Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Brasil "descumprirá meta do milênio para mortalidade materna"



O Brasil deixará de cumprir uma das chamadas metas do milênio para a saúde pública porque o ritmo de redução na mortalidade materna foi medíocre na última década, indica um estudo publicado nesta terça-feira, 20/09/2011,  na Grã-Bretanha.

Embora o país tenha avançado na redução da mortalidade de mulheres por conta de complicações com o parto ou a gestação, o lento ritmo de melhora significa que o país chegaria com 25 anos de atraso às metas que deveria cumprir já em 2015.

A pesquisa foi coordenada pelos professores Rafael Lozano e Christopher Murray, do Instituto de Métrica e Avaliação da Saúde (IHME, na sigla em inglês) da Universidade de Washington, Seattle, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica britânica The Lancet.

Os pesquisadores calcularam estimativas para o ano de 2011 levando em conta fontes de dados relevantes que haviam ficado de fora de análises anteriores, como registros de nascimento e óbito, pesquisas nacionais, censos e levantamentos feitos pelas autoridades de saúde.

Segundo as estimativas mais recentes, mais de 65 mulheres em cada 100 mil parturientes morrem no Brasil em decorrência de problemas na gestação ou no parto. Nos últimos onze anos, quando o mundo viu uma redução anual de 3,6% nesta estatística, no Brasil o ritmo foi de apenas 0,3%.

Um dos autores do estudo, Haidong Wang, professor-assistente de Saúde Global do IHME, disse à BBC Brasil que o combate à mortalidade materna teve bons resultados no Brasil entre 1990 e 2000. No período, a taxa caiu de 85,9 para 67 em cada 100 mil, uma redução anual de cerca de 2,5%.

Entretanto, disse Wang, esse avanço foi contido na década seguinte pela epidemia de gripe H1N1 e pela alta percentagem de mulheres que fazem partos cesarianos, nos quais há maior risco de complicações que podem levar à morte.

"Quando a epidemia de gripe se espalhou, em 2009, matou muitas mulheres que, se não estivessem grávidas, teriam uma grande chance de ter sobrevivido", afirmou. "A epidemia de H1N1 foi um alerta pela necessidade de dar mais atenção tanto a doenças infecciosas, que podem afetar as mulheres durante a gravidez, como a outros fatores crônicos como obesidade."

Metas do milênio

O estudo avaliou o avanço dos países emergentes no cumprimento de duas das metas do milênio, que os países se comprometeram a cumprir até 2015.

Globalmente, a pesquisa estima que o número de mortes relacionadas ao parto caiu de 409 mil para 273 mil entre 1990 e 2011. As mortes de crianças com menos de cinco anos de idade diminuíram de 11,6 milhões para 7,2 milhões no mesmo período.

Apesar do avanço, apenas nove de 137 países emergentes fizeram progressos suficientes para alcançar os objetivos nestas duas áreas: China, Egito, Irã, Líbia, Maldivas, Mongólia, Peru, Síria e Tunísia.

Como o Brasil, 124 chegarão a 2015 sem ter reduzido em 75% a mortalidade materna entre 1990 e 2015, estimam os pesquisadores.

Já o objetivo de diminuir em dois terços a mortalidade entre crianças menores de cinco anos entre 1990 e 2015 seria alcançada por 31 nações emergentes.

No aspecto da mortalidade infantil, o Brasil é apontado como uma "história de sucesso".

A pesquisa estimou em 1990 o Brasil tinha uma mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos de 53 para cada mil nascidas vivas. Dez anos depois a taxa havia caído para 31,5 e chegou neste ano a 20,9.

Em números absolutos, isso significa que a mortalidade tirou a vida de 193 mil crianças em 1990 e deve tirar a de 63 mil neste ano.

"Achamos que parte disso tem a ver com o esforço do governo de prover acesso universal à saúde. Foi depois da implementação deste princípio na Constituição de 1988 e na reforma de 1996 que registramos a taxa mais rápida de declínio nas mortes de crianças com menos de cinco anos", afirmou Wang.

Comissão do Senado aprova projeto de Código Florestal que permite desmatamento para Copa


A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) o relatório do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), que trata da reforma do Código Florestal Brasileiro. Com a decisão, os parlamentares confirmaram a constitucionalidade, juridicidade e regimentalidade do projeto, que ainda será analisado e discutido em mais três comissões antes de ir a plenário.

O relatório de Luiz Henrique modifica em dois itens o texto que veio da Câmara dos Deputados, que segundo o peemedebista, aprimoram o texto.

O relator retirou do documento a possibilidade dos governadores definirem situações em que a vegetação de APPs (Áreas de Preservação Permanente) poderia ser suprimida. Os Estados poderão legislar de forma complementar, mas a regra mantém que a palavra final é da União – conservando o que estabelece a norma atual que está em vigor.

A outra modificação se refere à conversão das multas sobre imóveis rurais em serviços de preservação ambiental para aqueles proprietários que aderirem ao Programa de Regularização Ambiental.

Todas as mais de 90 emendas que o projeto recebeu foram rejeitadas pelo relator sob a argumentação de que as modificações no conteúdo do código deveriam ser analisadas nas comissões de Meio Ambiente; Agricultura; e Ciência e Tecnologia.

Ao detalhar as expressões “utilidade pública”, “interesse social” e “baixo impacto ambiental”, que são as únicas possibilidades para se derrubar a vegetação em APPs, o relator conseguiu incluir em seu texto uma ajuda às obras para a Copa do Mundo e das Olimpíadas, que estão atrasadas.

“Inserimos a expressão ‘estádios e demais instalações necessárias à realização de competições esportivas municipais, estaduais, nacionais ou internacionais’, para garantir a sua construção, especialmente pela urgência do governo em viabilizar as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016”, explicou em seu relatório.

Se aprovada, divisão do Pará criará mais dois Estados


Um plebiscito marcado para 11 de dezembro decidirá se o Pará será desmembrado em dois novos Estados: Carajás e Tapajós. Caso a proposta seja aprovada no referendo, será a primeira vez que um Estado brasileiro surgirá da vontade popular. A divisão do Pará dependerá ainda de uma lei complementar.


O plebiscito foi aprovado pelo Congresso em maio e será realizado em 11 de dezembro. O Brasil possui hoje 27 unidades federativas, sendo 26 Estados e o Distrito Federal. Se a divisão for aceita pelos paraenses, será a primeira vez que um Estado brasileiro surgirá das urnas, de uma decisão popular.

A campanha pelo plebiscito começou em 13 de setembro. Para os defensores da medida, ela levará progresso para o interior do Estado, onde a ausência do governo dificulta o desenvolvimento econômico.

O Pará é o segundo maior Estado do país, atrás somente do Amazonas. Santarém, por exemplo, fica a quase 1.500 km de Belém. Com a estrutura política que acompanha a formação de um Estado, será mais fácil, segundo os separatistas, direcionar recursos federais para as regiões mais distantes da capital.

Já os opositores acreditam que a separação, ao contrário, vai piorar os indicadores sociais das cidades paraenses, que estão entre as mais violentas e pobres do país. Além disso, eles apontam interesses políticos e econômicos na repartição.

De acordo com o projeto, o Pará ficaria com 78 cidades (17% do território), 4,6 milhões de habitantes e 56% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 32,5 bilhões. Tapajós, na região oeste, teria como capital Santarém, incluindo 27 cidades (58% do território), 1,2 milhões de habitantes e 11% do PIB (R$ 6,4 bilhões). Carajás, ao sul, cuja capital seria Marabá, contaria com 39 cidades (25% do território), 1,6 milhões de habitantes e 33% do PIB (R$ 19,6 bilhões).

Desde o século 19 há movimentos em defesa da criação do Tapajós, que quase chegou a ser oficializado na Assembleia Constituinte de 1988, junto com Tocantins. A separação de Carajás tem à frente pecuaristas e empresários do setor de mineração. Mas o fator decisivo para aprovação será o convencimento dos moradores de Belém. A capital concentra o maior foco de resistência à divisão do Estado.

O resultado do plebiscito será encaminhado ao Congresso. De acordo com a Constituição, a criação de Estados e territórios depende da aprovação de uma lei complementar.


Como nascem os Estados
Tramitam hoje no Congresso projetos de lei para a instituição de mais 16 Estados federativos. Os projetos podem ganhar novo fôlego, caso a população paraense aprove a divisão no Norte.

Entre os projetos está a criação do Estado do Triângulo, que separa o Triângulo Mineiro do restante de Minas Gerias, com 37 municípios; Gurguéia, no sul do Piauí, com 87 cidades (60% do território); o Araguaia, com 32 municípios, e o Mato Grosso do Norte, com 47, desmembrados do Mato Grosso; o Rio São Francisco, com 34 municípios, localizado a oeste da Bahia; o Maranhão do Sul, com 49 municípios, dividindo o Maranhão; o Oiapoque, no Amapá; e os territórios do Rio Negro, Solimões e Juruá, no Amazonas.

A primeira divisão territorial brasileira aconteceu após o descobrimento, com a fundação de 15 capitanias hereditárias. No período colonial, as capitanias foram uma maneira encontrada pela Coroa Portuguesa para compensar a falta de recursos para colonizar o país, transferindo terras para particulares.

A hereditariedade foi extinta em 1759 pelo Marquês de Pombal, mas as capitanias foram mantidas até 1821. Nessa época, a maior parte delas se tornou províncias, que deram origem a quase todos os Estados brasileiros.

No período imperial havia 19 províncias, duas delas oriundas do desmembramento do Pará (Amazonas) e de São Paulo (Paraná). Em 1828, a província de Cisplatina, no sul, se tornou independente e originou o Uruguai. Com a Proclamação da República, em 1889, as províncias se transformaram em Estados.

Em 1903, o governo comprou da Bolívia três territórios que, em 1920, seriam unificados para formar o Acre. Durante a Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas desmembrou seis territórios estratégicos do país: Amapá, Fernando de Noronha, Guaporé, Iguaçu, Ponta Porã e Rio Branco.

Com o fim da guerra, Ponta Porã e Iguaçu foram reincorporados aos Estados de Mato Grosso (hoje, Mato Grosso do Sul), Santa Catarina e Paraná. Os demais viraram Estados: Rio Branco virou Roraima e Guaporé, Rondônia. Fernando de Noronha voltou a pertencer a Pernambuco.

Em 1960 o território de Goiás passou a abrigar o Distrito Federal, enquanto a antiga capital do país, a cidade do Rio de Janeiro, se tornou o Estado da Guanabara, de 1960 a 1975. Em 1977 parte de Mato Grosso virou o Mato Grosso do Sul e, na Constituinte de 1988, foi criado o Tocantins, ao norte de Goiás.

Dilma na ONU: Emergentes estão prontos a ajudar países desenvolvidos


A presidente Dilma Rousseff discursou na manhã desta quarta-feira na abertura da Assembleia Geral da ONU e afirmou que os emergentes estão prontos a ajudar os países desenvolvidos a sair da crise. Ela disse que faltam recursos políticos para o “mundo velho” e citou o desemprego como uma “praga”.
"Enquanto muitos governos se encolhem, a face mais tenebrosa da crise, o desemprego, se amplia", afirmou, citando o desemprego na Europa e nos Estados Unidos. " É preciso combater essa praga e evitar que se espalhe", completou.
Segundo Dilma, a crise econômica global representa o risco de uma ruptura econômica e social, mas também é uma oportunidade histórica para que haja um novo tipo de cooperação entre países emergentes e desenvolvidos.
No primeiro discurso proferido por uma mulher, Dilma afirmou ainda que é preciso impedir a manipulação do câmbio em políticas expansionistas e o protecionismo comercial.
"O protecionismo e todas as formas de manipulação conferem maior competitividade fraudulenta. Senhor presidente, o Brasil está fazendo sua parte. Com esforço e muito sacrifício, o nosso mais país está tornando menores os gastos público", disse.
Da Agência O Globo

Este será o século da mulher', afirma Dilma na ONU


Primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), a presidente Dilma Rousseff lembrou hoje o fato e se disse orgulhosa. "É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nessa tribuna, que tem compromisso de ser a mais representativa do mundo." E destacou: "Vivo este momento histórico com orgulho de mulher. Tenho certeza que este será o século da mulher."
Segundo Dilma, o mundo vive um momento delicado, mas de grande oportunidade história. Ela afirmou que, se a crise econômica global não for debelada, pode se transformar em uma ruptura "sem precedentes", capaz de provocar sérios desequilíbrios entre as pessoas e as nações. "Ou nos unimos todos e saímos vencedores, ou sairemos todos derrotados." Menos importante é saber quem foram os causadores dessa situação, de acordo com ela.
"Importa sim, encontrarmos soluções coletivas, rápidas e verdadeiras. Essa crise é séria demais para que seja administrada por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam na responsabilidade da condução do processo, mas sofrem as consequências da crise, todos os países. Portanto, têm direito de participar das soluções."

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Estudo mostra que homem de Neandertal comia mariscos há 150 mil anos


Assim como o 'Homo sapiens', o homem de Neandertal comia mariscos há 150 mil anos, segundo um estudo elaborado por cientistas espanhóis a partir da descoberta de restos de conchas em uma caverna no sul da Espanha.

Esta descoberta contradiz a teoria segundo a qual o 'Homo Sapiens' comia peixe, o que teria permitido um desenvolvimento cerebral mais rápido e, portanto, sua expansão.

Segundo os cientistas espanhóis que fizeram a pesquisa, a descoberta de conchas durante escavações em uma caverna em Torremolinos (sul) é 100.000 anos anterior à última prova que se tinha de que o homem de Neandertal comia mariscos.

As ferramentas de pedra e os restos de conchas encontrados na caverna de Bajondillo foram decisivos nesta descoberta, explicou o estudo, publicado na edição online da ONG Public Library of Science.

Um exame com carbono 14 permitiu determinar que os vestígios têm 150.000 anos, destacou.

Sendo assim, são quase "contemporâneos" da prova mais antiga existente de que o 'Homo Sapiens' comia mariscos, que remonta há 164.000 anos e foi encontrada em Pinnacle Point, África do Sul, segundo o estudo espanhol, chefiado por Miguel Cortes Sánchez, cientista da Universidade de Sevilha.

"Muitos cientistas argumentam que a cata de mariscos é um dos comportamentos que define os humanos modernos e, em certa medida, é uma vantagem adaptativa que permitiu que o 'Homo Sapiens' se expandisse", afirmou Francisco Jiménez Espejo, membro do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC).

"Mas esta pesquisa demonstra que, no mesmo momento, o 'Homo Sapiens' do sul da África e o 'Homo Neanderthalensis' estabelecido no sul da Península Ibérica, aproveitavam estes recursos", ressaltou.

Gelo do Ártico tem grande redução


A superfície de gelo ártico registrou neste verão (hemisfério norte) a segunda maior redução desde 1979, informou o Centro Nacional de Dados da Neve e Gelo (NSIDC), com base em imagens de satélites.
Os gelos do oceano Ártico cobriam uma superfície de 4,33 milhões que quilômetros quadrados em 9 de setembro, o menor nível desde 2007 e o segundo menor desde 1979, afirma o "National Snow and Ice Data Center" em um comunicado.
A área do gelo ártico é medida por satélite desde 1979 e a tendência é de uma redução cada vez mais intensa.

A extensão do gelo no Ártico chegou neste verão boreal ao mínimo já registrado, ou está bem perto disso, disseram dois institutos diferentes na terça-feira, confirmando uma tendência que pode levar a verões sem gelo algum na região dentro de uma década.
Em 32 anos de medições por satélites, os últimos cinco foram os que tiveram os maiores degelos, o que provavelmente é consequência de padrões naturais de temperatura e da mudança climática provocada pelo homem.
A ausência de gelo no verão ártico pode afetar o clima no mundo todo. Cientistas dizem que os recentes invernos na Europa e América do Norte, excepcionalmente frios, já são um sinal disso, pois o mar mais quente e aberto no Ártico desvia os ventos polares para o sul.
Pesquisadores da Universidade de Bremen (Alemanha) disseram que este ano destronou 2007 como o de menor extensão do gelo no Ártico, na medição feita em 8 de setembro.
Já o Centro Nacional de Dados da Neve e do Gelo (NSIDC) dos EUA diz que este ano deve permanecer em segundo lugar, mas numa espécie de "empate técnico".
Mais importante que o recorde é a tendência, disse Georg Heygsterall, da Universidade de Bremen, citando o fato de que todos os verões boreais desde 2007 tiveram degelos maiores do que antes daquele ano.

A camada de gelo que cobre o Oceano Glacial Ártico registrou um novo e preocupante recorde de descongelamento no atual verão europeu, tendo sua superfície reduzida em até 4,24 milhões de quilômetros quadrados.
Um porta-voz do Instituto de Física do Meio Ambiente da Universidade de Brêmen anunciou nesta sexta-feira que o novo índice supera a marca de 2007, quando haviam sido registrados 4,267 milhões de quilômetros quadrados de superfície de gelo, número mais baixo até então. Pesquisadores da Universidade de Washington também levantaram o alerta sobre a diminuição de gelo da região no começo desta semana.
"A superfície de gelo se reduziu cerca de 50% desde 1972. Os seres vivos que ocupam o ecossistema sob a camada de gelo e que são o ponto de partida da cadeia alimentar também para nós, os humanos, têm cada vez menos espaço vital", advertiu Georg Heygster, cientista do instituto.
Heygster explicou que a superfície gelada do Oceano Glacial Ártico oscila normalmente entre 15 milhões de quilômetros quadrados em março e 5 milhões em setembro. O recorde atual supera o de 2007 em 0,6% e o especialista acredita que a redução da superfície gelada pode se tornar ainda maior até o fim deste mês.
O cientista alemão confirmou que tanto a rota marítima a nordeste, próxima à costa da Rússia, quanto a rota a noroeste, que faz limite com o Canadá, ficaram abertas como consequência do descongelamento do Oceano Ártico, fenômeno semelhante ao que aconteceu em 2008.
Heygster acrescentou que a diminuição da superfície de gelo do Ártico já não se explica mais pela variação natural que acontece de ano a ano, mas pela mudança climática. Por fim, o cientista ressaltou que com o fenômeno a camada média de gelo também perde espessura.

Degelo do Ártico abre duas rotas entre Europa e Ásia

Recentemente, a Organização Meteorológica Mundial declarou que 2010 empatou com 1998 e 2005 como o ano mais quente desde o início dos registros, há cerca de um século e meio.
Os pesquisadores da Alemanha e dos EUA usaram satélites para medir a radiação de micro-ondas da camada de gelo, mas com métodos ligeiramente diferentes. O NSIDC obtém uma imagem mais nítida, mas a Universidade de Bremen consegue uma resolução mais alta, de 6 quilômetros, contra 25 no outro estudo.
Os pesquisadores são unânimes em dizer que o gelo marinho no verão está desaparecendo em um ritmo maior do que se previa. "Um verão sem gelo no Ártico está rapidamente a caminho. A maioria dos dados indica que os modelos estão subestimando o ritmo da perda de gelo", disse Kim Holmen, diretor de pesquisas do Instituto Polar Norueguês.
"Isso significa que vemos uma mudança mais rápida do que os modelos sugeriram. Significa também que há por aí processos que ainda estamos por compreender influenciando o gelo."
O recuo do gelo no verão já atingiu níveis que eram previstos só para daqui a três décadas nos modelos usados no importante relatório de quatro anos atrás do painel climático da ONU.
Esse grupo de cientistas previu que o Ártico ficaria sem gelo no verão no fim deste século, mas isso pode acontecer já em 2013, segundo uma das estimativas mais agressivas. Outros especialistas preveem que a eliminação total do gelo vai acontecer entre 2020-50.


Satélite dos EUA cai na Terra em 23 de setembro


Pedaços de um satélite de 20 anos usado para medir a camada de ozônio cairão na próxima semana na Terra, em locais imprevistos, informou a Nasa nesta sexta-feira.

A agência espacial americana destacou que os riscos para a segurança da população são "mínimos" e reafirmou que a segurança é uma de suas prioridades.

A Nasa prevê a reentrada do satélite de pesquisa na atmosfera terrestre no dia 23 de setembro, com uma margem de erro de um dia.

O comunicado assinala que "não há até o momento informes confirmados de lesões resultantes do reingresso de objetos espaciais".

O satélite, de 3 x 10 metros, pesa 5.900 kg e tem 10 instrumentos para medir as reações da camada de ozônio, mas foi oficialmente desativado em 2005.

A Nasa acredita que a maior parte do satélite será incinerada ao entrar na atmosfera, mas alguns pedaços devem cair na Terra, em locais "impossíveis de precisar" dentro de um raio de 800 km.

Terremotos matam três na Guatemala



Três pessoas morreram na cidade de Cuilapa, Guatemala, após três terremotos atingirem nesta segunda-feira o sul do país, segundo socorristas.
"Temos três mortos e vários soterrados, mas teremos que confirmar isso quando chegarem as unidades especiais de resgate", disse o porta-voz dos Bombeiros Voluntários William de León.
Segundo o Instituto de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh), os terremotos mediram entre 4,8 e 5,3 graus na escala Richter, e seu epicentro foi localizado no departamento de Santa Rosa, a 130km da capital.
O porta-voz dos bombeiros anunciou o envio de cães farejadores, uma vez que casas foram soterradas e trechos de estradas, bloqueados.
Na capital, centenas de pessoas foram retiradas de prédios públicos, no centro histórico e na chamada zona 10, onde fica o complexo hoteleiro e financeiro mais importante do país.
Um comunicado da Coordenadoria para a Redução de Desastres (Conred) informa que os tremores tiveram origem na falha de Jalpatagua, que se estende até El Salvador, e em falhas menores associadas ao sistema.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011



Você já deve estar até cansado de ouvir dos seus professores: no ano do vestibular, é preciso acompanhar o noticiário, seja em jornais, revistas, televisão ou internet. E eles estão certos. Segundo a professora de língua portuguesa do Liceu Franco-Brasileiro Teresa Cruz, o Enem é uma prova que exige do aluno bastante interpretação de textos, gráficos, tabelas e charges. Logo, quanto mais o estudante estiver por dentro do que está rolando no Brasil e no mundo, mais facilidade terá para identificar o que está sendo pedido em cada questão. Conversamos com professores e fizemos uma lista dos temas mais quentes do momento. Agora, é meter a cara e estudar!
CHUVAS NA SERRA: - As chuvas que castigaram a região serrana do Rio no verão podem aparecer no Enem. Segundo o professor de geografia Maurício Novaes, do CEL, a prova privilegia temas ligados à urbanização e ao meio ambiente. O impacto da ocupação desordenada de encostas e a erosão do solo estão ligados à tragédia.
COPA E OLIMPÍADAS: - Ninguém fala de outra coisa: qual será o legado da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016? O tema pode estar presente em diversas disciplinas. Na matemática, de acordo com o coordenador do pH Luís Felipe Abad, cálculos de geometria plana, como a área de um estádio, ou volume, para saber a quantidade de cimento a ser usada em uma obra, podem ser exigidos. Para Novaes, na geografia é possível tratar de investimentos em infraestrutura nas cidades-sede da Copa, crescimento do turismo e necessidade de qualificação de mão de obra para os eventos.
ACIDENTE NUCLEAR: - O terremoto no Japão e a consequente tragédia na usina de Fukushima comoveram o mundo e têm chance de cair no exame. Na parte de Ciências Naturais e suas Tecnologias, a abordagem deve envolver o que provocou o acidente e as medidas tomadas para minimizar a tragédia, assim como os efeitos da radiação e a contaminação da água e do solo. Até mesmo em história o assunto pode estar presente, principalmente relacionado à Segunda Guerra Mundial, durante a qual os Estados Unidos jogaram duas bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, e ao poder de recuperação japonês após os ataques.
MEIO AMBIENTE: - No ano que vem será realizada no Rio de Janeiro a conferência sobre o clima Rio 20. Nela, serão discutidas novas metas de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa, entre outras medidas. Além disso, o Código Florestal, aprovado na Câmara dos Deputados e em discussão no Senado, provoca polêmica com suas propostas de mudança na legislação para crimes ambientais, exploração em áreas de preservação permanente, entre outras. Os dois temas podem ser abordados nos âmbitos da química, da biologia e da geografia. Questões sobre energias limpas, combustíveis renováveis, créditos de carbono e também os ciclos da natureza podem aparecer.
MUNDO ÁRABE: - Este ano, o mundo viu explodirem diversas revoltas nos países árabes, no norte da África e no Oriente Médio. O professor de história Ulisses Martins, do Colégio Notre Dame Recreio, diz que esses eventos podem ser ponto de partida para a cobrança de conteúdos relacionados ao imperialismo, influência americana na região, regimes totalitários e até mesmo disputas ligadas à religião. O assassinato do líder da al-Qaeda Osama Bin Laden pelos EUA pode trazer também perguntas sobre terrorismo e as guerras do Iraque e do Afeganistão.
VULCÃO CHILENO: - Um vulcão no Chile provocou a maior confusão na América do Sul, com reflexos até na Austrália e na Nova Zelândia. Na química, questões relacionadas à composição do magma, os gases emitidos e os impactos disso no solo e nos sistemas hídricos podem cair. O vulcão também pode ser o gancho para falar de fenômenos naturais também na parte de Ciências Humanas e suas Tecnologias.
DITADURA MILITAR: - A eleição da presidente Dilma Rousseff, uma ex-militante de esquerda que viveu na clandestinidade e foi presa durante a ditadura militar, gerou grande expectativa, principalmente em relação à abertura de arquivos do período. Somado a isso, há grande mobilização pela aprovação do fim do sigilo secreto de documentos do governo e a criação de uma comissão da verdade para investigar os crimes ocorridos naquela época. Ou seja, assunto quente e atual.
ANO DA QUÍMICA: - Em 2011 são comemorados o Ano Internacional da Química, os 100 anos de Marie Curie, pioneira nas pesquisas sobre radioatividade, e também os 100 anos do modelo atômico de Rutherford. Olho vivo nesses temas.
CENSO 2010: - O Enem adora um gráfico e uma tabela. Com os dados do último censo divulgados no início do ano, é bem provável que haja questões ligadas à população, com uso desses recursos.

Agência O Globo

Qualidade da educação em risco



O texto abaixo foi publicado no portal NE10 e traz uma reflexão muito importante, que nos leva a questionar sobre qual o tipo de escola que queremos: aquela que nos faz progredir ou aquela que nos engana? O fato é que o futuro de quem quer encontrar um bom caminho de realizações profissionais depende do compromisso de todos, pois além do empenho e responsabilidade pessoal de quem estuda, deve haver cobrança também dos estudantes sobre o trabalho de quem ensina. Será que isso tem acontecido?
Fica então a dica para a leitura do texto:

Qualidade da educação em risco
Por Sílvia Gusmão Ramos para o NE10

Pesquisa do Data Popular mostra que, entre 2002 e 2009, o número de estudantes de graduação passou de 3,6 para 5,8 milhões, dos quais 58% pertencem à classe C. A ampliação da inclusão social proporcionada pelo aumento de renda no Brasil e comprovada pelos dados é, sem dúvidas, uma conquista a ser comemorada. O processo deve, entretanto, ser pensado e desenvolvido com a atenção que a complexidade do tema demanda. Isso porque algumas vezes pode se configurar numa cilada, quando se pensa em crescimento sustentável.

É o caso da educação. A precariedade da rede pública de ensino tem tido reflexo direto no desempenho desse novo perfil de alunos do ensino superior. Carentes de conhecimento e de leitura, um grande número desses jovens chega às faculdades sem o domínio das regras de ortografia, concordância e cálculo, além de não conseguir fazer a interpretação dos textos. Situação que problematiza o entendimento e o acompanhamento dos conteúdos das disciplinas dos cursos. 

A dificuldade em acompanhar as matérias é tal que algumas instituições de ensino superior particulares de São Paulo têm procurado soluções para não perder seus alunos. Tem investido em aulas de nivelamento no primeiro ano das graduações. O reforço costuma acontecer antes do período normal de aulas, no caso do noturno, ou após o expediente escolar, para quem estuda pela manhã.

Trata-se de uma ação estratégica dessas instituições, imprescindível para sua sobrevivência. Ir além da queixa da precária escolaridade dos estudantes ou do estabelecimento de todo tipo de acordo, comprometendo inclusive a qualidade do ensino, para mantê-lo deles na faculdade. 

Vale lembrar que um desempenho negativo dos alunos em provas como o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) coloca em risco a existência da faculdade no mercado. E os resultados recentes da rede particular não são nada animadores. Enquanto 83% das instituições de Ensino Superior que obtiveram resultados insatisfatórios são privadas, 56% das universidades que alcançaram a nota máxima da avaliação são públicas.

A ONU e a alimentação



Por duas décadas, a demanda global por alimentos aumentou de forma constante, juntamente com o crescimento mundial da população, safras recordes, melhorias na renda e com a diversificação das dietas. Como resultado, os preços dos alimentos continuaram a declinar até 2000.

Mas, a partir de 2004, os preços para a maioria dos grãos começou a subir. Embora tenha havido um aumento da produção, o aumento da procura foi maior.

Estoques de alimentos se esgotaram. E então, em 2005, a produção de alimentos foi dramaticamente afetada por incidentes meteorológicos extremos nos principais países produtores de alimentos. Em 2006, a produção mundial de cereais caiu 2,1%. Em 2007, o rápido aumento dos preços do petróleo aumentou os custos de fertilizantes e da produção alimentos.

Com os preços internacionais dos alimentos atingindo níveis sem precedentes, os países procuraram maneiras de isolar-se da escassez de alimentos e potenciais choques de preços. Vários países exportadores de alimentos impuseram restrições à exportação. Alguns principais importadores começaram a comprar os grãos a qualquer preço para manter o abastecimento interno.

Isto resultou em pânico e volatilidade nos mercados internacionais de grãos. Também atraiu investimentos especulativos a mercados futuros e opcionais de grãos. Como resultado, os preços subiram ainda mais.

Posteriormente, os preços das commodities alimentares pareceram estar se estabilizando. Mas os preços devem continuar elevados em médio e longo prazo, com consequências devastadoras para as populações mais vulneráveis do mundo.

Para resolver a crise crescente, o Secretário-Geral propôs a criação de uma Força-Tarefa, que, em julho de 2008, publicou o seu Quadro de Ação Global. Composto de 20 membros do Sistema da ONU, é presidido pelo Secretário-Geral Ban Ki-moon. O vice-presidente é Jacques Diouf, Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

“O aumento dramático nos últimos 12 meses nos preços globais de alimentos ameaça a segurança global dos alimentos e da nutrição…

Antes do rápido aumento dos preços dos alimentos, cerca de 854 milhões de pessoas [eram] desnutridas.

A crise pode conduzir mais 100 milhões de pessoas à pobreza e à fome.”

Força-Tarefa de Alto Nível para a Crise Global de Segurança Alimentar, “Quadro de Ação Global” (Julho de 2008)

Segundo a Força-Tarefa, estes preços elevados estão vinculados ao impacto sobre a capacidade do mundo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Isso se aplica em especial aos objetivos que estabeleceram parâmetros para a redução da pobreza, da fome, da mortalidade infantil, da saúde materna e da educação básica para todos.

Seu amplo quadro define ações para atender às necessidades imediatas das populações vulneráveis. Estas incluem a assistência alimentar, as intervenções de nutrição, o desenvolvimento de redes de segurança e mudanças nas políticas comercial e fiscal. Outras ações visam criar em longo prazo um sistema global de alimentos e nutrição mais resiliente. Estas incluem medidas de proteção social, o apoio ao pequeno agricultor local e a regulação do papel dos investimentos especulativos nos mercados de alimentos internacionais.

Os membros mais ativos do Sistema da ONU no combate a esta crise, bem como as ações que estão tomando, são os seguintes:

O Programa Mundial de Alimentos (PMA), através da sua Resposta Global aos Preços Altos de Alimentos, está aumentando a disponibilidade de alimentos nutritivos para crianças, mães e outros grupos particularmente vulneráveis. Também está incluindo novos e melhores produtos às suas rações alimentares e promovendo a produção local e a compra de alimentos e produtos alimentares nutritivos.

O Novo Acordo na Política Global de Alimentos do Banco Mundial trabalha a curto, médio e longo prazo, através de redes de segurança tais como merenda escolar, alimentos por trabalho e transferências condicionais de dinheiro. Ele promove o aumento da produção agrícola, a compreensão do impacto dos biocombustíveis e uma redução nos subsídios que distorcem o comércio e as barreiras. Seu novo mecanismo de financiamento rápido de 1,2 bilhão de dólares, o Programa Global de Resposta Alimentar, acelera a assistência aos países mais necessitados.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) direcionou quase 59 milhões de dólares em 2008 para auxiliar os países mais prejudicados durante épocas de plantio. A Iniciativa sobre o aumento dos Preços dos Alimentos da FAO envolve o fornecimento de análises de políticas e assistência, e aumentou o acesso a adubos, sementes e ferramentas. Ela promove a reabilitação da infraestrutura, inclusive por meio de irrigação. Também lida com a melhoria da produção, mercados agrícolas, redução da perda de colheitas, gestão de riscos de desastres, apoio à coordenação e assistência técnica.

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) disponibilizou 200 milhões de dólares, como um primeiro passo, para impulsionar a produção agrícola nos países afetados. Os fundos apoiam o aumento da produção por pequenos produtores e agricultores familiares. E ajudam a fornecer crédito para a compra de insumos agrícolas, para a distribuição de sementes e para a multiplicação de sementes por organizações de agricultores. O FIDA concede assistência para ajudar os agricultores a aumentarem a produção de alimentos básicos, incluindo grãos e produtos lácteos básicos. Ele ajuda a melhorar a fertilidade da terra e a gestão sustentável da terra e da água.

A reprovação da Educação Brasileira



Texto escrito por Lya Luft e publicado na revista Veja de 14 de setembro

Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos. Ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente.

Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.

Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marca-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?

De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades que têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o saber assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.

Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabem ler bem escrever. Não entende para que serve a pontuação em um texto. Não sabe ler as horas e minutos num relógio, não sabe que centímetros é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantadas escreve mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingentes de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.

Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente à criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.

Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, na lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço.

Mas se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobe nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?

Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir a escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.

Tipos de Aprendizagem Pessoal



Você está tendo problemas para absorver novos conteúdos nos seus estudos?

Você pode querer saber mais sobre seu estilo próprio de aprendizagem. Seu estilo de aprendizagem é a maneira que você prefere aprender. Ele não tem nada a ver com o quão inteligente você é ou quais são as habilidades que você desenvolveu. Tem a ver com a forma como o seu cérebro funciona de forma mais eficiente de apreender novas informações. Seu estilo de aprendizagem tem estado com você desde que você nasceu.

Não há tal coisa como um estilo de aprendizagem ser “bom” ou ser “ruim”. O sucesso vem com muitos estilos de aprendizagem diferentes. Não há uma abordagem “direita” de aprendizagem. Todos nós temos nossa própria maneira particular de aprender. O importante é estar ciente da natureza do seu estilo de aprendizagem. Se você entende de como o seu cérebro aprende melhor, você terá maior chance de estudar de uma forma produtiva.

Para você começar a pensar em seu estilo de aprendizagem, pense sobre a maneira pela qual você se lembra de um número de telefone. Você vê, no olho da sua mente, como se olhasse para o telefone? Ou você pode “ver” o número em que pedaço de papel, imaginando-o exatamente como você o escreveu? Você pode ser um aprendiz Visual. Ou, talvez você possa “ouvir” o número da mesma forma como se ouvisse alguém recitá-lo para você. Neste caso, você pode ser um aprendiz auditivo. Se você “deixar seus dedos fazerem a caminhada” no telefone, ou seja, seus dedos discarem o número sem olhar para o telefone, você pode ser um aprendiz Tátil / Cinestésico (sensível ao movimento).

Esta forma de olhar para o estilo de aprendizagem utiliza os diferentes canais de percepção (ver, ouvir, tocar / mover) como seu modelo. Esta é uma visão um pouco simplista de um assunto muito complicado (o cérebro humano). No entanto, olhando de um ponto de vista perceptivo para estilo de aprendizagem é uma forma útil para começar.

Combinar seu estilo com estratégias de aprendizagem

Embora não haja um estilo de aprendizagem “bom” ou “ruim”, pode haver uma combinação boa ou ruim entre a forma como você aprende melhor e da maneira um determinado curso é ensinado. Suponha que você é um aprendiz visual, matriculado em um curso de aula tradicional. Você sente que instrutor fica falando por horas e você não consegue prestar atenção ou ficar interessado na aula. Há uma incompatibilidade entre seu estilo de aprendizagem e do ambiente de ensino. Assim que você compreender esse descompasso, você pode encontrar maneiras de adaptar seu estilo para garantir o seu sucesso no aprendizado.

Você pode começar a gravação das palestras para que você não se preocupar em perder informações importantes. Você pode optar por desenhar diagramas que ilustram as ideias que estão sendo apresentadas. Você pode ir para o computador e encontrar um vídeo para ajudar a fornecer algumas informações adicionais. O que você está fazendo é desenvolver estratégias de aprendizagem que trabalham para você porque elas são baseadas em seu conhecimento do seu próprio estilo de aprendizagem.

Uma descrição dos Quatro Estilos de Aprendizagem e estratégias de aprendizagem.

Estilo de Aprendizagem Visual / Verbal

Você aprende melhor quando as informações são apresentadas visualmente e em um formato de linguagem escrita. Em sala de aula, você se beneficia de instrutores que utilizam o quadro negro (ou retroprojetor) para listar os pontos essenciais de uma aula, ou que fornece um esboço para acompanhar durante a palestra. Você se beneficia a partir de informações obtidas através de livros e notas de aula. Você tende a gostar de estudar sozinho em uma sala silenciosa. Muitas vezes você vê as informações “em sua mente” quando você está tentando lembrar alguma coisa.

Estratégias de aprendizagem para o aluno Visual / Verbal:

Para ajudar recordar-se, fazer uso de “código de cores” quando se estuda novas informações em livro-texto ou notas. Usando canetas marca-texto, destacar diferentes tipos de informação em cores contrastantes.

Escrever frases e frases que resumem as principais informações obtidas a partir do seu livro e aula.
Faça fichários de palavras e conceitos que precisam ser memorizados. Use canetas marca-texto para enfatizar postos-chave sobre os cartões. Limitar a quantidade de informações por cartão assim que sua mente puder formar uma “imagem” mental da informação.

Ao apreender as informações apresentadas em diagramas ou ilustrações, escrever explicações para o que foi aprendido.

Ao aprender matemática ou informações técnicas, escrever em frases e frases-chave de sua compreensão do material. Quando um problema envolve uma sequência de passos, escrever em detalhes como fazer cada etapa.

Fazer uso de processamento de texto de computador. Copiar as principais informações das suas notas e livros didáticos em um computador. Use as impressões para revisão visual.

Antes de um exame, faça você mesmo lembretes visuais de informações que devem ser memorizadas.  Ao fazê-los observar que contenham palavras-chave e conceitos e também colocá-los em locais de grande visibilidade – em seu espelho, notebook, painel do carro, etc.

O Estilo de Aprendizagem Visual / não-verbal

Você aprende melhor quando as informações são apresentadas visualmente e em uma imagem ou formato de design. Em sala de aula, você se beneficia de instrutores que usam recursos visuais, como cinema, vídeo, mapas e gráficos. Você se beneficia de informações obtidas com as imagens e diagramas em livros didáticos. Você tende a gostar de trabalhar em uma sala silenciosa e pode não gostar de trabalhar em grupos de estudo. Ao tentar lembrar de algo, muitas vezes você pode visualizar uma foto em sua mente. Você pode ter um lado artístico que gosta de atividades tendo a ver com arte visual e design.

Estratégias de aprendizagem para o aluno Visual / não-verbal:

Faça fichários de informações-chave que precisam ser memorizadas.

Desenhar símbolos e imagens sobre os cartões para facilitar relembrar.

Use canetas marca-texto para destacar as palavras-chave e imagens sobre os fichários. Limitar a quantidade de informações por cartão, assim que sua mente puder tirar uma foto “mental” da informação.

Marcar as margens do seu livro com palavras-chave, símbolos e diagramas que o ajudam a lembrar do texto. Use canetas marca-texto de cores contrastantes com “código de cor” para cada informação.

Ao aprender matemática ou informações técnicas, fazer gráficos para organizar a informação. Quando um problema matemático envolve uma sequência de passos, desenhar uma série de caixas, cada uma contendo o número apropriado de informações em dada sequência.

Use papel quadriculado grande praça para ajudar a criar gráficos e diagramas que ilustram os conceitos-chave.

Use o computador para ajudar na organização de material que precisa ser memorizado. Usando processamento de texto, criar tabelas e gráficos com gráficos que ajudam a compreender e reter o material do curso. Use planilha e software de banco de dados para organizar material que precisa ser aprendido.

Tanto quanto possível, traduzir as palavras e ideias em símbolos, imagens e diagramas.

O estilo tátil / cinestésico de Aprendizagem

Você aprende melhor quando fisicamente envolvido em uma atividade “manual”. Na sala de aula, você se beneficia de um ambiente de laboratório onde o homem possa manipular materiais para apreender novas informações. Você aprende melhor quando pode ser ativo fisicamente no ambiente de aprendizagem. Você se beneficia de instrutores em sala de aula que incentivam manifestações, “mãos-a-obra” nas experiências dos sistemas de aprendizagem do estudante e trabalho de campo fora da sala de aula.

Estratégias para o Aprendiz Tátil / Cinestésico:

Para ajudar você a manter o foco em classe, sentar-se perto da frente da sala e tomar notas durante todo o período de aula. Não se preocupe com a ortografia correta ou escrever frases completas. Anote as palavras-chave e desenhe ou faça gráficos para ajudá-lo a reter a informação que você está ouvindo.

Ao estudar, andar para trás e para frente com livros didáticos, notas ou fichários na mão e ler as informações em voz alta.

Pensar em maneiras de fazer a sua aprendizagem de algo tangível, ou seja, você pode colocar em suas mãos. Por exemplo, fazer um modelo que ilustra um conceito-chave. Gastar mais tempo em um ambiente de laboratório para aprender um procedimento importante. Passe algum tempo no campo (por exemplo, um museu, site histórico, ou local de trabalho) para ganhar experiência em primeira mão de seu assunto.

Para aprender uma sequência de passos, faça cartões 3′x5 cm para cada etapa. Organizar as cartas no topo de uma tabela para representar a sequência correta.

Colocar em palavras, símbolos ou imagens no seu fichários, qualquer coisa que ajude você a se lembrar da informação.

Use canetas marca-texto em cores contrastantes para destacar pontos importantes.

Limitar a quantidade de informações por cartão ajuda a recordar. Pratique colocar as cartas em ordem até que a sequência se torne automática.

Ao rever a nova informação, copiar postos-chave em um quadro-negro, placa de cavalete, ou superfície de escrita de grande porte.

Fazer uso do computador para reforçar a aprendizagem através do sentido do tato. Usando o software de processamento de texto, copiar as informações essenciais de suas notas e livros didáticos. Utilização de gráficos, tabelas e planilhas para organizar o material que deve ser aprendido.

Estilo de Aprendizagem Auditivo / Verbal

Você aprende melhor quando a informação é apresentada em um formato auditivo de linguagem oral. Em sala de aula, você se beneficia em ouvir palestras e participar de discussões em grupo. Você também se beneficia com a obtenção de informações a partir de fita de áudio. Ao tentar lembrar-se de algo, muitas vezes você pode “ouvir” a forma como alguém lhe disse a informação, ou a forma como você já repetiu em voz alta. Você aprende melhor quando interage com outros em uma audição.

Estratégias para aprendizagem Auditivo / Verbal:

Participar de um grupo de estudo para ajudá-lo a aprender o material do curso. Ou, trabalhar com um “professor particular” em uma base contínua para rever as informações-chave e preparar-se para os exames.

Ao estudar por si mesmo, falar em voz alta para ajudar a relembrar. Em uma sala onde você não incomodará ninguém, leia suas anotações e livro em voz alta.

Grave suas palestras. Use o ‘pause’ para evitar a gravação de informação irrelevante.

No início de cada palestra, definir o seu contador para ’000 ‘. Se um conceito discutido durante a palestra parece particularmente confuso olhar, o número balcão do tempo e anotá-lo. Depois, você pode avançar para esse número de rever o material que o confundiu durante a palestra.

Use áudio-books, ajudar a reter as informações. Ou, crie a suas próprias fitas de áudio através da leitura de notas e informações de livros em um gravador.

Ao se preparar para um exame, reveja as gravações no seu carro ou em um MP3 player sempre que você puder.

Ao aprender matemática ou informações técnicas faça o “seu caminho” através das novas informações colocando o problema em suas próprias palavras.

Para aprender uma sequência de passos, reescrevê-los em forma de frases e lê-los em voz alta.

Estas orientações irão ajuda-lo a entender o mecanismo do processamento das informações que chegam até você. As dicas que damos podem ser rearranjadas por você mesmo a medida que for conhecendo mais profundamente o processo cognitivo usado pelo seu cérebro.