Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Retrospectiva da década: Atentados terroristas retrataram começo de século


Os ataques às torres gêmeas do World Trade Center em Nova York, em 2001, compuseram a imagem mais emblemática da primeira década do século 21. Os atentados deram início a uma década de guerras contra o terrorismo. Os primeiros dez anos do século também trouxeram uma das piores crises econômicas da história, os efeitos do aquecimento global e a expansão do acesso a novas tecnologias.

Para o historiador Eric Hobsbawm, dois acontecimentos definiram o começo e o fim do século passado. O século 20 teria iniciado com a Primeira Guerra Mundial, em 1914, e terminado com a queda dos regimes comunistas no Leste Europeu.

Poderíamos dizer, do mesmo modo, que o atual foi inaugurado com os ataques aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. O presidente George W. Bush, recém empossado, respondeu a eles dando início a duas guerras no Afeganistão e no Iraque.

O Afeganistão foi invadido para obrigar o país muçulmano a entregar Osama Bin Laden, líder da rede Al Qaeda. Responsabilizado pelos atentados aos Estados Unidos, o terrorista até hoje não foi capturado. No Iraque, a justificativa para a deposição do ditador Sadam Hussein foi a existência de armas de destruição em massa, que nunca foram encontradas.

A partir de então, o medo de novos ataques terroristas se espalhou pelo mundo. Em 2004, dois atentados mataram centenas de pessoas no metrô de Madri, na Espanha, e na cidade de Beslan, na Rússia. Em julho do ano seguinte, explosões vitimaram 52 pessoas em Londres, no Reino Unido. O pânico levou a polícia londrina a executar o brasileiro Jean Charles de Meneses, confundido com um terrorista no metrô.

Economia

Outro grande acontecimento da década foi a crise econômica internacional, a pior desde 1929. O marco foi a falência do banco americano Lehman Brothers, em 15 de setembro 2008. Os efeitos da crise incluíram um longo período de recessão em países europeus e, indiretamente, a eleição de Barack Obama, o primeiro negro a ocupar o cargo em Washington.

Em meio ao caos no mercado financeiro, a China ultrapassou o Japão e se tornou a segunda maior potência econômica do planeta. Ao mesmo tempo, o regime comunista de Pequim virou alvo de críticas por violações dos direitos civis e degradação do meio ambiente.

Junto com a economia, o aquecimento global foi o assunto que mais reuniu líderes mundiais na década. Em fevereiro de 2007, um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) culpou a ação humana pelas mudanças climáticas. Os efeitos, porém, já eram sentidos em todo o planeta: ondas de calor na Europa, enchentes no Sudeste Asiático e furacões na América. Houve ainda outras catástrofes naturais graves que devem ser mencionadas como os terremotos que devastaram o Chile e o Haiti em 2010.

Os cientistas ainda anunciaram o sequenciamento do genoma humano (2001), abrindo caminho para cura de doenças, e a primeira pandemia do século (2009), a gripe suína. Na área de tecnologia, o crescimento da internet, o surgimento das redes sociais e a sofisticação dos aparelhos celulares e computadores transformaram as relações humanas.

Brasil

No Brasil, a década começou com a chegada do primeiro sindicalista à Presidência. Se, como disse Maquiavel, a manutenção do poder se faz equilibrando virtudes naturais do governante (virtú) e a própria sorte (fortuna), pode-se dizer que Luiz Inácio Lula da Silva teve ambas.

Eleito em 2002, conseguiu dois feitos notáveis: manteve a economia nos eixos e melhorou a distribuição de renda. Além disso, o petista sobreviveu a escândalos políticos como o “mensalão”, em 2005, e tirou proveito da descoberta de reservas de pré-sal e da escolha do país para sediar a Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

Mesmo assim, o Brasil atravessou a década com problemas antigos, de infraestrutura, saneamento, educação e saúde. Alguns deles até piores, como a violência urbana. Numa versão nacional do terrorismo, as duas maiores metrópoles do país foram vítimas de ondas de ataques do crime organizado: São Paulo, em 2006, e Rio de Janeiro, em 2010.

Pela TV, os brasileiros acompanharam “novelas reais” como o sequestro de Sílvio Santos, as mortes do prefeito de Santo André, Celso Daniel, e do repórter da TV Globo Tim Lopes, e os julgamentos de Suzane von Richthofen e do casal Nardoni.

Houve também as tragédias aéreas. A colisão de um avião da Gol com um jato da Embraer matou 155 pessoas (2006), e a queda de um Airbus da TAM ao lado do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deixou 199 mortos (2007).

Os dez primeiros anos do século 21 terminaram no país com a eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher na Presidência da República.

O caos volta ao Líbano


Com a assinatura da resolução 1.701, o Conselho de Segurança da ONU determinou o encerramento do conflito entre Israel e Líbano. A resolução autoriza o envio de uma Força Interina das Nações Unidas de 15 mil homens para ajudar o Exército libanês a controlar a região sul do país. Foram mais de 30 dias de intensos combates entre o Exército israelense e a milícia xiita do Hizbollah, que deixaram, além de um saldo de mais de mil mortos, um rastro de destruição.

Esta não é a primeira vez que o Líbano tem pela frente o desafio da reconstrução. Estado confessional, o Líbano fraciona, desde o Pacto Nacional de 1943, seu poder político entre as diversas correntes religiosas. O presidente deve ser cristão maronita; o primeiro-ministro, muçulmano sunita; e o presidente do Parlamento, muçulmano xiita. Com a fundação do Estado de Israel, em 1948, o Líbano passou a abrigar um grande número de palestinos refugiados da Guerra da Independência (1948-1949). Essa presença palestina resultou no aumento da pressão muçulmana sobre a comunidade cristã por uma revisão no Pacto de 43 e precipitou o início da guerra civil em 1975. Foram 15 anos de conflito e aniquilamento encerrados com o Acordo de Taif, em 1989, que dividiu o poder entre muçulmanos e cristãos. Nos anos 90, iniciou-se o processo de reconstrução. 
Nessa ocasião, o minúsculo território libanês estava ocupado militarmente pela Síria no norte, pelo Exército de Israel no sul e por uma legião de palestinos. Além disso, havia a presença de algumas milícias armadas, como o Hizbollah. Com a retirada de Israel da "zona de segurança" (2000), e do Exército sírio (2005), o governo libanês do presidente Émile Lahoud gradativamente colocava a casa em ordem. O desafio maior, que era convencer o Hizbollah a deixar as armas e trilhar o caminho da política, começava a ser vencido com a representação no Parlamento. No entanto, a estratégia escolhida pelas autoridades de Beirute não contou com o aval do eixo Tel Aviv-Washington, que acusava o Líbano de ser condescendente com os xiitas do Hizbollah.Divergências insolúveis resultaram no conflito ao qual assistimos e que impuseram ao Líbano um penoso retrocesso. Condoleezza Rice, dos EUA, declarou que o resultado dessa guerra seria o nascimento de "um novo Oriente Médio". Talvez a secretária de Estado tenha razão: um "novo" Oriente Médio, mergulhado em ódio, mais radical e muito mais refratário ao diálogo e à paz.

Problemas ambientais

Os problemas ambientais são consequência direta da intervenção humana nos diferentes ecossistemas da Terra, causando desequilíbrios no meio ambiente e comprometendo a qualidade de vida. A seguir, veremos os principais problemas que ocorrem na atualidade:
Chuva ácida
A chuva ácida é provocada pela produção de gases lançados na atmosfera. Há agentes naturais que fazem isso, como, por exemplo, os vulcões. A atividade humana, contudo, é a principal causadora do fenômeno. Indústrias, usinas termoelétricas e veículos de transporte (que utilizam combustíveis fósseis) produzem subprodutos que se agregam ao oxigênio da atmosfera e que, ao serem dissolvidos na chuva, caem no solo sob a forma de chuva ácida.
Devemos lembrar, contudo, que os poluentes, carregados pelos ventos, podem viajar milhares de quilômetros, provocando chuvas ácidas em locais muito distantes das fontes poluidoras.
A chuva ácida, ao atingir o solo, empobrece a vegetação natural e as plantações. Também afeta a fauna e a flora de rios e lagoas, prejudicando a pesca.
Algumas medidas podem atenuar a formação de chuva ácida: economia de energia, uso de transporte coletivo, criação e uso de fontes de energia menos poluentes, utilização de combustíveis com baixo teor de enxofre, etc.

Desmatamento
O desmatamento é uma das intervenções humanas que mais prejudicam o planeta. Pode causar sérios danos ao clima, à biodiversidade e às pessoas. Desmatar prejudica os ecossistemas e leva à extinção de centenas de espécies.
Árvores são grandes absorvedoras de dióxido de carbono, um dos gases causadores do efeito estufa (ver abaixo). Portanto, quando o homem derruba florestas, também intensifica o problema do aquecimento global (ver abaixo).
Dentre outras consequências, o desmatamento provoca degradação do solo, aumento da desertificação e erosões, muitas vezes comprometendo os sistemas hidrográficos.
As políticas de reflorestamento, muito comentadas nos dias atuais, são apenas soluções parciais, pois, ainda que ajudem a conter o aquecimento global, dificilmente conseguirão recuperar a biodiversidade das regiões afetadas.

Efeito estufa

O efeito estufa é um mecanismo atmosférico natural que mantém o planeta aquecido nos limites de temperatura necessários à preservação da vida. Se não houvesse a proteção do efeito estufa, os raios solares que aquecem o planeta seriam refletidos para o espaço e a Terra apresentaria temperaturas médias abaixo de -10oC.
O efeito estufa ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera, entre os quais o gás carbônico ou dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O).
Ocorre que, com a queima de florestas e a exagerada utilização de combustíveis fósseis, grandes quantidades de CO2 têm sido lançadas na atmosfera. A emissão desenfreada desse e de outros gases acentua o efeito estufa, a ponto de não permitir que a radiação solar, depois de refletida na Terra, volte para o espaço. Isso bloqueia o calor, aumentando a temperatura do planeta e provocando o aquecimento global (ver abaixo).
Para se discutir o problema e encontrar soluções, várias reuniões internacionais têm sido realizadas. O principal documento aprovado até agora é o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, que estabelece metas de redução dos gases para diferentes países.


Aquecimento global 



Trata-se do aumento da temperatura média da superfície terrestre. Alguns cientistas acreditam que, em breve, as temperaturas médias poderão estar entre 1,4oC e 5,8oC mais altas, quando comparadas às temperaturas de 1990. 




Segundo alguns pesquisadores, o aquecimento global ocorre em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente os derivados da queima de combustíveis fósseis. Esses gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes de difícil dispersão, provocando o efeito estufa.



Entre as principais consequências do aquecimento global, os cientistas apontam:



a) aumento do nível dos oceanos, provocado pelo derretimento das calotas polares, o que pode provocar, no futuro, a submersão de cidades litorâneas;



b) desertificação: o aumento da temperatura somado ao desmatamento provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando os ecossistemas e, muitas vezes, criando desertos;



c) ampliação do número de furacões, tufões e ciclones (a maior evaporação das águas dos oceanos potencializa esses fenômenos); e



d) surgimento de violentas ondas de calor, o que pode provocar a morte de idosos, crianças e várias espécies de animais.

Buraco na camada de ozônio
O gás ozônio envolve a Terra na forma de uma frágil camada que protege a vida da ação dos raios ultravioleta (emitidos pelo Sol). Os raios ultravioleta causam mutações nos seres vivos, modificando as moléculas de DNA. Em seres humanos, o excesso de ultravioleta pode causar câncer de pele e afetar o sistema imunológico.
Nos últimos anos, contudo, cientistas detectaram um "buraco" na camada de ozônio, exatamente sobre a Antártida, o que deixa sem proteção uma área de cerca de 30 milhões de km2.
Pesquisadores acreditam que o gás clorofluorcarbono (CFC) é o principal responsável pela destruição da camada de ozônio. Esse gás é utilizado em aparelhos de refrigeração, sprays e na produção de materiais como, por exemplo, o isopor. Ao chegar à atmosfera, o CFC entra em contato com grande quantidade de raios ultravioleta, que quebram as moléculas de CFC e liberam cloro. Este, por sua vez, rompe as moléculas de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2). Ocorre que esses dois gases não são eficientes para proteger a Terra dos raios ultravioleta.
Em 1985, vários países assinaram a Convenção de Viena - e, dois anos depois, o Protocolo de Montreal -, se comprometendo a diminuir a produção de CFC. 

Paisagem brasileira é heterogênea

Uma maneira interessante e rápida de os vestibulandos revisarem as principais características das grandes paisagens naturais do Brasil é estudar a partir dos domínios morfoclimáticos.

Esses domínios correspondem a áreas com relativa homogeneidade no quadro natural composto pelo relevo, pelo clima, pela vegetação e pela hidrografia. É muito importante observar que as paisagens não são homogêneas, podendo ocorrer, por exemplo, mais de uma vegetação em um mesmo tipo de relevo. Ainda assim, é possível fazer uma síntese do quadro natural do país em seis grandes domínios.

As perguntas de vestibulares costumam questionar também o modo como essas áreas foram e são transformadas pela ação antrópica (do homem).

Vamos revisar os domínios brasileiros e tratar um pouco da localização original de cada um deles.

O domínio do cerrado ocorre principalmente na região Centro-Oeste, no entanto está presente também nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, em suas porções limítrofes com o Brasil central.

Na região Norte, prevalece o domínio amazônico, que também está presente no Centro-Oeste (no norte de Mato Grosso) e no Nordeste (no oeste do Estado do Maranhão).

O domínio das caatingas, que é relativo ao sertão nordestino, também aparece do norte de Minas Gerais, no Sudeste.

O domínio das araucárias está presente predominantemente nas partes mais altas da região Sul.

O domínio dos mares de morros é a característica da porção mais próxima ao litoral do país e se interioriza um pouco mais na região Sudeste.

Na porção meridional do Estado do Rio Grande do Sul, está a maior ocorrência do domínio das pradarias no país

Nem sempre o Sol nasce no Leste


O fato de a maior parte da população brasileira morar em centros urbanos contribui para um maior distanciamento da natureza e, conseqüentemente, diminui a possibilidade de observação e de compreensão de muitos fenômenos naturais.
Por exemplo, quantas vezes no ultimo mês nós paramos para observar o nascer e o ocaso ou pôr-do-sol? Mesmo que quiséssemos, provavelmente as construções urbanas impediriam a visão.
Vários alunos ficam espantados quando falamos durante as aulas que o Sol, durante quase todos os dias do ano, não nasce no leste nem se põe no oeste. Certamente observaram o fenômeno com muito pouca atenção.
É que desde pequenos ouvimos que o Sol nasce no leste e se põe no oeste. Nos livros, existem até aqueles desenhos em que um homenzinho com os braços totalmente abertos, em forma de cruz, nos ensina a colocar o direito na direção do nascer do Sol, o "leste", para deduzirmos que o norte fica à nossa frente, o sul nas costas e o oeste na direção do braço esquerdo, oposta ao leste.
O detalhe é que a aplicação desse método, como nos é apresentado pelo desenho tradicional, raramente funciona.
Quando observamos o pôr-do-sol, diariamente, ao longo de um ano, notamos que, em certa época, o fenômeno ocorre no horizonte mais à nossa esquerda e, em outra, mais à direita. O mesmo observamos quando acompanhamos o nascimento do Sol no mesmo período. Portanto, se a posição está mudando, o Sol não pode estar nascendo sempre no leste e se pondo sempre no oeste, afinal de contas, o leste e o oeste, para uma mesma localidade, não mudam de posição.

Vestibulandos esquecem de estudar a escala dos mapas

Muitos vestibulandos esquecem-se de dar a devida atenção aos assuntos básicos e entre eles um dos mais esquecidos é o conceito de escala e sua correta utilização.

Escala é o nome que damos àquela proporção que às vezes aparece junto aos mapas. Por exemplo, a notação 1:100.000 (lê-se um para 100 mil) significa que o mapa é 100 mil vezes menor do que o original e que cada medida na carta corresponderá a um tamanho 100 mil vezes maior na realidade. Se a distância entre duas cidades no mapa é de um centímetro, na realidade será de 100 mil centímetros, o que corresponde a mil metros ou a um quilômetro.

Muitas vezes, os alunos têm dificuldade em fazer a conversão de centímetros para quilômetros ou o contrário. Se você estiver nessa situação, peça ajuda urgentemente ao seu professor.

Uma grande confusão ocorre quando as questões de vestibular cobram quais os tipos de escala mais adequados para representar um fenômeno em níveis de detalhes diferenciados. Por exemplo, para representar algumas ruas no mapa de uma cidade da América, precisamos de escala maior ou menor do que aquela utilizada para representar apenas os países do continente americano? Se o raciocínio matemático não for o seu forte, anote a seguinte regra prática: quanto maior o mapa, maior é a escala, portanto, quanto menor o mapa, menor a escala.

Com base nisso, pense da seguinte maneira. Para enxergar detalhes, como as ruas de uma cidade em um mapa da América, ele deve ser maior do que o mapa onde esse nível de detalhe não interessa, onde só a observação dos países do continente já é suficiente. Se o que mostra as ruas é maior, então sua escala é maior do que a do outro onde as ruas não são visíveis. Resumindo: se o mapa é maior, vemos mais detalhes, e a escala é maior. Se o mapa é menor, vemos menos detalhes, e a escala é menor.

Amazônia detém 20% das águas fluviais do mundo


Na bacia amazônica, que cobre uma área de 7,05 milhões de km² no Brasil, na Guiana, no Suriname, na Guiana Francesa, na Venezuela, na Colômbia, no Peru, na Bolívia e no Equador, com sua maior parte (3.904.392,8 km²) no Brasil, circulam cerca de 20% das águas fluviais do mundo.
A floresta amazônica, batizada como hileia por Humboldt, ocupa 5 milhões de km² da área da bacia, e 90% dela está assentada em terras firmes. Nelas, a floresta possui árvores altas (60 m a 65 m), latifoliadas, que formam um "teto" de copas bastante denso.
Com 30 mil espécies de plantas e 2,5 mil de árvores, ela está sendo ameaçada pela ação das madeireiras, dos garimpos e da ocupação agropecuária desordenada. Cerca de 15% da floresta já foi devastada. A exploração dos 70 bilhões de m³ de madeira comercializável é feita por mais de 2.000 madeireiras; apesar de o solo da floresta ser considerado pobre, a colonização agrícola, a pecuária e a cultura da soja destruíram, por derrubada e queimada, mais de 320 mil km² na Amazônia Legal (AC, AM, AP, PA, RO, RR,TO, MT e oeste do MA) ao longo, principalmente, das rodovias de penetração (BR-010, BR-222, BR-230, BR-319 e BR-364); os garimpos de ouro e cassiterita (estanho) no Pará, em Rondônia, no norte de Mato Grosso e no Amapá abriram enormes clareiras na floresta e poluíram os rios. 
Recentemente, foi sugerido o uso de agentes químicos e de um fungo para destruir as plantações de coca na Colômbia, sem que se saiba quais poderiam ser as consequências ambientais.
As indústrias farmacêutica e de cosméticos também agem na hileia, pesquisando, muitas vezes clandestinamente (biopirataria), insetos, plantas e animais que podem gerar até US$ 50 bilhões.
Além disso, a guerrilha colombiana (Farc) ligada aos narcotraficantes, ao fugir do Exército da Colômbia - que conta com apoio dos Estados Unidos -, pode invadir o espaço brasileiro. A revitalização do Projeto Calha Norte mostra a preocupação dos militares com a segurança regional. Idealizado em 1985, em meio às tentativas dos países ricos de criar uma zona de exclusão na Amazônia (região pouco populosa e povoada, sem infraestrutura, mal demarcada e sem vigilância, com problemas sociais e ambientais), o projeto pretendia ocupar e desenvolver ordenadamente a região norte da área.
Com poucos recursos, o projeto restringiu-se à proteção dos 6.000 km de fronteira, e as outras ações foram definidas pelo Plano de Desenvolvimento da Amazônia, executado insatisfatoriamente.

Transição demográfica e envelhecimento da população brasileira


Na opinião de muitos estudiosos, o Brasil vive uma nova fase de transição demográfica. Para entender o que isso significa, precisamos, antes, tratar de alguns conceitos e ideias. 

Nascer, crescer, reproduzir-se e morrer são fatos indissociáveis da espécie humana, ainda que muitas pessoas não cumpram a terceira parte do ciclo da vida, a reprodução. Em cada país, estado ou cidade esse ciclo ocorre com uma intensidade diferente, dependendo de alguns indicadores - as taxas de fecundidade, natalidade, migração e mortalidade - e da influência, sobre esses indicadores, da economia, das variações climáticas e das mudanças culturais. A demografia - ciência que estuda as modificações que ocorrem nesses indicadores - definiu "transição demográfica" como as mudanças dessas taxas no transcorrer do tempo. Ou seja, as sociedades sofrem, continuamente e em diferentes ritmos, processos de transição demográfica. Mas há outros conceitos importantes para se entender a transição demográfica: 
  natalidade: relação entre o número de nascidos vivos e o total da população em um dado lugar, num dado período de tempo. Calcula-se a taxa de natalidade dividindo-se o número de nascidos vivos em um ano pelo número de habitantes (do país, região ou cidade). 
  mortalidade: número de pessoas que morrem em determinada época ou em determinada região, país, etc. A taxa de mortalidade é calculada dividindo-se o número de pessoas mortas pelo número de habitantes. 
  fecundidade: é a capacidade de reprodução de determinada sociedade. A taxa de fecundidade é calculada dividindo-se o número de filhos nascidos pelo número de mulheres entre 15 e 49 anos, numa determinada população. 

Para o demógrafo Warren Thompson, a transição demográfica ocorre em 4 fases: 
  Fase 1 (ou pré-moderna): ocorre oscilação rápida da população, dependendo de eventos naturais (secas prolongadas, doenças, etc.). Há grande população jovem. 
  Fase 2 (ou moderna): taxas de mortalidade caem rapidamente devido à maior oferta de alimentos e de melhores condições sanitárias. Há aumento da sobrevida e redução de certas doenças. Ocorre aumento da taxa de nascimento e da população. 
  Fase 3 (ou industrial): urbanização, acesso a métodos contraceptivos, melhora da renda, redução da agricultura de subsistência, melhora da posição feminina na sociedade e queda da taxa de nascimentos. Há um número inicial grande de crianças, cuja proporção cai rapidamente porque ocorre aumento na proporção de jovens concentrados em cidades, com o decorrente aumento da violência juvenil. Tendência de estabilização da população. 
  Fase 4 (ou pós-industrial): taxas baixas de natalidade e mortalidade. Taxas de fecundidade ficam abaixo da taxa de reposição populacional. Há aumento da proporção de idosos; encolhimento da população e necessidade de imigrantes para trabalhar nos empregos de mais baixo salário. 

Transição demográfica no Brasil

Do primeiro censo demográfico (1872) ao mais recente (2000), ocorreu alteração radical nos indicadores de mortalidade e natalidade no Brasil. Como ocorre nas sociedades à medida que elas se desenvolvem, as taxas de mortalidade começaram a cair bem antes das de natalidade, mais exatamente por volta de 1950, chegando ao patamar de 7 por mil habitantes (em 2000) - número que deverá ser mantido por causa do aumento de idosos na população. 

Por outro lado, as taxas de natalidade seguiram elevadas até a década de 1960. No decênio de 1970 começa o descenso dos nascimentos, o que se acentua a partir de 1990. Entre 1991 e 2003, as taxas revelam a continuidade do declínio de nascimentos e a estabilidade da taxa de mortalidade. Como consequência dessas alterações, num período de 20 anos ocorreu mudança substancial na distribuição etária da população brasileira: se, em 1980, a maior parte da população estava na faixa de 0 a 4 anos de idade, a partir de 2000 ela se concentrou na faixa de 15 a 19 anos. Em 2000, portanto, o Brasil vivia a Fase 3 da transição demográfica. 

Envelhecimento

Dados mais recentes, contudo, divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em outubro de 2008, mostram que há uma queda acelerada das taxas de fecundidade e mortalidade no país. O Brasil, assim, já teria ingressado na Fase 4 da transição demográfica. 

Segundo o Ipea, em 2007, a taxa de fecundidade total foi de 1,83 filho por mulher. A média foi inferior à chamada taxa de reposição (de 2,1 filhos), ou seja, foi inferior ao número mínimo de filhos que cada brasileira deveria gerar para que, no período de trinta anos, a população total do país fosse mantida nos níveis atuais. As consequências desses números são duas: (a) a continuar nesse ritmo, a população brasileira, a partir de 2030, estará muito envelhecida; e, portanto, (b) a partir de 2030, a tendência - se os números seguirem a projeção do Ipea - é de a população passar a diminuir. Hoje, a população idosa representa 10,6% da população. Em 1992, representava 7,9%. É importante salientar que o envelhecimento de uma população não pode nunca ser visto como um fato isolado ou de pouca importância. Ele tem inúmeros reflexos na vida social, influenciando o consumo, a transferência de capital e de propriedades, os impostos, a previdência social, o mercado de trabalho, a saúde e assistência médica, e, também, a composição e organização das famílias. 

Potências emergentes

A sigla Bric dá nome a um grupo formado por países considerados, nos últimos anos, como potências econômicas emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China. Entre 2008 e 2009, frente à crise econômica mundial, a importância do grupo ultrapassou a área econômica, e a presença desses quatro países tornou-se indispensável em todas as discussões políticas.

O termo Bric foi concebido, em 2001, por uma equipe de pesquisadores do banco americano Goldman Sachs, que elaborou um estudo sobre estimativas de evolução dos mercados, da produção e da demografia na ordem econômica mundial. Segundo esse estudo, no decorrer das próximas décadas, Brasil, Rússia, Índia e China deverão ascender ao topo do ranking das maiores economias do planeta, desbancando potências como o Japão e Alemanha.

Dentre as consequências dessa evolução, devemos salientar a afluência de uma massa de novos consumidores. Segundo o Goldman Sachs, entre 2005 e 2015, os rendimentos de cerca de 800 milhões de pessoas (nos quatro países) poderão cruzar a marca de 3.000 dólares anuais, a linha divisória para o patamar de consumo de classe média. Considerando-se que há hoje no mundo cerca de 2 bilhões de pessoas nessa faixa de renda, o Bric pode fazer o mercado consumidor global crescer quase 50% em apenas dez anos.

Incluir quase 1 bilhão de novos consumidores no mercado certamente causará um impacto sem precedentes sobre a demanda de bens e serviços. Dessa forma, o consumo de aço dos quatro países, que em 2006 era de 143 milhões de toneladas, deve atingir 450 milhões até 2010. O de petróleo deve crescer de 15 milhões para 20 milhões de barris diários. Em 2006, 700 milhões de pessoas tinham acesso à telefonia móvel nos Bric - até 2011 serão quase 2 bilhões.

A força dos Bric provém, em grande parte, da enorme fatia da população mundial existente nos quatro países, onde vivem 2,7 bilhões de habitantes, o equivalente a 40% da humanidade.

Brasil

O Brasil é um dos países que mais ganha com o aumento do intercâmbio com os outros Bric, participando de modo crescente como fornecedor de alimentos e de matérias-primas. Nos últimos anos, por exemplo, as exportações do agronegócio brasileiro para a China, lideradas por soja e carne de porco, cresceram 450%. O Brasil, contudo, é considerado uma incógnita pelos analistas econômicos, especialmente quanto à sua capacidade para lidar com seus três principais problemas: carga tributária pesada, infraestrutura precária e educação deficiente.


Veja, abaixo, as vantagens e desvantagens de Brasil, Rússia, Índia e China:

PRÓS E CONTRAS
Alguns fatores que impulsionam a expansão econômica de cada um dos Bric e problemas que podem atrapalhar o crescimento desses quatro países emergentes
Brasil
Vantagens
Desvantagens
Potencial para ser o maior fornecedor mundial de produtos agrícolas
Carga tributária pesada e informalidade disseminada em muitos setores
Grandes reservas mineraisInfra-estrutura precária
Parque industrial diversificadoEducação deficiente
Rússia
Vantagens
Desvantagens
Reservas abundantes de petróleo e gás natural
População com média de idade elevada e baixo índice de natalidade
População com bom nível educacional
Altos índices de corrupção e criminalidade
Carga tributária baixa
Índia
Vantagens
Desvantagens
Avanço em setores de tecnologia, como informática
Infra-estrutura precária, com áreas urbanas caóticas
Grande população jovem e em crescimento acelerado
Sociedade organizada por sistema arcaico de castas e dividida por conflitos étnicos e religiosos
Elite bem formada e atuante
China
Vantagens
Desvantagens
Alta capacidade industrialPopulação com tendência de envelhecimento rápido
Potencial para ter o maior mercado consumidor do mundoProgresso realizado com grande devastação ambiental
Investimento intensivo em infraestrutura e educaçãoSistema político ditatorial
Fonte: Revista Exame

Conflitos mundiais


Bolívia

A Bolívia é um dos países mais politicamente instáveis da América Latina, tendo enfrentado, até hoje, 193 golpes de Estado.

Desde o início de seu mandato, o governo do presidente Juan Evo Morales Ayma (do partido Movimento ao Socialismo) impôs grandes perdas aos departamentos (estados) mais ricos do país, principalmente ao promulgar uma lei que federalizou a receita advinda da exploração das reservas de gás.

Em 2008, em um processo de crescente tensão política, os departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando (que, juntos, possuem mais de 80% das reservas de gás do país) passaram a exigir maior autonomia em relação ao governo federal, defendendo mudanças na distribuição dos impostos e na escolha de seus governadores.

A crise se intensificou em consequência de três fatores: (a) interferência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em favor de Evo Morales; (b) acusações do governo boliviano contra os EUA, alegando que os separatistas recebiam apoio da diplomacia norte-americana (o embaixador norte-americano chegou a ser expulso do país); e (c) realização de referendos (sem apoio legal), nos departamentos citados acima, com o objetivo de aprovar constituições autonomistas.

Depois de embates violentos em algumas províncias - o país esteve à beira de uma guerra civil -, opositores e governo concordaram em iniciar conversações, graças, em grande parte, à interferência da diplomacia brasileira.

A tentativa de intermediação brasileira se deveu, principalmente, a três questões: (a) evitar um clima de instabilidade que causaria reflexos na fronteira da Bolívia com os estados do Acre e de Rondônia, inclusive com a entrada de refugiados bolivianos no Brasil; (b) há quase 15 mil cidadãos brasileiros vivendo em solo boliviano; e (c) impedir que o clima de violência comprometesse o fornecimento de gás ao Brasil.

Uma nova Constituição foi aprovada na Bolívia, mas o país segue com graves divisões internas.

Colômbia, Equador e Venezuela

Em 1º de março de 2008, tropas da Colômbia atacaram um acampamento do movimento guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em uma região de fronteira, mas dentro do território do Equador. Durante o ataque, mataram um dos principais líderes das FARC, Raúl Reyes, e mais 16 guerrilheiros.

Em um primeiro momento, o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou estar informado do ataque. Logo depois, contudo, declarou que o exército colombiano havia entrado no Equador sem sua autorização, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia e enviou mais de 3 mil soldados à fronteira.

A mudança de comportamento de Correa aparentemente ocorreu sob influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Este já se encontrava em crise com o governo colombiano, desde que havia sido afastado das negociações que a Colômbia mantinha com as FARC, com o intuito de firmar um acordo humanitário para libertação dos reféns mantidos há anos pelos guerrilheiros. Ao ser informado da morte dos guerrilheiros, Chávez proferiu severas críticas ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e mobilizou dez batalhões do exército na fronteira com esse país.

A crise se acirrou no dia 4 de março, quando a Colômbia anunciou ter descoberto, nos computadores dos guerrilheiros mortos, provas de que o Equador e a Venezuela mantêm vínculos estreitos com as FARC. Segundo o diretor da Polícia da Colômbia, Óscar Naranjo, os documentos provariam: (a) que a Venezuela, além de fornecer armas às FARC, já contribuíra com cerca de 300 milhões de dólares para ajudar os guerrilheiros; e (b) que o ministro da Segurança Interna e Externa do Equador, Gustavo Larrea, havia demonstrado interesse em oficializar as relações com as FARC.

Em meio a um clima de acusações e de iminência de guerra entre os países, Álvaro Uribe declarou que não enviaria tropas às fronteiras do Equador e da Venezuela, mas que apresentaria as provas encontradas à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à ONU, reiterando que os documentos encontrados com os guerrilheiros "violam a normalidade internacional na sua proibição aos países de proteger terroristas".

Em julho de 2009, o Exército colombiano apreendeu uma série de lança-foguetes produzidos na Suécia em um dos acampamentos das FARC. Consultada, a Suécia confirmou que os números de série das armas correspondem a um lote vendido pela empresa Saab Bofors Dynamics ao Exército da Venezuela. O fato, que fere todos os acordos internacionais, provocou uma nova crise entre os países.

Rússia e Geórgia

A guerra entre a Rússia e a Geórgia, em agosto de 2008, ocorreu em função do projeto separatista da Ossétia do Sul e da Abkházia, mas está relacionada a problemas que datam da dissolução da União Soviética.

Antes do colapso do regime socialista, a região da Ossétia do Sul havia declarado autonomia em relação à República Socialista Soviética da Geórgia, aproximando-se da Rússia, que dominava a União Soviética. Com a dissolução da URSS, em 1991, a Geórgia tornou-se uma república independente. A Ossétia do Sul procurou seguir pelo mesmo caminho, proclamando sua independência em relação à Geórgia.

Disso resultou uma guerra entre a Geórgia e a Ossétia do Sul que se estendeu até 1992. A Rússia intermediou a paz entre as duas. A atuação russa, porém, estava condicionada por seus próprios interesses: transformar em área de influência russa tanto a Ossétia do Sul quanto a própria Geórgia.

A Geórgia, contudo, caminhava no sentido contrário às ambições russas, particularmente a partir de 2004, com a eleição do presidente Mikhail Saakashvili, que tentou levar o país à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), além de se aproximar dos Estados Unidos, de modo a escapar ao poderio russo.

Em 2008, a Ossétia do Sul retomou suas pretensões separatistas. Ao mesmo tempo, a tentativa georgiana de entrar para a Otan fez com que a Rússia apoiasse a independência da Ossétia do Sul.

A reação da Geórgia foi atacar a Ossétia com artilharia e foguetes. A Rússia, então, entrou na guerra. O conflito entre os países durou alguns dias, até que os russos aceitaram o cessar-fogo negociado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. O clima de tensão, contudo, permanece.

Israel e a faixa de Gaza

Na passagem de 2008 para 2009 as Forças de Defesa de Israel iniciaram uma ofensiva contra a faixa de Gaza, território palestino dominado pelo grupo radical islâmico Hamas. O objetivo da operação era eliminar a capacidade do Hamas de atacar as cidades israelenses próximas à fronteira.

Os bombardeios começaram oito dias depois do fim de uma trégua de seis meses mediada pelo Egito, que não foi renovada em meio a acusações mútuas de desrespeito aos termos do acordo. Na verdade, nenhum dos dois lados cumpriu o acordo: foguetes continuaram a ser lançados de Gaza, atacando cidades de Israel - e Israel não liberou o fluxo de mercadorias para a região, sob bloqueio econômico e físico israelense desde meados de 2007.

Na verdade, o cenário foi agravado quando o Hamas derrotou o Fatah - partido do líder Yasser Arafat, morto em 2004 - nas eleições palestinas em 2006. Diferente do rival, o Hamas não reconhece o Estado de Israel e não aceita os acordos já firmados do país com a ANP (Autoridade Nacional Palestina).

A ofensiva de Israel sobre a faixa de Gaza durou 22 dias, provocando centenas de mortes.

China e Tibete

O isolamento provocado pela altitude favoreceu o surgimento, no Tibete, de uma civilização característica: no século 7, o país se converteu num reino lamaísta, seita local do budismo, que definiria o caráter teocrático da estrutura política e econômica do Estado tibetano.

Depois de várias turbulências políticas, o Tibete foi um país independente de 1911 a 1950, quando foi anexado à China comunista. De lá para cá, manifestações do povo tibetano contra o domínio chinês se repetem esporadicamente. Em 1959 ocorreu um grande levante, violentamente reprimido.

Em agosto de 2008, o movimento nacionalista do Tibete voltou a protestar contra o domínio da China sobre a região. Os primeiros protestos surgiram logo após a prisão de monges tibetanos que organizaram uma passeata para marcar os 49 anos do grande levante contra o governo chinês. Em seguida, milhares de pessoas também foram às ruas, reivindicando a independência.

Segundo observadores internacionais, o governo chinês reprimiu violentamente as manifestações, provocando mais de 120 mortes.

Horário de verão: Medida é adotada no Brasil desde 1931

O horário de verão foi instituído no Brasil, pela primeira vez, por decreto do presidente da República, Getúlio Vargas, no verão de 1931/1932, com duração de 5 meses, e tendo como abrangência todo o território nacional.

Até 1967, a mudança no horário ocorreu nove vezes e sua implantação foi feita de forma esporádica, sem um critério científico mais apurado. Após 18 anos sem que o horário de verão fosse adotado, essa medida voltou a vigorar no verão de 1985/1986, como uma das ações tomadas pelo governo por causa do racionamento causado, na época, pelo baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Desde então, o horário de verão é adotado anualmente, sem interrupções, com diferenças apenas nos Estados atingidos e no período de duração.

Escolha do período

Atualmente, o horário de verão é adotado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mais precisamente nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.


A partir do ano de 2008, mediante o decreto presidencial nº 6.558, de 8 de setembro de 2008, ficou instituída a hora de verão a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro de cada ano, até a zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subseqüente.


No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término da hora de verão e o domingo de Carnaval, o encerramento da hora de verão ocorrerá no domingo seguinte.


O horário de verão é adotado sempre nessa época por causa do aumento na demanda, ocasionado pelo calor e pelo crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. O segundo motivo é que, nesse período, os dias têm maior duração por causa da posição da Terra em relação ao Sol (solstício de verão) e a luminosidade pode ser mais bem aproveitada.


Desse modo, como, para as regiões situadas próximas da linha do Equador, a duração dos dias e das noites não sofre alterações significativas ao longo do ano, os ganhos são menores. Por outro lado, as regiões mais ao sul do país, próximas do Trópico de Capricórnio, já apresentam duração da luminosidade solar muito maior no verão do que no inverno, reunindo condições excelentes para a implantação da medida.


A escolha dos domingos para o início e o término do horário de verão é uma forma de proporcionar melhores facilidades de adaptação ao novo horário, bem como o próprio conhecimento de que a medida entrou em vigor.


Objetivo e benefícios

A implantação do horário de verão tem como principal objetivo reduzir a demanda por energia no período de suprimento mais crítico do dia, ou seja, que vai das 18h às 21h, quando a coincidência de consumo por toda a população provoca um pico denominado horário de ponta.


Portanto, adiantar os ponteiros do relógio em uma hora permite que se aproveite melhor a luz natural, obtendo-se uma redução no consumo de energia (apurada por medição pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico) de, em média, 4% a 5%. Além disso, poupa o país de sofrer as conseqüências da sobrecarga na rede durante a estação mais quente do ano, quando o uso de eletricidade para refrigeração, condicionamento de ar e ventilação atinge seu ponto máximo.


A implantação da medida também proporciona:


a) redução dos custos com geração térmica para atendimento às cargas, no horário de ponta do sistema;


b) minimiza os riscos de restrição de carga no horário de ponta num eventual agravamento das condições dos reservatórios, com conseqüente redução nas capacidades efetivas de geração por usinas;


c) preservação do meio ambiente, quando se evita a poluição que seria produzida pela queima de combustível fóssil, na geração de energia elétrica de origem térmica, para atendimento à ponta do sistema; e


d) melhoria da qualidade de vida da população, proporcionada pelo maior aproveitamento da luz solar, obtendo maiores espaços diários para o lazer, mais tempo para se dedicar a outras atividades e maior segurança ao entardecer.


A redução da demanda máxima e seu deslocamento de cerca de uma hora traz importantes benefícios operacionais, como a redução dos carregamentos nos principais troncos de transmissão, reduzindo a possibilidade de corte de carga e melhoria no controle de tensão, aumentando a confiabilidade e a qualidade do fornecimento de energia elétrica. E também melhora a alocação das folgas de geração, provoca um aumento da flexibilidade operacional e, subsidiariamente, o consumo de energia elétrica é reduzido.


Outros países adotam o horário de verão

A racionalização do uso de energia elétrica é uma questão mundial - e o horário de verão é uma medida que melhora essa racionalização, propiciando uma grande economia de energia, por meio de um melhor aproveitamento da luz solar, além de preservar o meio ambiente e oferecer outros benefícios associados.


Devido a esses fatores, vários países adotam a medida, buscando aproveitar esses benefícios da melhor maneira.


Abaixo, alguns desses países e os seus respectivos períodos de horário de verão:

  • Países Membros da União Européia
    Adotam a medida no período anual que vai do último domingo de março ao último domingo de outubro.





  • Estados Unidos, Canadá e México
    Adotam a medida anualmente, no período de abril a outubro.





  • Rússia, Turquia e Cuba
    Adotam a medida anualmente, no período que pode variar de março a outubro.





  • Austrália, Nova Zelândia e Chile
    Adotam a medida anualmente, no período de outubro a março.

    Reação da população

    A última pesquisa - realizada no ano de 2001, em parceria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) da Universidade de São Paulo (USP) - revelou que a opinião pública dos Estados das regiões Sul/Sudeste/Centro-Oeste e Estados da Bahia e Tocantins (estes últimos, na época, participantes do horário brasileiro de verão) mostrou-se favorável à adoção da medida, apresentando os seguintes resultados:





  • 74% aprovaram o horário de verão;





  • 25% reprovaram o horário de verão;





  • 1% não soube responder;





  • adaptabilidade: a maioria dos entrevistados achou que a adaptação ao horário de verão pode ser considerada boa, com 70% das respostas entre muito fácil, fácil e razoavelmente fácil. Dos restantes, 30% acham a adaptação difícil ou muito difícil - ou não se adaptaram;





  • repetição para os próximos anos: 55% acham que o horário de verão deva ser repetido nos próximos anos;





  • pela pesquisa de opinião pública, constatou-se que a adaptação média ao horário de verão é de oito dias.



  • O Brasil no cenário mundial.


    A idéia dos estrangeiros de que o Brasil é uma selva e, principalmente, a fama da corrupção brasileira, que é explicada pela revisão histórica do passado do Brasil, está finalmente mudando. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, no ano de 2008 uma pesquisa feita em 34 países e que ouviu cerca de 18 mil pessoas revelou que 44% das pessoas acreditam que o Brasil exerce uma influência positiva no mundo. Os entrevistados deveriam avaliar a influência exercida no mundo por 13 países mais a União Européia.
    De acordo com a pesquisa, o Brasil ficou em 6º lugar entre os países mais bem avaliados. Apenas em 2 países a maioria avaliou o Brasil como uma influência negativa, são eles Egito e Turquia. Entre os países que melhor avaliaram o Brasil estão o Quênia (67%), o Chile (65%) e os Estados Unidos (61%). Os países que tiveram os melhores resultados foram Japão e Alemanha e o país que teve o pior resultado foi o Irã. Felizmente, o Brasil está mudando pouco a pouco a sua imagem no exterior.
    Com o objetivo de incentivar o turismo de estrangeiros no Brasil em 2009, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) está investindo na diversidade do país. Além de manter os tradicionais, estão investindo na inovação e criando novos roteiros com o objetivo de apresentar a cultura, o esporte, ecoturismo brasileiros, entre outros. A Europa é a principal responsável pela maior parcela de turistas que visitam o Brasil. Além dos roteiros, campanhas publicitárias para incentivar o turismo é outra boa estratégia.
    Há muito o que ser mudado ainda, sem dúvidas. A imagem do Brasil está mudando, todavia ela ainda é muito deteriorada não só na visão do estrangeiro, mas também no ponto de vista do próprio brasileiro. Porém, acreditar que isso pode mudar é o primeiro passo para acontecer. Vamos lá, Brasileiros, vamos acreditar, vamos fazer acontecer, vamos mudar Brasil! 

    O Brasil possui atualmente uma economia forte e sólida. O país é um grande produtor e exportador de mercadorias de diversos tipos, principalmente commodities minerais, agrícolas e manufaturados. As áreas de agricultura, indústria e serviços são bem desenvolvidas e encontram-se, atualmente, em bom momento de expansão. Considerado um país emergente, o Brasil ocupa o 7º lugar no ranking das maiores economias do mundo (dados de 2010). O Brasil possui uma economia aberta e inserida no processo de globalização.

    Características da globalização na economia de mercado contemporânea, Aldeia Global, blocos econômicos, relações comerciais e financeiras internacionais, concorrência comercial, as multinacionais, Internet e a importância da língua inglesa


    O que é Globalização - Definição
    Podemos dizer que é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam idéias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatro cantos do planeta.
    O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e econômicas de forma rápida e eficiente.
    Origens da Globalização e suas Características
    Muitos historiadores afirmam que este processo teve início nos séculos XV e XVI com as Grandes Navegações e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contato com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Porém, a globalização efetivou-se no final do século XX, logo após a queda do socialismo no leste europeu e na União Soviética. O neoliberalismo, que ganhou força na década de 1970, impulsionou o processo de globalização econômica.
    Com os mercados internos saturados, muitas empresas multinacionais buscaram conquistar novos mercados consumidores, principalmente dos países recém saídos do socialismo. A concorrência fez com que as empresas utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para baratear os preços e também para estabelecerem contatos comerciais e financeiros de forma rápida e eficiente. Neste contexto, entra a utilização da Internet, das redes de computadores, dos meios de comunicação via satélite etc. 
    Uma outra característica importante da globalização é a busca pelo barateamento do processo produtivo pelas indústrias. Muitas delas, produzem suas mercadorias em vários países com o objetivo de reduzir os custos. Optam por países onde a mão-de-obra, a matéria-prima e a energia são mais baratas. Um tênis, por exemplo, pode ser projetado nos Estados Unidos, produzido na China, utilizado matéria-prima do Brasil, e comercializado em diversos países do mundo.
    Para facilitar as relações econômicas, as instituições financeiras (bancos, casas de câmbio, financeiras) criaram um sistema rápido e eficiente para favorecer a transferência de capital. Investimentos, pagamentos e transferências bancárias podem ser feitas em questões de segundos através da Internet ou de telefone celular.

    Blocos Econômicos e GlobalizaçãoDentro deste processo econômico, muitos países juntaram-se e formaram blocos econômicos, cujo objetivo principal é aumentar as relações comerciais entre os membros. Neste contexto, surgiram a União Européia, o Mercosul, a Comecom, o Nafta, o Pacto Andino e a Apec. Estes blocos se fortalecem cada vez mais e já se relacionam entre si. Desta forma, cada país, ao fazer parte de um bloco econômico, consegue mais força nas relações comerciais internacionais.
    Internet, Aldeia Global e a Língua InglesaComo dissemos, a globalização extrapola as relações comerciais e financeiras. As pessoas estão cada vez mais descobrindo na Internet uma maneira rápida e eficiente de entrar em contato com pessoas de outros países ou, até mesmo, de conhecer aspectos culturais e sociais de várias partes do planeta. Junto com a televisão, a rede mundial de computadores quebra barreiras e vai, cada vez mais, ligando as pessoas e espalhando as idéias, formando assim uma grande Aldeia Global. Saber ler, falar e entender a língua inglesa torna-se fundamental dentro deste contexto, pois é o idioma universal e o instrumento pelo qual as pessoas podem se comunicar. 

    Ano bissexto: Por que a cada 4 anos fevereiro tem 29 dias?

    Você já deve ter notado que, de quatro em quatro anos, o mês de fevereiro ganha um dia a mais -passa de 28 para 29 dias-, e é claro que há uma boa razão para isso. O sistema que usamos para contar o tempo é o calendário gregoriano, que surgiu com base em outros calendários inspirados no movimento de rotação da Terra. Uma volta do planeta em torno do seu eixo equivale a um dia, e uma volta da Terra em torno do Sol equivale a um ano.

    Para girar em torno de si mesmo, nosso planeta demora 24 horas. Já para dar uma volta completa em torno do Sol, a Terra demora aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Por isso nosso ano tem 365 dias, divididos em 12 meses. Mas a adoção deste sistema de contagem de tempo trouxe um problema: o que fazer com as aproximadamente 6 horas que sobravam?

    Foram os egípcios de Alexandria que, há mais de 2.200 anos, tiveram a idéia de, a cada quatro anos, adicionar um dia a mais ao calendário, para compensar as seis horas restantes (um arredondamento das 5h48m46s).

    Faça as contas:
    6 horas do 1º ano + 6 horas do 2º
    + 6 horas do 3º + 6 horas do 4º ano = 24 horas

    Dá um dia certinho, que a cada quatro anos aparece na folhinha como o dia 29 do mês de fevereiro.

    Por que o nome bissexto?

    O imperador romano Júlio César trouxe a idéia do ano bissexto para o ocidente. Ele até importou um astrônomo para elaborar o novo calendário: o grego Sosígenes. Sosígenes só não sabia em que parte do ano colocar o dia que estava sobrando. Júlio César ordenou que ele fosse "o dia sexto antes das calendas de março". Em latim, isso seria dito assim: "bis sextum ante diem calendas martii".


    Há outras formas de contar o tempo

    Existem outras maneiras de contar o tempo. Os chineses, por exemplo, baseiam seu calendário nos movimentos da Lua e dividem o tempo em ciclos de 60 anos. Mas o calendário gregoriano é o que foi escolhido para ser universal, reconhecido por todos os países.

    Egito 2011


    Após mais de uma semana de conflitos e manifestações no Egito exigindo, entre outras reivindicações, a saída do presidente Hosni Mubarak, no poder há quase 30 anos, Houve uma Resposta do presidente do Egito. Ele anunciou que não disputará a reeleição, mas irá permanecer no poder até que o sucessor seja escolhido.
    Confira as Informações e Novidades dos Acontecimentos no Egito em 2011, tire suas Dúvidas dos Motivos e Conflitos, entenda a crise no Egito. Veja também as Fotos dos momentos de Caos e Confrontos no Egito:
    Egito 2011   Atualidades dos Conflitos e Presidente do Egito, Fotos 110201egitoprotesto2 f 055 300x156
    Opositores e simpatizantes do ditador Hosni Mubarak entram em confronto na praça Tahrir, no Cairo - 2.fev.2011
    Egito 2011   Atualidades dos Conflitos e Presidente do Egito, Fotos egito piramides caos 300x192Egito 2011   Atualidades dos Conflitos e Presidente do Egito, Fotos protestos egito 300x156
    *  Dia 25/01/2011 começaram os Confrontos com milhares de egípcios, que se reuniram na Praça Tahrir, Cairo, após uma mobilização realizada pela internet
    *Os manifestantes desafiam o toque de recolher imposto pelo governo e a ONU estima que cerca de 300 mortos pelos Conflitos.
    *A saída imediata de Mubarak é a principal Reivindicação, além disso o povo acusa o governo de repressão, fraudes eleitorais, corrupção e pobreza e desemprego no país. Os Manifestantes também querem que o filho de Mubarak, não seja o sucessor do atual presidente.
    Como o Presidente do Egito – Mubarak – respondeu às manifestações?
    Egito 2011   Atualidades dos Conflitos e Presidente do Egito, Fotos Presidente egito 300x219
    * Na terça-feira, dia 1º, através da televisão afirmou que não disputará a reeleição nas Eleições em setembro de 2011.  Disse que dedicará o resto de seu mandato para garantir uma transição pacífica para seu sucessor.
    * Também pronunciou, no dia 28, a demissão de seu gabinete de governo.e emprego. O presidente também determinou que o novo gabinete – cujos membros ainda não foram nomeados – combata a corrupção e restaure a confiança na economia.
    Veja uma Charge sobre o Presidente e a Crise do Egito:
    Egito 2011   Atualidades dos Conflitos e Presidente do Egito, Fotos charge egito 2011
    "Depois de 3 décadas comigo vocês deveriam saber melhor" Rei Tut
    Outros Fatores envolvidos nos Conflitos no Egito em 2011:
    * Há uma forte Pressão internacional que quer uma resolução dos Conflitos. Barack Obama e Hillary Clinton, dos EUA, pediram uma ‘transição ordenada’ para uma democracia no Egito, já os líderes da ONU, da Grã-Bretanha, da França e da Alemanha pediram ao presidente do Egito que evite a violência e realize as reformas exigidas em protestos.
    * O país é  como um  Al-dunya, ou seja, ‘mãe do mundo’ em árabe, e os acontecimentos de lá tem efeitos decisivos em todo Oriente Médio. Mubarak é uma figura central na política da região e importante aliado dos países ocidentais. O Egito é um dos dois únicos países árabes – além da Jordânia – a ter tratados de paz com Israel.
    * Segundo analistas se as manifestações e conflitos se transformarem numa revolução, pode haver um golpe para o enfraquecido processo de Paz no Oriente Médio. Pode ser que grupos Extremistas ou Islâmicos como a Irmandade Muçulmana cheguem ao poder por causa do cenário Político.
    * Além disso a crise do Egito pode afetar os Mercados Globais, pois os valores de muitas ações já caíram nas principais bolsas do mundo, e o preço do petróleo chegou ao valor mais alto em dois anos.