Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mata Atlântica



Aspecto da Mata Atlântica
Considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta, a Mata Atlântica é o domínio de natureza mais devastado do Brasil. Ela estende-se do Piauí ao Rio Grande do Sul, e correspondia a, aproximadamente, 15% do território nacional, no entanto, a intensa devastação desse bioma para plantação de cana-de-açúcar, café, mineração e outras atividades econômicas, reduziram drasticamente essa cobertura vegetal, restando, atualmente, apenas 7% da mata original, localizada principalmente na Serra do Mar.
A Mata Atlântica é composta por um conjunto de fisionomias e formações florestais, com estruturas e interações ecológicas distintas em cada região, ela está na faixa de transição com os mais importantes biomas do Brasil: caatinga, cerrados, mangues, campestres e planaltos de araucárias.
Seu clima predominante é o tropical úmido, no entanto, existem outros microclimas ao longo da mata. Apresenta temperaturas médias elevadas durante o ano todo; a média de umidade relativa do ar também é elevada. As precipitações pluviométricas são regulares e bem distribuídas nesse bioma. Quanto ao relevo, é caracterizado por planaltos e serras.
A importância hidrográfica da Mata Atlântica é grande, pois essa região abriga sete das nove maiores bacias hidrográficas do país, entre elas estão: Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco.
Esse bioma é um dos mais ricos do mundo em espécies da flora e da fauna. Sua vegetação é bem diversificada e é representada pela peroba, ipê, quaresmeira, cedro, jambo, jatobá, imbaúba, jequitibá-rosa, jacarandá, pau-brasil, entre outras. Esses dois últimos (jacarandá e pau-brasil) são o principal alvo da atividade madeireira, fato que ocasionou sua redução e quase extinção.

Mico-leão
A fauna possui várias espécies distintas, sendo várias delas endêmicas, ou seja, são encontradas apenas na Mata Atlântica. Entre os animais desse bioma estão: tamanduá, tatu-canastra, onça-pintada, lontra, mico-leão, macaco muriqui, anta, veado, quati, cutia, bicho-preguiça, gambá, monocarvoeiro, araponga, jacutinga, jacu, macuco, entre tantos outros.
Existe uma grande necessidade de políticas públicas para a preservação da Mata Atlântica, visto que da área original desse bioma (1,3 milhão de km2) só restam 52.000 Km2. Outro fator é a quantidade de espécies ameaçadas de extinção: das 200 espécies vegetais brasileiras ameaçadas, 117 são desse bioma. Conforme dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Mata Atlântica abriga 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil. 

Quando os primeiros seres humanos ditos civilizados do continente europeu se depararam com o atual território brasileiro a mais de 500 anos atrás, o conjunto de florestas conhecido popularmente como Mata Atlântica dominava uma extensão territorial superior a 1,3 milhão de km². Durante muito tempo gerações inteiras puderam vislumbrar a magnitude imponente daquela floresta, com sua gigantesca biodiversidade, suas árvores, animais e solo fértil. 

A relação entre seres humanos e natureza parece que sempre se deu de forma fria e desigual, humanos x natureza. A exploração predatória e perdulária dos recursos naturais e florestais sempre fizeram parte da história do homem. No Brasil, os diversos “ciclos” econômicos, tais como o do ouro, o da cana-de-açúcar, o do café devastaram enormes áreas florestais a quiçá do egoísmo e a gula humana, a conversão de áreas para atividades agropastoris e polos silviculturais e um ligeiro processo de industrialização e urbanização legaram a sociedade porções ínfimas da floresta ao longo do território. 

Ao estudar a curta História do Brasil, a evolução de sua sociedade, verificamos a História da devastação, depredação e dilapidação de sua natureza, de sua floresta, de seu meio ambiente. São 500 anos ininterruptos de ocupação sem a menor preocupação ambiental e que levaram a Mata Atlântica a sua quase extinção total. Os motivos e contextos são obviamente variados, mas nunca se devastou tanto quanto no período da expansão cafeeira do século XIX e da ditadura militar de 1964-1985. Durante o período militar, a política desenvolvimentista que atingiu o auge na década de 70 incentivou a construção de grandes hidrelétricas, pontes, rodovias, barragens, usinas nucleares, expansão agrícola desenfreada, implementação de grandes conglomerados industriais, a exemplo de Cubatão. Assim, áreas gigantescas de florestas com sua megadiversidade, foram simplesmente dizimadas contribuindo como nunca para a sua fatídica fragmentação e fragilização. 

Hoje o que temos para ver e conhecer da antiga Mata Atlântica são apenas 7% do que restou-se, é que desta porcentagem podemos considerar como floresta primária. Seu território original passa por 17 Estados brasileiros incluindo as maiores metrópoles (e consequentemente as cidades mais poluidoras) do país, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, num espaço total onde habitam mais de 108 milhões de pessoas agregando três mil municípios. 

Apesar de sua eminente extinção e da consciência de órgãos governamentais e civis, ainda se continua devastando a Mata Atlântica. Em 1997 foram retirados da região da Serra da Cantareira em São Paulo – considerada a maior floresta urbana do mundo – um milhão de árvores. Na região litorânea a situação não é menos caótica para a floresta, especulação imobiliária, pressão demográfica e ocupação desregrada estimulam a degradação ambiental. 

As atuais áreas de conservação de Mata Atlântica são somente remanescentes patéticos do que foi antes uma grande floresta. O que podemos fazer é tentar aprender com os erros do desenvolvimento de nossas sociedades. Neste aspecto não podemos deixar que uma floresta com o porte do que é ainda hoje a Floresta Amazônica, desaparecer em meio a concreto, indústrias, poluição, superpopulação e campos imensos de agricultura monocultora de exportação: a pura manifestação do desenvolvimento insustentável do ser humano. Neste sentido, o estudo da História da Mata Atlântica pode trazer às pessoas o potencial de conhecimento necessário para o aprimoramento de nossa relação com toda a natureza. Ou queremos continuar o nosso desenvolvimento falacioso e passar literalmente por cima de mais uma rica floresta como estamos fazendo a séculos? 

Conflito entre Índios e Garimpeiros


São chamados índios os habitantes das Américas no período em que estas foram descobertas pelos europeus e assim denominados permaneceram ao longo do tempo. Antigamente, o Brasil era ocupado por cinco milhões de índios, mas este número mudou quando as pessoas descobriram as riquezas existentes em território indígena que fez com que muitos fossem dizimados e expropriados de seu território. Hoje, existem cerca de 370 mil índios espalhados pelo Brasil, cerca de 190 mil deles encontra-se na região norte.
Possuem amparo da Constituição Federal e da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) que lhes dão a posse das terras onde estão alojados e lhes oferecem exclusividade para viverem dos recursos existentes nas mesmas. Apesar de toda a ostentação existente, ocorrem práticas e projetos irregulares no território indígena, pois esses são invadidos e tomados a fim de se extrair fontes geradoras de dinheiro.
A prática ilegal em território indígena mais conhecida é o garimpo que apesar de ser ilegal cresce com números alarmantes. Em 2004, a reserva Roosevelt, pertencente aos cintas-largas que se localiza entre Rondônia e Mato Grosso, foi invadida por garimpeiros quando estes descobriram que a região era a maior reserva de diamantes do mundo e que poderia fornecer um milhão de quilates por ano. Esta invasão resultou num conflito sangrento, pois 29 garimpeiros foram mortos pelos índios quando tentavam defender seu espaço.
No mesmo ano, a região entre Roraima e Amazonas, onde se encontram a reserva dos Yanomami, foi invadida de forma diferente. Os garimpeiros propuseram aos índios que lhes permitisse explorar o território em busca de minérios enquanto distribuíam espingardas e munições aos mesmos que rapidamente aceitaram o negócio. Um dos líderes da aldeia afirmou que o governo não impede e nem intimida a ação dos garimpeiros da região que ameaçam a vida dos Yanomami com DSTs, gripe, malária e conflitos sangrentos, uma vez que quando as aldeias se enfrentam geram grande quantidade de mortos, e estes, segundo a tradição Yanomami, são vingados gerando um ciclo conflitante entre os índios.
A rede internacional de comércio clandestino, que permanece por trás dos garimpeiros, nada sofre, pelo contrário, se enriquecem e retiram do país a oportunidade de se destacar em exportação de minerais e tira cerca de 800 milhões de arrecadações por ano.

Cangaço



Cangaceiros
Quem nunca ouviu falar em Virgulino, o Lampião? Esse foi o principal nome de um movimento social ocorrido no sertão nordestino durante o fim do século XIX e início do século XX, denominado cangaço. Os cangaceiros, com seus chapéus de abas largas, roupas de couro enfeitadas, punhais e armas de fogo na cintura, atuaram em cidades dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
Esses grupos eram integrados, na maioria das vezes, por sertanejos jagunços, capangas e empregados de latifundiários (detentores de grandes propriedades rurais). Esse movimento está diretamente relacionado à disputa da terra, coronelismo, vingança, revolta à situação de miséria no Nordeste e descaso do poder público. Os cangaceiros aterrorizavam as cidades, realizando roubos, extorquindo dinheiro da população, sequestrando figuras importantes, além de saquear fazendas.
Com o fortalecimento do cangaço, as polícias estaduais não conseguiram inibir as ações dos cangaceiros, que eram temidos pela violência e crueldade durante os ataques, sendo necessária a participação da polícia federal. Esse comportamento despertou o respeito e a admiração a vários integrantes do movimento, que eram considerados heróis por parte da população em razão da bravura e audácia. Contudo, vários sertanejos temiam os cangaceiros, demonstrando total oposição aos “bandidos”.
Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, foi o cangaceiro de maior destaque. Seu apelido surgiu após um tiroteio noturno com a polícia, no qual Virgulino disparou tantos tiros que sua espingarda iluminou parte do ambiente, fazendo uma analogia a um lampião. Esse homem nasceu no dia 7 de julho de 1897, no sertão pernambucano, sendo um dos nove filhos de um casal (Maria Lopes e José Ferreira da Silva) muito pobre. Sua atuação no cangaço foi motivada pela situação econômica, perda da propriedade da família, além do assassinato do pai.
Lampião liderou um bando que atuou no sertão nordestino, confrontando coronéis, policiais e bandos rivais. Perseguido, Lampião acabou sendo assassinado em 1938, na divisa entre os estados da Bahia e de Sergipe. Com a sua morte, o cangaço perdeu força, no entanto, entrou para a história como um movimento de revolta contra o descaso dos órgãos públicos em relação ao sertão nordestino. 

Biopirataria no Brasil


A biopirataria consiste no ato da retirada ilegal de material genético, espécies de seres vivos e exploração da sabedoria popular de uma nação para a exploração comercial em outra, sem pagamento de patente. Essa atividade se caracteriza principalmente pelo envio ilegal de animais e plantas para o exterior. 

O Brasil, por possuir uma enorme biodiversidade, é alvo constante da biopirataria. Segundo a organização não governamental Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, aproximadamente, 38 milhões de animais da Amazônia, mata Atlântica, das planícies inundadas do Pantanal e da região semiárida do Nordeste são capturados e vendidos ilegalmente, o que rende cerca de 1 bilhão de dólares por ano.

Brasil, principal alvo da Biopirataria
Além da biodiversidade, outro fator que contribui para a biopirataria no Brasil é a falta de uma legislação específica. A ação dos biopiratas é facilitada pela ausência de uma legislação que defina as regras de uso dos recursos naturais brasileiros. 

No Brasil, a biopirataria atrai colecionadores de animais, que encomendam determinadas espécies, que são capturadas e vendidas. O potencial genético que o Brasil possui atrai também o interesse de indústrias de diferentes países nos mais variados ramos de atividade econômica, são principalmente indústrias de alimentos, têxtil e farmacêutica. 

O cupuaçu, planta amazônica, é um alimento tradicional da população indígena. Porém, essa fruta foi registrada por uma empresa japonesa, que detém os direitos mundiais sobre a fruta e seus derivados. Esse fato prejudica economicamente os produtores brasileiros nas exportações do fruto. 

Políticas de combate à biopirataria no Brasil devem ser implantadas, protegendo a biodiversidade brasileira da ação dos caçadores de gens. É necessário que haja investimentos para a realização de pesquisas, proporcionando o desenvolvimento de novos produtos através da utilização de recursos naturais encontrados no país.

Afinal, quantos fusos têm o Brasil?



Mapa de fusos antes da mudança da lei.
Em face da extensão territorial brasileira, o país apresenta mais de um fuso horário. Até pouco tempo o Brasil possuía quatro fusos, três deles na porção continental e um na parte litorânea, onde estão ilhas como a de Fernando de Noronha. 

No entanto, a partir do dia 24 de junho de 2008, isso mudou em razão da Lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que modifica o fuso da região do extremo oeste do Estado do Amazonas, além do Acre em sua totalidade. Com a nova lei as duas localidades deixaram de possuir um fuso distinto do resto do país (quarto fuso) e passaram a utilizar o terceiro fuso presente no Brasil, com a alteração os Estados envolvidos adiantaram os relógios em uma hora, ficando somente 1h atrasados em relação ao horário de Brasília, pois anteriormente eram duas horas. 

A mudança apresenta pontos positivos e negativos. Positivo por facilitar o sistema bancário, a programação da televisão e os concursos públicos de nível nacional. Negativo, pois interfere diretamente no ritmo de vida das pessoas que vivem nas áreas afetadas, perdendo totalmente o horário tradicional e natural. 

A implantação da lei ocorreu em decorrência de pressões exercidas pelas emissoras de televisão, que se encontravam submetidas à obrigação de ter uma programação com classificação indicativa, desse modo, em áreas nas quais o horário de Brasília prevalece, determinados programas eram apresentados às 22h30min e simultaneamente assistidos às 20h30min por habitantes do Amazonas e do Acre com idades que não se enquadravam no perfil da indicação.


Curiosidades referentes à Geografia
O campo de estudo da ciência geográfica é muito amplo, fato que possibilita a análise de diversos fenômenos que ocorrem no espaço. Sendo assim, a Geografia é responsável pela abordagem dos acontecimentos naturais, das modificações na natureza causadas pela relação homem-meio, organização espacial, interpretação da paisagem, descrição dos lugares, sociedade, análise geopolítica, economia, entre outros temas.
A seção “Curiosidades” disponibiliza uma série de artigos com os mais variados assuntos abordados pela Geografia. Entre os vários temas, o leitor poderá se inteirar sobre:
- A origem da atmosfera.
- A teoria do Big Bang.
- Movimento de Rotação.
- Linha do Equador.
- Buraco negro.
- Cruzeiro do Sul.
- Eras Geológicas.
- Estações do Ano.
- Oceanos.
- Água.
- Dessalinização da Água.
- Principais placas tectônicas.
- Terremotos.
- Ciclone.
- Tsunami.
- A relação entre hidrografia, clima e relevo.
- Al-Qaeda.
- Anistia Internacional.


O Geógrafo vê o mundo de muitas formas.
A pessoa que se forma em Geografia é chamada de Geógrafo, durante o curso é possível se graduar em licenciatura e bacharelado ao mesmo tempo, ou somente em um dos dois. 

O profissional licenciado atua na docência e em todos os níveis do ensino (fundamental, médio e superior). O Geógrafo bacharel desenvolve atividades no seguimento de pesquisa e suporte técnico direcionados a diversos tipos de temas, em áreas urbanas, rurais, florestais entre outros. 

Os principais ramos de atuação do Geógrafo: 

Meio ambiente e estudos ambientais 

• Elaboração de EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e RIMA (Relatório de Impacto Ambiental), além de avaliar, fornecer laudos técnicos e manejo dos recursos naturais. 

• Projeto de recuperação de áreas degradadas e gerenciamento ambiental. 

• Controle do uso das bacias hidrográficas e das áreas de conservação ambiental. 

• Elaboração de projetos preventivos contra processos erosivos, assoreamentos e também recuperação de áreas com presença de erosões. 

Planejamento urbano e populacional 

• Elaboração de planos diretores para cidades, zonas rurais entre outros. 

• Organização territorial. 

• Instituir e administrar sistemas de informações geográficas. 

• Gerenciamento na implantação de redes de transportes que oferecem condições de fluxo de pessoas, mercadorias e serviços. 

• Estudo de mercado em diferentes escalas (local, regional e internacional). 

• Análise de regiões e seus aspectos para realização do planejamento. 

• Estudos diversos acerca das populações e suas relações econômicas, sociais, culturais, políticas e demais assuntos relacionados. 

Cartografia 

• Realização de mapeamento direcionado a inúmeros temas de abordagem. 

• Construção e elaboração de mapas e cartas que delimitam territórios municipais, estaduais, nacionais e internacionais. 

• Elaboração e análise de cartas de declividade ou topográfica e o estudo do relevo. 

• Interpretação de foto aérea, imagem de radar, imagem de satélite e sensoriamento remoto. 

• Geoprocessamento, uso do GPS e de programas de computador direcionados à cartografia. 

Turismo 

• Parecer técnico de potencial turístico e gerenciamento dos mesmos. 

• Implantação de projetos ligados aos serviços do ecoturismo.

GEOGRAFIA


A Geografia é uma ciência que tem como objeto de estudo o espaço (áreas, região, paisagem, lugar). O Geógrafo estuda a biosfera, por completo, a litosfera, atmosfera e hidrosfera. Analisa a natureza, o homem e suas interações, além, é claro, de compreender as relações sociais, distribuição da população, configuração do panorama econômico. O geógrafo elabora estudos para analisar o impacto ambiental causado por grandes construções, avalia processos de desertificação, erosões, poluição e uma série de outros fatores.

Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho oferece ao profissional boas oportunidades de trabalho, nas duas opções de graduação, licenciatura e bacharelado. Na licenciatura o profissional encontra oportunidades de trabalho no ensino fundamental e médio nas escolas do país, em algumas regiões do país existe déficit desse profissional.

No bacharelado atua em prefeituras, órgãos públicos e empresas de consultoria. Atualmente o profissional mais requisitado são os que atuam nas áreas de informática e geoprocessamento, e também na área de meio ambiente, como ONGs e instituições de pesquisas que buscam no geógrafo algumas soluções.

Como é o curso

Durante o curso o aluno estuda as áreas de especialidades da geografia geral, física e humana. Aulas de climatologia, geologia, sensoriamento remoto, cartografia digital, geografia da população, geografia agrária e geografia política.
O curso é determinado pela universidade, que hora oferece o curso integrado (licenciatura e bacharelado), ou os mesmos distintivamente, podendo o cursando, nesse caso, estudar as disciplinas que não estiverem em sua grade.

Áreas de especialização

Geografia humana

Geografia Turística
Geografia Estatística
Geografia Agrária
Geografia Cultural
Geografia Econômica
Geografia Política
Geografia Social
Geografia Urbana
Geografia Recenseamento
Sistema de Informação Geográfica

Geografia Física

Biogeografia
Fitogeografia
Zoogeografia
Climatologia
Geomorfologia
Pedologia
Oceanografia
Hidrologia
Glaciologia
Instituições de ensino

Região Centro-Oeste
Distrito Federal: UnB, Uniceub.
Goiás: UEG, PUC-Goiás, UFG, Universo.
Mato Grosso: Unemat, UFMT.
Mato Grosso do Sul: UFMS, UFGD, UEMS.

Região Nordeste
Alagoas: Uneal, UFAL.
Bahia: UFBA, Uneb, Uefs, Uesc, Uesb, IF Baiano, IFBA, UCSal.
Ceará: Uece, UFC, UVA, URCA.
Maranhão: Uema, UFMA.
Paraíba: UFCG, UEPB, UFPB.
Pernambuco: UFPE, UPE
Piauí: UESPI, UFPI
Rio Grande do Norte: UFRN, IFRN, Uern.
Sergipe: UFS.

Região Norte
Acre: Ufac.
Amazonas: Ufam, UEA.
Amapá: Unifap.
Pará: UFPA, IFPA.
Rondônia: Unir.
Roraima: UERR, UFRR.
Tocantins: UFT.

Região Sudeste
Espírito Santo: Ufes.
Minas Gerais: Uemg, PUC-MG, Unimontes, UFJF, UFU, UFV, IFMG, UFV, UFSJ, UFMG, Unifal, UFTM.
Rio de Janeiro: Cefet, Uerj, UFF, PUC-RJ, UFRJ, IF Fluminense, UFRRJ.
São Paulo: Unicamp, Unesp, PUC-SP, USP, IFSP, PUC -Campinas. UFSCar.

Região Sul
Paraná: UEL, UEM, UEPG, UFPR, UENP, Unioeste, Unicentro.
Rio Grande do Sul: Ulbra, UFPel, PUCRS, UFRGS, Furg, UFSM.
Santa Catarina: Unesc, UFSC, Udesc, UFFS.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Inep quer camuflar a formação de 'ranking' das melhores instituições. Resultado do exame de 2010 será divulgado em setembro.




O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai mudar o formato da divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com a presidente do órgão ligado ao Ministério da Educação, Malvina Tuttman, as notas do exame de 2010 serão divulgadas levando-se em consideração o número de alunos inscritos por escola.
A intenção do Inep é "camuflar" a formação de rankings de desempenho de melhores e piores escolas no Enem. Como o exame não é obrigatório, uma escola pode escolher alguns dos seus melhores alunos para fazer a prova e, conseqüentemente, obter uma boa colocação no ranking. O desempenho separado pelo número de estudantes inscritos poderia reduzir este artifício, na visão do Inep.
"Apresentamos esta proposta ao ministro da Educação (Fernando Haddad), Queremos dificultar este ranqueamento. Somos contra esta prática. Este não é o objetivo do Enem", disse Malvina.
A presidente do Inep não quis detalhar como será esta configuração na divulgação das notas da última edição do Enem. O resultado estava previsto para ser anunciado em julho mas, por esta mudança no formato, será anunciado em setembro. "Queremos que cada escola tenha acesso à sua nota e saiba qual foi o seu perfil no exame. O Enem não foi criado para a formação de ranking e não deve ser usado como propaganda", disse a presidente do Inep em debate sobre o exame promovido pelo Canal Futura e pela Editora Moderna nesta quinta-feira (18), em São Paulo.
Ela reforça que o exame deve ser um instrumento para induzir novas formas de se construir conhecimento. "O Enem deve medir o esforço que cada um fez no desenvolvimento do aluno e da escola. Não é para comparar a nota com a de outras escolas, mas que cada instituição veja onde pode melhorar", afirma. "Não tem o menor sentido se fazer propagandas do tipo 'curso preparatório para o Enem'. Segundo ela, o resultado do Enem pode ser usado pelo bem ou pelo mal, ou seja, como instrumento de avaliação ou como propaganda de instituições privadas.
Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/08/desempenho-de-escolas-no-enem-sera-pelo-numero-de-alunos-inscritos.html

Inep vai mudar divulgação do Enem por escola para evitar ranking.



A presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, disse nesta quinta-feira (18) que o resultado do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por escola será divulgado de forma proporcional aos alunos participantes de cada unidade. Com isso, o órgão quer evitar o rankeamento das escolas. No entanto, Malvina não deu detalhes de como será a divulgação, prevista para setembro.
Segundo a presidente do Inep, o novo modelo foi acertado com o ministro Fernando Haddad. Ela também afirmou que que o corpo de fiscais de prova do Enem 2011 será formado pelo banco de aplicadores das universidades e institutos federais. Até o ano passado, a contratação dos profissionais ficava a cargo do consórcio aplicador.
A ideia é evitar problemas, como o de gente entrando com celulares nas salas de exame ?inclusive, um repórter de um jornal de Pernambuco, vazou, pelo telefone, o tema da redação. ?A capacitação de profissionais será intensificada?, afirmou Malvina.
Além disso, disse a presidente do Inep, o Inmetro vai certificar cada etapa da produção da prova, em especial a impressão. A gráfica responsável pelo Enem já começou a imprimir os exames.

Respostas
Malvina afirmou que os alunos terão acesso às respostas que deram no exame, tanto na prova objetiva, quanto na redação. A princípio, afirmou, o estudante deverá entrar com login e senha no sistema do Inep para ter acesso à correção.
No entanto, não haverá possibilidade de recurso, caso o candidato não fique satisfeito com a nota. Um acordo com o Ministério Público também reduziu a discrepância necessária para uma terceira correção da redação: até o ano passado, era preciso a diferença entre as notas dadas por dois corretores fosse 500 para que o exame fosse verificado novamente.
Neste ano, o mínimo caiu para 300 pontos.

TCU
Na noite de quarta-feira (18), o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que o Inep suspendesse os pagamentos à Fundação Universidade de Brasília, que faz parte do consórcio que aplica o Enem. O motivo, segundo o ministro José Jorge, foi o fato de o preço do contrato, sem licitação, ter triplicado em relação ao anterior. 
Questionada sobre o caso, Malvina Tuttman disse que o Inep ainda não recebeu oficialmente nenhum comunicado do TCU e que ficou sabendo do caso ?pela imprensa?. Apesar disso, ela afirmou que o aumento no valor ?tem a ver com as melhorias no processo? e que esse valor pode ser usado em outras edições.

Prova de 2011
As provas do Enem deste ano acontecem nos dias 22 e 23 de outubro em quase 1,6 mil municípios. Dos 6,2 milhões que fizeram inscrição, 5,4 milhões pagaram a taxa e estão habilitados par ao exame.
A previsão do MEC (Ministério da Educação) é que haja dois exames a partir do ano que vem -o primeiro deles já está marcado para os dias 28 e 29 de abril. O órgão ainda discute a segunda data, já que haverá eleições municipais no mês em que a prova é tradicionalmente aplicada (outubro).
Além de selecionar para vagas em universidades federais por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o Enem é prérequisito para quem quiser uma bolsa do Prouni (Programa Universidade para Todos). O exame também é obrigatório para quem vai solicitar o Fies (Financiamento Estudantil).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


FELIZ DIA DOS ESTUDANTES!!
É fundamental que o estudante adquira uma compreensão e uma percepção nítida dos valores.A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudarão a cumprir suas tarefas no fim de cada período.Ser estudante é compreender o que se ensina e além de compreender, pôr em prática sendo capaz de opinar criticamente diante da realidade social.

Beijos para todos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Hiroshima: no 66ª aniversário da bomba, energia nuclear é discutida


Com um novo grito pela paz e o desarmamento, o Japão lembrou neste sábado as vítimas da bomba atômica que arrasou Hiroshima há 66 anos, em cerimônia que o primeiro-ministro do país, Naoto Kan, aproveitou para questionar "o mito da segurança" da energia nuclear.
Às 8h15 locais (20h15 de sexta-feira pelo horário de Brasília), um minuto de silêncio só rompido por várias badaladas lembrou no Parque Memorial da Paz de Hiroshima o momento em que a bomba caiu sobre a cidade e acabou de forma imediata com a vida de 120 mil de seus habitantes.
Representantes de cerca de 70 países - incluindo os Estados Unidos - e da ONU estiveram entre os quase 50 mil presentes na homenagem, entre eles idosos que sobreviveram à bomba e seus familiares, cuja mensagem contra a radioatividade se viu amplificada este ano pela crise na usina nuclear de Fukushima.
Diante da mortal lembrança, o primeiro-ministro do Japão expressou seu "profundo pesar" por ter acreditado no "mito da segurança" da energia nuclear e prometeu investigar a fundo as causas do acidente na central de Fukushima Daiichi, o pior em 25 anos.
Kan, que chegou ao governo há pouco mais de um ano e anunciou que renunciará uma vez que esteja encaminhada a solução para a crise provocada pelo terremoto de março, insistiu que o Japão "revisará sua política energética desde a base", para reduzir seu nível de dependência com relação às centrais atômicas.
Além disso, em uma chamada ao desarmamento, o premiê apontou que o Japão, como único país que sofreu os efeitos da bomba atômica, tem "a responsabilidade" de transmitir a toda a humanidade a ameaça que representam as armas nucleares.
Na cerimônia deste sábado foram acrescentados 5.785 novos nomes à lista das pessoas que perderam suas vidas direta ou indiretamente pela tragédia de Hiroshima, em balanço que chegou então ao total de 275.230 vítimas fatais.
Pouco antes do discurso de Kan, o prefeito da cidade, Kazumi Matsui, questionou a política energética nacional e ressaltou a "tremenda ansiedade provocada pela atual ameaça da radioatividade" em Fukushima.
Sem chegar a pedir claramente o fim das centrais atômicas, Matsui, filho de dois sobreviventes da bomba atômica, solicitou ao governo medidas "para resgatar a compreensão e a confiança do povo".
Além disso, em sua tradicional Declaração da Paz, reivindicou a abolição das armas nucleares e lançou uma morna crítica aos EUA ao lembrar que o país "continua levando a cabo seus testes nucleares e outros experimentos relacionados".
O debate sobre a segurança das usinas nucleares citou também as homenagens celebradas nos arredores da simbólica Cúpula da Bomba, o esqueleto do edifício que ficou de pé na região após o ataque.
Apesar de não ter havido grandes manifestações antinucleares, junto aos cartazes pela paz podiam ser vistas algumas mensagens de advertência contra a energia nuclear, da qual o Japão obtinha 30% de sua eletricidade antes do acidente de Fukushima.
No Parque da Paz se concentraram milhares de pessoas, muitas delas para dedicar homenagens e orações aos falecidos e também para mostrar seu respeito aos sobreviventes, que durante anos padeceram do estigma social da discriminação.
Em Hiroshima, que hoje é uma dinâmica cidade de mais de 1 milhão de habitantes, há 68.886 sobreviventes da bomba atômica, com uma idade média de 77 anos e cujos relatos adquirem cada vez mais valor para proteger suas trágicas experiências do esquecimento.
Para que suas lembranças passem às gerações futuras e promovam ao mesmo tempo o desarmamento nuclear, o governo japonês incluiu testemunhos de 30 "hibakushas" (vítimas da bomba atômica) em sete idiomas na página oficial de seu Ministério das Relações Exteriores.
As novas tecnologias também permitem se aproximar das experiências das vítimas de Hiroshima e Nagasaki através de vários sites. Desde esta sexta-feira, o Google oferece, com seu serviço StreetView, uma visita virtual ao interior da Cúpula da Paz, normalmente com acesso proibido.