Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Migração de cérebros



Muitos profissionais de países subdesenvolvidos migram para nações poderosas.
Alguns países que vivem em extrema pobreza, como os africanos, por exemplo, perdem seus grandes estudiosos e cientistas para os países centrais. A Rússia perdeu grande parte de seus cientistas; na Índia, os doutores que chegam a custar ao governo cerca de 2 milhões de dólares saem do país e vão compor o quadro de universidades e centro de pesquisas de países centrais. 

Nas Filipinas, milhares de estudantes vão para outros países; em El Salvador, na América Central, praticamente 50% da sua população foi para os Estados Unidos; no Brasil, na década de 60 - período militar, ocorreu grande incidência de migração de importantes pensadores e estudiosos para vários lugares do mundo, que significou enormes perdas ao país. 

Esse fluxo migratório em relação os profissionais de alta qualificação prejudica enormemente os países de origem, por não contribuir com o crescimento tecnológico, científico e informacional, requisitos indispensáveis ao desenvolvimento de qualquer país, já os países que os recebem, em grande maioria ricos, são beneficiados por garantir sua hegemonia e a concentração de informação e tecnologias em suas mãos. 

Em contrapartida, esses fenômenos surpreendem em outro sentido, em El Salvador os trabalhadores imigrantes mandam mais dinheiro do que o volume de exportação do país; já nas Filipinas, milhares de enfermeiras se formam com o intuito de serem “exportadas”, pois quando estão trabalhando enviam remessas de dinheiro que superam o valor gasto com educação.

Metas do Milênio



As oito Metas do Milênio
A Declaração do Milênio, elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU), surgiu após o encontro de líderes de 189 países, em setembro de 2002, com o objetivo de discutir ações para promover a melhoria no padrão de vida da população mundial. Através desse encontro, foi definido um conjunto de oito metas a serem atingidas até 2015, ficando conhecidas como Metas de Desenvolvimento do Milênio.
1 – Erradicar a extrema pobreza e a fome.
Essa meta visa a reduzir pela metade o número de pessoas extremamente pobres, ou seja, aquelas que vivem com menos de 1,25 dólar por dia. Em 1990, o percentual de indivíduos que viviam com menos de 1,25 dólar por dia era de 41,7%. Em 2005, esse índice caiu para 25,2%. No entanto, ele ocorre de maneira desigual, pois a China conseguiu dados mais satisfatórios. Por outro lado, os países da África Subsaariana obtiveram redução de apenas 6,5%.
2 – Garantir o ensino básico fundamental a todos.
A UNESCO elabora anualmente o Relatório Global de Educação para Todos. Conforme o relatório de 2009, a educação fundamental apresentou avanços em todas as regiões do mundo. Dados indicam que as matrículas no ensino básico eram de 80% em 1991, e, em 2005, aumentaram para 88%. Porém, aproximadamente 100 milhões de crianças em idade escolar não estão matriculadas.
3 – Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres.
Mais de dois terços dos países já conseguiram por volta de 98% de paridade entre os sexos, referentes às crianças e adolescentes matriculados no ensino escolar. No âmbito profissional, porém, em alguns países da África, somente um em cada cinco trabalhadores é do sexo feminino.
4 – Reduzir a mortalidade infantil.
Esse assunto tem apresentado resultados positivos na maioria dos países da América Latina, Ásia e Europa Oriental. No entanto, na África Subsaariana essa meta está longe de ser atingida, visto que em alguns países esse indicador tem se agravado.
5 – Melhorar a saúde materna.
Conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), atualmente 500 mil mulheres morrem anualmente por complicações na gravidez ou no parto. Esse dado é mais alarmante na África Subsaariana, em que uma em cada 16 mulheres morre durante o parto. Nos países latino-americanos, asiáticos, e do leste europeu, os índices de mortalidade materna têm apresentado melhoras significativas.
6 – Combater a AIDS, a malária e outras doenças.
A ONU afirma que falta um sistema eficiente para se medir a incidência de AIDS, malária e outras doenças infecciosas. Estima-se que, diariamente, cerca de 6,8 mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV e que 5,7 morrem em consequência da AIDS. A África Subsaariana é a região do planeta que apresenta a maior quantidade de pessoas com o vírus HIV.
7 – Assegurar a sustentabilidade ambiental.
Esse indicador é medido através da emissão de dióxido de carbono (CO2), áreas protegidas e de acesso à água e saneamento ambiental. Atualmente, as áreas terrestres e marinhas protegidas somam mais de 20 milhões de quilômetros quadrados.
Segundo dados do Atlas de Desenvolvimento do Milênio, em 2006, cerca de 880 milhões de pessoas ainda não possuíam acesso à água potável e 2,5 bilhões não eram beneficiadas pelos serviços de saneamento básico. Porém, a meta de reduzir à metade o número de pessoas sem acesso à água potável deve ser cumprida.

8 – Promover uma parceria mundial para o desenvolvimento.
Um dos grandes empecilhos para o desenvolvimento econômico dos países pobres são as dívidas financeiras para os países ricos. Um pequeno avanço nesse processo acontece através da Parceria Mundial para o Desenvolvimento, ação de fundamental importância para se atingir as demais metas. 

Maiores países do planeta



A Rússia é o maior país do mundo
Os oceanos ocupam aproximadamente 70,9% da área total do planeta Terra, restando, portanto, 29,1% para as áreas continentais, o que corresponde a 149,3 milhões de quilômetros quadrados. Toda essa grande extensão territorial está fragmentada em continentes, países, estados, cidades e outras divisões políticas.
Você já deve ter ouvido a seguinte pergunta – qual é o maior país do planeta? Para solucionar essa questão, segue abaixo uma lista com os 20 maiores países, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Lista dos 20 maiores países do planeta:
1° Rússia
Extensão territorial: 17.075.400 km².
População: 140.873.647 habitantes.
Densidade demográfica: 8,2 hab/km².
2° Canadá
Extensão territorial: 9.976.139 km².
População: 33.573.467 habitantes.
Densidade demográfica: 3,3 hab/km².
3° China
Extensão territorial: 9.596.961 km².
População: 1.345.750.973 habitantes.
Densidade demográfica: 140 hab/km².
4° Estados Unidos
Extensão territorial: 9.363.520 km².
População: 314.658.780 habitantes.
Densidade demográfica: 33,6 hab/km².
5° Brasil
Extensão territorial: 8.514.876 km².
População: 190.755.799 habitantes.
Densidade demográfica: 22,3 hab/km².
6° Austrália
Extensão territorial: 7.713.364 km².
População: 21.292.893 habitantes.
Densidade demográfica: 2,7 hab/km².
7° Índia
Extensão territorial: 3.287.590 km².
População: 1.198.003.272 habitantes.
Densidade demográfica: 364,4 hab/km².
8° Argentina
Extensão territorial: 2.766.889 km².
População: 40.276.376 habitantes.
Densidade demográfica: 14,5 hab/km².
9° Cazaquistão
Extensão territorial: 2.717.300 km².
População: 15.636.987 habitantes.
Densidade demográfica: 5,7 hab/km².
10° Sudão
Extensão territorial: 2.505.813 km².
População: 42.272.435 habitantes.
Densidade demográfica: 16,8 hab/km².
11° Argélia
Extensão territorial: 2.381.741 km².
População: 34.895.470 habitantes.
Densidade demográfica: 14,6 hab/km².
12° República Democrática do Congo
Extensão territorial: 2.344.858 km².
População: 66.020.365 habitantes.
Densidade demográfica: 28 hab/km².
13° Arábia Saudita
Extensão territorial: 2.149.690 km².
População: 25.720.605 habitantes.
Densidade demográfica: 12 hab/km².
14° México
Extensão territorial: 1.958.201 km².
População: 109.610.036 habitantes.
Densidade demográfica: 56 hab/km².
15° Indonésia
Extensão territorial: 1.904.569 km².
População: 229.964.723 habitantes.
Densidade demográfica: 120,7 hab/km².
16° Líbia
Extensão territorial: 1.759.540 km².
População: 6.419.925 habitantes.
Densidade demográfica: 3,6 hab/km².
17° Irã
Extensão territorial: 1.648.000 km².
População: 74.195.741 habitantes.
Densidade demográfica: 45 hab/km².
18° Mongólia
Extensão territorial: 1.566.500 km².
População: 2.670.966 habitantes.
Densidade demográfica: 1,7 hab/km².
19° Peru
Extensão territorial: 1.285.216 km².
População: 29.164.883 habitantes.
Densidade demográfica: 22,6 hab/km².
20° Chade
Extensão territorial: 1.284.000 km².
População: 11.206.152 habitantes.
Densidade demográfica: 8,7 hab/km².
Uma característica comum entre a maioria dessas nações é a pequena densidade demográfica (população relativa), visto que esse dado é obtido através da divisão da população total pela extensão territorial e, devido à grande área, esses países, apesar de populosos (população absoluta), são pouco povoados.

Os Indicadores Sociais



Os indicadores sociais mostram a qualidade de vida de uma população.
Os indicadores sociais são meios utilizados para designar os países como sendo: Ricos (desenvolvidos), Em Desenvolvimento (economia emergente) ou Pobres (subdesenvolvidos). Com isso, organismos internacionais analisam os países segundo a: 


• Expectativa de vida (É a média de anos de vida de uma pessoa em determinado país). 

• Taxa de mortalidade (Corresponde ao número de pessoas que morreram durante o ano). 

• Taxa de mortalidade infantil (Corresponde ao número de crianças que morrem antes de completar 1 ano). 

• Taxa de analfabetismo (Corresponde ao percentual de pessoas que não sabem ler e nem escrever). 

• Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na paridade de poder de compra dos habitantes.
• Saúde (Refere-se à qualidade da saúde da população). 

• Alimentação (Refere-se à alimentação mínima que uma pessoa necessita, cerca de 2.500 calorias, e se essa alimentação é balanceada). 

• Condições médico-sanitárias (Acesso a esgoto, água tratada, pavimentação etc.) 

• Qualidade de vida e acesso ao consumo (Correspondem ao número de carros, de computadores, televisores, celulares, acesso à internet entre outros). 


IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) 
Foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para tentar medir o grau econômico e, principalmente, como as pessoas estão vivendo nos países de todo o mundo. 

O IDH avalia os países em uma escala de 0 a 1. O índice 1 não foi alcançado por nenhum país do mundo, pois tal índice iria significar que determinado país apresenta uma realidade quase que perfeita, por exemplo, uma elevada renda per capita, expectativa de vida de 90 anos e assim por diante. 

Também é bom ressaltar que não existe nenhum país do mundo com índice 0, pois se isso ocorresse era o mesmo que apresentar, por exemplo, taxas de analfabetismo de 100% e todos os outros indicadores em níveis desastrosos.

O IDH dos países europeus



Índice de Desenvolvimento Humano
A Organização das Nações Unidas (ONU), para analisar o nível de desenvolvimento social de um país, utiliza como critério o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Esse índice consiste na média obtida através da análise de três fatores: Renda Nacional Bruta (RNB) per capita (calculado com base na paridade de poder de compra - PCC); grau de escolaridade das pessoas (média de anos de estudo da população adulta e número esperado de anos de estudos.); expectativa de vida da população (esperança de vida ao nascer). 

Os valores do IDH variam de 0 a 1, países ricos possuem IDH próximo a 1, nações em desenvolvimento apresentam IDH mais próximo de 0. 

O continente Europeu é o que possui a maior quantidade de países entre os primeiros nas medições de Índice de Desenvolvimento Humano, esse fato é consequência de planejamento e altos investimentos na área social durante décadas.

Ruas da Noruega
Confira os países europeus com maiores índices de IDH.
Noruega: 0,938.
Irlanda: 0,895.
Liechtenstein: 0,891.
Países Baixos (Holanda): 0,890.
Suécia: 0,885.
Alemanha: 0,885.
Suíça: 0,874.
França: 0,872.
Finlândia: 0,871.
Islândia: 0,869.
Bélgica: 0,867.
Dinamarca: 0,866.
Espanha: 0,863.
Grécia: 0,855.
Itália: 0,854.
Luxemburgo: 0,852.
Áustria: 0,851.
Reino Unido: 0,849.
República Tcheca: 0,841.
Eslovênia: 0,828.

Os países do continente europeu que apresentam as menores médias de IDH são:
Lituânia: 0,783.
Letônia: 0,769.
Montenegro: 0,769.
Romênia: 0,767.
Croácia: 0,767.
Bulgária: 0,743.
Sérvia: 0,735.
Bielorrússia: 0,735.
Albânia: 0,719.
Rússia: 0,719.
Azerbaijão: 0,713.
Bósnia-Herzegóvina: 0,710.
Ucrânia: 0,710.
Macedônia: 0,701.
Geórgia: 0,698.
Armênia: 0,695.

Identidade cultural (língua e religião)



As festas religiosas refletem a identidade de um povo
A identidade cultural de um país pode ser caracterizada por vários aspectos, porém os mais percebidos e importantes são respectivamente a língua (idioma predominante) e a religião (religião predominante), esses são elementos culturais que diferenciam as sociedades espalhadas pelo mundo. 

A língua é o principal mecanismo de comunicação no convívio humano por possibilitar as relações afetivas e ideológicas dentro de um grupo ou fora dele. Hoje são faladas aproximadamente 3 mil línguas e 7 mil dialetos em todo planeta, mas as seis mais faladas representam um terço do total da população planetária. 

Dentre as línguas mais faladas no mundo, destacam-se: 

- Mandarim: língua mais falada no mundo, há aproximadamente 1 bilhão de falantes. Essa língua é natural da China, país que conta com a maior população do mundo, e é justamente por isso que a língua é a mais falada. 

- Inglês: segundo idioma mais falado em número de pessoas, no entanto, é o mais aceito no mundo, hoje cerca de 508 milhões de pessoas falam a língua inglesa. 

- Hindi: cerca de 487 milhões de pessoas utilizam esse idioma, que é o oficial da Índia. 
Falado por 18% do contingente populacional indiano. 

- Espanhol: o berço da língua é a Espanha, além da grande parte dos países da América Latina, somando toda a população dos países que têm o idioma como oficial, totalizam aproximadamente 417 milhões de pessoas. 

- Bengali: esse idioma é falado no território indiano, no entanto, não se enquadra como língua oficial, apesar disso cerca de 211 milhões de pessoas a utilizam. 

- Português: o berço da língua portuguesa é Portugal, porém é mais falado no Brasil, onde a população atinge a marca de aproximadamente 180 milhões de pessoas. No mundo cerca de 191 milhões de pessoas falam o português. 

Como foi apresentado, o Mandarim é a língua mais utilizada, porém só é difundido na China, país mais populoso do mundo. Mas a língua que possui maior destaque é o inglês, pois é bastante difundido nos veículos de comunicação de escala internacional (revistas, jornais, filmes, músicas e internet). 

A religião desenvolve também as características de um povo, pois através dela é possível que um povo apresente sua fé, sua crença e seus costumes. Dentre todas as religiões praticadas no mundo, as que possuem maior número de seguidores são: cristianismo, com 2 bilhões de seguidores; islamismo, com 1,2 bilhão; hinduísmo, com 811 milhões; e o budismo, com 360 milhões de pessoas.

Grupos terroristas do mundo



Ataque terrorista de 11 de setembro.
O terrorismo tornou-se um tema bastante evidente em todos os meios de comunicação, principalmente após os ataques de 11 de setembro aos Estados Unidos. O mundo tem observado o terrorismo como uma ameaça constante, o caso citado não foi o único, existem vários grupos espalhados por todos os continentes e que reivindicam diferentes interesses. 
A seguir os principais grupos terroristas e onde estão localizados no espaço geográfico mundial.

Al Qaeda: grupo fundamentalista islâmico que possui financiadores para o desenvolvimento de ataques em diferentes pontos do planeta, além disso, detém ramificações da organização, configurando assim como uma atitude globalizada. Esse grupo surgiu no Oriente Médio, porém os ataques ocorrem nessa região e em outros pontos do planeta. 

Hamas (Movimento de Resistência Islâmica): grupo que atua em locais próximos à fronteira entre a Palestina e Israel, que busca a formação do Estado Palestino através de atentados com homens bomba e outras modalidades. 

Jihad Islâmico da Palestina: desenvolve suas práticas em Israel, em áreas ocupadas pela Jordânia e Líbano. 

Hizbollah (Partido de Deus): desenvolve-se no Líbano, com participantes nos Estados Unidos, Europa, Ásia, África e América do Sul. 

Al Jihad: age no Egito, busca implantar um Estado Islâmico, possui ligação no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Sudão, Líbano e Reino Unido. 

Organização Abu Nidal: age principalmente no Iraque, Líbano, Líbia e Egito. 

Frente Popular para a Libertação da Palestina: atua na Síria, Líbano, Israel e na Palestina. 

Frente popular de Libertação da Palestina - Comando Geral: representa um grupo terrorista que surgiu na Palestina, atua na faixa de Gaza, Síria e Líbano. 

Brigada dos Mártires do Al-Aqsa: grupo palestino terrorista que atua com ataques, atentados, rebeliões contra Israel. 

Grupo Abu Sayyaf: age especialmente no sul das Filipinas e Malásia. 

Grupo Islâmico Armado (GIA): age na Argélia, esse grupo terrorista se formou em 1992. 

Kach e Kahane Chai: grupo terrorista israelense que busca a implantação do território conforme está expresso na Bíblia, dessa forma seu maior inimigo é a Palestina. 

Grupo Islâmico (GI): grupo terrorista que atua no Egito, além do Afeganistão, Sudão, Reino Unido, Iêmen e Áustria. 

HUM (Harakat ul-Mujahidin): grupo extremista que age em função do islamismo em países como o Paquistão e Índia, na região da Cachemira. 

Movimento Islâmico do Usbequistão: tem suas atuações, sobretudo, no Usbequistão, além do Afeganistão, Tajiquistão e Quirguízia. 

Partido dos Trabalhadores do Curdistão: corresponde a um grupo que aspira por território e independência, representa o povo curdo, age na Turquia, Iraque, Síria e Europa Ocidental. 

Exército de Libertação Nacional do Irã: grupo que busca a expansão do islamismo. 

Tigres Tâmeis: grupo separatista que busca a independência entre o norte e o sul do Sri Lanka. 

ETA (Pátria Basca e Liberdade): busca a independência territorial da França e Espanha. 

Ira (Exército Republicano Irlandês): luta pela saída das forças britânicas do território da Irlanda, atua em partes da Europa, especialmente na Irlanda do Norte. Esse é um grupo católico. 

Ensinamentos da Verdade Suprema: grupo com base religiosa que acredita que o fim do mundo está próximo e esse será decorrente da Terceira Guerra Mundial entre Estados Unidos e Japão. 

Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia): corresponde a um grupo guerrilheiro que desenvolve um estado paralelo na Colômbia, sua atuação é mais evidenciada na Venezuela, Panamá e Equador, além dos ataques, atentados e sequestros ocorridos internamente.
Exército de Libertação Nacional – Colômbia: esse grupo tem sua atuação na Colômbia e têm ideais semelhantes aos praticados em Cuba, promove uma grande quantidade de sequestros no país, principalmente de estrangeiros. 

Autodefesas Unidas da Colômbia: grupo vinculado ao narcotráfico que visa proteger seus negócios contra as ações da Farc, além de garantir o plantio da coca e o mercado de cocaína. 

Sendero Luminoso: grupo guerrilheiro que age no Peru em busca da implantação de um estado comunista. 

Movimento Revolucionário Tupac Amaru: grupo que atua no Peru e visa à instauração do regime socialista no país. 

Frente Revolucionária de Libertação Popular: grupo com ideais marxistas que age na Turquia e contra os Estados Unidos. 

Organização Revolucionária 17 de Novembro: atua na Grécia contra Estados Unidos, OTAN e União Europeia. 

Luta Revolucionária do Povo: grupo que foi criado para confrontar o governo militar e a ditadura que vigorou na Grécia, na década de 70. 

Grupos separatistas chechenos: grupos terroristas que buscam a independência da Chechênia em relação à Rússia, esses cometem uma série de atentados.

GPS - Sistema de Posicionamento Global

O GPS (Sistema de Posicionamento Global) é formado por três segmentos: o espacial, de controle e utilizador. 
O espacial é composto por 24 satélites distribuídos em seis planos orbitais. O segmento de controle é responsável pelo monitoramento das órbitas dos satélites. Por fim, o segmento do utilizador é o receptor GPS, responsável pela captação dos sinais fornecidos pelos satélites. 

Esse sistema de navegação permite, através de satélites artificiais, a obtenção de informações sobre a localização geográfica em qualquer lugar da superfície terrestre e em qualquer hora do dia. 

A localização geográfica ocorre em razão da emissão de rádio dos satélites, que são captadas por receptores GPS na Terra, onde são decodificadas as informações e fornecidos a latitude, longitude e altitude. 

Na história da humanidade sempre foram utilizadas técnicas de localização, muitas delas através de fatores naturais como estrelas, sol, vento, formações rochosas, entre outras. No entanto, o Sistema de Posicionamento Global apresenta extrema eficácia na obtenção de informações referentes à localização e orientação geográfica. Proporciona a posição geográfica em qualquer ponto do planeta. 


Modelo de Receptor GPS
O Sistema de Posicionamento Global é um programa que foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, com o custo aproximado de 10 bilhões de dólares. O primeiro receptor foi testado em 1982. O objetivo era de que esse se tornasse o principal sistema de navegação das forças armadas estadunidense. 

Atualmente existem dois sistemas de posicionamento por Satélite em pleno funcionamento, o GPS desenvolvido e mantido pelos Estados Unidos e o Glonass, desenvolvido na Rússia. A China está desenvolvendo um sistema denominado Compass. Outro sistema em fase de implantação é o Galileo europeu. 

O desenvolvimento de outros sistemas de posicionamento por satélites é de fundamental importância para os usuários, pois o GPS, tecnologia desenvolvida e controlada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, limita informações destinadas aos civis, e, em caso de guerras envolvendo esse país, a emissão de sinal pode ser ainda mais restrita.

Geocentrismo e Heliocentrismo


O interesse sobre a ordenação do Sistema Solar proporcionou muitos anos de observações, estudos e debates. Ao longo da história, as duas teorias mais conhecidas são: a do Geocentrismo, desenvolvida pelo astrônomo grego Cláudio Ptolomeu; e a teoria do Heliocentrismo, formulada por Nicolau Copérnico. Veja as características de cada uma dessas teorias.

Modelo Geocêntrico
A teoria Geocêntrica, também chamada de sistema ptolomaico, foi elaborada pelo astrônomo grego Claudio Ptolomeu no início da Era Cristã, defendida em seu livro intitulado Almagesto. Conforme essa teoria, a Terra está no centro do Sistema Solar, e os demais astros orbitam ao redor dela. Os astros estariam fixados sobre esferas concêntricas e girariam com velocidades distintas. 

Ptolomeu afirmava que o Sol, a Lua e os planetas giravam entorno da Terra na seguinte ordem: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. O Geocentrismo foi defendido pela Igreja Católica, pois apresentava aspectos de passagens bíblicas. 

No entanto, após 14 séculos, a teoria Geocêntrica foi contestada por Nicolau Copérnico, que elaborou uma outra estrutura do Sistema Solar, o Heliocentrismo.

Modelo Heliocêntrico
O Heliocentrismo consiste num modelo teórico de Sistema Solar desenvolvido pelo astrônomo e matemático polonês, Nicolau Copérnico (1473-1543). Conforme Copérnico, a Terra e os demais planetas se movem ao redor de um ponto vizinho ao Sol, sendo este, o verdadeiro centro do Sistema Solar. A sucessão de dias e noites é uma consequencia do movimento de rotação da Terra sobre seu próprio eixo. 

O modelo, também chamado de sistema copernicano, não foi aceito pela Igreja Católica, que adotava a teoria do Geocentrismo, elaborada por Ptolomeu. A teoria Heliocêntrica foi aperfeiçoada e comprovada por Galileu Galilei, Kepler e Isaac Newton. Atualmente, é a mais aceita entre a comunidade científica.

Fuso Horário



Mapa dos Fusos Horários
Os fusos horários, também denominados zonas horárias, foram estabelecidos através de uma reunião composta por representantes de 25 países em Washington, capital estadunidense, em 1884. Nessa ocasião foi realizada uma divisão do mundo em 24 fusos horários distintos. 

A metodologia utilizada para essa divisão partiu do princípio de que são gastos, aproximadamente, 24 horas (23 horas, 56 minutos e 4 segundos) para que a Terra realize o movimento de rotação, ou seja, que gire em torno de seu próprio eixo, realizando um movimento de 360°. Portanto, em uma hora a Terra se desloca 15°, esse dado é obtido através da divisão da circunferência terrestre (360°) pelo tempo gasto para que seja realizado o movimento de rotação (24 h). 

O fuso referencial para a determinação das horas é o Greenwich, cujo centro é 0°. Esse meridiano, também denominado inicial, atravessa a Grã-Bretanha, além de cortar o extremo oeste da Europa e da África. A hora determinada pelo fuso de Greenwich recebe o nome de GMT. A partir disso, são estabelecidos os outros limites de fusos horários. 

A Terra realiza seu movimento de rotação girando de oeste para leste em torno do seu próprio eixo, por esse motivo os fusos a leste de Greenwich (marco inicial) têm as horas adiantadas (+); já os fusos situados a oeste do meridiano inicial têm as horas atrasadas (-). 

Alguns países de grande extensão territorial no sentido leste-oeste apresentam mais de um fuso horário. A Rússia, por exemplo, possui 11 fusos horários distintos, consequência de sua grande área. O Brasil também apresenta mais de um fuso horário, pois o país apresenta extensão territorial 4.319,4 quilômetros no sentido leste-oeste, fato que proporciona a existência de quatro fusos horários distintos, no entanto, graças ao Decreto n° 11.662, publicado no Diário Oficial de 25 de abril de 2008, o país passou a adotar somente três. 

A compreensão dos fusos horários é de extrema importância, principalmente para as pessoas que realizam viagens, contato com pessoas, relações comerciais com locais de fusos distintos dos seus, proporcionado, portanto, o conhecimento de horários em diferentes partes do globo.

Etanol Celulósico



Bagaço de cana-de-açúcar
A diversificação na produção de combustíveis é um fator extremamente importante, pois as fontes de origem fóssil, que são as mais utilizadas, irão exaurir-se da natureza, além de serem extremamente poluidoras. Sendo assim, o desenvolvimento de biocombustíveis se tornou uma ótima opção na busca pelo desenvolvimento de novas alternativas de combustíveis.
Uma das formas de se obter o biocombustível é através do processamento da biomassa, que é composta por lenha, bagaço de cana-de-açúcar, resíduos florestais, resíduos agrícolas, palha de milho, casca de arroz, entre outras matérias orgânicas. O etanol celulósico, por exemplo, é um biocombustível produzido através da biomassa.
Esse combustível se diferencia do etanol “comum” pela matéria-prima e pela forma de processamento. O etanol celulósico é fabricado por meio de reações químicas que promovem a quebra das cadeias dos principais polímeros que formam a estrutura das plantas: celulose, hemicelulose e pectina. Esse processo ocorre através da hidrólise enzimática ou da fermentação e destilação.
Um dos aspectos positivos da produção do etanol celulósico é que a sua matéria-prima é um subproduto das atividades agrícolas, não apresentando utilidade para a alimentação dos humanos e possuindo poucos nutrientes para ser destinada aos gados. Portanto, o aproveitamento desses resíduos para a fabricação de combustível é uma forma extremamente útil para a destinação final da biomassa.
Esse biocombustível pode ser adicionado à gasolina, como também pode ser utilizado puro. Entretanto, deve ocorrer a adaptação do veículo para receber o álcool celulósico. Especialistas afirmam que esse combustível é uma excelente opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente e à saúde humana. Sua utilização emite menos gases poluentes na atmosfera, fato que contribui para a minimização do efeito estufa.

Etanol



O milho e a cana-de-açúcar são utilizados na produção do etanol
Produzido através da fermentação de amido e de outros açúcares, em especial da cana-de-açúcar, o etanol, também chamado de álcool etílico, é um biocombustível altamente inflamável e incolor, sendo muito utilizado em automóveis. Essa substância é renovável, pois sua matéria-prima é obtida através de plantas cultivadas pelo homem.
O etanol pode ser obtido através da cana-de-açúcar, milho, beterraba, mandioca, batata, etc. A matéria-prima é submetida a uma fermentação alcoólica, com atuação do micro-organismo Sacchromyces cerevisiae. Porém, a cana é a mais utilizada, pois apresenta maior produtividade. Após ser processado, o etanol pode ser utilizado puro (em motores adaptados) ou misturado com gasolina, como combustível.
O Brasil se destaca no cenário global como sendo o país com tecnologia mais avançada na fabricação de etanol. A produção mundial desse combustível é da ordem de 40 bilhões de litros – o Brasil é responsável pela fabricação de 15 bilhões de litros. No país, a cada tonelada de cana-de-açúcar são produzidos 66 litros de álcool e 700 a 800 litros de vinhaça ou restilo.
Um dos grandes desafios das usinas é reduzir a quantidade dos subprodutos (bagaço e vinhaça) gerados durante a fabricação de etanol. Algumas destilarias utilizam o bagaço como combustível durante o processo produtivo. Outra alternativa eficaz é realizar a fermentação contínua, reduzindo a quantidade de vinhaça em até 75%.
Numa tentativa de reduzir a utilização do petróleo, o etanol surge como uma alternativa eficiente, limpa (emite menos gases poluentes) e mais barata. Porém, seu uso sem o devido planejamento pode gerar uma série de transtornos socioeconômicos: aumentos dos latifúndios monocultores de cana-de-açúcar, elevação dos valores de alguns gêneros alimentícios, esgotamento do solo, erosão, etc.