Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

LEI Nº 6.664, DE 26 JUN 1979 Disciplina a profissão de Geógrafo



O Presidente da República.
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º- Geógrafo é a designação profissional privativa dos habilitados conforme
os dispositivos da presente Lei.
Art. 2º- O exercício da profissão de Geógrafo somente será permitido:(1)
I - aos Geógrafos e aos bacharéis em  Geografia e em Geografia e História,
formados pelas Faculdades de Filosofia, Filosofia Ciências e Letras, pelos Institutos de Geociências
das Universidades oficiais ou oficialmente reconhecidas;
II - (vetado);
III - aos portadores de diploma de Geógrafo, expedido por estabelecimentos
estrangeiros similares de ensino superior, após revalidação no Brasil.
Art. 3º- É da competência do Geógrafo o  exercício das seguintes atividades e
funções a cargo da União, dos Estados dos Territórios e dos Municípios, das entidades autárquicas
ou de economia mista e particulares:
I - reconhecimentos, levantamentos, estudos e pesquisas de caráter físicogeográfico, biogeográfico, antropogeográfico e geoeconômico e as realizadas nos campos gerais e
especiais da Geografia, que se fizerem necessárias:
a) na delimitação e caracterização de regiões, sub-regiões geográficas naturais e
zonas geoeconômicas, para fins de planejamento e organização físico-espacial;
b) no equacionamento e solução, em escala nacional, regional ou local, de
problemas atinentes aos recursos naturais do País;
c) na interpretação das condições hidrológicas das bacias fluviais;
d) no zoneamento geo-humano, com vistas aos planejamentos geral e regional;
e) na pesquisa de mercado e intercâmbio comercial em escala regional e interregional;
f) na caracterização ecológica e etológica da paisagem geográfica e problemas
conexos;
g) na política de povoamento, migração  interna, imigração e colonização de
regiões novas ou de revalorização de regiões de velho povoamento;
h) no estudo físico-cultural dos setores geoeconômicos destinados ao
planejamento da produção;
i) na estruturação ou reestruturação dos sistemas de circulação;
j) no estudo e planejamento das bases  físicas e geoeconômicas dos núcleos
urbanos e rurais;
l) no aproveitamento, desenvolvimento e preservação  dos  recursos naturais;
m) no levantamento e mapeamento destinados à solução dos problemas
regionais;
n) na divisão administrativa da União, dos Estados, dos Territórios e dos
Municípios.
II - A organização de congressos, comissões, seminários, simpósios e outros tipos
de reuniões, destinados ao estudo e à divulgação da Geografia.
                                                         
(1) Alterado pela Lei nº7.399/85 Confea – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia LDR -  Leis Decretos, Resoluções
Art. 4º- As atividades profissionais  do Geógrafo, sejam as de investigação
puramente científica, sejam as destinadas ao planejamento e implantação da política social,
econômica e administrativa de órgãos públicos ou às iniciativas de natureza privada, se exercem
através de:
I - órgãos e serviços permanentes de pesquisas e estudos, integrantes de entidades
científicas, culturais, econômicas ou administrativas;
II - prestação de serviços ajustados para a realização de determinado estudo ou
pesquisa, de interesse de instituições públicas ou particulares, inclusive perícia e arbitramentos;
III - prestação de serviços  de caráter permanente, sob a forma de consultoria ou
assessoria, junto a organizações públicas ou privadas.
Art. 5º- A fiscalização do exercício da profissão de Geógrafo será exercida pelo
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
Art. 6º- O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia somente
concederá registro profissional mediante apresentação de diploma registrado no órgão próprio do
Ministério da Educação e Cultura.
Art. 7º- A todo profissional registrado de acordo com a presente Lei será entregue
uma carteira de identidade profissional, numerada, registrada e visada no Conselho Regional de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia, na forma da Lei.
Art. 8º- É vedado o exercício da atividade de Geógrafo aos que, 360 (trezentos e
sessenta) dias após a regulamentação desta Lei, não portarem o documento de habilitação na forma
prevista na presente Lei.
Art. 9º- A apresentação da carteira profissional de Geógrafo será obrigatoriamente
exigida para inscrição em concurso, assinatura em termos de posse ou de quaisquer documentos,
sempre que se tratar de prestação de serviços ou desempenho de função atribuída ao Geógrafo, nos
termos previstos nesta Lei.
Art. 10 - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias.
Art. 11 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 12 - Revogam-se as disposições em contrário.
JOÃO BAPTISTA DE FIGUEIREDO
Presidente da República
Murilo Macedo.

GEO Schaffer

GEO Schaffer

http://oglobo.globo.com/mundo/segundaguerra/


http://www.clicrbs.com.br/zerohora/swf/especial_segunda_guerra/index.html

FORMAÇÃO DOS CONTINENTES

EVENTOS




DE 25 A 29 DE SETEMBRO DE 2011
Local: Porto de Galinhas, Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. Recife/ PE
Informações:
Acqua Consultoria
Rua Dr. Candido Espinheira, 560 - cj. 32. São Paulo/ SP
Fone / Fax: +55 11 3868 0726
info@worldwatercongress.com

OUTUBRO


DE 9 A 12 DE OUTUBRO DE 2011
Local: UFG. Goiânia/GO
Informações:



DE 12 A 15 DE OUTUBRO DE 2011
Local: UFPB, João Pessoa/PB
Informações:

NOVEMBRO


DE 7 A 11 DE NOVEMBRO DE 2011
Local: UFPA (Centro de Eventos Benedito Nunes). Belém/PA
Informações:
(091) 3201 8194 - Programa de Pós-graduação em Geografia da UFPA
(091) 3201 7439 - Assessoria de Comunicação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA


DE 8 A 11 NOVEMBRO DE 2011
Local: PUC. Rio de Janeiro/RJ
Informações:

Escândalo dos grampos: Imprensa britânica vira alvo de investigação


O escândalo é o pior da imprensa britânica deste século. Ele se transformou numa crise política de maiores proporções que atingiu o primeiro-ministro David Cameron e a famosa polícia londrina, a Scotland Yard.

Até agora, as investigações levaram ao afastamento de dois chefes de polícia e à prisão de dez pessoas. Entre os detidos estão repórteres e executivos da empresa responsável pela publicação do jornal.

Estima-se que 4 mil pessoas tenham tido os telefones celulares interceptados por jornalistas e detetives. O objetivo dos acusados era obter informações exclusivas para a publicação de reportagens. Atores, políticos, jogadores de futebol e apresentadores de TV estão entre as vítimas que tiveram a privacidade invadida.

O News of the World era o jornal dominical mais vendido na Grã-Bretanha. Devido às denúncias, ele deixou de circular em 10 de julho, quando foi publicada a última edição. O tabloide existia há 168 anos e tinha uma tiragem de 2,8 milhões de exemplares.

As manchetes sensacionalistas envolvendo celebridades eram a marca registrada da publicação. A estratégia é cada vez mais comum entre os jornais impressos, para aumentar as vendas e competir com os meios eletrônicos.

Desde 2005 havia suspeitas de que funcionários do News of the World estariam usando meios ilegais para conseguir informações privilegiadas. Na época, o jornal publicou matéria sobre um ferimento no joelho do príncipe William que era desconhecido do público.

Em janeiro de 2007, a Justiça condenou o jornalista Clive Goodman e o detetive particular Glenn Mulcaire a, respectivamente, quatro e seis meses de prisão. Eles teriam feito escutas ilegais em celulares de empregados da família Real. A investigação, entretanto, concluiu que foi um fato isolado, não uma prática corriqueira no jornal.

Os grampos eram feitos de uma forma simples. Os telefones celulares na Grã-Bretanha eram vendidos com uma senha de quatro dígitos, como “1234” ou “0000”, para acesso à caixa postal. A senha deveria ser trocada pelos consumidores após a compra, mas poucos faziam isso. Repórteres ou detetives ligavam para o número da pessoa que, caso não respondesse, caía na caixa postal. Assim, era possível usar a senha padrão para acessar o conteúdo com as mensagens.
 

Império midiático

Uma segunda investigação foi aberta em janeiro deste ano pela Scotland Yard, motivada por novas denúncias. Em abril, a direção do News of the World admitiu a prática publicamente, após a prisão de dois repórteres.

O escândalo, porém, se tornou maior quando o jornal The Guardian revelou novos detalhes dos crimes. Em março de 2002, o desaparecimento de Milly Dowler, uma adolescente de 13 anos, comoveu o país. O corpo da jovem foi descoberto meses depois. Mas, enquanto estava desaparecida, teve a caixa postal do aparelho celular invadida, fazendo a polícia acreditar que ela ainda estava viva.

O jornal também teria feito escuta em telefones de familiares de soldados britânicos mortos no Afeganistão e de parentes de vítimas dos atentados ao metrô londrino em 2005. Outro alvo pode ter sido a família do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por engano pela polícia no mesmo ano.

O News of the Word pertencia ao magnata da mídia Rupert Murdoch, dono do conglomerado de comunicações News Corporation International, um dos maiores do mundo. O empresário australiano é proprietário de outros veículos importantes na Grã-Bretanha, como o The Sun, o The Times, o The Sunday Times e a rede de TV BSkyB.

Em julho, as denúncias levaram à demissão de dois executivos do grupo, Les Hinton e Rebekah Brooks. Considerada o braço-direito de Murdoch, Brooks foi editora-chefe do jornal no período em que ocorreram as escutas ilegais. Ela chegou a ser presa e liberada sob fiança.

O empresário pediu desculpas pelos erros do jornal em depoimento no Parlamento britânico. Na ocasião, ele foi questionado pelos crimes cometidos por seus funcionários no tabloide.

Até o primeiro-ministro David Cameron teve que dar explicações. Ele tinha contratado como porta-voz Andy Coulson, um dos editores do News of the World na época dos grampos. Coulson renunciou ao cargo no início do ano e vai responder a processos.

Nem mesmo a cúpula da Scotland Yard escapou. O diretor Paul Stephenson e o vice, John Yates, pediram demissão depois de serem envolvidos no caso. Há suspeita de que policiais eram subornados para passar informações sobre casos apurados pelo jornal e de que a primeira investigação tenha sido encerrada prematuramente.

Na esteira do escândalo, um dos maiores no meio jornalístico europeu, já se discutem medidas para evitar o abuso dos tabloides. Uma delas seria criar barreiras jurídicas para impedir a concentração de veículos nas mãos de um único proprietário, como acontece com Rupert Murdoch.

Outra diz respeito a instaurar uma agência reguladora para a imprensa escrita, como já existe para os meios eletrônicos (TV e rádios). De qualquer forma, a apuração de crimes cometidos por quem deveria denunciá-los deve mudar o panorama da tradicional imprensa britânica.

Acidentes geográficos Maiores rios, oceanos e desertos do planeta

Veja lista dos acidentes geográficos mais conhecidos do planeta: os maioresoceanos, os mares mais extensos, os maiores rios do mundo, os maiores desertos, as maiores altitudes, as maiores quedas d'água, os lagos mais extensos e as maiores ilhas da Terra.

Maiores acidentes geográficos
Os oceanos *
Área (km2)
Profundidade máx. (m)
Pacífico
179,7 milhões
11.524
Atlântico
106,1 milhões
9.220
Indico
74,9 milhões
9.000
 
Os três mares mais extensos
Área (km2)
Profundidade máx. (m)
Mar da Arábia
3,68 milhões
5.800
Mar da China Meridional
3,45 milhões
5.560
Mar do Caribe
2,75 milhões
7.680
 
Os três maiores rios
Localização **
Extensão (km)
Amazonas
Brasil
6.868
Nilo
Egito
6.671
Xi-Jiang
China
5.800
 
Os três maiores desertos
Localização
Extensão em km2
Saara
Norte da África
8,6 milhões
Gobi
Mongólia e noroeste da China
1,3 milhão
Kalahari
Sudoeste da África
930 mil
 
As maiores altitudes
Localização
Altura (m).
Everest
Nepal/China
8.848
K-2
Paquistão/China
8.611
Kanchenjunga
Nepal/índia
8.598
 
As três maiores quedas d’água
Localização
Altura(m)
Salto Angel
Venezuela
979
Tugela
África do Sul
914
Utigard
Noruega
800
 
Os três lagos mais extensos
Localização
Área (Km2) – Profundidade máx. (m)
Mar Cáspio
Oeste da Ásia
371 mil – 1.025
Superior
EUA/Canadá
84 mil – 406
Victoria
Uganda/Tanzânia/Quênia
68 mil– 73
 
As três maiores ilhas
Área (km2)
Groenlândia
2,18 milhões
Nova Guiné
785 mil
Bornéu
736 mil
 
* Alguns geógrafos consideram o oceano Glacial Ártico (com 14,09 milhões de km não como um oceano, mas como um mar formado pelo oceano Atlântico.A área do Atlãntico mencionada nesta tabela inclui o Ártico.
** Principal país que o rio atravessa.

O fim da era dos ônibus espaciais

O lançamento do ônibus espacial Atlantis, em 8 de julho, foi o último do programa de ônibus espaciais da NASA, a agência espacial americana. A nave levou quatro astronautas para uma missão de 12 dias na ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês).

O programa dos ônibus espaciais substituiu o projeto Apollo, que levou o homem à Lua, há 30 anos. As naves conhecidas como "shuttles" foram concebidas pela NASA como as primeiras reutilizáveis, econômicas e seguras.

O primeiro ônibus espacial, o Columbia, foi lançado em 12 de abril de 1981. Em três décadas, foram realizadas 135 missões em cinco naves: Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour. Entre os feitos mais importantes está a colocação em órbita do Telescópio Espacial Hubble e a construção da Estação Espacial Internacional.

O motivo do cancelamento do programa foi o alto custo das missões e duas tragédias que mataram 14 astronautas: a explosão da Challenger no lançamento, em 28 de janeiro de 1986, e o desastre com a Columbia, que se desintegrou ao reentrar na atmosfera terrestre em 1o de fevereiro de 2003.

China: Partido Comunista faz 90 anos, sustentado pelo capitalismo

O Partido Comunista chinês completou 90 anos de fundação no dia 1o de julho. As comemorações na capital Pequim contaram com discurso contra a corrupção no partido, inauguração de obras e desfiles patrióticos.

A China é o país mais populoso do mundo e a segunda potência econômica, atrás somente dos Estados Unidos. O Partido Comunista está no poder desde 1949. Para sobreviver ao colapso dos regimes comunistas no século 20, teve que adotar o sistema econômico capitalista.

Na política, entretanto, manteve o poder centralizado que não tolera opiniões contrárias. Recentemente, o governo chinês desencadeou a maior onda de repressão dos últimos 20 anos contra ativistas pró-democracia, dissidentes políticos e minorias étnicas.

O PC chinês foi fundado em 1921, numa reunião clandestina em Xangai, com apenas 53 integrantes. Entre os delegados presentes no primeiro encontro estava o líder revolucionário Mao Tsé-tung, então com 27 anos. Nas primeiras três décadas de regime, sob o comando de Mao, milhões de chineses morreram de fome.

O partido possui atualmente 80,2 milhões de filiados e conta com apoio da maioria da população, beneficiada pelo avanço econômico.

Terror na Noruega

Setenta e seis pessoas morreram em dois ataques no dia 22 de julho em Oslo, capital da Noruega. Os atentados fizeram a Europa, antes preocupada com o radicalismo islâmico, acordar para a ameaça do terrorismo da extrema direita.

O responsável pelo massacre foi o norueguês Anders Behring Breivik, 32 anos, que foi preso pela polícia. Ele alega que cometeu a chacina para protestar contra a política liberal da Noruega referente à imigração, principalmente de muçulmanos.

No primeiro atentado, oito pessoas morreram na explosão de um carro-bomba no centro da cidade, próximo ao escritório do primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg. O premiê escapou ileso da explosão. Duas horas depois, Breivik atirou e matou 68 jovens em um acampamento do Partido Trabalhista na Ilha de Utoya.

A Noruega possui um dos mais avançados Estados de bem-estar social do mundo, com educação e saúde gratuitas e de qualidade. Até o ano passado, o país ocupava o primeiro lugar no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Entretanto, a crise financeira mundial e o aumento da imigração nos últimos anos fizeram crescer a influência de grupos de direita em toda a Europa. Os extremistas se caracterizam pelo autoritarismo, racismo e xenofobia (aversão a estrangeiros).




A polícia teve dificuldades de chegar até o local para socorrer as vítimas e prender o assassino, que se entregou sem oferecer resistência.

Breivik disse que cometeu as ações em represália às políticas de multiculturalismo – que defendem culturas minoritárias na região – e de imigração de muçulmanos na Noruega. Por isso, os alvos seriam o premiê e integrantes do Partido Trabalhista, atualmente no poder.

Na casa do norueguês a polícia encontrou um livro com 1.500 páginas, composto na maior parte por trechos retirados da internet. No documento, o atirador cita uma “guerra” entre o Ocidente cristão e o Islamismo, que seria iniciada com os ataques em Oslo.

A Justiça decretou a prisão temporária do acusado por um prazo de oito semanas. Ele poderá ser denunciado por crimes contra a humanidade e ser condenado a pena de até 30 anos de prisão.

Os atentados foram os mais mortais cometidos na Europa desde as explosões de bombas nos trens de Madri, na Espanha, em 11 de março de 2004, que deixaram 191 mortos. O episódio é também o mais violento na Noruega desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
 

Extrema direita

A Noruega é o maior exportador de petróleo e gás natural da Europa. A população de apenas 4,8 milhões de habitantes desfruta de um dos mais avançados Estados de bem-estar social do mundo, com educação e saúde gratuitas e de qualidade. Até o ano passado, o país ocupava o primeiro lugar no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Como esse país pacífico, tolerante e com índices inexpressivos de criminalidade se tornou palco de uma das maiores matanças ocorridas em solo europeu neste século?

Nos últimos cinco anos, a Europa viu o ressurgimento da direita, com a vitória sem precedentes de partidos conservadores em países como França, Áustria,Países Baixos, Suécia, Finlândia, e Hungria.

Ao mesmo tempo, o medo do terrorismo da Al-Qaeda e os efeitos da crise financeira mundial de 2008 alimentaram a oposição aos imigrantes e às políticas liberais dos países nórdicos.

Na Noruega, a imigração tem sido o principal fator de aumento populacional nos últimos anos. De acordo com o governo, a taxa de imigração vem registrando aumento desde 2007. Hoje, os imigrantes correspondem a 11,4% da população. O índice pode parecer pequeno, mas faz muita diferença em países de homogeneidade étnica, bem diferentes do Brasil.

Neste contexto, grupos nacionalistas e de direita radical se aproveitam da frustração de jovens para difundir suas ideologias. Movimentos de extrema direita se caracterizam pelo autoritarismo, racismo e xenofobia (aversão a estrangeiros), como o nazismo alemão e o fascismo italiano. São, portanto, uma vertente radical de partidos de direita, que somente adotam posições conservadoras.

Os atentados despertaram as autoridades na Europa para um perigo doméstico. O clima foi comparado aos ataques de Oklahoma, nos Estados Unidos, em 1995. Na época, o militante de direita Timothy McVeigh detonou um carro-bomba em frente ao edifício do governo, matando 168 pessoas.

Para a Noruega, um dos países mais pacíficos do mundo, os atentados representaram a perda da inocência.

Entenda a polêmica envolvendo o novo Código Florestal


O Projeto de Lei no 1.876/99, elaborado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), tramita há 12 anos na Câmara dos Deputados, em Brasília. Ele foi aprovado em julho do ano passado por uma comissão especial e colocado em pauta para ser votado no último dia 12 de maio. Porém, prevendo uma derrota, a bancada governista retirou o projeto de pauta, que agora não tem prazo definido para voltar ao plenário.

O Código Florestal reúne um conjunto de leis que visam à preservação de florestas, como limites para exploração da vegetação nativa e a definição da chamada Amazônia Legal (área que compreende nove Estados brasileiros). O primeiro código data de 1934 e o atual (Lei no 4.771), de 1965.

O documento adquiriu maior importância nos últimos anos por conta das questões ambientais. Ao mesmo tempo, precisa ser atualizado para se adequar à realidade socioeconômica do Brasil.

Estima-se que 90% dos produtores rurais estejam em situação irregular no país, pois não seguiram as especificações do código de 1965. Eles plantam e desmatam em locais proibidos pela legislação. É o caso, por exemplo, de plantações de uvas e café nas encostas de morros e de arroz em várzeas, em diversas regiões do país.

Para regularizar a condição dessas famílias, o novo Código Florestal propõe, entre outras mudanças, a flexibilização das regras de plantio à margem de rios e de reflorestamento. Os ambientalistas, no entanto, contestam o projeto. Segundo eles, haverá incentivo ao desmatamento e impactos no ecossistema.

O desafio será equacionar a necessidade de aumentar a produtividade agrícola no país e, ao mesmo tempo, garantir a preservação ambiental.
 

Pontos de discórdia

Entre os principais pontos polêmicos do novo Código Florestal estão os referentes às APPs (Áreas de Preservação Permanente), à Reserva Legal (RL) e à "anistia" para produtores rurais.

Áreas de Preservação Permanente são aquelas de vegetação nativa que protege rios da erosão, como matas ciliares e a encosta de morros. O Código Florestal de 1965 determina duas faixas mínimas de 30 metros de vegetação à margem de rios e córregos de até 10 metros de largura. A reforma estabelece uma faixa menor, de 15 metros, para cursos d'água de 5 metros de largura, e exclui as APPs de morros para alguns cultivos.

Entidades ambientalistas reclamam que a mudança, caso aprovada, aumentará o perigo de assoreamento e afetará a fauna local (peixes e anfíbios), além de incentivar a ocupação irregular dos morros, inclusive em áreas urbanas. Já os ruralistas acreditam que a alteração vai ajudar pequenos produtores, que terão mais espaço para a lavoura.

Um segundo ponto diz respeito à Reserva Legal, que são trechos de mata situados dentro de propriedades rurais que não podem ser desmatados. Cerca de 83 milhões de hectares estão irregulares no Brasil, segundo a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

A lei determina que todo dono de terreno na zona rural deve manter a vegetação nativa em proporções que variam de acordo com o bioma de cada região. Na Amazônia é de 80%, no cerrado, 35%, e nas demais regiões, 20%.
 

Anistia

O projeto exclui a obrigatoriedade para pequenos proprietários (donos de terras com até quatro módulos fiscais, ou, aproximadamente, de 20 a 400 hectares) de recuperarem áreas que foram desmatadas para plantio ou criação de gado. Para os médios e grandes proprietários são mantidos os porcentuais, com a diferença de que eles poderão escolher a área da RL a ser preservada. O dono de uma fazenda em Mato Grosso, por exemplo, poderia comprar terras com vegetação natural em Minas para atender aos requisitos da lei.

Para a oposição, há pelo menos dois problemas. Fazendeiros podem dividir suas propriedades em lotes menores, registrados em nome de familiares, para ficarem isentos da obrigação de reflorestamento. E, caso possam comprar reservas em terrenos sem interesse para a agricultura, poderão criar "bolsões" de terras áridas. A bancada ruralista, ao contrário, acredita que a medida vai favorecer produtores que não têm condições de fazer reflorestamento.

O terceiro ponto de discórdia diz respeito à anistia para quem desmatou, tanto em Áreas de Preservação Permanente quanto em Reserva Legal. O Código Florestal prevê que serão multados proprietários que desmataram em qualquer época. O texto em debate isenta os produtores de multas aplicadas até 22 de julho de 2008 - data em que entrou em vigor o decreto regulamentando a Lei de Crimes Ambientais. Os contrários à proposta acham que a anistia criará precedente que irá estimular a exploração predatória das florestas.

A polêmica em torno do projeto de lei que estabelece o novo Código Florestal emperra sua votação na Câmara dos Deputados. De um lado, os ruralistas defendem as mudanças propostas pelo governo. Do outro, os ambientalistas apontam riscos do crescimento de florestas desmatadas e de prejuízos ao meio ambiente. A votação foi suspensa no último dia 12 de maio, sem prazo para voltar à pauta.

O Código Florestal, em vigor desde 1965, reúne um conjunto de leis que visam à preservação das florestas. Porém, ele não foi seguido pela maioria dos produtores rurais. Estima-se que 90% estejam em condições irregulares. O principal objetivo das mudanças é regularizar a situação desses produtores.

Os três principais pontos em discussão são:

APPs (Áreas de Preservação Permanente): são áreas de vegetação nativa nas margens de rios e encostas de morros que devem ser preservadas. O projeto prevê uma diminuição da faixa mínima a ser mantida pelos produtores rurais e a permissão de determinadas culturas em morros.

RL (Reserva Legal): são trechos de vegetação nativa localizados dentro de propriedades rurais. As mudanças na lei beneficiam pequenos proprietários, que ficarão isentos de reflorestar áreas desmatadas.

Anistia: o novo Código propõe suspender a multa e sanções aplicadas a proprietários rurais até 22 de julho de 2008 - data em que entrou em vigor o decreto regulamentando a Lei de Crimes Ambientais.