Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cinco situações-limite mostram o nível alarmante de deterioração dos mares causada pela ação humana

 
Durante muito tempo, acreditou-se que a vastidão dos oceanos seria capaz de anular as agressões que a ação humana lhes impõe. Vazamentos de óleo e de produtos químicos, por exemplo, ocorrem com freqüência e produzem imagens chocantes. Mas sempre pareceram uma gota na imensidão, de forma que se avaliava que o mar acabaria por anular os efeitos rapidamente. Agora, diante de uma série de fenômenos recentes e inesperados, os biólogos alertam para uma situação muitíssimo mais grave: os oceanos estão doentes e, em muitos casos, ultrapassou-se a capacidade de auto-regeneração. Evidentemente, a ação do homem é decisiva para a deterioração das águas. Nos atóis do Pacífico e no norte da Europa, observa-se a queda abismal dos cardumes de peixes, dos mamíferos marinhos e dos bancos de corais, enquanto cresce a quantidade de algas tóxicas e águas-vivas. Focas, leões-marinhos e golfinhos morrem aos milhares na costa da Califórnia, fulminados por toxinas que até pouco tempo atrás não existiam na região. No Golfo do México, as marés vermelhas, que matam os peixes e lançam no ar substâncias que atacam o sistema respiratório de seres humanos, são cada vez mais freqüentes. Para espanto dos cientistas, algas venenosas que habitavam os mares nos tempos dos dinossauros voltaram a proliferar em uma dúzia de pontos do planeta.



Há várias causas para esses desastres naturais, mas todas têm uma origem em comum: a quantidade cada vez maior de resíduos da atividade humana que vão parar nos oceanos. O conteúdo das fossas e tubulações de esgoto doméstico, os dejetos industriais, os fertilizantes e as substâncias químicas usadas na agricultura e na pecuária – todos esses elementos são ricos em nutrientes básicos, compostos de nitrogênio, carbono, ferro e fósforo, que alteram a composição química dos mares. Eles favorecem a proliferação de algas e bactérias que, em excesso, consomem boa parte do oxigênio da água, sufocam os corais, comprometem a cadeia alimentar dos oceanos e, por extensão, a sobrevivência dos animais.

As emissões de dióxido de carbono (CO2) pela queima de combustíveis fósseis também colaboram para a degradação dos mares. Parte dessas emissões vai para a atmosfera e forma o chamado efeito estufa. Outra parte vai parar nos oceanos e torna a água cada vez mais ácida. Para completar, os materiais plásticos lançados como lixo nos mares, que antes apenas enfeavam as praias, hoje são responsáveis pela morte em massa de pássaros que vivem nos litorais. "A composição química dos oceanos mudou mais rapidamente no século XX do que nos últimos 650.000 anos", disse a VEJA o oceanógrafo Richard Feely, do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), órgão do governo americano. A dimensão negativa dessas mudanças e o que se pode fazer para evitá-las são o assunto desta reportagem, que se concentra na análise de cinco pontos indicados pelos especialistas como os mais críticos.

A ÁGUA ESTA CADA VEZ MAIS ÁCIDA
Tornou-se consenso que o dióxido de carbono (CO2) produzido pela queima de combustíveis fósseis é o responsável pelo aquecimento global. Menos conhecidos são seus efeitos nos oceanos, que absorvem boa parte do dióxido de carbono produzido pela ação humana. Quando o CO2 chega aos mares, o poluente se transforma em ácido carbônico, alterando o nível de acidez – o chamado pH – da água. Nas últimas décadas, o pH dos mares vem diminuindo a um ritmo cada vez mais acelerado. Os pesquisadores prevêem que, no fim deste século, caso se mantenha essa diminuição, o pH chegará a 7,9, o que tornará os oceanos vinte vezes mais ácidos do que hoje. Nesse cenário, muitos peixes e animais marinhos terão dificuldade para respirar. O sistema reprodutivo de algumas espécies também será afetado. Estudos feitos em laboratório com água apresentando pH de 7,9 mostram que, sob essas condições, as estruturas de alguns tipos de zooplâncton, compostas de carbonato de cálcio, são corroídas rapidamente – hoje, esse processo já ocorre, embora de forma lenta. Essa não é uma boa notícia, já que o zooplâncton é a base da cadeia alimentar de muitos peixes e mamíferos aquáticos. A acidez também ataca os corais, que se formam mais lentamente ou se deterioram, num fenômeno conhecido como branqueamento. Calcula-se que 60% dos corais do mundo já foram afetados pela diminuição do pH da água salgada.
Os especialistas suspeitam que o aumento da acidez dos oceanos terá outro efeito perverso – o de amplificar o aquecimento global. Os eocolitoforídeos, um tipo de fitoplâncton formado por carbonato de cálcio e também suscetível à acidez, brilham e refletem de volta para o céu parte dos raios solares que incidem sobre o mar. Sem eles, os raios não fariam o caminho de volta e o mar se tornaria mais quente. Através das eras geológicas, os oceanos sempre absorveram o excesso de CO2 da atmosfera, evitando o superaquecimento do planeta. Não fosse por eles, a temperatura da Terra teria aumentado 2 graus, em vez de apenas 1, no último século. Com o excesso de CO2 produzido pelo homem, eles hoje absorvem dez vezes mais esse gás venenoso. No próximo relatório do Painel Intergovernamental de Mudança Climática das Nações Unidas, a ser divulgado em 2007, a crescente acidez dos mares pela primeira vez será apontada como um problema grave.

CRESCE O NÚMERO DE ZONAS MORTAS
Metade da população do globo mora e trabalha em regiões costeiras – calcula-se que 2.000 famílias se instalem diariamente em áreas próximas aos litorais. A ocupação dessas áreas faz com que um fluxo crescente de água doce contaminada por resíduos de insumos agrícolas, dejetos de gado e esgotos doméstico e industrial seja despejado nos oceanos. Todos esses materiais descartados são ricos em nutrientes, que favorecem a proliferação de algas de vários tipos. As algas são parte da vida marinha, mas, em excesso, transformam-se numa ameaça para todas as outras espécies vegetais e animais. Ao morrerem, elas se depositam no fundo do mar, onde são degradadas por bactérias. Quando há algas demais, a ação desses microrganismos consome a maior parte do oxigênio da água, fazendo com que todas as formas de vida entrem em colapso. O resultado são as zonas mortas, inabitáveis para a maioria das espécies, salvo organismos que vivem com pouco oxigênio, como algumas bactérias. Nos anos 50, havia no mundo três zonas mortas reconhecidas pelas entidades que estudam os oceanos. Hoje, existem 150 – uma delas no entorno da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

O excesso de algas decorrente dos resíduos da ação humana também é mortal para os corais. Mesmo antes de se decomporem, as algas formam um escudo que bloqueia a luz do sol, fundamental para a sobrevivência dos corais. A ocupação acelerada, nas últimas décadas, de uma das regiões turísticas americanas mais conhecidas dos brasileiros, as Florida Keys, provocou um aumento tão intenso no lançamento de esgotos no mar que os quase 350 quilômetros de corais da região estão desaparecendo, vítimas de algas e de bactérias. Embora os recifes de coral cubram menos de 1% do solo dos oceanos, eles servem de abrigo para 2 milhões de espécies, ou 25% da vida marinha. "Cerca de 95% dos recifes de coral do mundo já não abrigam mais uma quantidade de peixes suficientemente variada e numerosa para mantê-los saudáveis", disse a VEJA John McManus, diretor do National Center for Caribbean Coral Reef Research, nos Estados Unidos.

ALGAS TÓXICAS MATAM OS SERES MARINHOS
Os mamíferos marinhos são vistos pelos oceanógrafos como um bom indicador da saúde dos oceanos. Quando há alterações no comportamento ou no ciclo de vida desses animais, é porque algo vai mal no ambiente em que vivem. Na última década, mais de 14.000 focas, leões-marinhos e golfinhos apareceram mortos ou doentes nas praias da Califórnia. Muitos deles, examinados por veterinários e biólogos marinhos, mostravam evidências de envenenamento por toxinas produzidas por tipos de alga que recentemente encontraram condições propícias para se reproduzir de forma descontrolada. Os animais se intoxicaram ao comer sardinhas e anchovas que se alimentam dessas algas.

Uma das algas tóxicas mais comuns é a pseudonízschia, que produz ácido domóico, substância que afeta o sistema nervoso. Nos leões-marinhos, essa toxina provoca tremores, convulsões e comportamento agressivo. As fêmeas, normalmente dotadas de forte instinto maternal, agridem e chegam a matar seus filhotes logo após o nascimento. Estudos geológicos feitos no Golfo do México, onde desemboca o Rio Mississippi, mostram que a pseudonítzschia não existia no local até os anos 50. Nessa época, difundiu-se largamente o uso de fertilizantes químicos nas fazendas às margens do rio. Estudos atribuem aos fertilizantes, utilizados desde então, a multiplicação acelerada da alga. As mudanças climáticas também afetam a proliferação de algas tóxicas, fazendo com que elas se reproduzam em locais que antes eram muito frios para a espécie.

Outros tipos de alga tóxica que recentemente passaram a se reproduzir de forma descontrolada enfraquecem o sistema imunológico dos animais marinhos, tornando-os mais vulneráveis a parasitas, vírus e bactérias. No Havaí já foram encontradas tartarugas marinhas com tumores do tamanho de uma maçã em volta dos olhos, na boca e atrás das nadadeiras. Os tumores impedem as tartarugas de enxergar, comer e nadar.

AS MARÉS VERMELHAS SÃO MAIS FREQÜENTES
Sempre que o verão começa, o Mar Báltico fica com a aparência de lama malcheirosa em partes do litoral da Suécia. Os peixes morrem e bóiam na superfície. Quem chega muito perto fica com os olhos ardendo e algumas pessoas têm dificuldade para respirar. Esses são alguns dos efeitos das marés vermelhas, como são chamadas as concentrações de algas tóxicas em águas próximas ao litoral. Até uma década atrás, no Golfo do México esse fenômeno acontecia em média a cada dez anos – hoje, ele ocorre todo ano e chega a durar meses. Marés vermelhas são sinal de oceanos doentes. Elas se devem a uma conjunção de fatores. Entre eles estão a destruição dos pântanos e manguezais próximos à costa e a poluição causada pelo assentamento humano cada vez mais intenso nas regiões litorâneas. Esse cenário diminui a quantidade de peixes e outras espécies marinhas que vivem junto à costa, abrindo caminho para a multiplicação das algas.

Algumas algas produzem toxinas que, além de matar os peixes, são levadas pela brisa marinha até a costa. Em seres humanos, as toxinas provocam incômodo pelo mau cheiro e causam desde reações alérgicas na pele até problemas respiratórios como bronquite e crises de asma. Durante as marés vermelhas, as toxinas produzidas pelas algas podem chegar à mesa do almoço, absorvidas por mexilhões, ostras e outros frutos do mar. A intoxicação por esses alimentos contaminados provoca infecções intestinais e até convulsões e desmaios.

As marés vermelhas também causam perdas financeiras às áreas afetadas. Em diversas regiões da China, onde o fenômeno vem acontecendo com maior freqüência, a pesca comercial fica suspensa enquanto duram as marés. Em regiões turísticas como a Flórida e a Califórnia, as reservas de hotéis são canceladas assim que os alertas de maré vermelha são divulgados.

O LIXO PLÁSTICO INVADE OS LITORAIS
Há décadas os ambientalistas insistem que os materiais plásticos descartados no mar representam uma das maiores ameaças ao meio ambiente – para a maioria das pessoas, esse discurso parecia mais folclórico do que real. Pois bem, os ecologistas sempre tiveram razão. Cerca de 90% do lixo que bóia nos oceanos é formado por materiais plásticos. O programa ambiental das Nações Unidas estima que 46 000 peças de lixo plástico flutuam em cada 2,5 quilômetros quadrados dos oceanos. Desse total, quatro quintos chegam até o mar varridos pelo vento ou levados pela água da chuva, pelos esgotos e rios. Um quinto é lançado pelos navios.

O Atol de Midway, localizado próximo ao Havaí, simboliza o drama da poluição causada pelos plásticos. Situado no meio do Oceano Pacífico, ele recebe diariamente o entulho plástico trazido do Japão e da costa oeste dos Estados Unidos por duas correntes que convergem para suas praias. O lixo de Midway causa a morte de quase metade dos 500.000 albatrozes que a cada ano nascem na ilha. Os albatrozes alimentam os filhotes com pedaços de plástico, que confundem com comida. Tartarugas, focas e leões-marinhos também comem as peças plásticas, e muitos deles morrem por asfixia ou lesões internas.

Nem mesmo peixes de pequeno e médio portes escapam da praga dos plásticos. Muitas vezes eles ingerem os pellets – como são chamadas as pequenas bolinhas plásticas com 1 centímetro de diâmetro –, usados pela indústria para produzir os mais variados objetos. Além de poluírem as praias, os pellets podem absorver substâncias tóxicas que não se dissolvem facilmente na água e afetar o ciclo reprodutivo dos peixes. Eles estão presentes também na costa brasileira. "Já encontrei pellets em Santos, em Ubatuba e no Guarujá", diz Alexander Turra, biólogo do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo.

EVENTOS 2011


SETEMBRO


DE 25 A 29 DE SETEMBRO DE 2011
Local: Porto de Galinhas, Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. Recife/ PE
Informações:
Acqua Consultoria
Rua Dr. Candido Espinheira, 560 - cj. 32. São Paulo/ SP
Fone / Fax: +55 11 3868 0726
info@worldwatercongress.com

OUTUBRO


DE 9 A 12 DE OUTUBRO DE 2011
Local: UFG. Goiânia/GO
Informações:



DE 12 A 15 DE OUTUBRO DE 2011
Local: UFPB, João Pessoa/PB
Informações:

NOVEMBRO


DE 7 A 11 DE NOVEMBRO DE 2011
Local: UFPA (Centro de Eventos Benedito Nunes). Belém/PA
Informações:
(091) 3201 8194 - Programa de Pós-graduação em Geografia da UFPA
(091) 3201 7439 - Assessoria de Comunicação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA


DE 8 A 11 NOVEMBRO DE 2011
Local: PUC. Rio de Janeiro/RJ
Informações:

GLOBALIZAÇÃO E REDES DA ECONOMIA MUNDIAL VESTIBULAR 2011 e 2010


VESTIBULAR 2011

(UNIOESTE) O fenomeno da Globalização, constituído por processos diversos, marca a experiência do tempo e do espaco vivenciada atualmente. Sobre este tema considere as afirmações a seguir:

I. Com a globalização as relacções de intercâmbio se intensificaram, levando a um acirramento da concorrência entre lugares, cidades e países que disputam os investimentos estrangeiros.
II. Os fluxos de mercadorias, capitais e informações cresceram no mundo globalizado,intensificando o poder dos Estados sobre as suas economias nacionais.
III. O processo de globalização não é somente caracterizado pela intensificacao das relacões transfronteiricas e globais, mas tambem pelo aumento das disparidades entre lugares e países, por novos processos de exclusão socioeconômica.
IV. Caracterizam a globalização, entre outros fatores, a maior dificuldade do estabelecimento dos fluxos transfronteiricos de capitais e mercadorias.
V. As redes que sustentam os fluxos transnacionais também podem dar suporte aos circuitos informais de lavagem de dinheiro em paraisos fiscais e de atuação do narcotráfico internacional.

Assinale a alternativa que indica as afirmações INCORRETAS.

a) I, II e III.
b) IV e V.
c) II, III e V.
d) III e IV.
e) II e IV.

(UNIR) As imagens abaixo mostram a localização de dois eventos mundiais ocorridos em 2009, simultaneamente.


Sobre esses dois importantes fóruns mundiais, pode-se afirmar:

a) Em Davos, reuniram-se representantes da riqueza do planeta com objetivo principal de elaborar políticas sociais para tirar da pobreza os excluídos da globalização.
b) Em Davos, no Fórum Econômico Mundial, os chefes de Estado dos países mais ricos do mundo exibiram seu otimismo com os bons resultados econômicos, consequência direta da adoção de políticas neoliberais em seus países.
c) No Fórum Econômico Mundial, os países ricos se comprometeram a reduzir drasticamente os subsídios agrícolas como forma de melhorar a concorrência na Organização Mundial do Comércio.
d) A cidade de Belém recepcionou a vanguarda do movimento social e político do mundo que luta contra a exclusão social provocada pela globalização da economia.
e) No Fórum Social Mundial, a notícia do fim do protecionismo anunciada pelos países ricos foi dada como verdade e vista como um gesto positivo na luta contra as desigualdades mundiais.

(UNEAL) Leia a frase para responder à questão.

Fenômeno decorrente da implementação de novas tecnologias de comunicação e informação, isto é, de novas redes técnicas, que permitem a circulação de ideias, mensagens, pessoas e mercadorias num ritmo acelerado, e que acabaram por criar a interconexão entre os lugares em tempo simultâneo.

PCN Geografia. Adaptado

A descrição revela o fenômeno da

a) conurbação.
b) metropolização.
c) globalização.
d) revolução industrial.
e) favelização.

(UFBA) A contextualização do momento histórico compreendido nas últimas quatro décadas do século XX explica a divulgação de duas teorias político-econômicas — o neoliberalismo e a globalização capitalista —, que passaram a exercer grande influência nas relações internas e externas do mundo atual.

Apresente o conceito de neoliberalismo e indique uma prática resultante da sua aplicação.

Reposta:

Conceito:

Teoria política e econômica que se fundamenta na crença do poder de livre regulamentação do mercado; assim sendo, o mercado deve funcionar sem nenhuma restrição, e a liberdade econômica deve ser absoluta.
Princípios de economia defendidos, desde 1944, por Friedrich von Hayek, austríaco naturalizado inglês, autor do livro “O Caminho da Servidão”. A teoria preconiza ainda que a desigualdade social é benéfica, pois tem a função de estimular a concorrência capitalista.


 Prática:

― Inglaterra – Margareth Tatcher (1979-1990) – Cortou os gastos sociais, aumentou o desemprego, derrotou sindicatos, privatizou empresas estatais e baixou os impostos dos ricos.
― Estados Unidos – Ronald Reagan (1980-1988) – pôs em prática a política de valorização do dólar.
― República Federal da Alemanha – Herbert Kohl – desagregação do estado do bem estar social.
― Brasil – Fernando Collor de Melo e Fernando Henrique Cardoso – abriram o mercado à livre concorrência e puseram em prática as privatizações.


(UFPR) A globalização é um fenômeno que tem como uma de suas características fundamentais a crescente abertura econômica e política entre os países. Sobre esse fenômeno, é correto afirmar:

a) Sua emergência tornou obsoletos os blocos econômicos regionais, pois facilitou o comércio direto de país para país.
b) Uma das consequências políticas do fortalecimento desse fenômeno foi a transferência da soberania nacional para organismos supranacionais, a exemplo da ONU.
c) As fronteiras nacionais perderam suas funções legais de controle de fluxos.
d) A causa da globalização foi a queda do muro de Berlim, dando fim à divisão do mundo conhecida como bipolaridade e iniciando uma nova fase, a multipolaridade.
e) O desenvolvimento tecnológico associado às condições políticas mundiais das últimas décadas do século XX intensificou o processo de globalização

(UNEAL)

A primeira eleição de Ronald Reagan para a presidência dos Estados Unidos (1980) coincidiu com o início do governo de Margaret Thatcher, líder do Partido Conservador, na Inglaterra. Orientados por uma mesma concepção de governo, dariam dimensão internacional ao neoliberalismo (...)

Alceu L. Pazzinato e Maria Helena V. Senise, História Moderna e Contemporânea

A doutrina econômica a que o texto se refere defende

a) o Estado de Bem Estar Social nas nações subdesenvolvidas.
b) a prática da estatização dos recursos naturais.
c) a intervenção mínima do Estado da economia.
d) o desestímulo à livre circulação de capitais internacionais.
e) a criação de rígida legislação de proteção ao trabalho.

(UEL)

(RUGGI, L. ; RESENDE, R.; CARNIEL, F. Em campo com passaporte: notas sobre as transferências internacionais de jogadores de futebol brasileiros. Disponível em: . Acesso em: 27 jun. de 2010.)

Com base na tabela e nos conhecimentos sobre as desigualdades geoeconômicas no mundo, assinale a alternativa correta.

a) A concentração das transações financeiras futebolísticas reflete o poder desigual de atração das diversas regiões de destino sobre o principal país fornecedor desses atletas no contexto do processo de globalização.
b) Os dados indicam que, entre 2007 e 2008, houve um crescimento da migração de jogadores brasileiros para cada uma das regiões consideradas.
c) A proximidade cultural do Brasil com os demais países das Américas explica o fato de haver mais transferências de jogadores para essas regiões comparativamente aos mercados europeus.
d) Entre 2007 e 2008, a África foi o continente que, percentualmente, apresentou o maior crescimento como mercado receptor de jogadores brasileiros, tendo em vista a realização de sua primeira Copa do Mundo.
e) A substituição do continente europeu pelo asiático como destino principal de jogadores brasileiros entre 2007 e 2008 pode ser explicada pela crise financeira de 2008, iniciada em solo europeu.

(UNIR) Analise os dois trechos de notícias abaixo.

Espanha, Portugal e Grécia devem reduzir salários.
Espanha, Portugal e Grécia terão que assumir sacrifícios como uma redução de salários para recuperar competitividade, afirmou o economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), Olivier Blanchard, em entrevista publicada nesta terça-feira (2) pelo diário econômico francês Les Echos. Para o FMI, o restabelecimento de competitividade pode exigir grandes sacrifícios, como uma baixa dos salários. Essa será a maneira encontrada pelos governos para sanar a dívida pública.

(Disponível em http://noticias.r7.com/economia/noticias. Acesso em 10/10/2010.)

Trabalhadores alemães e italianos ocupam as ruas contra arrocho.

Dezenas de milhares de alemães protestaram neste sábado (12) contra o que está sendo considerado como o maior pacote de austeridade da Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial. O governo da coalizão direitista e cada vez mais impopular da chanceler Angela Merkel acertou, na última segunda-feira, um pacote de cortes orçamentários para trazer o déficit federal de volta aos limites estabelecidos pela União Europeia até 2013.

(Disponível em www.vermelho.org.br. Acesso em 13/06/2010.)

Pode-se afirmar corretamente que os trechos acima

a) são excludentes uma vez que tratam de questões distintas.
b) não fazem parte de um mesmo contexto, uma vez que o primeiro trata do FMI e o segundo, da Alemanha.
c) relacionam-se porque mostram as políticas adotadas por governos europeus na condução da crise econômica iniciada em 2008 nos Estados Unidos.
d) completam-se porque abordam aspectos da criação da União Europeia.
e) não se relacionam uma vez que tratam de aspectos divergentes quanto à resolução da crise econômica provocada pela União Europeia.

(PUC-PR-CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA) Em abril de 2010 um vulcão entrou em erupção na Islândia. Apesar da sua localização geográfica, as fumaças lançadas na atmosfera levaram ao fechamento de vários aeroportos da Europa, provocando atrasos e cancelamentos de viagens em escala mundial. Essa situação demonstra que:

a) No mundo globalizado a dependência dos transportes aéreos e a necessidade da rapidez nos deslocamentos de pessoas e no transporte de cargas são tamanhas, que mesmo os trens de alta velocidade, existentes em vários países europeus, não conseguem suportar o volume a ser transportado, o que pode causar um verdadeiro “caos aéreo”.
b) Os aeroportos do norte da Europa foram fechados para servir de alojamento à população que precisou ser evacuada das áreas de risco nas imediações do vulcão, afetando, dessa forma, o transporte aéreo mundial.
c) O conhecimento científico e a tecnologia sísmica foram capazes de prever a atividade vulcânica com bastante antecedência. Assim foi possível evacuar a população das áreas de risco, fator que causou o congestionamento dos principais aeroportos da Europa.
d) O verdadeiro caos no transporte aéreo decorreu do intenso movimento de passageiros nos aeroportos da Europa, pois o derrame das lavas vulcânicas comprometeu a estrutura das principais rodovias do continente e fechou as estações de trens.
e) Nenhuma das alternativas anteriores é correta.

(UFAL) O Capitalismo Moderno é um sistema político e econômico que ainda predomina no mundo atual. Ele apresenta uma série de características, como as que são mencionadas a seguir, exceto:

a) a globalização do capital financeiro.
b) a intensificação dos monopólios.
c) a redução considerável do direito à propriedade privada dos meios de produção.
d) o aumento da produtividade do trabalho.
e) a competição de oligopólios no mercado internacional.

(UFRN) O ano de 2008 foi marcado por uma crise econômica que se abateu sobre os Estados Unidos. Nesse País, os efeitos da crise puderam ser observados por meio do fechamento de bancos, da queda de ações em Bolsas de Valores, da falência no Setor Imobiliário, do aumento do desemprego. As informações sobre a referida crise circularam, simultaneamente, em diferentes partes do Mundo.

a) Justifique por que as informações sobre a crise dos EUA puderam ser acompanhadas, simultaneamente, em diferentes partes do Mundo.

b) Levando em consideração a globalização econômica, explique por que a crise que atingiu os Estados Unidos em 2008 afetou a Economia Mundial.

Resposta:

a) Porque a sociedade atual vive a Revolução Técnico-científica-informacional, ou Terceira Revolução Industrial, que se caracteriza pelo avanço nas técnicas de armazenamento, processamento e difusão de informações, utilizando redes digitais, como a internet, os cabos de fibra ótica e os satélites de comunicação, com capacidade de transmissão, em tempo real, de fatos ocorridos em escala mundial.

b) A globalização econômica se caracteriza pela intensificação dos fluxos de mercadorias, serviços, capitais e informações, que interligam o espaço planetário por meio de redes, que funcionam praticamente em tempo real, gerando a interdependência entre os mercados no âmbito da economia mundial. Nesse contexto, por ser os EUA um país que integra a rede do capitalismo mundial, cuja economia está densamente articulada ao sistema econômico e financeiro, a crise que lá se instalou provocou impactos nas demais economias do mundo.

(UFRN) Brasil, Rússia, Índia e China, constituem um grupo de economias emergentes, que assumiram importância no mercado global. Esses países contribuíram nos últimos cinco anos com mais da metade do crescimento do produto global, ou seja, a soma do que foi produzido nos diferentes setores da economia, ampliando significativamente a participação destes no comércio mundial.

Sobre a participação desse grupo de países na economia mundial, pode-se afirmar que:

a) A Rússia se destaca ofertando alimentos e matérias-primas para suprir as demandas de consumo da sociedade indiana.
b) A China se destaca pela elevada qualificação de sua mão-de-obra e pelo desenvolvimento industrial com rígido controle ambiental.
c) A Índia se destaca no setor de serviços de informática pela capacidade para formar profissionais nas áreas tecnológicas.
d) O Brasil se destaca como fornecedor de petróleo e gás natural, atendendo as demandas de consumo de energia da produção chinesa.

(UEPB) A globalização que marca a nova fase do desenvolvimento capitalista se caracteriza pela mundialização da produção, da circulação e do consumo. Processo este que foi viabilizado pelo avanço técnico acelerado. As transformações rápidas que ocorrem na economia e na sociedade têm hoje a finalidade de intensificar a competitividade, que é mola propulsora do processo de globalização.

Podemos identificar como estratégias competitivas do capitalismo globalizado:

I - A produção de transgênicos que, embora polêmica, é mais produtiva, aumenta a resistência às pragas e cria a dependência dos produtores junto às empresas que controlam as sementes geneticamente modificadas.
II - A customização, ou seja, a fabricação de produtos sob encomenda para atender às especificações do consumidor final, em substituição à produção padronizada em série e com grandes estoques.
III - A flexibilização da produção através da adoção de um mesmo padrão produtivo das linhas de montagem, distribuídas pelos vários países do mundo, o que reduz custos e retira a identificação de um produto como sendo de uma nacionalidade.
IV - A adoção do protecionismo às empresas nacionais através dos subsídios e das cotas para dificultar a concorrência dos produtos estrangeiros dentro dos territórios nacionais.

Estão corretas apenas as alternativas

a) I, II e III
b) I, III e IV
c) I e IV
d) II, III e IV
e) II e III

(UFRR) A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) é a divisão produtiva em âmbito internacional. Ela passou por três grandes fases, sendo que, na atualidade, ela se caracteriza:

a) Pelos países europeus serem conquistadores de novas terras em várias partes do mundo, onde passaram a impor um domínio econômico;
b) Por ser conhecida como fase do capitalismo financeiro, em que os países detentores de capital liberavam empréstimos aos países subdesenvolvidos para que os mesmos pudessem implantar as filiais das empresas dos países ricos, transformando estes países subdesenvolvidos em exportadores de produtos industrializados;
c) Pelo desenvolvimento de grandes oligopólios transnacionais, que deslocam sua capacidade produtiva para regiões em desenvolvimento, atrás de ofertas atrativas que possibilitem redução dos custos de produção;
d) Pela divisão do mundo em dois grupos: os fornecedores de matéria-prima e os exportadores de produtos manufaturados;
e) Pela divisão dos países do mundo nos blocos econômicos cristãos (comandados pelos Estados Unidos da América) e muçulmanos (comandados pelo Irã).

VESTIBULAR 2010

(UERJ)

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Pela leitura do gráfico, podem-se inferir as seguintes características do momento atual do capitalismo:

a) livre-concorrência e fragmentação do setor bancário 
b) concentração econômica e formação de oligopólios financeiros 
c) nacionalização da economia e associação dos capitais industrial e bancário 
d) desregulamentação do mercado financeiro e predomínio dos bancos globais 

(UERJ)

O ex-presidente do Banco Central americano disse ontem que “um tsunami do crédito que ocorre uma vez por século” tragou os mercados financeiros. Em audiência na Câmara dos Representantes dos EUA, frisou que as instituições não protegeram os investidores e aplicações tão bem como ele previa.
Adaptado de O Globo, 24/10/2008

A crise financeira que se intensificou no mundo a partir do mês de outubro de 2008 colocou em xeque as políticas neoliberais, adotadas por muitos países a partir da década de 1980.

A principal crítica ao neoliberalismo, como causador dessa crise, está relacionada com:

a) diminuição das garantias trabalhistas
b) estímulo à competição entre as empresas
c) reforço da livre circulação de mercadorias
d) redução da regulação estatal da economia

(UNESP) Observe o mapa.

(Armand Colin. L’ Atlas Du Monde Diplomatique, 2006. Adaptado.)

Após a observação dos fluxos comerciais mundiais, representados no mapa, aponte as características que explicam a dinâmica do comércio mundial.

I. Os fluxos de mercadorias se repartem igualmente em todo o mundo, os fluxos concentram-se entre as áreas do Norte com o Sul (EUA, UE, Japão).
II. Os principais fluxos comerciais são realizados entre os EUA (América do Norte) e Ásia; entre EUA (América do Norte) e Europa Ocidental e entre Europa Ocidental e Ásia.
III. As áreas em desenvolvimento e subdesenvolvidas (Sul) têm expressiva participação no comércio mundial, portanto, não são consideradas marginalizadas.
IV. Na Europa, a maior parcela do comércio é no interior da zona econômica, enquanto nos EUA (América do Norte) o comércio está voltado para outras regiões do mundo.
V. Os países do Golfo Pérsico têm predomínio de exportações para fora da região, devido às  exportações do petróleo.

Estão corretas apenas as afirmações

a) I, II e IV.
b) I, III e V.
c) I, II, III e V.
d) II, IV e V.
e) III e IV.

(UFT) No atual estágio do processo de globalização, a cultura e suas respectivas formas de manifestação têm ganhado um papel de destaque nas relações internacionais. Em diversos países tem-se constatado manifestações que reforçam as identidades locais e regionais em detrimento de um processo de homogeneização e padronização cultural impulsionado e estimulado, sobretudo, por grandes empresas transnacionais. Para Hall (2009), “juntamente com as tendências homogeneizantes da globalização, existe a „proliferação subalterna da diferença‟”. A partir do que foi apresentado, podemos considerar INCORRETA a alternativa que diz

a) que a globalização contemporânea possibilita a formação de uma tendência cultural homogeneizante por meio das técnicas de informação, ciência e comunicação que ela coloca à disposição de atores políticos globais, que atuam 
no sentido de erradicar as manifestações culturais em escalas local e regional que reivindicam seus direitos a diferença.
b) que a globalização contemporânea, a partir das técnicas, da ciência e da informação disponíveis para a atuação em escala global de empresas transnacionais, apresenta uma tendência à homogeneização cultural que é contestada, pois, em diversos países tem surgidos movimentos culturais que implicam na manifestação da diferença a essa tendência homogeneizante global.
c) que na globalização contemporânea as mesmas técnicas de informação e de produção do conhecimento científico utilizadas por atores políticos para construírem uma tendência cultural global homogeneizante são utilizadas por movimentos políticos em suas manifestações culturais reivindicando seu direito à diferença.
d) que a globalização contemporânea apresenta-se como um paradoxo, pois do ponto de vista cultural, ao mesmo tempo em que ela trabalha para que as coisas pareçam semelhantes entre si, contraditoriamente, ela constroi possibilidades de proliferação de diferenças.
e) que na globalização contemporânea identificamos um movimento dialético no sentido de que ao mesmo tempo em que ela estrutura uma tendência cultural homogeneizante, possibilita que se manifestem movimentos de enfrentamento e reivindicação que proliferam seus direitos à diferença.

(UFSM) '' Em seu livro Jihad vs. McWorld, Benjamin Barber foi incrivelmente profético ao descrever nosso mundo complicado, em que dois cenários aparentemente contraditórios desenrolam-se simultaneamente: um, onde 'cultura é lançada contra cultura, pessoas contra pessoas, tribos contra tribos' e outro, onde 'ímpeto de forças econômicas, tecnológicas e ecológicas (...) exigem integração e uniformidade e (...) hipnotizam as pessoas em todo o planeta com o universo fast de música, computador, comida (...), um McMundo unido pela comunicação, informação, entretenimento, comércio'.''

WORLDWATCH INSTITUTE. Estado do mundo. 2004. Salvador: Uma, 2004. p. 179.

O texto e a figura compõem um quadro que aponta para uma das contradições socioeconômicas mais marcantes da globalização. São elementos constituintes dessa contradição:

a) intensa homogeneização do espaço - eliminação de culturas tradicionais.
b) democracia nos países ricos - autoritarismo e desorganização da sociedade civil nas nações subdesenvolvidas.
c) incentivo à integração econômica - fragmentação política pelo nacionalismo.
d) poder das empresas globais - popularização dos sistemas de transportes em massa.
e) universalização de produtos e facilidade de circulação de riqueza - diferenciação de ritmo e intensidade dos países e das populações na globalização.

(FEI) Assinale a alternativa incorreta em relação à configuração do espaço econômico mundial nas últimas décadas.

a) Há uma intensificação do comércio internacional de bens e serviços.
b) Ocorre um aumento da interdependência econômica entre as nações do mundo.
c) Graças ao aumento dos fluxos de capitais e do avanço tecnológico, as disparidades regionais têm diminuído em todo o mundo.
d) Grande parte das transações internacionais ocorre entre filiais e empresas do mesmo grupo espalhadas pelo mundo.
e) Predomina uma grande flexibilidade na produção, com o uso de tecnologias que possibilitam rápidas mudanças tanto nos produtos oferecidos, quanto no local de produção, sendo comum a presença de produtos com componentes fabricados em diversas partes do mundo.

(UNESP) A fábrica global instala-se além de toda e qualquer fronteira, articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do trabalho social e outras forças produtivas. Acompanhada pela publicidade, a mídia impressa e eletrônica, a indústria cultural, misturadas em jornais, revistas, livros, programas de rádio, emissões de televisão, videoclipes, fax, redes de computadores e outros meios de comunicação, informação e fabulação, dissolve fronteiras, agiliza os mercados, generaliza o consumismo. Provoca
a desterritorialização e reterritorialização das coisas, gentes e ideias. Promove o redimensionamento de espaços e tempos.

Octavio Ianni, Teorias da Globalização, 2002.

Partindo da metáfora de fábrica global de Octavio Ianni, pode-se identificar como características da globalização

a) o amplo fluxo de riquezas, de imagens, de poder, bem como as novas tecnologias de informação que estão integrando o mundo em redes globais, em que o Estado também exerce importante papel na relação entre tecnologia e sociedade.
b) a imposição de regras pelos países da Europa e América do Sul nas relações comerciais e globais que oprimem os mais pobres do mundo e se preocupam muito mais com a expansão das relações de mercado do que com a democracia.
c) a busca das identidades nacionais como única fonte de significado em um período histórico caracterizado por uma ampla estruturação das organizações sociais, legitimação das instituições e aparecimento de movimentos políticos e expressões culturais.
d) o multiculturalismo e a interdependência que somente podemos compreender e mudar a partir de uma perspectiva singular que articule o isolamento cultural com o individualismo.
e) a existência de redes que impedem a dependência dos polos econômicos e culturais no novo mosaico global contemporâneo.

(UFF)

O mundo como fábula, como perversidade e como possibilidade

     Vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. Haveria nisto um paradoxo pedindo uma explicação? De um lado, é abusivamente mencionado o extraordinário progresso das ciências e das técnicas, das quais um dos frutos são os novos materiais artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade. De outro lado, há, também, referência obrigatória à aceleração contemporânea e todas as vertigens que cria, a começar pela própria velocidade. Todos esses, porém, são dados de um mundo físico fabricado pelo homem, cuja utilização, aliás, permite que o mundo se torne esse mundo confuso e confusamente percebido.
     De fato, se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro, e não queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula; o segundo seria o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o terceiro, o  mundo como ele pode ser: uma outra globalização.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 17-18.

A ideia da “globalização como fábula”, destacada no Texto XI, torna-se ainda mais expressiva, se levamos em conta certas definições de fábula, apresentadas no dicionário:mitologia, lenda, narração de coisas imaginárias. Não resta dúvida de que se lida com a imagem de um mundo cada vez mais interconectado, mas de forma alguma “sem fronteiras”.

Essa imagem, difundida nos tempos atuais, encontra seu principal fundamento no aspecto:
a) político, com o triunfo de regimes democráticos em continentes inteiros.
b) socioeconômico, com a redução das desigualdades entre os povos da Terra.
c) sanitário, com o êxito alcançado na prevenção das pan-epidemias.
d) financeiro, com a intensa circulação de capitais em nível planetário.
e) cultural, com a crescente unificação das crenças religiosas no mundo.

(UEM) Sobre globalização e o atual momento de expansão do capitalismo no mundo, assinale o que for correto.

01) A globalização está para o capitalismo informacional assim como o colonialismo esteve para a sua etapa comercial ou o imperialismo, para o final da fase industrial e início da fase financeira.
02) Com a globalização, ocorre atualmente a inclusão de todos os povos e países no processo de
desenvolvimento, o que gera a extinção dos chamados espaços desiguais no sistema econômico mundial.
04) Para a globalização, interessa a eliminação de qualquer barreira ou entrave que impeça a livre
circulação de mercadorias, função que é desempenhada pelos blocos econômicos internacionais.
08) Uma das consequências da globalização é que os países se tornam dependentes uns dos outros, de tal forma que os países considerados subdesenvolvidos não conseguem mais resolver seus problemas internos sem o aval de países considerados desenvolvidos.
16) A globalização é marcada, basicamente, pela mundialização da produção, da circulação e do
consumo; ou seja, de todo o ciclo de reprodução do capital.

Resposta: 21 (01+04+16)

(UEL) Leia o texto a seguir:

Os mercados podem escolher seus pobres em circuitos ampliados; o catálogo se enriquece, porque ali, agora, existem pobres pobres e pobres ricos. E existem também – sempre se descobre – pobres ainda mais pobres, menos difíceis, menos “exigentes”. Nada exigentes. Saldos fantásticos. Promoções por todo o lado. O  trabalho pode não custar nada quando se sabe viajar. Outra vantagem: a escolha desses pobres, desses pobres pobres, empobrecerá os pobres ricos que, ficando mais pobres, próximos dos pobres pobres, serão por sua vez menos exigentes. Que bela época!

FORRESTER, V. O Horror econômico, Trad. Álvaro Lorencini, São Paulo: UNESP, 1997, pp.101.

Baseado no texto e nos conhecimentos sobre o tema neoliberalismo e globalização, considere as afirmativas:

I. O processo de globalização empresarial pode escolher além das fronteiras nacionais, locais em que o trabalho possa ser apropriado com custos ínfimos.
II. Os pobres ricos são menos exigentes no mercado de trabalho, por conta das promoções que atingem o seu potencial de consumo.
III. Os fantásticos saldos para a contratação de trabalho nesta bela época são realizados pelo catálogo ampliado da possibilidade de contratação dos pobres no mercado.
IV. A disputa de emprego no mundo do trabalho mundial pode tornar os pobres ricos mais pobres, se o mercado souber viajar em busca das promoções.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.

(MACKENZIE-SP)

“Não há sociedade, só indivíduos”.

Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica

Primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro na história da Inglaterra, de 1979 a 1990, Thatcher recebeu do então presidente norte-americano, Ronald Reagan, o título de “o homem forte do Reino Unido”. Indicada pelo Partido Conservador, suas decisões firmes marcaram a adoção de uma política neoliberal e o fim do modelo, então praticado, conhecido como Welfare State. Com relação
a esse novo modelo de governo, assinale a alternativa correta.

a) Privatização de empresas estatais, em que produtos e serviços considerados estratégicos para a soberania nacional são submetidos à lógica do mercado internacional, permitindo um aumento dos gastos públicos em saúde e educação.
b) Retomada de uma política econômica sustentada por economistas, como Haydek e Friedman, defendendo a absoluta liberdade econômica, mas com preocupações voltadas para a distribuição da riqueza nacional.
c) Possibilidade de que países em desenvolvimento melhorassem seus quadros sociais, com o aumento de empregos para a classe trabalhadora, graças à atuação de empresas transnacionais em diversos setores.
d) Corte de gastos no setor social, aumento do desemprego, endurecimento nas negociações com os sindicatos, elevação das taxas de juros e fim da intervenção estatal, dando total liberdade aos setores financeiro e econômico.
e) Nova diretriz de governo adotada por Thatcher, na Inglaterra, não foi implementada pelos líderes de outras nações, que criticavam as desigualdades sociais geradas pela adoção desse modelo econômico.

(PUCRJ)

(...) Liberalismo, o Neo, bateu à porta da quitinete onde morava o Estado Mínimo e sua numerosa família. O Estado Mínimo – diga-se de passagem – já fora o máximo no passado, requisitado por todos, vivia confortavelmente em uma cobertura duplex no edifício Keynes. A partir dos anos 1980, seu prestígio começou a declinar diante da campanha orquestrada pelo Liberalismo que avançou no seu patrimônio e privatizou suas empresas sob o pretexto de que ele, Estado, não entendia nada de economia, cobrava altos impostos e impedia a maximização dos seus lucros. Empobrecendo, o Estado teve que se mudar para um apartamento menor e depois para outro menor ainda e hoje vive em uma modesta unidade no conjunto habitacional Milton Friedmam. (...)

NOVAES, Carlos Eduardo, ‘Liberalismo e Estado Mínimo’, 01/mar./2009, Jornal do Brasil.

A opção que apresenta exemplos, no Brasil, que confirmam a explicação contida no trecho da crônica é:
a) privatização de bancos, aumento das barreiras alfandegárias, aplicação dos Planos Quinquenais.
b) desestatização de empresas, desregulamentação da economia, criação de Agências Reguladoras.
c) redução da concentração do poder administrativo federal, redução das taxas de juros, criação dos Órgãos de Planejamento Regional.
d) ampliação da esfera de atuação das secretarias de governo, reforma fiscal, implementação de Programas de Desenvolvimento Nacional.
e) nacionalização de empresas, redução das tarifas alfandegárias, implementação dos Programas Nacionais de Desenvolvimento.

(FATEC) No atual processo de globalização econômica, vem ocorrendo uma verdadeira divisão econômica e geopolítica do mundo, que distingue centros de inovação tecnológica, áreas de difusão de indústria e agroindústria avançadas, áreas em desindustrialização, áreas com economia tradicional em decadência e áreas a serem preservadas. Sob o comando dos grandes agentes econômicos capitalistas transnacionais, o território dos países é utilizado intensivamente, afetando o poder dos Estados e alienando a vida das sociedades que vivem nesses territórios.

Analise as afirmações a seguir como elementos em jogo no processo de globalização descrito.

I. Hegemonia dos processos produtivos baseados na 3ª Revolução Industrial.
II. Macropolíticas estatais controladoras dos fluxos econômicos e protetoras da mão-de-obra.
III. Divisão mundial do trabalho entre centros hegemônicos e periferias e semiperiferias.
IV. Tendência ao aumento das áreas naturais preservadas pelo “desenvolvimento sustentável” capitalista.

Pode-se assinalar, como verdadeiros elementos desse processo de globalização, o que está contido nas afirmações

a) I, II, III e IV.
b) I, II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e IV, apenas.
e) IV, apenas.

(UNESP) A fábrica global instala-se além de toda e qualquer fronteira,articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do trabalho social e outras forças produtivas. Acompanhada pela publicidade, a mídia impressa e eletrônica, a indústria cultural,misturadas em jornais, revistas, livros, programas de rádio,emissões de televisão, videoclipes, fax, redes de computadores e outros meios de comunicação, informação e fabulação, dissolve fronteiras, agiliza os mercados, generaliza o consumismo. Provoca a desterritorialização e reterritorialização das coisas, gentes e ideias. Promove o redimensionamento de espaços e tempos.
Octavio Ianni, Teorias da Globalização, 2002.

Partindo da metáfora de fábrica global de Octavio Ianni, pode-se identificar como características da globalização

a) o amplo fluxo de riquezas, de imagens, de poder, bem como as novas tecnologias de informação que estão integrando o mundo em redes globais, em que o Estado também exerce importante papel na relação entre tecnologia e sociedade.
b) a imposição de regras pelos países da Europa e América do Sul nas relações comerciais e globais que oprimem os mais pobres do mundo e se preocupam muito mais com a expansão das relações de mercado do que com a democracia.
c) a busca das identidades nacionais como única fonte de significado em um período histórico caracterizado por uma ampla estruturação das organizações sociais, legitimação das instituições e aparecimento de movimentos políticos e expressões culturais.
d) o multiculturalismo e a interdependência que somente podemos compreender e mudar a partir de uma perspectiva singular que articule o isolamento cultural com o individualismo.
e) a existência de redes que impedem a dependência dos polos econômicos e culturais no novo mosaico global contemporâneo.

(UFTO) No caso brasileiro, as décadas de 1980 e 1990 são marcadas pelo processo de globalização da economia. Muitas corporações internacionais de diferentes setores econômicos se instalaram em território brasileiro e passaram a atuar na fabricação de uma gama variável de produtos, bem como na oferta de serviços. Este período é marcado também pelo movimento neoliberal que culminou na privatização de muitas empresas estatais brasileiras. De acordo com o texto é CORRETO afirmar que:

a) ao abrir as portas para o capital estrangeiro o mercado brasileiro, formado por diferentes setores da economia, apresentou um forte aquecimento. Este crescimento, por sua vez, foi acompanhado de um significativo desenvolvimento social, constatado em todas as partes do território.
b) ao se instalar no território brasileiro, as empresas transnacionais passaram a produzir seus próprios espaços, considerados espaços da globalização, em que os comandos passam a ser estabelecidos por essas empresas, criando, assim, um “espaço nacional da economia internacional”.
c) a produção industrial brasileira é marcada pela inovação tecnológica. Aqui, produtos da mais alta tecnologia surgem constantemente. Este fato é constatado pela supremacia que a indústria representa em nossa balança comercial, superando, inclusive o agronegócio.
d) em se tratando do Brasil, o processo de globalização da economia se faz sentir exclusivamente no campo. Não se pode negar os avanços tecnológicos que se tem observado no setor agrícola. Isto pode ser constatado pela expressiva produção que coloca o país como um dos maiores produtores de grãos do mundo.
e) o território brasileiro é um exemplo emblemático de que a globalização de fato se estabeleceu para trazer apenas benefícios. Em toda parte podemos observar os avanços significativos, de modernização, desenvolvimento social e melhorias no meio ambiente.

(PUCPR) A globalização pode ser descrita como um conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas.

São manifestações características da globalização, EXCETO:

a) A globalização aumentou a força/influência do Estado-Nação como poder regulador da vida econômica e social dos países.
b) A redefinição das relações políticas, econômicas e culturais entre os países modifica o papel e o significado das fronteiras nacionais.
c) A nova divisão internacional do trabalho permite que grandes conglomerados empresariais passem a exercer uma dominação crescente no setor industrial e de serviços.
d) Em virtude do processo de globalização, as grandes corporações passam a ter maior mobilidade espacial e maior capacidade competitiva.
e) É crescente a interligação e interdependência dos mercados financeiros em escala mundial.

(UNESP) É possível reconhecer que o novo ciclo de expansão mundial do capitalismo abala radicalmente os projetos econômicos nacionais. Criam-se estruturas mundiais de poder, dada a
sua influência não só na economia, mas também na política e cultura. Surgem mecanismos econômicos que atuam além das fronteiras do país de origem. Sua característica mais importante alicerça-se na abrangência global de seu funcionamento, pois atua na economia numa escala internacional, portanto, além das fronteiras nacionais. Elas interferem no processo produtivo – criando a produção dos componentes de um determinado produto, por exemplo, um aparelho eletrônico, como resultante da
fabricação e montagem em fábricas que poderão estar situadas nos mais diversos países, ou mesmo continentes. Seus centros de decisões financeiros situam-se no país sede, embora tenham instalações espalhadas pelo mundo.
Octavio Ianni. Capitalismo, violência e terrorismo, 2004. Adaptado.

O texto refere-se:

a) à indústria pesada.
b) à indústria de processamento e beneficiamento.
c) a um tecnopolo.
d) às empresas nacionais.
e) às empresas transnacionais.

(UNESP) As duas guerras mundiais cortaram boa parte dos vínculos econômicos entre os países. Depois de 1945, a economia capitalista recuperou, pouco a pouco, seu alcance mundial, num processo conduzido, principalmente, pelas empresas multinacionais. A partir do final da década de 1980, o cenário econômico mundial passou por profundas transformações. Dentre elas, a ascensão ao poder, nos dois países mais importantes do mundo capitalista, do presidente norte-americano Ronald Reagan e da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Suas ações políticas atacaram os direitos trabalhistas e os benefícios sociais, em prejuízo da maioria da população. O objetivo era aumentar
a parcela da riqueza nacional em mãos dos capitalistas. A desigualdade social se acentuou. As empresas estatais foram quase todas privatizadas e o controle do Estado sobre as companhias
particulares foi reduzido ao mínimo.
Outra mudança importante neste período foi o fim do comunismo soviético, numa sequência de eventos que têm como marco a queda do Muro de Berlim, em 1989. A Guerra Fria terminou, com a vitória indiscutível do capitalismo.
Igor Fuser, Geopolítica: o mundo em conflito, 2006. Adaptado.

O texto enfatiza a ascensão ao poder de líderes políticos partidários

a) do socialismo.
b) do neoliberalismo.
c) do comunismo.
d) do fascismo.
e) da social-democracia.