Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Desenvolvimento e Subdesenvolvimento

1- ONU- Organização das Nações Unidas

A Segunda Grande Guerra foi um divisor de águas na humanidade, reconfigurando toda a Geopolítica do planeta. Um dos desdobramentos mais importantes desse conflito foi a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), que foi fundada em 24 de Outubro de 1945, na Conferência de São Francisco, Califórnia, por 51 países, em substituição à Liga das Nações ( 1919 – 1946 ). A Liga das Nações, possuía sede em Genebra, na Suíça, e estava enfraquecida devido à ausência de importantes países como Estados Unidos, União Soviética e Alemanha. - As línguas oficiais da ONU são inglês, francês, russo, mandarim, espanhol e árabe. Atualmente a ONU é presidida pelo secretário geral sul-coreano Ban-Ki-Moon.  A ONU é mantida através de contribuições financeiras feitas pelos países membros. Os países que mais contribuem são: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.
A estrutura da Organização das Naçoes Unidas foi implantada logo após a Segunda Guerra Mundial. Em função disso, a escolha dos membros permanentes do Conselho de Segurança favoreceu as nações que foram as principais vencedoras do conflito mundial e que participaram das negociações internacionais que tiveram lugar em diversas conferências naquele período, como as de Yalta, Potsdam, dentre outras. Naquele contexto histórico, a geopolítica mundial era marcada pelo início da bipolaridade entre as duas superpotências que seriam os principais antagonistas da Guerra Fria: Estados Unidos e União Soviética. Além deles, as duas outras potências vencedoras da guerra contra o Eixo na Europa, Reino Unido e França, também se destacavam entre os atores da geopolítica do imediato pós-guerra. Por fim, a China foi incluída, por ter sido um país importante para a derrota japonesa no Pacífico. As mudanças na ordem de poder mundial nas últimas décadas vêm estimulando diversas nações e analistas internacionais a defenderem alterações na composição do Conselho quanto ao número tanto de membros permanentes quanto de membros rotativos.
Fundação
Quando foi fundada, logo após a Segunda Guerra Mundial, contava com a participação de 51 nações. Ainda no clima do pós-guerra, a ONU procurou desenvolver mecanismos multilaterais para evitar um novo conflito armado mundial. Atualmente, conta com 193 países membros, com a adesão do Sudão do Sul, mais jovem país do mundo, sendo que cinco deles (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) fazem parte do Conselho de Segurança. Este pequeno grupo tem o poder de veto sobre qualquer resolução da ONU.
Chamam-se Membros-Fundadores das Nações Unidas os países que assinaram a Declaração das Nações Unidas, em 1945, tendo assinado e ratificado a Carta. O Brasil é um dos Membros-Fundadores da ONU.
Os únicos países do mundo que não são Estados-Membro da ONU são o Vaticano, Taiwan e o Estado da Palestina, eles são Membros Observadores.

Localização e divisão administrativa
A sede principal da ONU fica na cidade de Nova Iorque e seus representantes definem, através de reuniões constantes, leis e projetos sobre temas políticos, administrativos e diplomáticos internacionais. A ONU está dividida em vários organismos administrativos como, por exemplo, Corte Internacional de Justiça, Conselho Econômico e Social, Assembleia Geral entre outros.

A Carta das Nações Unidas define como objetivos principais da ONU:
• Manter a paz internacional.
• Garantir os Direitos Humanos.
• Promover o desenvolvimento socioeconômico das nações.
• Incentivar a autonomia das etnias dependentes.
• Tornar mas fortes os laços entre os países soberanos.
Há dois níveis básicos de decisões dentro da ONU: a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança. A primeira conta com a participação de todos os membros, uma decisão é tomada com o aval da maioria, em pelo menos dois terços. O segundo é constituído por quinze membros, desses, cinco possuem atuação interrupta e dez com participação rotativa. Os membros permanentes detêm o poder de veto, são eles: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China.
Com a fundação da ONU, foram criados, conjuntamente, organismos internacionais especializados, dentre os principais estão: FMI (Fundo Monetário Internacional), BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento), GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), OIT (Organização Internacional do Trabalho), FAO (Organização de Alimentação e Agricultura) e UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).OMC (Organização Mundial do Comércio) criada em 1995 e em Em 7 de maio de 2013, o diplomata brasileiro Roberto Azevêdo foi escolhido o próximo diretor-geral da organização a partir de setembro de 2013, segundo o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). É a segunda vez que o Brasil tenta emplacar no comando do órgão. O diplomata concorreu ao cargo com um mexicano. Atualmente a OMC é composta por 159 países-membros.
Em 2000, a ONU – Organização das Nações Unidas, ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio – ODM, que no Brasil são chamados de 8 Jeitos de Mudar o Mundo – que devem ser atingidos por todos os países até 2015.
A ONU promoveu, no ano 2000, a Cúpula do Milênio, obtendo a participação dos líderes de praticamente todos os países do mundo, nesse evento foi instituída uma declaração, onde estão estipulados alvos com previsão de serem cumpridos até 2015. Entre as metas está a de promover melhorias na qualidade de vida de pelo menos 1,2 bilhão de pessoas que sobrevivem com uma renda inferior a um dólar por dia.
Os 8 Objetivos para o Milênio



2- Teoria dos Mundos
Países Desenvolvidos e Subdesenvolvidos

O economista Joseph Alois Schumpeter (1883-1950) foi um dos precursores desta proposta de regionalização. Ele propôs o conceito de desenvolvimento econômico condicionado às idéias de inovação tecnológica e da ruptura do “fluxo circular”. Schumpeter privilegiou a atuação do empreendedor, do inovador na superação da condição de pobreza, da precariedade. Assim estabeleceu a divisão do mundo entre aqueles que se desenvolveram e os que supostamente poderiam se desenvolver.

Ao longo da história do Século XX, várias foram as formas de regionalizar os países. Uma das mais expressivas surgiu na França em 1952, através das ideias de Alfred Sauvy, que usou pela primeira vez a expressão Terceiro Mundo, para designar o conjunto de países que se encontravam fora do centro de decisões políticas mundiais. O termo era uma alusão á divisão da sociedade do seu país no período que antecedeu a Revolução Francesa. Naquele período, o Estado Francês se encontrava assim organizado: o Primeiro Estado (igreja), o Segundo Estado (nobreza) e o Terceiro Estado (o povo). Nessa hierarquia de poder, as decisões eram tomadas pelo Primeiro e Segundo Estados, cabendo ao Terceiro Estado apenas a produção de riquezas e o pagamento de impostos para sustentar economicamente a nação.
A Configuração política desse período pode ser assim sintetizada:
Primeiro Mundo: formado por países capitalistas desenvolvidos e dominantes. Os países de Primeiro Mundo são os que pertencem à Europa ocidental, à América Anglo-Saxônica (na América do Norte), além de Grécia, Turquia, Japão, Coreia do Sul, República da China (Taiwan), Austrália e Nova Zelândia.
Segundo Mundo: países socialistas desenvolvidos. são as nações do antigo bloco socialista constituiriam o Segundo Mundo, por exemplo, a antiga União Soviética, Polônia, Hungria, Alemanha Oriental, Romênia, etc.
O termo está hoje em desuso. Vários autores ainda consideram uma nova definição para "Segundo Mundo", que seria composto pelos países de economia emergente, tais como do grupo BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), Argentina e México, por apresentarem ora características do primeiro mundo, ora do terceiro.
Terceiro Mundo: formado por países subdesenvolvidos capitalistas ou socialistas, como Argentina, Brasil, México, Angola, Cuba, etc. O conceito mais amplo do termo pode definir os países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, ou seja, os que possuem uma economia e/ou uma sociedade pouco ou insuficientemente avançada(s).
Após o fim da União Soviética, o termo vem caindo em gradual desuso, preferindo-se usar os termos sinônimos "países em desenvolvimento" e "países emergentes" ou mesmo "países subdesenvolvidos", evidenciando o caráter econômico e social do povo.

3- A Divisão Norte Sul
Diferente das demais propostas de regionalização, esta não apresenta um autor precursor, mas cabe destacar o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, como um dos responsáveis pela popularização dessa representação. Após décadas de Guerra Fria, o enfrentamento ideológico entre Socialismo e Capitalismo (Leste x Oeste) perdeu espaço para a disputa econômica entre Ricos e Pobres (Norte x Sul). A ideia ganhou força no início da década de 1990, a partir da dissolução da União Soviética, principal representante do “Segundo Mundo”.
A divisão entre Norte e Sul também é uma representação simbólica, que desrespeita a Linha do Equador. A desigualdade entre Norte e Sul já existia, mas não se evidenciou após a Segunda Guerra Mundial devido ao predomínio da Guerra Fria.

A regionalização norte-sul foi elaborada para designar a atual conjuntura socioeconômica internacional, em substituição à antiga divisão do mundo em países de 1º, 2º e 3º mundo.
Com o fim do segundo mundo e os sucessivos processos de independência da África, que culminaram no aparecimento de novas nações extremamente pobres, a divisão entre os três mundos tornou-se obsoleta.
Considerando que a maior parte dos países subdesenvolvidos se encontra no sul e os desenvolvidos, no norte, criou-se a divisão norte-sul. Entretanto, conforme pudemos observar no mapa acima, essa divisão não representa a divisão do mundo conforme o ordenamento cartográfico dos hemisférios norte e sul.
Os países do Norte são caracterizados pelo elevado Produto Interno Bruto (PIB) e pelas condições históricas de poder e acúmulo de riquezas. São representados, em geral, pelos Estados Unidos, União Europeia e Japão. Apesar das boas condições econômicas, nesses países também existem desigualdades sociais e pessoas em condições de acentuada pobreza.
Os países do sul apresentam as maiores taxas de pobreza, violência e problemas sociais do planeta. Sua situação de dependência econômica se deve aos processos de colonização, imperialismo e neocolonização impostos pelas nações consideradas desenvolvidas. Entre os países do sul, existem aqueles países chamados “emergentes” ou em desenvolvimento, são os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), os Tigres Asiáticos e o México.

4- Países Desenvolvidos e Países Subdesenvolvidos

CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS
·       Dominação econômica;
·       Apresentam estrutura industrial completa, produzem todos os tipos de bens;
·       Agropecuária moderna e intensiva, emprego de máquinas e mão-de-obra especializada.
·       Desenvolvimento científico e tecnológico elevado;
·       Modernos e eficientes meios de transporte e comunicação;
·       População urbana é maior que a população rural, são urbanizados. Exemplo: Inglaterra, EUA, Alemanha, etc.
·       População Ativa empregada, em principalmente, nos setores secundário e terciário. Exemplo: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha;
·       Pequeno número de analfabetos;
·       Elevado nível de vida da população;
·       Boas condições de alimentação, habitação e saneamento básico;
·       Reduzido crescimento populacional;
·       Baixa taxa de natalidade e mortalidade infantil;
·       Elevada expectativa de vida.
CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS
·       Passaram por um grande processo de exploração durante o período colonial. Colônia de Exploração;
·       Baixo nível de industrialização, com exceção de alguns países como: Brasil, México, os Dragões de Exploração;
·       Dependência econômica, política e cultural em relação às nações desenvolvidas;
·       Deficiência tecnológica e baixo nível de conhecimento científico;
·       Rede de transporte e meios de comunicação deficientes;
·       Baixa produtividade na agricultura que geralmente emprega numerosa mão-de-obra;
·       População Ativa empregada principalmente nos setores primários ou no setor terciário em atividades marginais (camelôs, trabalhadores sem carteira assinada etc). Exemplo: Brasil, Etiópia, Uruguai;
·       Cidades com crescimento muito rápido e cercada por bairros pobres e miseráveis;
·       Baixo nível de vida da maioria da população;
·       Crescimento populacional elevado;
·       Elevada taxa de natalidade e mortalidade infantil;
·       Expectativa de vida baixa.
Existem países subdesenvolvidos que são fortemente industrializados como é o caso do Brasil, México, Argentina, Dragões Asiáticos, etc. A industrialização existente nesses países na verdade é sustentada por países desenvolvidos, que os utilizam para expandir seus parques industriais e garantir lucros vultuosos. Um exemplo nítido de expansão industrial é, o caso dos Dragões Asiáticos que evoluíram enormemente nas últimas décadas, principalmente no setor industrial através do capital e tecnologia japonesa.
Alguns fatores atraem esses investimentos estrangeiros para os países subdesenvolvidos, como:
·                       Mão-de-obra barata e numerosa;
·                     Muitas vezes são isentos de pagamento de impostos;
·                     Doação de terrenos por parte do governo;
·                     Remessa de lucro das transnacionais para a sede dessas empresas;
·                     Legislação flexível.

5- Países Centrais, Periféricos e Semiperiféricos
Após a derrocada da URSS considerou-se a guerra ideológica ganha pelo capitalismo, enfim, o capitalismo triunfara. Isto não significa que a partir deste momento não encontraremos mais países de economia puramente socialista. Coréia do Norte e Cuba, por exemplo, ainda seguem este sistema. Outros países como a China, manteve o título de república socialista, no entanto, realizou mudanças gradativas em sua economia, e hoje realiza um sistema conhecido como “socialista de mercado”, a grosso modo isso quer dizer que o país possui uma postura capitalista nas relações internacionais e uma postura socialista nas comunidades nacionais. O socialismo não representa mais uma ameaça, não há mais sentido a rivalidade dos sistemas e expressões como 1º, 2º e 3º mundo deixam de possuir sentido. As divisões do mundo deixam de ser sociais e passam a ser econômicas.
A divisão mais comum passa a ser:
Países Centrais – São aqueles países com altos indicativos de qualidade de vida, que apresentam altos índices de crescimento econômico e possuem tradição na segurança para investimentos. Em outras palavras, são praticamente os mesmos países do antigo 1º mundo.
Países Periféricos – São os países que apresentam baixos índices sociais e econômicos e que também não apresentam mudanças anuais significativas.
Países Semiperiféricos – São países que não se enquadram na caracterização dos Países Centrais apesar de apresentaram melhoras econômicas graduais. Eles são subdivididos em outros dois grupos.
• Países Emergentes – São os países semiperiféricos que vêm apresentando crescimento em seus índices econômicos e sociais e que visam disputar, no futuro, posições entre os países centrais. O Brasil e a Rússia podem ser enquadrados como países emergentes.
• Países em Desenvolvimento – São os países semiperiféricos que apresentam crescimentos econômicos apenas, como os novos tigres asiáticos. Estes países apesar demonstrar altos índices de crescimento econômico, de se tornarem grandes exportadores, apresentam este crescimento através de frouxas normas trabalhistas e baixa qualidade de vida de seus habitantes.
6- IDH Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para ajudar a classificar os países como desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional. Cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. O IDH também é usado por organizações locais ou empresas para medir o desenvolvimento de entidades subnacionais como estados, cidades, aldeias, etc.
Critério de Avaliação
A partir do relatório de 2010, o IDH combina três dimensões:
  • Uma vida longa e saudável: Expectativa de vida ao nascer
  • O acesso ao conhecimento: Anos Médios de Estudo e Anos Esperados de Escolaridade
  • Um padrão de vida decente: PIB (PPC) per capita
Até 2009, o IDH usava os três índices seguintes como critério de avaliação:
Índice de educação: Para avaliar a dimensão da educação o cálculo do IDH considera dois indicadores. O primeiro, com peso dois, é a taxa de alfabetização de pessoas com quinze anos ou mais de idade — na maioria dos países, uma criança já concluiu o primeiro ciclo de estudos (no Brasil, o Ensino Fundamental) antes dessa idade. Por isso a medição do analfabetismo se dá, tradicionalmente a partir dos 15 anos. O segundo indicador é a taxa de escolarização: somatório das pessoas, independentemente da idade, matriculadas em algum curso, seja ele fundamental, médio ou superior, dividido pelo total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade. Também entram na contagem os alunos supletivo, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária, nesta área também está incluído o sistema de equivalências Rvcc ou Crvcc, apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.
Longevidade: O item longevidade é avaliado considerando a expectativa de vida ao nascer. Esse indicador mostra a quantidade de anos que uma pessoa nascida em uma localidade, em um ano de referência, deve viver. Reflete as condições de saúde e de salubridade no local, já que o cálculo da expectativa de vida é fortemente influenciado pelo número de mortes precoces.
Renda: A renda é calculada tendo como base o PIB per capita (por pessoa) do país. Como existem diferenças entre o custo de vida de um país para o outro, a renda medida pelo IDH é em dólar PPC (Paridade do Poder de Compra), que elimina essas diferenças.

Ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2013
O IDH médio mundial foi de 0,694. A posição do Brasil continua inalterada (85º) pelo índice oficial de 0,730. A posição poderia subir para (69º) com a revisão informal feita pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), que resultou um IDH de 0,754.
Esta é uma lista de países ordenada por Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) como incluída no Relatório de Desenvolvimento Humano de 2013 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Organização das Nações Unidas (ONU), compilado com base em dados de 2012 e publicada no dia 14 de março de 2013, na Cidade do México. Cobre 185 Estados-membros das Nações Unidas (dentre os 193), além de Hong Kong (que é região administrativa especial da República Popular da China) e da Autoridade Nacional Palestiniana (que é um Estado observador da organização). Alguns países-membros da Organização das Nações Unidas não são incluídos devido à falta de dados. Os índices médios dos continentes, regiões e grupos de países são incluídos igualmente para comparação.
Desde 1990, os relatórios divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) nos permitem realizar comparações entre a qualidade de vida da população de diferentes países. Para isso, é utilizado o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Esse índice reflete as condições de três variáveis básicas que definem uma boa qualidade de vida: a expectativa de vida ao nascer, a escolaridade e o Produto Interno Bruto per capita. per capita.

O que significam essas variáveis:

Expectativa de vida ao nascer - se a população de um país apresenta uma expectativa de vida elevada, isso indica que as condições de saneamento básico, alimentação, assistência médico-hospitalar e moradia são boas, além de haver acesso a um meio ambiente saudável.
Escolaridade - quanto maior o índice de escolarização da população, melhor o nível de desenvolvimento, exercício da cidadania, produtividade do trabalho, etc.
Produto Interno Bruto per capita - o Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de tudo que é produzido pela economia de um país no período de um ano. O PIB de um país dividido por sua população corresponde à renda per capita, que é o valor que caberia, em média, a cada pessoa. No cálculo do IDH, o PIB é ajustado ao poder de compra da moeda nacional, pois os gastos com alimentação, saúde e moradia variam muito de um país para outro.
Essas três variáveis são expressas em uma escala que varia de 0,0 a 1,0: quanto mais baixo o índice, piores são as condições de vida da população em geral; quanto mais próximo de 1,0, mais elevada é a qualidade de vida da população como um todo.

Os países são divididos em três categorias:

- baixo desenvolvimento humano: IDH menor que 0,500

- médio desenvolvimento humano: IDH entre 0,500 e 0,799

- alto desenvolvimento humano: IDH de 0,800 ou mais.

IDH 2011 – Brasil ocupa 84ª posição entre 187 países, em 2012 sua posição foi a 85ª.

Índice de Desenvolvimento Humano - 2012
Alto Desenvolvimento Humano
1.       Noruega 0,955
2.       Austrália 0,938
3.       Estados Unidos - 0,937
4.       Holanda - 0,921
5.       Alemanha - 0,920
6.       Nova Zelândia - 0,919
7.       Irlanda - 0,916
8.       Suécia - 0,916
9.       Suíça - 0,913
10.     Japão - 0,912
85.     Brasil – 0,730
Fonte: Relatório do Desenvolvimento Humano, 2012, http://hdr.undp.org

Em 2011, o Brasil teve o 20º melhor IDH da América Latina. Nesse ano, os dez países da América Latina que tiveram o melhor IDH foram: Chile (0,805), Argentina (0,797), Barbados (0,793), Uruguai (0,783), Cuba (0,776), Bahamas (0,771), México (0,770), Panamá (0,768), Antígua e Barbuda (0,764) e Trinidade e Tobago (0,760).

É importante ressaltar que a metodologia usada para definir o IDH passou por mudanças desde o relatório divulgado em novembro de 2010. Nesse ano, o Brasil aparecia classificado como o 73º melhor IDH de 169 países, mas, segundo o PNUD, o país estaria na 85ª posição em 2010 se a nova metodologia tivesse sido usada. Portanto, em 2011, o Brasil ganhou uma posição no índice em relação ao ano anterior. Contribuíram para isso uma maior expectativa de vida e uma maior renda nacional bruta.

Em 2011, o Brasil apareceu entre os países considerados de “Desenvolvimento Humano Elevado” – a segunda melhor categoria do ranking. De acordo com os dados usados no relatório, o rendimento anual dos brasileiros é de 10.162 dólares norte-americanos e a expectativa de vida é de 73,5 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos.

De acordo com os dados divulgados pelo PNUD, desde 1980, a renda no Brasil aumentou 40%, a expectativa de vida aumentou em 11 anos e a média de anos de escolaridade aumentou em 4,6 anos.



IDH-M dos Estados Brasileiros Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M 2010)
1- DF – 0,824
2- SP – 0,783
3- SC – 0,774
4- RJ – 0,761
5- PR – 0,749
6- RS – 0,746
7- ES – 0,740
8- GO – 0,735
9- MG – 0,731
10-MS- 0,729
17–CE– 0,682
27-AL-  0,631

Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano 2013.

7- Algumas Organizações Supranacionais

G-8: A sigla G-8 corresponde ao grupo dos 8 países mais ricos e influentes do mundo, fazem parte os Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, França, Itália, Reino Unido e Rússia. Antes chamada de G-7, a sigla alterou-se com a inserção da Rússia, que ingressou no grupo em 1998.
Explicitamente, a função do G-8 é a de decidir qual ou quais caminhos o mundo deve seguir, pois esses países possuem economias consolidadas e suas forças políticas exercem grande influência nas instituições e organizações mundiais, como ONU, FMI, OMC. A discussão gira em torno do processo de globalização, abertura de mercados, problemas ambientais, ajudas financeiras para economias em crise, entre outros.  

G-20: (Grupo dos 20) é um grupo constituído por ministros da economia e presidentes de bancos centrais dos 19 países de economias mais desenvolvidas do mundo, mais a União Europeia. Criado em 1999, na esteira de várias crises econômicas da década de 1990, o G20 é uma espécie de fórum de cooperação e consulta sobre assuntos financeiros internacionais. África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina,  Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul,  Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália,  Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia, Países membros da União Europeia.

Posição
País
 IDH
Expectativa de vida
Média de anos de estudo
Renda nacional bruta per capita ($ PPC)
1
Noruega
0.955
81.3
12.6
48688
2
Austrália
0.938
82
12
34340
3
Estados Unidos
0.937
78.7
13.3
43480
4
Países Baixos
0.921
80.8
11.6
37282
5
Alemanha
0.920
80.6
12.2
35431
6
Nova Zelândia
0.919
80.8
12.5
24358
7
Irlanda
0.916
80.7
11.6
28671
7
Suécia
0.916
81.6
11.7
36143
9
Suíça
0.913
82.5
11
40527
10
Japão
0.912
83.6
11.6
32545
11
Canadá
0.911
81.1
12.3
35369
12
Coreia
0.909
80.7
11.6
28231
13
Islândia
0.906
83
10
45598
13
Hong Kong
0.906
81.9
10.4
29176
15
Dinamarca
0.901
79
11.4
33518
16
Israel
0.900
81.9
11.9
26224
17
Bélgica
0.897
80
10.9
33429
18
Áustria
0.895
81
10.8
36438
18
Cingapura
0.895
81.2
10.1
52613
20
França
0.893
81.7
10.6
30277
G-5: O G5, ou grupo dos cinco, consiste da união de cinco países em desenvolvimento que representam todos os outros de mesma categoria. É composto por: Brasil, México, Índia, África do Sul e China.

G-15: Estabelecido em setembro de 1989, logo após a conclusão da IX Cúpula dos Países Não-Alinhados, em Belgrado, o Grupo dos Quinze (G-15), procurou reunir número pequeno e representativo de países que pudessem vir a apresentar posição única sobre temas da agenda econômica internacional, da perspectiva do mundo em desenvolvimento. Ademais de sua contribuição aos debates sobre economia internacional, o G-15 também se plasmou em um foro para promover a Cooperação Sul-Sul.
Atualmente, são 17 os membros do G-15: Argentina, Argélia, Brasil, Chile, Egito, Índia, Indonésia, Irã, Jamaica, Malásia, México, Nigéria, Senegal, Sri Lanka, Venezuela, Zimbábue e Quênia.

G-30: O Grupo dos Trinta, muitas vezes abreviado para G30, é um organismo internacional de líderes financeiros e acadêmicos, que visa aprofundar a compreensão das questões econômicas e financeiras e examinar consequências de decisões tomadas nos setores públicos e privados relacionados com estas questões. O grupo é composto por trinta membros e inclui os chefes de grandes bancos privados e bancos centrais, bem como os membros da academia e instituições internacionais. Possui duas reuniões plenárias por ano e também organiza seminários, simpósios e grupos de estudo. Baseia-se em Washington, DC
O Grupo dos Trinta foi fundada em 1978 por Geoffrey de Bell , por iniciativa da Fundação Rockefeller , que também forneceu o financiamento inicial para o corpo. Seu primeiro presidente foi Johannes Witteveen , o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional . Atual presidente do G30 é Jean-Claude Trichet .

G-24: O Grupo dos 24 ( G24 ), um capítulo do G-77 , foi criada em 1971 para coordenar as posições dos países em desenvolvimento sobre questões de financiamento monetário e de desenvolvimento internacionais e para assegurar que os seus interesses foram adequadamente representados nas negociações sobre questões monetárias internacionais.
Os países-membros por região
Região I (África): Argélia, Costa do Marfim, Egito, Etiópia, Gabão, Gana, Nigéria, África do Sul e da República Democrática do Congo.
Região II (América Latina e Caribe): Argentina, Brasil, Colômbia, Guatemala, México, Peru, Trinidad e Tobago e Venezuela.
Região III (Ásia): Índia, Irã, Líbano, Paquistão, Filipinas, Sri Lanka e Síria.

G-77: O Grupo dos 77 na Organização das Nações Unidas é uma coalizão de nações em desenvolvimento, destinada a promover coletivas de seus membros econômicos interesses e criar uma capacidade de negociação conjunta reforçada nas Nações Unidas. Havia 77 membros fundadores da organização, mas em novembro de 2013, a organização tinha desde então, expandiu para 133 países membros.

BRICS- (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)
O BRICS é um bloco que reúne os maiores mercados emergentes do mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 
A ideia dos BRICS foi formulada pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O'Neil, em estudo de 2001, intitulado “Building Better Global Economic BRICs”. Fixou-se como categoria da análise nos meios econômico-financeiros, empresariais, acadêmicos e de comunicação. Em 2006, o conceito deu origem a um agrupamento, propriamente dito, incorporado à política externa de Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2011, por ocasião da III Cúpula, a África do Sul passou a fazer parte do agrupamento, que adotou a sigla BRICS.

O BRICS tem um caráter informal. Não tem um documento constitutivo, não funciona com um secretariado fixo nem tem fundos destinados a financiar qualquer de suas atividades. Em última análise, o que sustenta o mecanismo é a vontade política de seus membros. Ainda assim, o BRICS tem um grau de institucionalização que se vai definindo, à medida que os cinco países intensificam sua interação. Ao contrário do que muitos possam pensar, o BRICS não é um bloco econômico, esses cinco países apenas compartilham de uma situação econômica com índices de desenvolvimento e situações econômicas parecidas.

Uma Abordagem Crítica da Geodinâmica do Espaço Habitado

1- Introdução: Qual a finalidade do estudo geográfico no contexto atual da sociedade?

ESTUDAR GEOGRAFIA é a forma de compreendermos o mundo em que vivemos. Por meio desse estudo, podemos entender melhor tanto o local em que moramos - seja uma cidade, seja uma área rural - quanto o nosso país, assim como os demais países da superfície terrestre. O campo de preocupação da geografia é o espaço da sociedade humana, onde os homens e as mulheres vivem e, ao mesmo tempo produzem modificações que o (re) constroem permanentemente. Indústria, cidades, agricultura, rios, solos; climas, populações: todos esses elementos - além de outros ­constituem o espaço geográfico, isto é, o meio ou a realidade material onde a humanidade vive e do qual ela própria é parte integrante.
Tudo nesse espaço depende do ser humano e da natureza. Esta última é a fonte primeira de todo o mundo real. A água, a madeira, o petróleo, o ferro, o cimento e todas as outras coisas que existem nada mais são que aspectos da natureza. Mas o ser humano reelabora esses elementos naturais ao fabricar os plásticos a partir do petróleo, ao represar rios e construir usinas hidrelétricas, ao aterrar pântanos e edificar cidades, ao inventar velozes aviões para encurtar as distâncias. Assim, o espaço geográfico não é apenas o local de moradia da sociedade humana. mas principalmente uma realidade que é a cada momento (re) construída pela atividade do ser humano.
As modificações que a sociedade humana produz em seu espaço são hoje mais intensas que no passado. Tudo o que nos rodeia se transforma rapidamente. Com a interligação entre todas as partes do globo, com o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, passa a existir um mundo cada vez mais unitário. Pode-se dizer que, em nosso planeta, há uma única sociedade humana, embora seja, uma sociedade plena de desigualdades e diversidades. Os "mundos" ou sociedades isoladas, que viviam sem manter relações como restante da humanidade cedeu lugar ao espaço global da sociedade moderna.
Na atualidade, não existe nenhum país que não dependa dos demais, seja para o suprimento de parte das suas necessidades materiais, seja, pela internacionalização da tecnologia, da arte, dos valores, da cultura afinal. Uma guerra civil, forte geadas com perdas agrícolas, a construção de um novo tipo de computador, a descoberta de enormes jazidas petrolíferas, enfim, um acontecimento importante que ocorra numa parte qualquer da superfície terrestre provoca repercussões em todo o conjunto do globo. Muito do que acontece em áreas distantes acaba nos afetando de uma forma ou de outra, mesmo que não tenhamos consciência disso. Não vivemos mais em aldeias relativamente independentes, como nossos antepassados longínquos, mas num mundo interdependente e no qual as transformações se sucedem numa velocidade acelerada.
Para nos posicionarmos inteligentemente em relação a este mundo temos de conhecê-lo bem. Para nele vivemos de forma consciente e crítica, devemos estudar os seus fundamentos, desvendar os seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa antes de tudo estar integrado criticamente na sociedade participando ativamente de suas transformações. Para isso, devemos refletir sobre o nosso mundo, compreendendo-o do âmbito local até os âmbitos nacional e planetário. E A GEOGRAFIA É UM INSTRUMENTO INDISPENSÁVEL PARA EMPREENDERMOS ESSA REFLEXÃO, REFLEXÃO QUE DEVE SER A BASE DE NOSSA ATUAÇÃO NO MUNDO. (VESENTINI, J. Willian. Sociedade e Espaço. Ática. 2000. 3ed. 343p.).

2- Origem da Geografia

Considerada por alguns como uma das mais antigas disciplinas acadêmicas, a geografia surgiu na Antiga Grécia, sendo no começo chamada de história natural ou filosofia natural.
A tendência de separar ciências dos homens e da natureza, de certa forma atrapalhava as pretensões da geografia de se afirmar como um saber científico. A alternativa para garanti-la como o status científico, estava na síntese dos fenômenos naturais e humanos dados em uma determinada região (ou área, como alguns apontavam). Este impasse metodológico seria então resolvido a partir do momento em que a Geografia assumisse como seu objetivo o estudo de fenômenos diversos em uma determinada unidade espacial, que se configurava como ideal para se compreender a totalidade dos fenômenos, ou ainda, a pluralidade das coisas. Desta forma, a geografia garantia seu status de “ciência do singular”, e a perspectiva cronológica tornava-se o método ideal para tal finalidade, pois dava unidade à diversidade dos fenômenos estudados pela geografia. Assim, a esta ciência caberia o papel de localizar, definir, descrever e comparar lugares, abarcando fenômenos de origens distintas. Podemos perceber que a geografia tentou responder especialmente sobre onde estavam os fenômenos que lhes interessava. Feita esta primeira constatação, partia-se para o método da observação e descrição, e mais tarde para a comparação. O fundamento que ordenava esse pensamento foi chamado, num primeiro momento de corografia.
O termo corografia, que pode ser entendido como a descrição de regiões ou ainda escrita das regiões, foi amplamente utilizado entre os séculos XVII e XVIII, tendo em Varenius um dos principais responsáveis por sua divulgação. Ao usar este termo, Varenius pretendia reforçar, sobretudo, a característica de delimitar e descrever regiões individuais da Terra. Claramente não há também uma distinção entre o uso da palavra região ou área. O termo chòros, de origem grega, é usado por estes geógrafos como sinônimo de área, lugar, região, ou seja, uma unidade espacial qualquer. Assim, podemos notar que aquilo que interessava para eles era a descrição, o estudo, a análise de partes da superfície terrestre, que eles denominavam de diferentes formas.
O positivismo é uma linha teórica da sociologia, criada pelo francês Auguste Comte (1798-1857), que começou a atribuir fatores humanos nas explicações dos diversos assuntos, contrariando o primado da razão, da teologia e da metafísica. Para Comte, o método positivista consiste na observação dos fenômenos, subordinando a imaginação à observação.
Geografia é o estudo da superfície da Terra. Sua denominação procede dos vocábulos gregos geo ("Terra") e graphein ("escrever"). A superfície terrestre, que compreende a atmosfera, a litosfera, a hidrosfera e a biosfera, é o habitat, ou meio ambiente, em que podem viver os seres humanos.
A área habitável da superfície terrestre apresenta várias características, das quais uma das mais importantes é a complexa interação dos elementos físicos, biológicos e humanos, como relevo, clima, água, solo, vegetação, agricultura e urbanização. Outra característica é a grande variabilidade do ambiente de um lugar para outro, dos trópicos às frias regiões polares, de áridos desertos a úmidas florestas equatoriais, de vastas planícies a montanhas escarpadas, de superfícies geladas e desabitadas a metrópoles densamente povoadas. Outra característica ainda é a regularidade com que se registram determinados fenômenos, como os climáticos, o que permite generalizações sobre sua distribuição espacial. Os exemplos mais óbvios são as medidas de temperatura e precipitação, principais elementos climáticos para a agropecuária e outras atividades humanas. A geografia se preocupa particularmente com a localização espacial (especialmente a relação entre a sociedade e a terra, da mesma forma que a ecologia e afinidades), com a regionalização e com a distribuição das áreas. Pesquisa a respeito dos lugares onde as pessoas vivem, sobre a superfície da Terra e os fatores (ambientais, culturais, econômicos recursos naturais) que influem nessa distribuição. Tenta responder a questão e a possibilidade de reconhecer uma região sobre a qual vive uma população, meio de vida, cultura e relações que ocorrem entre os diferentes lugares.

3- Principais Geógrafos

Bernhardus Varenius: Uma importante figura da retomada dos estudos de geografia, cuja Geographia generalis (1650; Geografia geral) foi várias vezes revisada e permaneceu como principal obra de referência durante um século ou mais. Também era de Flandres o cartógrafo mais importante do século XVI, Gerardus Mercator (Gerard de Cremer), que criou um novo sistema de projeções, aprimorando os que usavam longitudes e latitudes.

James Cook: James Cook fixou novos padrões de precisão e técnica em navegação. Realizou viagens com fins científicos e, na segunda delas, a mais famosa, de 1772 a 1775, circunavegou o globo. Na França surgiu a primeira pesquisa topográfica detalhada de um grande país, levada a cabo entre os séculos XVII e XVIII por quatro gerações de astrônomos e pesquisadores da família Cassini. Em seu trabalho se baseou o Atlas nacional da França, publicado em 1791.

Alexander Von Humboldt: Como muitos que o antecederam, se propôs conhecer outras partes do mundo, mas acabou se distinguindo pela cuidadosa preparação que antecedia suas viagens, pelo alcance e precisão de suas observações. São de especial interesse seus estudos sobre os Andes (feitos durante uma viagem às Américas Central e do Sul, entre 1799 e 1804), em que pela primeira vez se fez uma descrição sistemática e inter-relacionada da altitude, temperatura, vegetação e agricultura em montanhas situadas em regiões de baixa latitude. Surgimento da geografia moderna. Humboldt lançou as bases da geografia moderna, com ênfase na observação direta e nas medições acuradas como base para leis gerais.


Immanuel Kant: Definiu satisfatoriamente o lugar da geografia entre as diferentes disciplinas: afirmou que a geografia lida com os fenômenos associados no espaço da mesma forma que a história lida com os fatos que ocorrem durante uma mesma época. Foi Kant que primeiro utilizou o termo "Geografia Física" e que relacionou a Geografia ao espaço e a Historia ao tempo. Tanto Kant quanto Humboldt lecionou geografia física e foram contemporâneos de Carl Ritter, que ocupou a primeira cadeira de geografia criada numa universidade moderna.

Ferdinand Paul Wilhelm, Barão de Richthofen, escreveu um monumental estudo de cinco volumes sobre a geografia chinesa e influenciou o desenvolvimento da metodologia geográfica na Alemanha e em outros países.

Friedrich Ratzel: Escreveu trabalhos pioneiros em geografia humana e política. Criador da antropogeografia, o geógrafo e etnógrafo alemão é autor do ensaio tido como ponto de partida da geopolítica, no qual introduziu o conceito de espaço vital. Posteriormente, essa noção foi distorcida pelo nazismo para justificar suas pretensões expansionistas. Apesar de admirar as concepções evolucionistas de Darwin e Haeckel, Ratzel criticou-as pelo mecanicismo. Expôs, em suas obras Anthropogeographie (1882-1891; Antropogeografia) e Politische Geographie (1897; Geografia política), os princípios de seu pensamento. Na primeira, desenvolveu a tese de uma relação causal entre as características do meio-ambiente natural e as realizações humanas. Na segunda, estabeleceu uma analogia biológica entre os mecanismos de contração e expansão dos países, ou seja, a tendência dos povos a limitarem ou ampliarem fronteiras segundo as necessidades de espaço vital (Lebensraum). Esse conceito, na interpretação do cientista político sueco Rudolf Kiellén, foi usado como justificativa para o expansionismo nazista do III Reich.

Paul Vidal de La Blache: Foi um dos principais responsáveis pelo surgimento da geografia moderna na França. Deve-se a ele a definição do campo da geografia regional, com ênfase no estudo de áreas pequenas e relativamente homogêneas. Foi o primeiro professor de geografia da Sorbonne e planejou uma obra monumental, que cobria a geografia regional em todo o mundo, mas não viveu o bastante para concluí-la. Géographie universelle (1927-1948) foi completada por seu aluno Lucien Gallois e é uma das mais bem-sucedidas publicações sobre o tema.

4- Desmistificando os paradigmas da Geografia
“A geografia é um saber, um saber difícil porque integrador do vertical e do horizontal, do natural e do social, do aleatório e do voluntário, do atual e do histórico e sobre a única interface da qual dispõe a humanidade” (P. e G. Pinchemel, in Trystram, 1994, p. 473).

5- Divisão da Geografia (Para efeito didático)
Costuma-se dividir a Geografia, pelo menos para efeito didático, em dois grandes ramos, a Geografia Sistemática ou Geral e a Geografia Regional. Muitos admitem que esta divisão é o resultado apenas da escala adotada, de vez que o geral se refere a grandes áreas - os continentes ou países de grande extensão - e o regional a pequenas áreas - as regiões. A Geografia Sistemática costuma ser dividida em dois grandes ramos, a Física e a Humana. A primeira estuda e analisa a ação dos fatores físicos e a segunda analisa e interpreta a ação dos fatores humanos. A Geografia Humana vem recebendo denominações diversas, conforme as escolas geográficas. Devemos ainda levar em consideração que a Geografia não é um departamento isolado do conhecimento científico; ela está integrada a outros ramos do conhecimento, tendo, naturalmente, uma área de fronteira com as outras ciências. Daí a existência de uma série de disciplinas intermediárias entre a Geografia e as outras ciências, tanto naturais como humanas. Apenas para exemplificar, podemos apontar os ramos que seguem:
a) A Geomorfologia, ciência que estuda as formas de relevo, preocupada em explicar a gênese da mesma como ramo intermediário entre a Geografia e a Geologia; a Geofísica estuda a física do globo; a Geoquímica estuda a química do globo terrestre; a Geo-história estuda a influência dos fatores geográficos na sucessão dos acontecimentos históricos; a Geopolítica, campo intermediário entre a Geografia, a Ciência Política e o Direito Internacional, tenta explicar a importância estratégica de certas áreas da superfície da Terra e a evolução das fronteiras entre os países, assim como das áreas de influência das grandes nações; a Geografia Econômica, campo intermediário entre a Geografia e a Ciência Econômica, procura explicar a expansão da influência dos grandes grupos econômicos e dos países a ele ligados, pela superfície da Terra. Assim, à proporção que se desenvolve que se amplia o conhecimento geográfico, certos capítulos, antes poucos estudados e poucos expressivos, ganham importância e se transformam em novas áreas de estudo ou novos capítulos do grande ramo da Geografia, enquanto outros, marginais entre a Geografia e as ciências afins, dão origem a novos ramos do conhecimento científico.
Divisão da Geografia
A geografia pode ser dividida em dois ramos fundamentais:
A Geografia geral, que estuda os elementos humanos e físicos da Terra de maneira individual e a Geografia Regional, que estuda as regiões da Terra com o objetivo de entender ou definir suas particularidades.
No campo de estudo da Geografia Geral inclui-se a Geografia Física e a Geografia Humana.
A Geografia Física estuda as características naturais existentes na superfície terrestre. Suas principais categorias são:
Geomorfologia – estuda as formas da superfície da Terra.
Hidrografia – estuda as águas do Planeta.
Climatologia – estuda os climas.
Glaciologia – estuda as geleiras.
Biogeografia – estuda a distribuição dos seres vivos no espaço.
Geografia astronômica – estuda a superfície dos planetas.
A Geografia Humana estuda e descreve a interação entre a sociedade e o espaço. Suas principais categorias são:

Geografia econômica – estuda as atividades econômicas.
Geografia Social – estuda os fatos sociais e sua manifestação espacial.
Demografia – estuda a dinâmica populacional humana.
Geografia Política – estuda a interação política e territorial.
Geografia Cultural – estuda a distribuição das manifestações culturais.
Áreas Suportes da Geografia:

Cartografia
Geologia
Pedologia
Oceanografia
Meteorologia
Antropologia
Sociologia
Filosofia
Estatística
6- A Ciência Geográfica e seus princípios
Durante muito tempo dominou a ideia de que a Geografia era uma ciência que visava apenas dar aos estudantes um pouco de cultura geral, sem interesses pragmáticos. Quando se começou a utilizar o conhecimento geográfico de forma sistemática no planejamento e a se falar em geografia aplicada, houve cientistas que reagiram, achando que esta não era a função da Geografia. Esta ideia, porém, é falsa, de vez que a Geografia vem sendo utilizada, desde os primeiros tempos, com fins pragmáticos. Assim, ela foi utilizada pelos países europeus em sua expansão colonial, quando procuravam conhecer as várias regiões que desejavam conquistar para avaliar a rentabilidade das mesmas. E esta função, entregue no início do desenvolvimento da expansão capitalista (Séculos XVI, XVII e XVIII) a cronistas isolados (leia as obras dos cronistas do período colonial a respeito do Brasil e de suas possibilidades econômicas), foi transferida, no Século XIX, para as sociedades de geografia que financiavam e promoviam expedições de exploradores às regiões pouco conhecidas. Hoje ela é controlada pelo Estado, através dos serviços de informação. A Geografia tem sido utilizada ainda para organizar a exploração do espaço e contribuir para obras de transformação do meio natural, tornando-o mais acessível à exploração agrícola ou mineral, bem como para orientar os problemas estratégicos e as formas de conduzir a guerra. Vários problemas espaciais, como o de fronteiras políticas, de delimitação de áreas de influência econômica dos centros polarizadores ou de distribuição pelo espaço geográfico, de povos e nações, têm sido objeto de estudo e de participação de geógrafos. Mais modernamente, eles têm dado a sua colaboração também nos estudos e planejamentos dos órgãos estatais e das grandes empresas transnacionais. As Forças Armadas dos mais diversos países têm sempre um serviço geográfico, com preocupações ligadas, sobretudo à Cartografia, a informações, à geopolítica é à geoestratégia.
7- Princípios
Desde a segunda metade do século passado até os primeiros anos do Século XX, consolidou-se a ideia de que o método geográfico e baseava nos cinco princípios enunciados por eminentes mestres alemães, como Alexandre Humboldt, Karl Ritter, Frederico Ratzel - os fundadores da geografia científica - e pelo não menos ilustre geógrafo Jean Brunhes. Assim, em um trabalho de pesquisa geográfica devia o estudioso aplicar, sucessivamente, os seguintes princípios:
a) Princípio da extensão: enunciado por Frederico Ratzel, segundo o qual o geógrafo, ao estudar um dos fatores geográficos ou uma área, deveria, inicialmente, procurar localiza-la e estabelecer os seus limites, usando os mapas disponíveis e o conhecimento direto da área;
b) Princípio da analogia ou da geografia geral: enunciado por Karl Ritter, segundo o qual, delimitado e observado uma área em estudo, deveria ser a mesma comparada com o que se observa em outras áreas, estabelecendo as semelhanças e as diferenças existentes;
c) Princípio da causalidade: enunciado por Alexandre Humboldt, segundo o qual, observado os fatos, se deverão procurar as causas que o determinaram, estabelecendo relações de causa e efeito;
d) Princípio da conexidade ou interação: enunciado por Jean Brunhes, onde ele chamava a atenção para o fato de que os fatores físicos e humanos, ao elaborarem as paisagens, não agiram separados e independentemente, havendo uma interpenetração na ação dos vários fatores físicos entre si, e ainda dos dois grandes grupos de fatores. Na elaboração das paisagens, nenhum dos fatores físicos ou humanos age isoladamente; a ação é sempre feita de forma integrada com outros fatores;
e) Princípio da atividade: também enunciado por Jean Brunhes, no qual o mestre francês assinala o caráter dinâmico do fato geográfico, de vez que o espaço está em perpétua reorganização, em constante transformação, graças à ação ininterrupta dos vários fatores.
8- Termos que permitem uma concepção de mundo que engloba as transformações e a dinâmica da sociedade
Primeira Natureza: A primeira natureza é a natureza que não passou pela transformação do homem. Atualmente já não temos mais a primeira natureza, na verdade não há lugar algum no mundo, hoje, que não tenha passado pelas transformações das mãos do homem.

Segunda Natureza: A segunda natureza é essa natureza que conhecemos hoje, é a natureza que se transformou com as mãos do homem.

Espaço Geográfico: O Espaço geográfico é o palco das realizações humanas, no entanto, abriga todas as partes do planeta possíveis de serem analisadas, catalogadas e classificadas pelas inúmeras especialidades da ciência geográfica. Que se refere a muitos espaços, como por exemplo, todo o espaço físico, ruas, casas, etc. O espaço geográfico foi criado para calcular longitudes e latitudes da terra. Em geral, o espaço geográfico é o espaço ocupado e organizado pelas sociedades humanas. Ele é poligênico - sendo que para seu entendimento é necessário o estudo de todo o processo histórico de sua formação. Espaço geográfico é o espaço concreto ou físico inserido na interface "litosfera-hidrosfera-atmosfera". É o espaço de todos os seres vivos, não só o espaço do homem. O espaço geográfico foi formado a 4,5 bilhões de anos quando a Terra foi formada. De lá para cá houve mudanças profundas na sua estrutura, composição química e na paisagem geográfica. Oceanos apareceram, oxigênio ficou abundante, devido o papel das algas e plantas superiores. Quando o homem surgiu na Terra ele já estava formado. Com o tempo a humanidade começou a modifica-lo através da tecnologia.
Paisagem: A paisagem é considerada, pela maioria das correntes do pensamento geográfico, um conceito-chave da Geografia. O termo paisagem é polissêmico, ou seja, pode ser utilizado de diferentes maneiras e por várias ciências. Essa categoria geográfica consiste em tudo aquilo que é perceptível através de nossos sentidos (visão, olfato, tato e audição), no entanto, a análise da paisagem é mais eficaz através da visão. Nesse sentido, a Geografia moderna, que priorizava os estudos dos lugares e das regiões, utilizou-se da fisionomia dos lugares para atingir êxito em suas abordagens geográficas, observando as transformações no espaço geográfico em decorrência das atividades humanas na natureza. A paisagem é formada por diferentes elementos que podem ser de domínio natural, humano, social, cultural ou econômico e que se articulam uns com os outros. A paisagem está em constante processo de modificação, sendo adaptada conforme as atividades humanas. Para Oliver Dolfuss, geógrafo francês, as paisagens são fruto da ação humana no espaço e as classifica em três grandes famílias, em função das modalidades da intervenção humana:
- Paisagem natural: não foi submetida à ação do homem.
- Paisagem modificada: é fruto da ação das coletividades de caçadores e de coletores que, mesmo não exercendo atividades pastoris ou agrícolas, em seus constantes deslocamentos, pode modificar a paisagem de modo irreversível, através do fogo, derrubadas de árvores etc.
- Paisagens organizadas: são aquelas que representam o resultado de uma ação consciente, combinada e contínua sobre o meio natural, como, por exemplo, as cidades, praças etc.
A paisagem é um dos objetos de análise da Geografia, sendo constituída através das relações do homem com o espaço natural. Sua observação é muito importante, pois retrata as relações sociais estabelecidas em um determinado local, onde cada observador seleciona as imagens que achar mais relevante, portanto, diferentes pessoas enxergam diferentes paisagens.
Lugar: Lugar é uma parte do espaço geográfico onde vivemos e interagimos com uma paisagem. Mas o conceito de lugar recebe várias definições na geografia, a depender da tendência de pensamento geográfico considerada. A geografia humanista foi a primeira vertente da geografia a fazer uso da palavra lugar como um conceito científico. De fato, esse foi um dos conceitos fundamentais para os propósitos dessa corrente, interessada em pesquisar as relações subjetivas do homem com o espaço e o ambiente. Os geógrafos humanistas destacam a importância de estudar o cotidiano como forma de compreender os valores e atitudes que as pessoas comuns elaboram a respeito do espaço e do ambiente em que vivem. O conceito de lugar é apropriado para esse tipo de pesquisa por dizer respeito aos espaços vivenciados pelas pessoas em suas atividades cotidianas de trabalho, lazer, estudo, convivência familiar, etc. Por esse motivo, a geografia existe. Ele tem, portanto, o mesmo conteúdo que os fenomenologistas atribuem ao conceito de mundo, isto é, o conjunto das vivências individuais e subjetivas dos sujeitos; “aquilo que em primeiro lugar aparece à consciência”.
Território: O território é considerado pela maioria das correntes do pensamento geográfico, um conceito-chave da Geografia. Contudo, sua análise não é exclusiva da Geografia, sendo, portanto, abordado por outras ciências, o que o torna um termo polissêmico. Na análise do território, os aspectos geológicos, geomorfológicos, hidrográficos e recursos naturais, por exemplo, ficam em segundo plano, visto que sua abordagem privilegia as relações de poder estabelecidas no espaço. A concepção mais comum de território (na ciência geográfica) é a de uma divisão administrativa. Através de relações de poder, são criadas fronteiras entre países, regiões, estados, municípios, bairros e até mesmo áreas de influência de um determinado grupo. Para Friedrich Ratzel, o território representa uma porção do espaço terrestre identificada pela posse, sendo uma área de domínio de uma comunidade ou Estado. Nesse sentido, o conceito de território abrange mais que o Estado-Nação. Qualquer espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder se caracteriza como território. O território não se restringe somente às fronteiras entre diferentes países, sendo caracterizado pela ideia de posse, domínio e poder, correspondendo ao espaço geográfico socializado, apropriado para os seus habitantes, independentemente da extensão territorial.
Tempo histórico e Tempo geológico: Considera-se tempo geológico aquele transcorrido através de fenômenos naturais desde a formação da Terra até os dias de hoje, o tempo histórico se inicia com o surgimento dos primeiros ancestrais do ser humano e é muito curto em comparação com o tempo geológico.
O tempo geológico tem início com a formação da Terra, há cerca de 4,5 bilhões de anos. Durante esse tempo muitas mudanças ocorreram no nosso planeta, continentes se formaram, surgiram e desapareceram oceanos, o clima se modificou, surgiram e desapareceram várias espécies de animais, etc. As mudanças no decorrer do tempo geológico normalmente não são perceptíveis para algumas gerações de seres humanos, sabemos delas através de evidências científicas. Dentro desse tempo, também temos ocorrências relativamente recentes como o surgimento das grandes montanhas (Andes, Himalaia, Alpes, etc.) e a extinção dos dinossauros. Outros eventos são antigos, como a formação das primeiras rochas e o surgimento dos oceanos.
O tempo histórico se inicia por volta de dois milhões de anos quando apareceram os primeiros ancestrais do ser humano. É o tempo no qual os seres humanos, podemos dizer assim, deixou marcas. Ele é muito recente se comparado ao tempo geológico, o ser humano não assistiu grandes alterações no planeta Terra, do ponto de vista geológico. Pois quando ele surgiu à configuração geológica do planeta era praticamente a mesma.

Estado: refere-se ao conjunto de instituições que regulam e de apoio que têm soberania ao longo de um território definido e população. É um país politicamente organizado, sendo composto pelo território, governo e povo.

Nação: denota um povo que acredita-se que a partilha ou considerados aduaneira comum, origens e história. No entanto, os adjetivos nacional e internacional também se referem a questões relacionadas ao que é estritamente Estado, como na capital nacional, o direito internacional.

Povo: Do ponto de vista do Direito Constitucional moderno (a partir do século XVIII), o povo é o conjunto dos cidadãos de um país, ou seja, as pessoas que estão vinculadas a um determinado regime jurídico, a um estado. Um povo está normalmente associado a uma nação e pode ser constituído por diferentes etnias. Na linguagem vulgar, a palavra povo pode referir-se à população de uma cidade ou região, a uma comunidade ou a uma família; também é utilizada para designar uma povoação, geralmente pequena.

Pátria: é o país ou estado em que a pessoa nasceu (terra natal) e que faz parte como cidadão.

Soberania: Relaciona-se à autoridade suprema, geralmente no âmbito do país. É o direito exclusivo de uma autoridade suprema sobre um grupo de pessoas — geralmente uma nação.

Fronteiras: é o limite entre duas partes distintas, por exemplo, dois países, dois estados, dois municípios. As fronteiras representam muito mais do que uma mera divisão e unificação dos pontos diversos. Elas determinam também a área territorial precisa de um Estado, a sua base física.

As fronteiras podem ser naturais a, geométricas ou arbitrárias; sendo delimitações territoriais e políticas que, através da proteção que garante aos seus estados, representa a autonomia e a soberania desses perante os outros.