hutu” de maneira ofensiva é crime, com pena que pode chegar a 14 anos.

Marta Reis

A presença do trauma do genocídio é o principal problema social de Ruanda, maior inclusive que a pobreza. Tratar esse trauma coletivo devia ser prioridade número um, e não transformá-lo num tabu. A política do governo é a do esquecimento por lei, por obrigação. Errada é a vitimização do genocídio,  pois existe uma história de conflitos anterior e posterior ao massacre.

Marcio Gagçiato
Adaptado de O Globo, 12/04/2009

(UERJ) A polêmica sobre os efeitos do genocídio de Ruanda, ocorrido em 1994, aponta para contradições dos processos de constituição de Estados nacionais na África contemporânea. Com base na análise dos textos, a resolução dessas contradições estaria relacionada à adoção das seguintes medidas:

a) conciliação político-religiosa – afirmação das identidades locais
b) punição das diferenças culturais – unificação da memória nacional
c) denúncia da dominação colonial – integração ao mundo globalizado
d) reforço do pertencimento nacional – revisão das heranças da descolonização

(MACK) Em 2003, o governo russo convocou um plebiscito para definir o futuro político da Chechênia. A grande maioria dos votantes apoiou a permanência da Chechênia no interior da Federação Russa. Esse resultado foi entendido pelo governo russo como apoio explícito dos chechenos às propostas de Moscou, que tem interesses para manter esse território sob seu controle.

A respeito desses interesses, analise as afirmativas I, II, III e IV, abaixo.

I. Interesse ambiental, pelo território em que se encontra, às margens do Mar de Aral, fonte de recurso hídrico para o abastecimento de água potável à população urbana de Moscou.
II. Interesse econômico, por ser esse território cortado por dutos, levando o petróleo extraído na Bacia do Cáspio para os portos russos do Mar Negro.
III. Interesse geopolítico, pois uma Chechênia independente estimularia outras repúblicas autônomas da Federação Russa a tentar seguir o mesmo caminho.
IV. Interesse cultural-religioso, pois uma Chechênia livre promoveria o recrudescimento do fundamentalismo islâmico na região, levando grupos de fanáticos a se expandirem por outras áreas autônomas da Rússia asiática.

Estão corretas

a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.

(UFG) Há cinco décadas, a China enfrenta protestos que fazem parte da luta pela independência do Tibete. Essa região, ilustrada a seguir, tem forte importância geoestratégica e uma marcante influência dos monges budistas. Baseando-se nestas informações, explique um fator geopolítico, condicionado por questões naturais, que torna essa região importante estrategicamente para o Estado chinês.

. (Adaptado).


Resolução:

A rica hidrografia da região, sendo nascente dos principais rios que abastecem a China (o Huang-Ho, Mekong e Yang Tsé) Por ser uma região de fronteira com países litigiosos (Índia, Nepal), o Planalto Tibetano, onde se situa a maior cordilheira montanhosa do mundo, o Himalaia (e nela o Monte Everest), assume uma importante posição estratégica.

(UFBA)


Com base nas ilustrações, nos mapas e nos conhecimentos sobre conflitos, nacionalismo e internacionalismo, pode-se concluir:

(01) Em I, a maior potência do mundo, ao declarar — através do seu ex-presidente George W. Bush —
guerra ao terror, apresentava alvos determinados e estabelecia regras bem definidas, respeitando o direito internacional.
(02) Em II, o governo de direita, que dirige o país desde o início deste século, é grande aliado dos
Estados Unidos e afirma conduzir uma revolução no país, favorecendo à classe empresarial.
(04) III representa a área atacada militarmente por Israel ao final de 2008, território libanês no litoral do mar Mediterrâneo, numa reação aos frequentes ataques de grupos Fatah, apoiados por seu principal aliado, o Hamas.
(08) Em IV, os conflitos já duram três décadas, envolvendo grupos étnicos e inúmeros clãs que lutaram contra os soviéticos em defesa de seus territórios, sendo que, atualmente, os Estados Unidos e seus aliados da Otan encontram-se nesse país visando conter os ataques do Taliban.
(16) Em V, a incessante luta ideológica entre muçulmanos e hindus — que, no final de 2008, alvejou
Mumbai — é um dos conflitos que envolvem seu território, além da conturbada relação com os países vizinhos.
(32) Em VI, o uso estratégico das riquezas minerais permite à República Democrática do Congo acabar com os conflitos, reconstruir seu território e, consequentemente, ter mais poder de decisão em questões geopolíticas.

Resposta: 24 (08+16)

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