Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – Ano 2010



Posição
País
Valor
  1.  
Noruega
0,938
  1.  
Austrália
0,937
  1.  
Nova Zelândia
0,907
  1.  
Estados Unidos da América
0,902
  1.  
Irlanda
0,895
  1.  
Listenstaine
0,891
  1.  
Países Baixos
0,890
  1.  
Canadá
0,888
  1.  
Suécia
0,885
  1.  
Alemanha
0,885
  1.  
Japão
0,884
  1.  
Coreia, República da
0,877
  1.  
Suíça
0,874
  1.  
França
0,872
  1.  
Israel
0,872
  1.  
Finlândia
0,871
  1.  
Islândia
0,869
  1.  
Bélgica
0,867
  1.  
Dinamarca
0,866
  1.  
Espanha
0,863
  1.  
Hong Kong, China (RAE)
0,862
  1.  
Grécia
0,855
  1.  
Itália
0,854
  1.  
Luxemburgo
0,852
  1.  
Áustria
0,851
  1.  
Reino Unido
0,849
  1.  
Singapura
0,846
  1.  
República Checa
0,841
  1.  
Eslovénia
0,828
  1.  
Andorra
0,824
  1.  
Eslováquia
0,818
  1.  
Emirados Árabes Unidos
0,815
  1.  
Malta
0,815
  1.  
Estónia
0,812
  1.  
Chipre
0,810
  1.  
Hungria
0,805
  1.  
Brunei Darussalam
0,805
  1.  
Qatar
0,803
  1.  
Barém
0,801
  1.  
Portugal
0,795
  1.  
Polónia
0,795
  1.  
Barbados
0,788
  1.  
Baamas
0,784
  1.  
Lituânia
0,783
  1.  
Chile
0,783
  1.  
Argentina
0,775
  1.  
Kuwait
0,771
  1.  
Letónia
0,769
  1.  
Montenegro
0,769
  1.  
Roménia
0,767
  1.  
Croácia
0,767
  1.  
Uruguai
0,765
  1.  
Jamahira Árabe Líbia
0,755
  1.  
Panamá
0,755
  1.  
Arábia Saudita
0,752
  1.  
México
0,750
  1.  
Malásia
0,744
  1.  
Bulgária
0,743
  1.  
Trindade e Tobago
0,736
  1.  
Sérvia
0,735
  1.  
Bielorrússia
0,732
  1.  
Costa Rica
0,725
  1.  
Perú
0,723
  1.  
Albânia
0,719
  1.  
Federação Russa
0,719
  1.  
Cazaquistão
0,714
  1.  
Azerbeijão
0,713
  1.  
Bósnia e Herzegovina
0,710
  1.  
Ucrânia
0,710
  1.  
Irão, República Islâmica do
0,702
  1.  
Macedónia, Antiga República Jugoslava da
0,701
  1.  
Maurícia
0,701
  1.  
Brasil
0,699
  1.  
Geórgia
0,698
  1.  
Venezuela, República Bolivariana da
0,696
  1.  
Arménia
0,695
  1.  
Equador
0,695
  1.  
Belize
0,694
  1.  
Colômbia
0,689
  1.  
Jamaica
0,688
  1.  
Tunísia
0,683
  1.  
Jordânia
0,681
  1.  
Turquia
0,679
  1.  
Argélia
0,677
  1.  
Tonga
0,677
  1.  
Fiji
0,669
  1.  
Turquemenistão
0,669
  1.  
República Dominicana
0,663
  1.  
China
0,663
  1.  
El Salvador
0,659
  1.  
Sri Lanka
0,658
  1.  
Tailândia
0,654
  1.  
Gabão
0,648
  1.  
Suriname
0,646
  1.  
Bolívia, Estado Plurinacional da
0,643
  1.  
Paraguai
0,640
  1.  
Filipinas
0,638
  1.  
Botsuana
0,633
  1.  
Moldávia, República da
0,623
  1.  
Mongólia
0,622
  1.  
Egipto
0,620
  1.  
Uzbequistão
0,617
  1.  
Micronésia, Estados Federados da
0,614
  1.  
Guiana
0,611
  1.  
Namíbia
0,606
  1.  
Honduras
0,604
  1.  
Maldivas
0,602
  1.  
Indonésia
0,600
  1.  
Quirguizistão
0,598
  1.  
África do Sul
0,597
  1.  
República Árabe da Síria
0,589
  1.  
Tajiquistão
0,580
  1.  
Vietname
0,572
  1.  
Marrocos
0,567
  1.  
Nicarágua
0,565
  1.  
Guatemala
0,560
  1.  
Guiné Equatorial
0,538
  1.  
Cabo Verde
0,534
  1.  
Índia
0,519
  1.  
Timor-Leste
0,502
  1.  
Suazilândia
0,498
  1.  
República Democrática Popular do Laos
0,497
  1.  
Ilhas Salomão
0,494
  1.  
Cambodja
0,494
  1.  
Paquistão
0,490
  1.  
Congo
0,489
  1.  
São Tomé e Príncipe
0,488
  1.  
Quénia
0,470
  1.  
Bangladesh
0,469
  1.  
Gana
0,467
  1.  
Camarões
0,460
  1.  
Mianmar
0,451
  1.  
Iémen
0,439
  1.  
Benim
0,435
  1.  
Madagáscar
0,435
  1.  
Mauritânia
0,433
  1.  
Papua-Nova Guiné
0,431
  1.  
Nepal
0,428
  1.  
Togo
0,428
  1.  
Comores
0,428
  1.  
Lesoto
0,427
  1.  
Nigéria
0,423
  1.  
Uganda
0,422
  1.  
Senegal
0,411
  1.  
Haiti
0,404
  1.  
Angola
0,403
  1.  
Djibuti
0,402
  1.  
Tanzânia, República Unida da
0,398
  1.  
Costa do Marfim
0,397
  1.  
Zâmbia
0,395
  1.  
Gâmbia
0,390
  1.  
Ruanda
0,385
  1.  
Malawi
0,385
  1.  
Sudão
0,379
  1.  
Afeganistão
0,349
  1.  
Guiné
0,340
  1.  
Etiópia
0,328
  1.  
Serra Leoa
0,317
  1.  
República Centro-Africana
0,315
  1.  
Mali
0,309
  1.  
Burkina Faso
0,305
  1.  
Libéria
0,300
  1.  
Chade
0,295
  1.  
Guiné-Bissau
0,289
  1.  
Moçambique
0,284
  1.  
Burundi
0,282
  1.  
Níger
0,261
  1.  
Congo, República Democrática do
0,239
  1.  
Zimbabué
0,140
Fonte: http://www.undp.org/

Envelhecimento global vai causar recessão



Os países desenvolvidos devem enfrentar uma desaceleração econômica e uma elevação dos gastos sociais, caso não controlem os problemas decorrentes do envelhecimento da população.

Amplas reformas serão necessárias para mudar o sistema de previdência social, serviços financeiros, leis trabalhistas, de imigração e política familiar, indicou a Comissão de Envelhecimento Global em um relatório publicado após os três dias de reunião na capital japonesa – Tókyo.

"A maior crise social do século 21 será resultado do subproduto da falta de trabalho", disse Paul Hewitt, diretor do Centro de Estratégia e Estudos Internacionais (CSIS).

"Sociedades envelhecidas terão que se tornar muito eficientes para evitar recessões causadas pelo envelhecimento.

"O relatório do CSIS -- um grupo internacional de acadêmicos, políticos e empresários -- recomendou que o assunto fosse incorporado como tema permanente na agenda de reuniões do G8, grupo das sete nações mais industrializadas mais a Rússia.

Em países industrializados, como Japão, Estados Unidos e Estados da Europa ocidental, as crianças que nasceram após a Segunda Guerra Mundial vão elevar em breve o número de aposentados, já que as pessoas estão vivendo por mais tempo e poucas crianças têm nascido.

Até 2040, um quinto dos norte-americanos terá mais de 65 anos. Essa taxa em 2000 estava em torno de 13 por cento.

Em grande parte da Europa e no Japão, com a combinação de baixas taxas de fertilidade e encolhimento da população, o número de idosos poderá saltar de 16 para 30 por cento antes de 2040.

"O Japão e a Europa precisam de uma cirurgia e não de mini-reformas", destacou Norbert Walter, integrante da comissão e economista chefe do Deutsche Bank.

A dramática alteração demográfica ameaça a sustentação do tradicional sistema de previdência, no qual os funcionários atuais pagam pelos benefícios de trabalhadores aposentados.

O sistema previdenciário pode sugar os recursos da nação, fazendo com que outros investimentos, como os voltados para educação, defesa e infra-estrutura, não sejam realizados plenamente.

Grande parte dos países desenvolvidos não consegue controlar o envelhecimento e, por isso, não será capaz de prever o choque econômico. O aumento da longevidade ainda poderia dificultar o crescimento da economia.

Depois de 2020, a economia global e o impacto financeiro do envelhecimento poderão piorar ainda mais quando as populações do Leste Europeu e Sudeste e Leste Asiáticos começarem a envelhecer também.

Segundo a análise, reformas rápidas poderiam retrair a situação.

Iniciativas políticas para incentivar as mulheres a terem mais filhos poderiam ser uma opção a longo prazo. Outra possibilidade é aumentar a entrada de imigrantes em alguns países, embora isso possibilite apenas um alívio paliativo do problema.

A Formação da População Brasileira




A população brasileira formou-se a partir de três grupos étnicos básicos: o indígena, o branco e o negro. A intensa miscigenação (cruzamentos) ocorrida entre esses grupos deu origem aos numerosos mestiços ou pardos (como são chamados oficialmente), cujos tipos fundamentais são os seguintes: mulato (branco + negro), o mais numeroso; caboclo ou mameluco (branco + índio) e cafuzo (negro + índio), o menos numeroso.

Sobre essa base juntaram-se, além dos portugueses, que desde a colonização continuaram entrando livre e regularmente no Brasil, vários outros povos (imigrantes), ampliando e diversificando ainda mais a formação étnica da população brasileira. Os principais grupos de imigrantes que entraram no Brasil após a independência (1822) foram os seguintes: atlanto-mediterrâneos (italianos e espanhóis), germanos (alemães), eslavos (poloneses e ucranianos) e asiáticos (japoneses).

A população brasileira é, assim, caracterizada por grande diversidade étnica e intensa miscigenação.

A elevada miscigenação ocorrida no período colonial, principalmente entre brancos (portugueses) e negros (africanos) , explica o rápido crescimento do contingente de mulatos em relação ao contingente de negros.

Em 1800, os negros eram 47% da população, contra 30% de mulatos e 23% de brancos. Fatores como, por exemplo, a proibição do tráfico de escravos (1850), a elevada mortalidade da população negra, o forte estímulo à imigração européia (expansão cafeeira), além da intensa miscigenação entre brancos e negros, alteraram profundamente a composição étnica da população brasileira. Em 1880, os negros estavam reduzidos a 20% da população, contra 42% de mulatos e 38% de brancos. Daí em diante, ocorreu a diminuição constante da população negra e aumento progressivo da população branca (intensificação da imigração européia, após a Abolição da Escravidão). Em 1991, os negros eram apenas 4,8% da população total, contra 55,2% de brancos e 39,2% de mestiços.

Excluídos do processo de desenvolvimento econômico e social do país, os negros formam atualmente, ao lado de grande parte de outras camadas não-brancas (mulatos, índios etc.) um enorme contingente de brasileiros marginalizados.

Os dados estatísticos fornecidos pelo recenseamentos gerais são relativamente precários e, até mesmo, omissos. No censo demográfico de 1970, por exemplo, no auge de regime militar, não há nada relativo aos negros e aos índios. Por quê? Manobra estratégica do governo para impedir a conscientização ou atuação de grupos étnicos minoritários?

Os números oficiais, principalmente os que se referem a brancos e negros, são passíveis de questionamento.
O primeiro recenseamento oficial no Brasil só foi realizado em 1872, ou seja, 372 anos após a chegada dos portugueses e cinqüenta anos após a Independência do país.
Há muita controvérsia com relação ao número de negros que entraram no Brasil, o mesmo ocorrendo com relação à população indígena que habitava o país na época da chegada dos colonizadores.
A ideologia do branqueamento, imposta pelo europeu, apregoando a superioridade do branco ("quanto mais branco, melhor") fez com que muitos indivíduos de ascendência negra passassem por brancos nos recenseamentos, a fim de obter maior aceitação social.
Fatos como esse permitem supor que os números mostrados são exagerados para mais, em relação aos brancos, e para menos, em relação aos negros.
A ideologia do branqueamento nada mais é que um modelo discriminatório, de natureza racista, criado pelas elites dominantes para marginalizar os negros, impedindo-os de obter ascensão social, econômica e cultural. O branqueamento teve importância decisiva no processo de descaracterização (enquanto raça) e no esvaziamento da consciência étnica dos negros.
O mulato, produto da miscigenação entre brancos e negros, constitui importante exemplo do poder de influência da ideologia do branqueamento. Por mais "claro" e mais bem-aceito socialmente que o negro, o mulato passou a se considerar superior ao negro, assimilando, com isso, a ideologia do branqueamento.

As cores do brasileiro

A identidade e a consciência étnicas são penosamente escamoteadas pelos brasileiros. Ao se auto-analisarem, procuram sempre elementos de identificação com os símbolos étnicos da camada branca dominante.

No censo de 1980, por exemplo, os não-brancos brasileiros, ao serem inquiridos pelos pesquisadores do IBGE sobre a sua cor, responderam que ela era acastanhada, agalegada, alva, alva escura, alvarenta, alva rosada, alvinha, amarela, amarelada, amarela queimada, amarelosa, amorenada, avermelhada, azul, azul marinho, baiano, bem branca, bem clara, bem morena, branca, branca avermelhada, branca melada, branca morena, branca pálida, branca queimada, branca sardenta, branca suja, branquiça, branquinha, loura, melada, mestiça, miscigenação, mista, morena, morena bem chegada, morena bronzeada, morena canelada, morena castanha, morena clara, morena cor de canela, morenada, morena escura, morena fechada, morenão, morena prata, morena roxa, morena ruiva, morena trigueira, moreninha, mulata, mulatinha, negra, negrota, pálida, paraíba, parda, parda clara, polaca, pouco clara, pouco morena, preta, pretinha, puxa para branca, quase negra, queimada, queimada de praia, queimada de sol, regular, retinha, rosa, rosada, rosa queimada, roxa, ruiva, russo, sapecada, sarará, saraúba, tostada, trigo, trigueira, turva, verde, vermelha, além de outros que não declararam a cor. O total de 136 cores bem demonstra como o brasileiro foge da sua verdade étnica, procurando, através de simbolismos de fuga, situar-se o mais possível próximo do modelo tido como superior.

Aborto seletivo gera escassez de 96 milhões de meninas na Ásia




Meninas são minoria em países asiáticos, como a China

A discriminação sexual na Ásia se reflete na disparidade de nascimentos, e isso pode ser visto pela “carência” de cerca de 96 milhões de meninas, sobretudo na China e na Índia, impedidas de nascer ou privadas de cuidados médicos suficientes, diz um informe da ONU divulgado nesta segunda-feira (8).

Segundo o documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), publicado neste Dia Internacional da Mulher, o forte crescimento econômico dos países da região não acarretou um avanço na igualdade de sexos e, pelo contrário, o progresso serviu para fazê-lo retroceder.

Tecnologia facilita aborto de meninas

Os avanços tecnológicos permitiram, por exemplo, saber rapidamente o sexo de um bebê antes de seu nascimento, contribuindo para agravar o fenômeno dos abortos quando o feto é do sexo feminino, segundo um dos autores do estudo, Anuradha Rajivan:
- A velha predisposição à preferência pelos homens está agora combinada com a tecnologia médica moderna.
- Não é apenas causado pelo infanticídio de meninas, mas também por meninas não nascidas devido ao abordo seletivo, o que causa [a escassez de mulheres].

O informe explica que a Ásia tem a mais alta taxa de nascimentos de homens, com 119 meninos nascidos para cada 100 meninas, em comparação com a taxa mundial, que é de 107 meninos para cada 100 meninas.

China e Índia são os países mais afetados pelo fenômeno, totalizando entre ambos 85 milhões dos 96 milhões de mulheres que faltam na Ásia.

Este número é calculado em função da taxa homens-mulheres da população comparada com a que teoricamente deveria existir se o mesmo tratamento fosse dado aos dois sexos durante a gravidez, o nascimento e a infância.

Ásia está em encruzilhada, segundo informe
A Ásia e, em particular, o sul do continente, tem quase as piores condições no mundo – inclusive mais baixas que a África subsaariana- no que diz respeito à proteção das mulheres contra a violência, ao acesso à saúde, à educação, ao emprego e à participação política delas.

“Hoje, a região da Ásia do Pacífico está em uma encruzilhada”, explica o informe, afirmando que a evolução da igualdade de gêneros depende das ações dos governos.
O informe assinala ainda a necessidade de promover os direitos da mulher em três setores chave: o poder e a participação políticos e a proteção legal.

A ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clarck, que dirige atualmente o Programa de Nações Unidas para o Desenvolvimento, declarou que os dois gêneros se beneficiarão se forem realizados progressos nesses três setores.
- A participação feminina na sociedade pode melhorar a situação econômica de um país, se os objetivos de desenvolvimento econômico incluir as mulheres como parte da equação projetada.

Mais qualificadas, mulheres continuam ganhando menos que os homens, diz IBGE




Conquistar um diploma de curso superior não garante às mulheres a equiparação salarial com os homens, mostra o estudo "Mulher no mercado de trabalho: Perguntas e Respostas", divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta segunda-feira, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Segundo o trabalho, baseado na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de 2009, nos diversos grupamentos de atividade econômica, a escolaridade de nível superior não aproxima os rendimentos recebidos por homens e mulheres. Pelo contrário, a diferença acentua-se.

No caso do comércio, por exemplo, a diferença de rendimento para a escolaridade de onze anos ou mais de estudo é de R$ 616,80 a mais para os homens. Quando a comparação é feita para o nível superior, ela é de R$ 1.653,70 para eles.

No entanto, no grupamento da Construção, as mulheres com onze anos ou mais de estudo tem rendimento ligeiramente superior ao dos homens com a mesma escolaridade: elas recebem em média, R$ 2.007,80, contra os R$ 1.917,20 dos homens.

No geral, informa o IBGE, o rendimento de trabalho das mulheres, estimado em R$ 1.097,93 continua inferior ao dos homens (R$ 1.518,31). No ano passado, comparando a média anual de rendimentos dos homens e das mulheres, verificou-se que as mulheres ganham em torno de 72,3% do rendimento recebido pelos homens. Em 2003, esse percentual era de 70,8%.

Mesmo em um grupo mais homogêneo, com a mesma escolaridade e do mesmo grupamento de atividade, a diferença entre os rendimentos persiste. Tanto para as pessoas que possuíam onze anos ou mais de estudo quanto para as que tinham curso superior completo, os rendimentos da população masculina eram superiores aos da feminina.

Aumentou a escolaridade das mulheres que procuram trabalho

Em 2009, entre o 1,057 milhão de mulheres desocupadas e procurando por trabalho, 8,1% tinham nível superior. Houve um aumento na escolaridade dessas mulheres, visto que em 2003, em média, 5% tinham nível superior. Esse crescimento resulta do aumento da escolaridade de uma forma geral.

O aumento da escolaridade também pode ser observado em outros níveis. Em 2003, em média, 44,7% das mulheres desocupadas tinham onze anos ou mais de estudo. Em 2009, essa proporção ultrapassou significativamente a metade da população (59,8%). Verificou-se que a população feminina desocupada é proporcionalmente mais escolarizada que a população feminina acima de 10 anos. Enquanto, em média, 81,2% da população feminina desocupada tinham oito anos ou mais de escolaridade, na população em idade ativa este percentual era de 61,1%.

Já a parcela das mulheres ocupadas com nível superior completo era de 19,6%, também superior ao dos homens (14,2%). Com ensino médio completo (com onze anos ou mais de estudo), eram 61,2% das trabalhadoras, enquanto que para os homens, a parcela é de 53,2%. Por outro lado, nos grupos de menos escolaridade, a participação dos homens era superior a das mulheres.

35,5% das mulheres tinham carteira de trabalho assinada

O Estudo do IBGE acrescenta, no entanto, que, em 2009, aproximadamente 35,5% das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho como empregadas com carteira de trabalho assinada, percentual inferior ao observado na distribuição masculina (43,9%). As mulheres empregadas sem carteira e trabalhando por conta própria correspondiam a 30,9%. Entre os homens, este percentual era de 40%. Já o percentual de mulheres empregadoras era de 3,6%, pouco mais da metade do percentual observado na população masculina (7,0%).

Mulheres trabalham 38,9 horas semanais em média

Apesar de desde 2003 ter ocorrido uma redução de aproximadamente 36 minutos na diferença entre a média de horas trabalhadas por homens e mulheres, no ano passado as mulheres continuaram trabalhando, em média, menos que os homens. Cabe esclarecer que essa queda foi ocasionada pela redução na média de horas trabalhadas pelos homens. As mulheres, em 2009, trabalharam 38,9 horas, 4,6 horas a menos que os homens.

As mulheres trabalhavam menos que os homens em todos os grupamentos de atividade. Com a exceção das mulheres ocupadas em "Outros Serviços", as demais atividades apresentaram aumento da média de horas trabalhadas para as mulheres. No grupamento "Administração Pública", as mulheres trabalharam, em média, 36,4 horas semanais.

Em 2009, as mulheres com 8 a 10 anos de estudo foram as que declararam trabalhar mais horas semanais (39,4 horas). No entanto, aquelas com 11 anos ou mais de estudo foram as que apresentaram a menor diferença na média de horas trabalhadas em relação aos homens, 3,6 horas. Em 2003, esta diferença era de 4,4 horas.

As mulheres com 01 até 03 anos de estudo foram as que apresentaram a maior diferença (7,2 horas)  na média de horas trabalhadas, quando comparadas aos homens. Tal realidade é similar à verificada em 2003, quando a diferença era de 7,3 horas.

O número de horas trabalhadas pelas mulheres que possuíam curso superior completo somente ultrapassava ao das que tinham até 03 anos de estudo.

Já as mulheres com 11 ou mais anos de estudo foram as únicas a aumentar a média de horas trabalhadas semanalmente,  em todo o mercado de trabalho: de 38,8 horas em 2003 para 39,1 horas em 2009.

Cresceu o percentual de mulheres adultas querendo trabalhar

A população feminina desocupada (1,057 milhão de mulheres, em 2009) está muito concentrada no grupo etário entre 25 e 49 anos de idade. Em 2003, as mulheres, nesta faixa etária correspondiam a 49,3% da população feminina desocupada. Em 2009, elas já eram mais de metade: 54,2%.


                                                                                                                                                                           O Globo - 08/10/2010

Pirâmide etária do Brasil - Evolução 2000 - 2040


As perspectivas vislumbradas nessas projeções são de acelerado envelhecimento populacional, como mostrado no Gráfico 5. Alguns grupos populacionais já estão experimentando taxas negativas de crescimento – aqueles com idade abaixo de 30 anos – e continuarão a vivenciá-las, assim como outros passarão a experimentá-las ao longo do período da projeção. A partir de 2030, os únicos grupos populacionais que deverão apresentar crescimento positivo serão os com idade superior a 45 anos (Gráfico 6).





Legenda: homens - azul escuro: 2000 / branca: 2040
Legenda: mulheres - vermelha: 2000 / branca: 2040

População brasileira atingirá seu pico em 2030.




Publicados em 13/10/2011, estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre demografia, com base em análises de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, do IBGE, apontam que em 2030, o Brasil deve ter 206,8 milhões de habitantes, atingindo seu pico populacional. De acordo com o levantamento, caso não ocorra um aumento na fecundidade no país, em 2040 a população brasileira vai diminuir em relação a 2030, com 204,7 milhões de habitantes.

Sendo assim, nas próximas décadas, há a tendência de que haja um grande envelhecimento da população, combinada com uma redução rápida da população jovem.

Em 2009, a proporção de idosos no país era de 11,4% da população, contra 7,9% em 1992.
Num movimento contrário, o percentual de jovens caiu de 33,8% em 1992 para 24% em 2009. E a partir de 2030, as projeções são de que apenas os grupos populacionais na faixa acima de 45 anos cresça.

Enquanto isso, a taxa de fecundidade no país continua abaixo da taxa de reposição populacional, mantendo os índices de 2007 e 2008. Em 2009, essa taxa foi de 1,8 filho por mulher.

Segundo técnicos do Ipea, essas tendências impactarão de forma firme o mercado de trabalho e as políticas públicas, com possíveis alterações nas aposentadorias, além de forçar a iniciativa privada a se adequar a uma oferta de mão-de-obra mais envelhecida com conseqüentes aumento de gastos com planos de saúde e capacitação e/ou atualização para o uso de novas tecnologias.

Essas alterações indicam que houve um ganho social devido à redução da mortalidade em todas as faixas etárias e para o aumento da expectativa de vida.

O estudo também mostrou alterações na estrutura familiar brasileira. O número de casal com filho caiu, de 62,8% em 1992 para 49,9% em 2009. Em compensação, houve um aumento das famílias constituídas por casais sem filhos (16,2% em 2009) e de homens e mulheres morando sozinhos (7,5% para eles e 8,9% para elas). Mães com filhos

Boa Sorte na prova do ENEM 2011!!!!!



Concentração e tranquilidade garantem o máximo de acertos possível.
Não se preocupe em tentar acertar um determinado número de questões.
Nada de achismos!
Não adianta fazer suposições.
Utilize apenas as informações que, de fato, constam no enunciado. Não suponha nada além.
Não acredite cem por cento nas figuras: acho que esse ângulo é reto. Não! Ou está escrito no enunciado que ele é reto ou terá que deduzir isso.
Não carregue sobre os ombros as expectativas de seus pais. Já bastam as suas!
O diálogo é a melhor saída para controlar a ansiedade de ser aprovado no vestibular.
A ansiedade e o medo são considerados reações normais em situações aflitivas, como provas.
A adrenalina produzida pela ansiedade pode ajudar no processo competitivo, gerando iniciativa e garra para lutar.
Aprender a ter controle sobre a situação em vez de entrar em pânico é a chave para um melhor aproveitamento da adrenalina.
Acredite em si mesmo!
A autoconfiança é um fator importante, que começa a partir da aplicação diária e intermitente aos estudos.
Se não passar no primeiro vestibular em que se inscreveu, não desanime. Afinal, a concorrência é grande.
Busque incessantemente o autocontrole, para evitar a ansiedade da véspera e o famoso branco.
Evite conversas sobre os assuntos da prova com os colegas, para não absorver o nervosismo alheio.
Você vale muito mais do que pensa.
Acredite na sua capacidade, estude o máximo que puder e tenha muita garra e determinação.
Esqueça aquela sensação do tipo "sou um fracassado" e a substitua por "sou um ser humano digno de receber amor, carinho e atenção. Posso realizar todos os meus sonhos porque sou capaz!"
Vale a pena enfrentar tudo com alegria e descontração porque o sistema funciona e costuma ser honesto, privilegiando apenas aqueles que estudam muito e desenvolvem sua mente. A diferença de nota entre o primeiro lugar e o primeiro reprovado, em geral, é muito pequena.
Acredite sempre em Deus, que Ele o ajudará. Mas lembre-se de que Deus só ajuda a quem se ajuda, ou a quem cedo madruga. Isto é, terá de estudar muito para merecer a proteção divina.
Seja sempre otimista.
Viva intensamente os momentos de alegria.
Busque as atividades que lhe dão mais prazer.
Assuma a responsabilidade e o controle da sua vida.
Guie seu destino de acordo com seus valores e ideais.
Seja mais você e preocupe-se menos com a opinião alheia.
Não adote um comportamento passivo e uma postura de vítima.
Pare de reclamar, pois as soluções para os problemas sempre aparecem.
Quem pensa positivo e não valoriza as preocupações, lida melhor com as dificuldades.
Seja insistente e perseverante na busca de seus objetivos, que seus sonhos se realizarão.
Tudo tem sua hora certa de acontecer; o que precisamos fazer é apenas dar uma mãozinha à felicidade...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

FIQUE ATENTO




Os portões de acesso abrem às 12h e fecham às 13h. Recomenda-se que todos os participantes compareçam ao local de realização das provas até às 12h, de acordo com o horário oficial de Brasília.
Como são as provas

O Enem é composto por quatro provas objetivas com 45 questões cada e uma redação. Confira os dias da prova:
Dia 22/10/2011 (1º dia): Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.
Tempo para a prova: 4h30
Dia 23/10/2011 (2º dia): Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias.
Tempo para a prova: 5h30
Dica! Verifique com antecedência na página do Inep o local de prova para o qual foi designado. Faça o trajeto até o local da sua prova antes do dia do Exame e se certifique de comparecer ao local de realização das provas até às 12hs do horário de Brasília.