Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

IGUATU- CEARÁ





Iguatu é um município brasileiro do estado do Ceará. Localizado na Centro-Sul do estado, configura-se como o principal pólo econômico da região. Foi, ao longo das décadas de 1960, 70 e 80, um importante centro produtor de algodão, chegando a cravar sucessivos recordes nacionais de produtividade da fibra. Hoje, as indústrias moveleira, de calçados e de serviços são os condutores da economia da cidade. Terra natal dos músicos e compositores Eleazar de Carvalho, Evaldo Gouveia e Humberto Teixeira; do bispo Mário Teixeira Gurgel.


O topônimo Iguatu vem da língua tapuia ig ou i (água) e catu (bom, boa) significado rio bom ou água boa. É uma alusão a grande lagoa, a maior do estado do Ceará, situada na parte leste da cidade.


Sua denominação original era Venda, depois Sitio Telha, Capela da Telha, Matriz da Telha, Povoação da Telha, Missão da Telha, Telha e desde 1883 chama-se Iguatu.


A localidade anteriormente abrigava uma aldeia de índios Quixelôs. A região era conhecida pelo nome de Telha, fazendo menção a uma grande lagoa de mesmo nome dos arredores, quando os jesuítas chegaram à região a partir de 1707. Depois de lutas de resistências por parte dos indígenas e rendição destes, estes colaboravam com os colonizadores.


Em 1831, povoado da Telha já se tornara tão grande e próspero que foi elevado a freguesia e sua elevação à categoria de Vila ocorreu na forma de Lei nº 553, de 27 de novembro de 1851 e instalada a 25 de janeiro de 1853, com melhorias tomadas pelo seu primeiro prefeito Wesley Menezes Garcia da Silva. Sua elevação à categoria de cidade ocorreu em virtude de Lei Provincial nº 1.612, de 21 de agosto de 1874.


Iguatu destacou-se ao longo da história do Ceará por está ao lado das estradas de boiadas, e depois para o escoamento do algodão, mas o grande impulso econômico de deu com a expansão da Estrada de Ferro de Baturité até a cidade do Crato em 1910. Com a Estação de Trem, Iguatu tornou-se o centro econômico da região em detrimento de Icó.

No município de Iguatu são inauguradas quatro estações de trem (Sussuaruna, Iguatu, Jaguaribe Mirim e Alencar), as quais consolidaram a base econômica do município. A estação foi a terminal da linha da EF Baturité até agosto de 1916, quando ela foi prolongada até Cedro, e no ano seguinte, até Lavras. Por isso, os habitantes de Lavras, mais ao sul, tinham de ir até Iguatu para embarcarem. Hoje é uma das estações operacionais da CFN, atual concessionária do trecho. Segundo Assis Lima, o prédio sofreu grande reforma em meados dos anos 1970, perdendo suas características originais.

Em 2009, a cidade viu o fim de uma das indústrias de beneficiamento do algodão (CIDAO), que certamente alimentaram os trens para Fortaleza, que transportavam o algodão e o óleo ali produzidos. Foi demolida para dar lugar a uma Universidade (é criado o Campus Avançado de Iguatu da Universidade Regional do Cariri). Seus trilhos e até vagões que existiam até novembro em seus depósitos foram sucateados. Em uma notícia do início de 2009, a afirmação de que o material ferroviário seria mantido ali: "Dentro do projeto feito pelo Dr. Campelo, está a idéia de deixar a linha férrea que passa dentro da área e dois vagões de trem estacionados dentro da CIDAO como forma histórica de preservação da memória das antigas edificações".
Numa região onde os missionários católicos tentaram evangelizar os nativos, os índios, as primeiras manifestações de apoio eclesial provêm desse trabalho. Em 1746 iniciaram-se as obras da primitiva capela, orago que se dedicou a Nossa Senhora Santana, sendo concluída em 1775 e tendo como subordinante a Paróquia de São Mateus (Jucás). A freguesia, desmembrada da jurisdição anterior, provém do Decreto Provincial de 11 de outubro de 1831 e assentou-se em área central constante de 200x400 braças. Consta como seu primeiro vigário, no período compreendido entre 1832 e 1844, o padre Vicente José Ferreira.
No dia 28 de janeiro de 1961, o Papa João XXIII editou a bula "In apostolicis muneris" criando a Diocese de Iguatu.


Clima
Gráfico climático para Iguatu
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F
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217

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35
23
Temperaturas em °C • Precipitações em mm
Fonte: UFCG[14]
Temperaturas em °C • Precipitações em mm
Fonte: UFCG

A pluviosidade no município é de 805,3 mm anuais com chuvas concentradas de janeiro à abril. Com temperaturas que variam, conforme a época do ano e local, de mínimas de aproximadamente 20°C até máximas de 35°C. As médias térmicas mensais, no entanto, giram entre 26°C e 29°C.


Hidrografia e recursos hídricos


As principais fontes de água fazem parte da bacia do Alto Jaguaribe, sendo elas os rios Jaguaribe, Trussu; riachos como o Carnaúba, Antônio e outros tantos. Existem ainda diversas lagoas, destacando-se a do Iguatu (a de maior acumulação d’água natural do estado) e Baú, Barro Alto, Bastiana, do Saco e da Telha. Os principais açudes são: do Governo (Marcio Fernandes), Orós e Trussu.


Relevo e solos


As terras do município são de relevo suave, com formas ligeiramente entalhadas e altitudes entre 200 e 500 m, resultantes da superfície de aplainamento do Cenozóico; faz parte da denominada Depressão Sertaneja. Os solos são podzólicos, litólicos, solos aluviais e vertissolos. As principais elevações são as serras: do Casquilho, do Esse, do Morais e do Mundo Novo.


Vegetação


A vegetação predominante é a caatinga arbustiva densa.


Subdivisão


O município é dividido em oito distritos: Iguatu (sede), Barreiras, Barro Alto, Baú, Gadelha, José de Alencar, Riacho Vermelho e Suassurana.


Economia


O município exerce papel de centro regional de comércio e serviços, oferecendo apoio para mais de 10 municípios da região onde se localiza. Sua economia é baseada na agricultura: algodão herbáceo e arbóreo, arroz, banana, feijão, milho; pecuária: bovino, suíno e avícola.


Além de diversas olarias a base econômica mais antiga ainda encontra-se 70 indústrias: uma de mecânica, 05 metalúrgicas, 4 de madeiras, uma de borracha, uma química, 2 diversas, 10 do mobiliário, uma de couro e peles e produtos similares, 3 editorial e gráficas, 8 de produtos minerais não metálicos, 5 de serviços de construção, 31 de produtos alimentares, 5 de vestuário, calçados e artigos de tecidos, couro e peles.


O turismo de eventos tem sido incentivado na cidade, com realizações de grande porte, como 'Iguatu Natal de Luz', 'Iguatu Cidade da Criança' e conferências de entidades classistas, como a 'Convenção Anual do CDL'. Esses eventos vêm se somar à Expoiguatu (exposição agropecuária) e à Fenercsul (feira de negócios), que são importantes encontros setoriais realizados na cidade.


Infraestrutura


Educação


§ Universidade Estadual do Ceará (FECLI - Faculdade de Ciências e Letras de Iguatu)


§ Universidade Regional do Cariri (URCA)


§ Instituto Federal do Ceará(IFCE)


§ Universidade Vale do Acaraú (IDJ - Instituto Dom José)


§ Instituto Centro de Ensino Tecnológico do Ceará-(FATEC)(Em Construção)


Transporte
Conta com uma rodoviária regional (Terminal Rodoviário Virgilio Távora), que oferece transporte para diversos destinos no estado e fora dele, uma linha férrea administrada pela Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), que se integrará à Rede Transnordestina, e o Aeroporto de Iguatu, Francisco Tomé da Frota, de propriedade do DER-CE, que atualmente é apenas utilizado por empresários da região, serviços postais e de emergência e táxi aéreo. O Aeroporto já recebeu vôos regulares ligando Iguatu a outras importantes cidades nordestinas e há planos no sentido de se viabilizar a volta desse tipo de ligação aérea, sobretudo com as cidades de Juazeiro do Norte e Fortaleza.


Cultura


O município tem diversas entidades e eventos culturais, sendo a principal a festa da padroeira Nossa Senhora de Sant’Ana em 26/07. Iguatu é também é palco de eventos culturais reconhecidos além fronteiras. Iguatu conta com uma escola de música e uma banda municipal, mas ainda fica muito a dever no incentivo à cultura musical, sobretudo por se tratar da cidade natal de três dos maiores nomes da música brasileira (além de inúmeros talentosos anônimos) e ser pólo de uma região que engloba a Orós de Raimundo Fagner, a Jucás de Dona Mazé do Bandolim e a Várzea Alegre de José Clementino, para ficar em poucos exemplos.


Eventos culturais


Os principais eventos culturais são:


§ Festa da Padroeira - Nossa Senhora Santana - 26 de julho


§ Expoiguatu (exposição agropecuária municipal)


§ Fenercsul (Feira de Negócios da Região Centro-Sul)


§ Semana do Município - janeiro


§ Iguatu Festeiro (São João Fora de Época)


§ Iguatu Junino escolar (realizado em Junho)


§ Festival do Dia Mundial do Teatro - 27 de março


§ FEST JOVEM - Torneio de futebol


§ Iguatu Natal de Luz


Museu


§ MIS - Museu da Imagem e do Som Alcântara Nogueira, que funciona anexo ao prédio do SESC Iguatu, com um acervo de vídeos, discos, fotos e recortes sobre a historia cultural e dos artistas de Iguatu e da região.


§ Museu de Arte Sacra, com projeto aprovado pela Câmara Municipal há mais de 20 anos, que deveria funcionar na antiga capela do Prado, vizinha à atual igreja.


Teatro


Iguatu tem um teatro bem equipado, com nome de 'Pedro Lima Verde' (talentoso ator e dramaturgo iguatuense morto precocemente), mantido pela prefeitura municipal e conta com companhias e grupos de teatro:


§ Companhia DAMTEAR


§ Companhia Ortaet de Teatro


§ Companhia Dupla Face de Teatro


§ Companhia Chacoalho Teatro de Bonecos


§ Grupo Metamorfose de Teatro


§ EVT Elo Vanguarda de Theatro


§ Grupo GETAP de Teatro.


Política


A administração municipal localiza-se na sede: Iguatu


Iguatu conta com 10 vagas no poder legislativo municipal (antes eram 21, reduzidas através de emenda constitucional).






Referências


1. ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2010.


2. ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.


3. ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.


4. ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2010.


5. ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Prado- Bahia



HISTÓRIA
O escrivão português Pero Vaz de Caminha descreveu a geografia da região da foz do Rio Cahy, no município de Prado, em sua primeira carta ao Rei de Portugal, sendo assim a primeira porção de terra avistada pela tripulação de Pedro Álvares Cabral. De fato, a cidade de Prado originou-se a partir de uma aldeia de índios Aimorés que se estabeleceu por volta de 1755, à margem esquerda do Rio Jucuruçu, próximo ao mar.
PONTOS TURÍSTICOS


Abrolhos


O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos possui maior a diversidade de corais de todo o Oceano Atlântico Sul. A beleza dos corais, juntamente com as águas transparentes, faz de Abrolhos um dos lugares mais visitados do país. 

Praia de Guaratiba


Um balneário muito urbanizado e bem estruturado a 12 km de distância do centro da cidade, unindo a beleza das praias da região com o bem-estar. A infra-estrutura do balneário é tamanha que parece ser uma cidade. 

Baleias Jubarte


A 12 milhas do litoral de Prado, acontece o espetáculo das baleias Jubartes, que utilizam o litoral baiano para se reproduzirem.

Porto Seguro - Bahia


Porto Seguro foi o primeiro local onde os navegantes portugueses de Pedro Álvares Cabral desceram em 1500. Foi o primeiro núcleo habitacional do Brasil, onde ostentou o marco do descobrimento e desempenhou papel importante nos primeiros anos da colonização.
Possui antigos monumentos históricos como o sítio da Cidade Alta que foi decretado pelo presidente em 1973, o marco do descobrimento que veio de Portugal entre 1503 e 1526 simbolizando o poder da coroa portuguesa. É todo em pedra de cantaria, de um lado foi esculpido a Ordem de Avis e do outro o Brasão de Armas de Portugal.
Na mesma área está a Igreja Nossa Senhora da Pena de 1535, construída pelo donatário da capitania Pero do Campo Tourinho. Na igreja estão guardadas imagens sacras dos séculos XVI e XVII. O município foi fundado em 1534 e está tombado pelo patrimônio histórico que não permite a construção de prédios altos na cidade.
PONTOS TURÍSTICOS

A praia de Barramares é o point de agitos da cidade. Durante o dia, a praia oferece areias finas que recebe tradicionalmente a lambaeróbica e esportes. O mar tranqüilo próximo ao manguezal é bom para o banho. A noite, a praia é usada para a realização de luaus, shows com ônibus grátis, telefones, bancos e mini-shopping.
A praia de Taperapuã é uma das mais badaladas, possui barracas que dão aula de lambaeróbica e música ao vivo.
A praia do Cruzeiro possui localização central e é pouco procurada. Apresenta águas escuras sendo utilizada para atracação dos saveiros turísticos.Conta também com outras atrações, entre elas: o Paradise Water Park que é um parque de diversão aquático localizado numa área ecológica e na beira da praia. 

Salvador - Bahia


HISTÓRIA
Um ano após o descobrimento do Brasil, em 1501, Américo Vespucci chegou na Baía de Todos os Santos em 1º de novembro. Em 1549, a Baía foi nomeada pela coroa portuguesa como a capital brasileira e esta, com 25.000 habitantes.
A partir do século XVI, Salvador foi o maior porto brasileiro para a chegada de escravos africanos. Pela grande quantidade de africanos em sua região, Salvador adotou hábitos, costumes e tradições deste povo que hoje mostra a miscigenação entre povos de culturas distintas.
Em 1624, Salvador foi invadida por holandeses atraídos pelas riquezas da região e estes, permaneceram no poder durante 11 meses. Em 1763, perdeu seu posto de capital brasileira para o Rio de Janeiro mas, manteve preservando sua economia, história e cultura. Em 1808 abrigou a família real portuguesa. 
Após a Independência do Brasil, a Bahia continuava em poder português, mas em 02 de julho de 1823 houve a última batalha onde as tropas portuguesas foram vencidas pelo exército nacional e esta data passou a ser comemorada todos os anos com intensa participação popular.
PONTOS TURÍSTICOS
Parque Dique do Tororó: Feito pelos escravos no período da invasão dos holandeses.  É uma lagoa artificial que após uma reforma em 1998, ganhou área de lazer, anfiteatro ao ar livre, raias para remo, decks para pesca e outras atrações.
Elevador Lacerda: Inicialmente chamava-se Elevador Hidráulico da Conceição, liga a Cidade Baixa à Cidade Alta. Em 1930, passou por uma reforma onde ganhou uma ponte e uma nova torre.
Ilha de Frade: Nomeada Reserva Ecológica, a ilha possui 15 praias com águas tranquilas. Também pode-se contemplar a Mata Atlântica por longas caminhadas e trilhas pela mata
Ilha da Maré: Ilha primitiva onde seus habitantes vivem da pesca e do artesanato. O meio de locomoção permitido na ilha é o jegue, automóveis são proibidos.
Praia de Piatã: Praia de ondas serenas bastante frequentada por surfistas. Possui boa infra-estrutura com quadras de esportes e barracas.
Antiga Faculdade de Medicina,  foi a primeira faculdade no Brasil. Em1905 foi destruída por um incêndio.
Associação Comercial da Bahia, construída no século XIX. É uma construção do estilo neoclássico inglês. Possui as inscrições de D. João VI rei de Portugal.
Catedral Basílica construída no início do século XVIII como o quarto templo jesuíta. É uma construção do estilo barroco luso-brasileiro que hoje abriga um museu com acervos dos séculos XVI ao XX.

Chapada Diamantina



Paisagens da Chapada Diamantina
A Chapada Diamantina, localizada no Estado da Bahia, é formada por um conjunto de cidades que se desenvolveram a partir do século XVII, devido à exploração de diamantes, com o ciclo do minério, sendo elas: Lençóis, Andaraí, Rio de Contas e Mucugê, além do distrito serrano de Xique-Xique do Igatu, também conhecido como Cidade de Pedra.
Na época da colonização, essas cidades ficaram muito ricas e conhecidas, mas à medida que foram sendo cobrados impostos pela exploração das riquezas do Brasil, por outros países, as mesmas deixaram de ser atrativas aos olhos dos estrangeiros, mantendo a exploração por garimpeiros do Brasil. Há várias décadas, a movimentação da região foi valorizada, voltada para atrações do ecoturismo.
A área da Chapada é de 81.000km2, estando localizada no coração da Bahia, sendo composta por grandes belezas como morros, vales, serras e planícies.
Seus pontos mais altos são o Pico das Almas, tendo 1.958 metros, e o Pico do Barbado, numa altitude de 2.033 metros.
É uma região que contém água em abundância, devido aos rios da Bacia do Paraguaçu, do Jacuípe e Rio de Contas. Por esse motivo, os encantos ali presentes maravilham a todos os visitantes, com várias cachoeiras e uma vegetação do tipo caatinga semiárida, exuberante, que compõe a paisagem com diversas espécies de bromélias, sempre-vivas e orquídeas. Várias grutas podem ser admiradas pelos turistas, além de águas límpidas e cristalinas, e um pôr-do-sol encantador.
O acesso à Chapada pode ser feito por avião, carro e ônibus interestadual ou de turismo, as rodovias de acesso (BR-324; BR-116; BR-242) encontram-se em ótimas condições de tráfego.
A Cachoeira da Fumaça é uma queda d’água de 380 metros, em queda livre, que deságua no Poço Encantado. É um dos pontos mais encantadores e visitados da região.
Em Itagu, encontra-se localizada as ruínas de uma cidade fantasma que servia de estada para os garimpeiros que por ali trabalhavam, sendo um ponto turístico de grande interesse dos visitantes do local.
Mucugê é uma cidade constituída por casarões coloniais, onde se pratica o ecoturismo, devido aos lindos cânions, montanhas e cachoeiras.
Lençóis, tombada como Patrimônio Histórico Nacional, foi a terra do coronelismo, em razão do grande número de jagunços que se encontravam por ali, como Horácio de Matos, que dominou a região por muitos anos. Tem uma estrutura desenvolvida para acolher turistas de todo o mundo, com aeroporto, bares e restaurantes, hotéis, agências de turismo, etc.
Somente em 1985 que foi criado o Parque Nacional da Chapara Diamantina, através de decreto federal, tendo sido demarcado como uma área de 1.520 km2. Hoje em dia é visto como uma área de descanso que preserva sua paisagem natural e promove atrações turísticas ligadas às belezas da natureza.
Nas pequenas cidades e lugarejos existem uma enorme rede de pousadas, hotéis e áreas de camping, podendo agradar a todos os tipos de turistas que visitam a região, tendo seus preços variados desde o mais simples e barato até os mais luxuosos e caros.
Em todas as cidades os atrativos variam de pontos turísticos naturais ou históricos, com vários museus, casa de cultura, igrejas, mercados culturais, apresentações da cultura popular, festas populares, feiras artesanais, podendo-se adquirir lembranças do local.
culinária é à base de comidas tipicamente baianas, como vatapá, caruru, acarajé, carnes do sertão, além de pratos preparados com frutos do mar. Alguns pratos são históricos, da época em que o garimpo era a maior movimentação da região. Dentre eles destacamos o arroz de garimpeiro, fritada de mamão verde, pirão de parida e o godó de banana.

Apartheid



Manifestação contra o Apartheid
O termo apartheid se refere a uma política racial implantada na África do Sul. De acordo com esse regime, a minoria branca, os únicos com direito de voto, detinham todo poder político e econômico no país, enquanto à imensa maioria negra restava a obrigação de obedecer rigorosamente a legislação separatista. 

A política de segregação racial foi oficializada em 1948, com a chegada do Novo Partido Nacional (NNP) ao poder. O apartheid não permitia o acesso dos negros às urnas, além de não poderem adquirir terras na maior parte do país, obrigando os negros a viverem em zonas residenciais segregadas, uma espécie de confinamento geográfico. Casamentos e relações sexuais entre pessoas de diferentes etnias também eram proibidos. 

A oposição ao apartheid teve início de forma mais intensa na década de 1950, quando o Congresso Nacional Africano (CNA), organização negra criada em 1912, lançou uma desobediência civil. Em 1960, a polícia matou 67 negros que participavam de uma manifestação. O Massacre de Sharpeville, como ficou conhecido, provocou protestos em diversas partes do mundo. Como consequência, a CNA foi declarada ilegal, seu líder, Nelson Mandela, foi preso em 1962 e condenado à prisão perpétua.

Nelson Mandela
Com o fim do império português na África (1975) e a queda do governo de minoria branca na Rodésia, atual Zimbábue (1980), o domínio branco na África do Sul entrou em crise. Esses fatos intensificaram as manifestações populares contra o apartheid. A Organização das Nações Unidas (ONU) tentou dar fim à política praticada no país. O presidente Piter Botha promoveu reformas, mas manteve os principais aspectos do regime racista. 

Com a posse de Frederick de Klerk na presidência, em 1989, ocorreram várias mudanças. Em 1990, Mandela foi libertado, e o CNA recuperou a legalidade. Klerk revogou as leis raciais e iniciou o diálogo com o CNA. Sua política foi legitimada por um plebiscito só para brancos, 1992, no qual 69% dos eleitores (brancos) votaram pelo fim do apartheid. 

Klerk e Mandela ganharam o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Em abril de 1994, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições multirraciais do país. 

O Parlamento aprovou a Lei de Direitos Sobre a Terra, restituindo propriedades às famílias negras atingidas pela lei de 1913, que destinou 87% do território à minoria branca. 

As eleições parlamentares de 1999 foram vencidas pelo candidato indicado por Nelson Mandela, Thabo Mbeki, descartando qualquer tentativa de retorno a uma política segregacionista no país.

Vulcanismo no Brasil


Em épocas geológicas passadas, houve intensa atividade vulcânica, hoje não existem mais vulcões ativos no Brasil. Nosso país foi palco de diversas atividades vulcânicas, a mais recente ocorreu na Era Cenozóica (Terciário), levando à formação das nossas ilhas oceânicas, tais como Trindade, Fernando de Noronha, Penedo de São Pedro e São Paulo. 
Na Era Mesozóica a atividade vulcânica no Brasil foi muito mais intensa, destacando-se as seguintes ocorrências: Poços de Caldas e Araxá (MG), São Sebastião (SP), Itatiaia e Cabo Frio (RJ) E Lajes (SC); Na região Sul houve um dos maiores derrames basálticos do mundo, abrangendo uma área de 1 milhão de km², que vai desde o Estado de São Paulo até o do Rio Grande do Sul, onde houve diversas manifestações podem ser observados na região de Torres, como as belíssimas falésias basálticas; Os derrames basálticos que ocorreram no Planalto Meridional deram origem ao fértil solo terra roxa; A Bacia Amazônica também foi afetada por atividades vulcânicas em algumas áreas. 

Localização do Brasil entre as placas tectônicas 

O Brasil está no centro de uma grande placa tectônica, a Placa Sul-Americana, portanto, afastado dos limites dessa placa. O limite leste da Placa Sul-Americana está posicionado no fundo do oceano Atlântico, próximo da metade da distância entre o Brasil e a África, enquanto que o limite oeste fica junto ao litoral oeste da América Latina. O distanciamento dos limites da Placa Sul-Americana é o motivo porque não há vulcões atualmente no Brasil.
Entretanto, no nosso país há diversas evidências de manifestações vulcânicas e subvulcânicas que ocorreram ao longo do tempo geológico, desde episódios acontecidos em um passado muito distante até eventos relativamente recentes. 
As Ilhas Oceânicas 

Fernando de Noronha 

O arquipélago de Fernando de Noronha consiste de um grupo de pequenas ilhas nas vizinhanças da Ilha de Fernando de Noronha, a principal do arquipélago. Essas ilhas estão situadas a 345 km do litoral nordeste brasileiro e correspondem aos topos de uma montanha vulcânica submersa que se ergue do assoalho oceânico situado em torno de 4.000 metros de profundidade, que faz parte da cadeia homônima desenvolvida numa zona de fraturas oceânicas orientadas na direção leste-oeste.
Ao longo da Cadeia de Fernando de Noronha em direção à costa do Ceará afloram alinhadas diversas montanhas vulcânicas submarinas arrasadas pelo mar e inteiramente cobertas por recifes de algas e areias calcárias provenientes de organismos marinhos, denominadas de guyot. O Atol das Rocas é um guyot vulcânico dessa cadeia. 
Fernando de Noronha é um arquipélago em que rochas vulcânicas e subvulcânicas fortemente alcalinas e subsaturadas são expostas. 

Representam dois episódios vulcânicos maiores cujos produtos constituem as Formações Remédios e Quixaba. A Formação Remédios, mais antiga (+ou-12 milhões de anos), é constituída por numerosos diques de variados tipos de rochas alcalinas.
Processos erosivos destruíram as rochas vulcânicas desse ciclo. Seguindo-se a Formação Quixaba, (+ou-3,3 a 1,7 milhões de anos), por derrames de rochas ultrabásicas nefelínicas (ankaratritos), rochas piroclásticas e raros diques de nefelinito.
Cessado o vulcanismo no final desse período, seguiu-se um ciclo erosivo que destruiu os aparelhos vulcânicos externos e entalhou a plataforma insular. Com as oscilações pleistocênicas do nível do mar, a plataforma foi coberta por depósitos de areias e cascalhos de praia, recifes de algas calcárias e areias marinhas. 

Trindade 

A pequenina ilha da Trindade situa-se no Oceano Atlântico Sul aproximadamente no paralelo de Vitória, Espírito Santo, afastada 1.140 km da costa e a 48 km da ilha de Martim Vaz. É o cume erodido de uma grande montanha vulcânica que faz parte de um lineamento de montes vulcânicos submarinos, o lineamento Vitória-Trindade. Repousa sobre o assoalho oceânico a quase 5.500 m de profundidade.
Suas rochas são lavas e intrusões fortemente sódico-alcalinas e subsaturadas em sílica, e piroclastos diversos. A ilha é quase inteiramente constituída de rochas vulcânicas e subvulcânicas formadas entre o final do Plioceno e o Holoceno. 

É o único local em território brasileiro em que ainda se pode reconhecer parte de um cone vulcânico extinto, o Vulcão do Paredão.
Outros edifícios vulcânicos desse lineamento situados entre Trindade - Martim Vaz e a costa foram inteiramente arrasados pelo mar, nivelados a menos de 100 m de profundidade, constituindo hoje guyots, usualmente chamados bancos, mas as ilhas, talvez por terem sua atividade vulcânica persistido por mais tempo, ainda se elevam acima da superfície oceânica. 

Martin Vaz 

As ilhas de Martim Vaz constituem um arquipélago formado de uma ilha principal com 600 metros de largura e 175 metros de altura, e de duas ilhas menores e de alguns rochedos. O arquipélago faz parte do lineamento Vitória-Trindade e situa-se a 48 km de distância da ilha de Trindade. Foram identificadas rochas vulcânicas alcalinas (ankaratrito e hauynito), mas suas idades ainda permanecem incertas, mas provavelmente são similares as idades obtidas em Trindade. 

No Território Brasileiro há vestígios de diversos eventos vulcânicos, desde épocas geológicas passadas, até tempos mais recentes. No nosso território, está inclusive, um dos maiores eventos vulcânicos da terra, o vulcanismo mesozóico da bacia do Paraná. A atividade vulcânica no continente cessou por volta dos 10 milhões de anos, mas nas ilhas oceânicas o vulcanismo se estendeu até tempos geológicos mais recentes, onde na ilha de trindade, é ainda possível se observar claramente os restos de um edifício vulcânico extinto, o vulcão do paredão. 

Para finalizar essa conclusão sobre o vulcanismo no nosso país, podemos citar o exemplo de um dos maiores desastres provocados por vulcões no mundo, que ocorreu no estreito de Sonda, no arquipélago da Indonésia, em 16 de agosto de 1883, quando o vulcão Krakatoa explodiu com tal fúria que tirou do mapa uma parte da ilha em que se localizava, destruiu cidades e vilas, matando milhares de pessoas. Em 25 de janeiro de 1925, um novo cone vulcânico emergiu da caldeira do antigo Krakatoa. 

A nova ilha vulcânica foi chamada de filho de krakatoa. No século passado, o novo vulcão esteve em intensa atividade, porem sem provocar catástrofes.
‘’Sem dúvida, as erupções continuarão e o filho de krakatoa continuará aumentando de tamanho. Em algum momento, no futuro, talvez daqui a algumas centenas de anos, uma grande explosão similar à de 1883, pode ocorrer. É apenas uma questão de tempo. ’’

Urbanização


Até poucas décadas atrás, o Brasil era um país de economia agrária e população majoritariamente rural. Hoje, 8 em cada 10 brasileiros vivem em cidades A concentração de pessoas em centros urbanos traz uma série de implicações, sejam elas de ordem social, econômica ou ambiental.
O sentido mais usual, da urbanização, é o de crescimento urbano, ou seja, refere-se à expansão física da cidade, mediante o aumento do número de ruas, praças, moradias, etc. Nesse caso, ela não tem limite, a ponto de unirem-se umas às outras, num fenômeno conhecido por conurbação.
Um outro sentido atribuído à urbanização envolve o crescimento da população das cidades, acontecendo em um ritmo superior ao da população rural. É na expansão do modo de vida urbano que podemos localizar importantes elementos para a análise do processo de urbanização no momento presente. 

A urbanização do século XX, foi marcada por importantes características, a começar pelo ritmo bastante acelerado de crescimento das cidades e pela sua abrangência, agora mundial. De fato, as transformações que o capitalismo promoveu em diversas sociedades nacionais contribuíram para que este processo se desencadeasse em diversas nações, mesmo naquelas onde a industrialização não foi representativa, isto é, em diversas áreas do mundo subdesenvolvido. Uma outra característica, se refere ao processo de motropolização. De fato, as metrópoles encontram-se generalizadas, embora sua presença seja mais marcante nos EUA, Japão, China, Europa Ocidental e América Latina. 
As metrópoles exercem influência em praticamente todo o território nacional, promovendo a difusão de novas formas de vida, além de imprimirem mudanças na organização do espaço geográfico. 

Na atualidade, de cada 100 brasileiros, aproximadamente 78 vivem em cidades. Apesar de o ritmo de urbanização estar declinando em nosso país, ainda ocorre transferência de população do meio rural para o meio urbano. Os grandes centros urbanos do Brasil convivem com uma série de problemas, tanto socioculturais como ambientais e econômicos.
- os engarrafamentos quilométricos, geradores de fumaça e ruídos que interferem na qualidade de vida;
- a volumosa produção de lixo, o que exige espaço para o seu depósito e cuidados ecológicos com o seu manejo;
- a carência de áreas verdes para o lazer e o entretenimento das pessoas;
- a especulação imobiliária que conduz a ocupações irregulares, muitas delas ocorrendo em áreas de preservação, como os fundos de vales.
Por outro lado, as metrópoles não representam apenas problemas, aparentemente insolúveis. Ao contrário, seu extraordinário dinamismo é gerador de ofertas de trabalho e de negócios, além de concentrador de recursos financeiros e de consumo. Nesse sentido, sua dinâmica também promove soluções para as dificuldades que fazem parte de seu cotidiano.

Unidades de Conservação Brasileiras



Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO)
Com o intuito de preservar ambientes do patrimônio natural e cultural do Brasil, foi criada no ano 2000 a Lei Nacional N° 9.985. Conforme essa lei, a União, os estados e os municípios podem criar novas Unidades de Conservação. No Brasil, essas unidades são definidas como áreas que possuem características naturais relevantes e cujo ecossistema necessita de proteção e conservação. 

As unidades de conservação ambiental são espaços geralmente formados por áreas contínuas, institucionalizados com o objetivo de preservar e conservar a flora, a fauna, os recursos hídricos, as características geológicas, culturais, as belezas naturais, recuperar ecossistemas degradados, promover o desenvolvimento sustentável, entre outros fatores que contribuem para a preservação ambiental. 

A criação dessas unidades de conservação é de fundamental importância para a preservação dos ecossistemas, proporcionado pesquisas científicas, manejo e educação ambiental na busca pela conservação do meio ambiente. 

Atualmente o Brasil possui 728 unidades de conservação, sendo que existem diferentes tipos de unidades, cada uma recebendo classificação de acordo com suas características e objetivos a serem atingidos. Essas unidades podem ser destinadas à exploração sustentável de recursos naturais, preservação total do ecossistema, realização de pesquisas, visitação para promover a educação ambiental, etc. 
Elas são classificadas como: Parques Nacionais, Reservas Biológicas, Reservas Ecológicas, Estações Ecológicas, Áreas de Proteção Ambiental, Áreas de Relevante Interesse Ecológico, Floresta Nacional, Reserva Extrativista e Refúgio de Vida Silvestre. 

Parque Nacional – Áreas que apresentam características naturais destinadas a pesquisas científicas e educação ambiental. 

Reserva Biológica – Unidade de conservação destinada a abrigo de espécies da fauna e da flora com importante significado científico. 

Reserva Ecológica – Área de conservação permanente, que objetiva a proteção e a manutenção de ecossistemas. 

Estação Ecológica – Espaços destinados à realização de pesquisas básicas aplicadas à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação ambiental. 

Áreas de Proteção Ambiental – Unidade de conservação destinada ao desenvolvimento sustentável, sendo que em algumas áreas é permitido o desenvolvimento de atividades econômicas, desde que haja a proteção da fauna, da flora, e da qualidade de vida da população local. 

Área de Relevante Interesse Ecológico – Área que abriga espécies raras da fauna e flora, e que possui grande biodiversidade. 

Floresta Nacional – Unidade de conservação estabelecida para garantir a proteção dos recursos naturais, sítios arqueológicos, desenvolvimento de pesquisas científicas, lazer, turismo e educação ambiental. 

Reserva Extrativista – Espaço utilizado por populações locais que realizam o extrativismo vegetal e/ou mineral. Essa unidade de conservação objetiva a realização da atividade econômica de forma sustentável. 

Refúgio de Vida Silvestre – Área destinada à proteção dos ambientes naturais para a reprodução de espécies da flora local e da fauna migratória.