Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ENEM

ENEM
A Prova do novo ENEM
O novo ENEM é constituído por um conjunto de 4 provas, com 180 questões e uma redação aplicadas em dois dias. Os principais focos das provas do ENEM são a interdisciplinaridade e a contextualização, no entanto, exige também domínio dos conteúdos trabalhados no Ensino Médio. Cada prova envolve uma área de conhecimento e consta de 45 questões, sendo que a área de Linguagens e Códigos tem também uma Redação. As áreas de conhecimento são as seguintes:
• Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: envolve conhecimentos de Língua Portuguesa, Lliteratura e Língua Estrangeira Moderna (inglês e espanhol).
• Matemática e suas Tecnologias.
• Ciências Humanas e suas Tecnologias, com questões de Geografia, História, Filosofia e Sociologia.
• Ciências da Natureza e suas Tecnologias, que avalia conhecimentos de Física, Química e Biologia.
No primeiro dia, com quatro horas e meia de duração, o aluno respondeu às 90 questões de Ciências Humanas e Ciências da Natureza. No segundo dia, com cinco horas e meia de duração, o estudante respondeu às 90 questões das outras duas áreas e elabora uma Redação.
Nas questões objetivas a prova cobra situações-problema contextualizadas na interdisciplinaridade das ciências, das artes e da filosofia, em sua articulação com o mundo em que vivemos. São utilizados gráficos, figuras, charges, desenhos, ou seja, todas as linguagens possíveis para veicular dados e informações. As questões são elaboradas com base na Matriz de Referência para o ENEM, publicada pelo Ministério da Educação em maio de 2009.
A matriz descreve cinco eixos cognitivos que são comuns às quatro áreas do conhecimento e à redação e pressupostos com de amplo domínio para aqueles que concluem o Ensino Médio, que são:
Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa.
Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.
Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.
Construir argumentação (CA): relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.
Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
As questões são corrigidas pela Teoria da Resposta ao Item (TRI), sistema que atribui pesos diferentes, ou seja, questões mais difíceis tem pontuação maior do que as outras questões consideradas mais fáceis.
Matrizes de Referência do novo ENEM
• Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Competência de área 1 - Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.
H1 - Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.
H2 - Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver problemas sociais.
H3 - Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.
H4 - Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação e informação.
Competência de área 2 - Conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) como instrumento de acesso a informações e a outras culturas e grupos sociais*.
H5 – Associar vocábulos e expressões de um texto em LEM ao seu tema.
H6 - Utilizar os conhecimentos da LEM e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de acesso a informações, tecnologias e culturas.
H7 – Relacionar um texto em LEM, as estruturas linguísticas, sua função e seu uso social.
H8 - Reconhecer a importância da produção cultural em LEM como representação da diversidade cultural e linguística.
Competência de área 3 - Compreender e usar a linguagem corporal como relevante para a própria vida, integradora social e formadora da identidade.
H9 - Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de necessidades cotidianas de um grupo social.
H10 - Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos corporais em função das necessidades cinestésicas.
H11 - Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os limites de desempenho e as alternativas de adaptação para diferentes indivíduos.
Competência de área 4 - Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade.
H12 - Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.
H13 - Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.
H14 - Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.
Competência de área 5 - Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.
H15 - Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.
H16 - Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.
H17 - Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.
Competência de área 6 - Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.
H18 - Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos.
H19 - Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução.
H20 - Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional.
Competência de área 7 - Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.
H21 - Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.
H22 - Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos.
H23 - Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.
H24 - Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras.
Competência de área 8 - Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade.
H25 - Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.
H26 - Relacionar as variedades lingüísticas a situações específicas de uso social.
H27 - Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.
Competência de área 9 - Entender os princípios, a natureza, a função e o impacto das tecnologias da comunicação e da informação na sua vida pessoal e social, no desenvolvimento do conhecimento, associando-o aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte, às demais tecnologias, aos processos de produção e aos problemas que se propõem solucionar.
H28 - Reconhecer a função e o impacto social das diferentes tecnologias da comunicação e informação.
H29 - Identificar pela análise de suas linguagens, as tecnologias da comunicação e informação.
H30 - Relacionar as tecnologias de comunicação e informação ao desenvolvimento das sociedades e ao conhecimento que elas produzem.
• Matemática e suas Tecnologias

Competência de área 1 - Construir significados para os números naturais, inteiros, racionais e reais.
H1 - Reconhecer, no contexto social, diferentes significados e representações dos números e operações - naturais, inteiros, racionais ou reais.
H2 - Identificar padrões numéricos ou princípios de contagem.
H3 - Resolver situação-problema envolvendo conhecimentos numéricos.
H4 - Avaliar a razoabilidade de um resultado numérico na construção de argumentos sobre afirmações quantitativas.
H5 - Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos numéricos.
Competência de área 2 - Utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e a representação da realidade e agir sobre ela.
H6 - Interpretar a localização e a movimentação de pessoas/objetos no espaço tridimensional e sua representação no espaço bidimensional.
H7 - Identificar características de figuras planas ou espaciais.
H8 - Resolver situação-problema que envolva conhecimentos geométricos de espaço e forma.
H9 - Utilizar conhecimentos geométricos de espaço e forma na seleção de argumentos propostos como solução de problemas do cotidiano.
Competência de área 3 - Construir noções de grandezas e medidas para a compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
H10 - Identificar relações entre grandezas e unidades de medida.
H11 - Utilizar a noção de escalas na leitura de representação de situação do cotidiano.
H12 - Resolver situação-problema que envolva medidas de grandezas.
H13 - Avaliar o resultado de uma medição na construção de um argumento consistente.
H14 - Avaliar proposta de intervenção na realidade utilizando conhecimentos geométricos relacionados a grandezas e medidas.
Competência de área 4 - Construir noções de variação de grandezas para a compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
H15 - Identificar a relação de dependência entre grandezas.
H16 - Resolver situação-problema envolvendo a variação de grandezas, direta ou inversamente proporcionais.
H17 - Analisar informações envolvendo a variação de grandezas como recurso para a construção de argumentação.
H18 - Avaliar propostas de intervenção na realidade envolvendo variação de grandezas.
Competência de área 5 - Modelar e resolver problemas que envolvem variáveis socioeconômicas ou técnico-científicas, usando representações algébricas.
H19 - Identificar representações algébricas que expressem a relação entre grandezas.
H20 - Interpretar gráfico cartesiano que represente relações entre grandezas.
H21 - Resolver situação-problema cuja modelagem envolva conhecimentos algébricos.
H22 - Utilizar conhecimentos algébricos/geométricos como recurso para a construção de argumentação.
H23 - Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos algébricos.
Competência de área 6 - Interpretar informações de natureza científica e social obtidas da leitura de gráficos e tabelas, realizando previsão de tendência, extrapolação, interpolação e interpretação.
H24 - Utilizar informações expressas em gráficos ou tabelas para fazer inferências.
H25 - Resolver problema com dados apresentados em tabelas ou gráficos.
H26 - Analisar informações expressas em gráficos ou tabelas como recurso para a construção de argumentos.
Competência de área 7 - Compreender o caráter aleatório e não-determinístico dos fenômenos naturais e sociais e utilizar instrumentos adequados para medidas, determinação de amostras e cálculos de probabilidade para interpretar informações de variáveis apresentadas em uma distribuição estatística.
H27 - Calcular medidas de tendência central ou de dispersão de um conjunto de dados expressos em uma tabela de frequências de dados agrupados (não em classes) ou em gráficos.
H28 - Resolver situação-problema que envolva conhecimentos de estatística e probabilidade.
H29 - Utilizar conhecimentos de estatística e probabilidade como recurso para a construção de argumentação.
H30 - Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos de estatística e probabilidade.
• Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Competência de área 1 – Compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas associadas como construções humanas, percebendo seus papéis nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social da humanidade.
H1 – Reconhecer características ou propriedades de fenômenos ondulatórios ou oscilatórios, relacionando-os a seus usos em diferentes contextos.
H2 – Associar a solução de problemas de comunicação, transporte, saúde ou outro, com o correspondente desenvolvimento científico e tecnológico.
H3 – Confrontar interpretações científicas com interpretações baseadas no senso comum, ao longo do tempo ou em diferentes culturas.
H4 – Avaliar propostas de intervenção no ambiente, considerando a qualidade da vida humana ou medidas de conservação, recuperação ou utilização sustentável da biodiversidade.
Competência de área 2 – Identificar a presença e aplicar as tecnologias associadas às ciências naturais em diferentes contextos.
H5 – Dimensionar circuitos ou dispositivos elétricos de uso cotidiano.
H6 – Relacionar informações para compreender manuais de instalação ou utilização de aparelhos, ou sistemas tecnológicos de uso comum.
H7 – Selecionar testes de controle, parâmetros ou critérios para a comparação de materiais e produtos, tendo em vista a defesa do consumidor, a saúde do trabalhador ou a qualidade de vida.
Competência de área 3 – Associar intervenções que resultam em degradação ou conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumentos ou ações científico-tecnológicos.
H8 – Identificar etapas em processos de obtenção, transformação, utilização ou reciclagem de recursos naturais, energéticos ou matérias-primas, considerando processos biológicos, químicos ou físicos neles envolvidos.
H9 – Compreender a importância dos ciclos biogeoquímicos ou do fluxo energia para a vida, ou da ação de agentes ou fenômenos que podem causar alterações nesses processos.
H10 – Analisar perturbações ambientais, identificando fontes, transporte e(ou) destino dos poluentes ou prevendo efeitos em sistemas naturais, produtivos ou sociais.
H11 – Reconhecer benefícios, limitações e aspectos éticos da biotecnologia, considerando estruturas e processos biológicos envolvidos em produtos biotecnológicos.
H12 – Avaliar impactos em ambientes naturais decorrentes de atividades sociais ou econômicas, considerando interesses contraditórios.
Competência de área 4 – Compreender interações entre organismos e ambiente, em particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhecimentos científicos, aspectos culturais e características individuais.
H13 – Reconhecer mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a manifestação de características dos seres vivos.
H14 – Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
H15 – Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de organização dos sistemas biológicos.
H16 – Compreender o papel da evolução na produção de padrões, processos biológicos ou na organização taxonômica dos seres vivos.
Competência de área 5 – Entender métodos e procedimentos próprios das ciências naturais e aplicá-los em diferentes contextos.
H17 – Relacionar informações apresentadas em diferentes formas de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, químicas ou biológicas, como texto discursivo, gráficos, tabelas, relações matemáticas ou linguagem simbólica.
H18 – Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam.
H19 – Avaliar métodos, processos ou procedimentos das ciências naturais que contribuam para diagnosticar ou solucionar problemas de ordem social, econômica ou ambiental.
Competência de área 6 – Apropriar-se de conhecimentos da física para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.
H20 – Caracterizar causas ou efeitos dos movimentos de partículas, substâncias, objetos ou corpos celestes.
H21 – Utilizar leis físicas e (ou) químicas para interpretar processos naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e(ou) do eletromagnetismo.
H22 – Compreender fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e a matéria em suas manifestações em processos naturais ou tecnológicos, ou em suas implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais.
H23 – Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes específicos, considerando implicações éticas, ambientais, sociais e/ou econômicas.
Competência de área 7 – Apropriar-se de conhecimentos da química para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.
H24 – Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais, substâncias ou transformações químicas.
H25 – Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua obtenção ou produção.
H26 – Avaliar implicações sociais, ambientais e/ou econômicas na produção ou no consumo de recursos energéticos ou minerais, identificando transformações químicas ou de energia envolvidas nesses processos.
H27 – Avaliar propostas de intervenção no meio ambiente aplicando conhecimentos químicos, observando riscos ou benefícios.
Competência de área 8 – Apropriar-se de conhecimentos da biologia para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.
H28 – Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distribuição em diferentes ambientes, em especial em ambientes brasileiros.
H29 – Interpretar experimentos ou técnicas que utilizam seres vivos, analisando implicações para o ambiente, a saúde, a produção de alimentos, matérias primas ou produtos industriais.
H30 – Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam à preservação e a implementação da saúde individual, coletiva ou do ambiente.
• Ciências Humanas e suas Tecnologias

Competência de área 1 - Compreender os elementos culturais que constituem as identidades
H1 - Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura.
H2 - Analisar a produção da memória pelas sociedades humanas.
H3 - Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos.
H4 - Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.
H5 - Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.
Competência de área 2 - Compreender as transformações dos espaços geográficos como produto das relações socioeconômicas e culturais de poder.
H6 - Interpretar diferentes representações gráficas e cartográficas dos espaços geográficos.
H7 - Identificar os significados histórico-geográficos das relações de poder entre as nações
H8 - Analisar a ação dos estados nacionais no que se refere à dinâmica dos fluxos populacionais e no enfrentamento de problemas de ordem econômico-social.
H9 - Comparar o significado histórico-geográfico das organizações políticas e socioeconômicas em escala local, regional ou mundial.
H10 - Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica.
Competência de área 3 - Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as aos diferentes grupos, conflitos e movimentos sociais.
H11 - Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.
H12 - Analisar o papel da justiça como instituição na organização das sociedades.
H13 - Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou rupturas em processos de disputa pelo poder.
H14 - Comparar diferentes pontos de vista, presentes em textos analíticos e interpretativos, sobre situação ou fatos de natureza histórico-geográfica acerca das instituições sociais, políticas e econômicas.
H15 - Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais ao longo da história.
Competência de área 4 - Entender as transformações técnicas e tecnológicas e seu impacto nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.
H16 - Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social.
H17 - Analisar fatores que explicam o impacto das novas tecnologias no processo de territorialização da produção.
H18 - Analisar diferentes processos de produção ou circulação de riquezas e suas implicações sócio-espaciais.
H19 - Reconhecer as transformações técnicas e tecnológicas que determinam as várias formas de uso e apropriação dos espaços rural e urbano.
H20 - Selecionar argumentos favoráveis ou contrários às modificações impostas pelas novas tecnologias à vida social e ao mundo do trabalho.
Competência de área 5 - Utilizar os conhecimentos históricos para compreender e valorizar os fundamentos da cidadania e da democracia, favorecendo uma atuação consciente do indivíduo na sociedade.
H21 - Identificar o papel dos meios de comunicação na construção da vida social.
H22 - Analisar as lutas sociais e conquistas obtidas no que se refere às mudanças nas legislações ou nas políticas públicas.
H23 - Analisar a importância dos valores éticos na estruturação política das sociedades.
H24 - Relacionar cidadania e democracia na organização das sociedades.
H25 – Identificar estratégias que promovam formas de inclusão social.
Competência de área 6 - Compreender a sociedade e a natureza, reconhecendo suas interações no espaço em diferentes contextos históricos e geográficos.
H26 - Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem.
H27 - Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico, levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos.
H28 - Relacionar o uso das tecnologias com os impactos socioambientais em diferentes contextos histórico-geográficos.
H29 - Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico, relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas.
H30 - Avaliar as relações entre preservação e degradação da vida no planeta nas diferentes escalas.
3. Objetos de conhecimento associados às Matrizes de Referência

1. Linguagem, Códigos e suas Tecnologias
Estudo do texto: as sequências discursivas e os gêneros textuais no sistema de comunicação e informação - modos de organização da composição textual; atividades de produção escrita e de leitura de textos gerados nas diferentes esferas sociais - públicas e privadas.
Estudo das práticas corporais: a linguagem corporal como integradora social e formadora de identidade - performance corporal e identidades juvenis; possibilidades de vivência crítica e emancipada do lazer; mitos e verdades sobre os corpos masculino e feminino na sociedade atual; exercício físico e saúde; o corpo e a expressão artística e cultural; o corpo no mundo dos símbolos e como produção da cultura; práticas corporais e autonomia; condicionamentos e esforços físicos; o esporte;. a dança; as lutas; os jogos; as brincadeiras.
Produção e recepção de textos artísticos: interpretação e representação do mundo para o fortalecimento dos processos de identidade e cidadania - Artes Visuais: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade. Teatro: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade, as fontes de criação. Música: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade, as fontes de criação. Dança: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade, as fontes de criação. Conteúdos estruturantes das linguagens artísticas (Artes Visuais, Dança, Música, Teatro), elaborados a partir de suas estruturas morfológicas e sintáticas; inclusão, diversidade e multiculturalidade: a valorização da pluralidade expressada nas produções estéticas e artísticas das minorias sociais e dos portadores de necessidades especiais educacionais.
Estudo do texto literário: relações entre produção literária e processo social, concepções artísticas, procedimentos de construção e recepção de textos - produção literária e processo social; processos de formação literária e de formação nacional; produção de textos literários, sua recepção e a constituição do patrimônio literário nacional; relações entre a dialética cosmopolitismo/localismo e a produção literária nacional; elementos de continuidade e ruptura entre os diversos momentos da literatura brasileira; associações entre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário em seus gêneros (épico/narrativo, lírico e dramático) e formas diversas.; articulações entre os recursos expressivos e estruturais do texto literário e o processo social relacionado ao momento de sua produção; representação literária: natureza, função, organização e estrutura do texto literário; relações entre literatura, outras artes e outros saberes.
Estudo dos aspectos linguísticos em diferentes textos: recursos expressivos da língua, procedimentos de construção e recepção de textos - organização da macroestrutura semântica e a articulação entre ideias e proposições (relações lógico-semânticas).
Estudo do texto argumentativo, seus gêneros e recursos linguísticos: argumentação: tipo, gêneros e usos em língua portuguesa - formas de apresentação de diferentes pontos de vista; organização e progressão textual; papéis sociais e comunicativos dos interlocutores, relação entre usos e propósitos comunicativos, função sociocomunicativa do gênero, aspectos da dimensão espaço-temporal em que se produz o texto.
Estudo dos aspectos linguísticos da língua portuguesa: usos da língua: norma culta e variação linguística - uso dos recursos linguísticos em relação ao contexto em que o texto é constituído: elementos de referência pessoal, temporal, espacial, registro linguístico, grau de formalidade, seleção lexical, tempos e modos verbais; uso dos recursos linguísticos em processo de coesão textual: elementos de articulação das sequências dos textos ou à construção da micro estrutura do texto.
Estudo dos gêneros digitais: tecnologia da comunicação e informação: impacto e função social - o texto literário típico da cultura de massa: o suporte textual em gêneros digitais; a caracterização dos interlocutores na comunicação tecnológica; os recursos linguísticos e os gêneros digitais; a função social das novas tecnologias.
2. Matemática e suas Tecnologias
Conhecimentos numéricos: operações em conjuntos numéricos (naturais, inteiros, racionais e reais), desigualdades, divisibilidade, fatoração, razões e proporções, porcentagem e juros, relações de dependência entre grandezas, sequências e progressões, princípios de contagem.
Conhecimentos geométricos: características das figuras geométricas planas e espaciais; grandezas, unidades de medida e escalas; comprimentos, áreas e volumes; ângulos; posições de retas; simetrias de figuras planas ou espaciais; congruência e semelhança de triângulos; teorema de Tales; relações métricas nos triângulos; circunferências; trigonometria do ânulo agudo.
Conhecimentos de estatística e probabilidade: representação e análise de dados; medidas de tendência central (médias, moda e mediana); desvios e variância; noções de probabilidade.
Conhecimentos algébricos: gráficos e funções; funções algébricas do 1.º e do 2.º graus, polinomiais, racionais, exponenciais e logarítmicas; equações e inequações; relações no ciclo trigonométrico e funções trigonométricas.
Conhecimentos algébricos/geométricos: plano cartesiano; retas; circunferências; paralelismo e perpendicularidade, sistemas de equações.
3. Ciências da Natureza e suas Tecnologias
3.1 Física
Conhecimentos básicos e fundamentais - Noções de ordem de grandeza. Notação Científica. Sistema Internacional de Unidades. Metodologia de investigação: a procura de regularidades e de sinais na interpretação física do mundo. Observações e mensurações: representação de grandezas físicas como grandezas mensuráveis. Ferramentas básicas: gráficos e vetores. Conceituação de grandezas vetoriais e escalares. Operações básicas com vetores.
O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas - Grandezas fundamentais da mecânica: tempo, espaço, velocidade e aceleração. Relação histórica entre força e movimento. Descrições do movimento e sua interpretação: quantificação do movimento e sua descrição matemática e gráfica. Casos especiais de movimentos e suas regularidades observáveis. Conceito de inércia. Noção de sistemas de referência inerciais e não inerciais. Noção dinâmica de massa e quantidade de movimento (momento linear). Força e variação da quantidade de movimento. Leis de Newton. Centro de massa e a ideia de ponto material. Conceito de forças externas e internas. Lei da conservação da quantidade de movimento (momento linear) e teorema do impulso. Momento de uma força (torque). Condições de equilíbrio estático de ponto material e de corpos rígidos. Força de atrito, força peso, força normal de contato e tração. Diagramas de forças. Identificação das forças que atuam nos movimentos circulares. Noção de força centrípeta e sua quantificação. A hidrostática: aspectos históricos e variáveis relevantes. Empuxo. Princípios de Pascal, Arquimedes e Stevin: condições de flutuação, relação entre diferença de nível e pressão hidrostática.
Energia, trabalho e potência - Conceituação de trabalho, energia e potência. Conceito de energia potencial e de energia cinética. Conservação de energia mecânica e dissipação de energia. Trabalho da força gravitacional e energia potencial gravitacional. Forças conservativas e dissipativas.
A Mecânica e o funcionamento do Universo - Força peso. Aceleração gravitacional. Lei da Gravitação Universal. Leis de Kepler. Movimentos de corpos celestes. Influência na Terra: marés e variações climáticas. Concepções históricas sobre a origem do universo e sua evolução.
Fenômenos Elétricos e Magnéticos - Carga elétrica e corrente elétrica. Lei de Coulomb. Campo elétrico e potencial elétrico. Linhas de campo. Superfícies equipotenciais. Poder das pontas. Blindagem. Capacitores. Efeito Joule. Lei de Ohm. Resistência elétrica e resistividade. Relações entre grandezas elétricas: tensão, corrente, potência e energia. Circuitos elétricos simples. Correntes contínua e alternada. Medidores elétricos. Representação gráfica de circuitos. Símbolos convencionais. Potência e consumo de energia em dispositivos elétricos. Campo magnético. Imãs permanentes. Linhas de campo magnético. Campo magnético terrestre.
Oscilações, ondas, óptica e radiação - Feixes e frentes de ondas. Reflexão e refração. Óptica geométrica: lentes e espelhos. Formação de imagens. Instrumentos ópticos simples. Fenômenos ondulatórios. Pulsos e ondas. Período, frequência, ciclo. Propagação: relação entre velocidade, frequência e comprimento de onda. Ondas em diferentes meios de propagação.
O calor e os fenômenos térmicos - Conceitos de calor e de temperatura. Escalas
termométricas. Transferência de calor e equilíbrio térmico. Capacidade calorífica e calor específico. Condução do calor. Dilatação térmica. Mudanças de estado físico e calor latente de transformação. Comportamento de Gases ideais. Máquinas térmicas. Ciclo de Carnot. Leis da Termodinâmica. Aplicações e fenômenos térmicos de uso cotidiano. Compreensão de fenômenos climáticos relacionados ao ciclo da água.
3.2 Química
Transformações Químicas - Evidências de transformações químicas. Interpretando transformações químicas. Sistemas Gasosos: Lei dos gases. Equação geral dos gases ideais, Princípio de Avogadro, conceito de molécula; massa molar, volume molar dos gases. Teoria cinética dos gases. Misturas gasosas. Modelo corpuscular da matéria. Modelo atômico de Dalton. Natureza elétrica da matéria: Modelo Atômico de Thomson, Rutherford, Rutherford-Bohr. Átomos e sua estrutura. Número atômico, número de massa, isótopos, massa atômica. Elementos químicos e Tabela Periódica. Reações químicas.
Representação das transformações químicas - Fórmulas químicas. Balanceamento de equações químicas. Aspectos quantitativos das transformações químicas. Leis ponderais das reações químicas. Determinação de fórmulas químicas. Grandezas Químicas: massa, volume, mol, massa molar, constante de Avogadro. Cálculos estequiométricos.
Materiais, suas propriedades e usos - Propriedades de materiais. Estados físicos de materiais. Mudanças de estado. Misturas: tipos e métodos de separação. Substâncias químicas: classificação e características gerais. Metais e Ligas metálicas. Ferro, cobre e alumínio. Ligações metálicas. Substâncias iônicas: características e propriedades. Substâncias iônicas do grupo: cloreto, carbonato, nitrato e sulfato. Ligação iônica. Substâncias moleculares: características e propriedades. Substâncias moleculares: H2, O2, N2, Cl2, NH3, H2O, HCl, CH4. Ligação Covalente. Polaridade de moléculas. Forças intermoleculares. Relação entre estruturas, propriedade e aplicação das substâncias.
Água - Ocorrência e importância na vida animal e vegetal. Ligação, estrutura e propriedades. Sistemas em Solução Aquosa: Soluções verdadeiras, soluções coloidais e suspensões. Solubilidade. Concentração das soluções. Aspectos qualitativos das propriedades coligativas das soluções. Ácidos, Bases, Sais e Óxidos: definição, classificação, propriedades, formulação e nomenclatura. Conceitos de ácidos e base. Principais propriedades dos ácidos e bases: indicadores, condutibilidade elétrica, reação com metais, reação de neutralização.
Transformações Químicas e Energia - Transformações químicas e energia calorífica. Calor de reação. Entalpia. Equações termoquímicas. Lei de Hess. Transformações químicas e energia elétrica. Reação de oxirredução. Potenciais padrão de redução. Pilha. Eletrólise. Leis de Faraday. Transformações nucleares. Conceitos fundamentais da radioatividade. Reações de fissão e fusão nuclear. Desintegração radioativa e radioisótopos.
Dinâmica das Transformações Químicas - Transformações Químicas e velocidade. Velocidade de reação. Energia de ativação. Fatores que alteram a velocidade de reação: concentração, pressão, temperatura e catalisador.
Transformação Química e Equilíbrio - Caracterização do sistema em equilíbrio. Constante de equilíbrio. Produto iônico da água, equilíbrio ácido-base e pH. Solubilidade dos sais e hidrólise. Fatores que alteram o sistema em equilíbrio. Aplicação da velocidade e do equilíbrio químico no cotidiano.
Compostos de Carbono - Características gerais dos compostos orgânicos. Principais funções orgânicas. Estrutura e propriedades de Hidrocarbonetos. Estrutura e propriedades de compostos orgânicos oxigenados. Fermentação. Estrutura e propriedades de compostos orgânicos nitrogenados. Macromoléculas naturais e sintéticas. Noções básicas sobre polímeros. Amido, glicogênio e celulose. Borracha natural e sintética. Polietileno, poliestireno, PVC, Teflon, náilon. Óleos e gorduras, sabões e detergentes sintéticos. Proteínas e enzimas.
Relações da Química com as Tecnologias, a Sociedade e o Meio Ambiente - Química no cotidiano. Química na agricultura e na saúde. Química nos alimentos. Química e ambiente. Aspectos científico-tecnológicos, socioeconômicos e ambientais associados à obtenção ou produção de substâncias químicas. Indústria Química: obtenção e utilização do cloro, hidróxido de sódio, ácido sulfúrico, amônia e ácido nítrico. Mineração e Metalurgia. Poluição e tratamento de água. Poluição atmosférica. Contaminação e proteção do ambiente.
Energias Químicas no Cotidiano - Petróleo, gás natural e carvão. Madeira e hulha. Biomassa. Biocombustíveis. Impactos ambientais de combustíveis fosseis. Energia nuclear. Lixo atômico. Vantagens e desvantagens do uso de energia nuclear.
3.3 Biologia
Moléculas, células e tecidos - Estrutura e fisiologia celular: membrana, citoplasma e núcleo. Divisão celular. Aspectos bioquímicos das estruturas celulares. Aspectos gerais do metabolismo celular. Metabolismo energético: fotossíntese e respiração. Codificação da informação genética. Síntese protéica. Diferenciação celular. Principais tecidos animais e vegetais. Origem e evolução das células. Noções sobre células-tronco, clonagem e tecnologia do DNA recombinante. Aplicações de biotecnologia na produção de alimentos, fármacos e componentes biológicos. Aplicações de tecnologias relacionadas ao DNA a investigações científicas, determinação da paternidade, investigação criminal e identificação de indivíduos. Aspectos éticos relacionados ao desenvolvimento biotecnológico. Biotecnologia e sustentabilidade.
Hereditariedade e diversidade da vida - Princípios básicos que regem a transmissão de características hereditárias. Concepções pré-mendelianas sobre a hereditariedade. Aspectos genéticos do funcionamento do corpo humano. Antígenos e anticorpos. Grupos sangüíneos, transplantes e doenças autoimunes. Neoplasias e a influência de fatores ambientais. Mutações gênicas e cromossômicas. Aconselhamento genético. Fundamentos genéticos da evolução. Aspectos genéticos da formação e manutenção da diversidade biológica.
Identidade dos seres vivos - Níveis de organização dos seres vivos. Vírus, procariontes e eucariontes. Autótrofos e heterótrofos. Seres unicelulares e pluricelulares. Sistemática e as grandes linhas da evolução dos seres vivos. Tipos de ciclo de vida. Evolução e padrões anatômicos e fisiológicos observados nos seres vivos. Funções vitais dos seres vivos e sua relação com a adaptação desses organismos a diferentes ambientes. Embriologia, anatomia e fisiologia humana. Evolução humana. Biotecnologia e sistemática.
Ecologia e ciências ambientais - Ecossistemas. Fatores bióticos e abióticos. Habitat e nicho ecológico. A comunidade biológica: teia alimentar, sucessão e comunidade clímax. Dinâmica de populações. Interações entre os seres vivos. Ciclos biogeoquímicos. Fluxo de energia no ecossistema. Biogeografia. Biomas brasileiros. Exploração e uso de recursos naturais. Problemas ambientais: mudanças climáticas, efeito estufa; desmatamento; erosão; poluição da água, do solo e do ar. Conservação e recuperação de ecossistemas. Conservação da biodiversidade. Tecnologias ambientais. Noções de saneamento básico. Noções de legislação ambiental: água, florestas, unidades de conservação; biodiversidade.
Origem e evolução da vida - A biologia como ciência: história, métodos, técnicas e experimentação. Hipóteses sobre a origem do Universo, da Terra e dos seres vivos. Teorias de evolução. Explicações pré-darwinistas para a modificação das espécies. A teoria evolutiva de Charles Darwin. Teoria sintética da evolução. Seleção artificial e seu impacto sobre ambientes naturais e sobre populações humanas.
Qualidade de vida das populações humanas - Aspectos biológicos da pobreza e do desenvolvimento humano. Indicadores sociais, ambientais e econômicos. Índice de desenvolvimento humano. Principais doenças que afetam a população brasileira: caracterização, prevenção e profilaxia. Noções de primeiros socorros. Doenças sexualmente transmissíveis. Aspectos sociais da biologia: uso indevido de drogas; gravidez na adolescência; obesidade. Violência e segurança pública. Exercícios físicos e vida saudável. Aspectos biológicos do desenvolvimento sustentável. Legislação e cidadania.
4. Ciências Humanas e suas Tecnologias
Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade - Cultura Material e imaterial; patrimônio e diversidade cultural no Brasil. A Conquista da América. Conflitos entre europeus e indígenas na América colonial. A escravidão e formas de resistência indígena e africana na América. História cultural dos povos africanos. A luta dos negros no Brasil e o negro na formação da sociedade brasileira. História dos povos indígenas e a formação sociocultural brasileira. Movimentos culturais no mundo ocidental e seus impactos na vida política e social.
Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado - Cidadania e democracia na Antiguidade; Estado e direitos do cidadão a partir da Idade Moderna; democracia direta, indireta e representativa. Revoluções sociais e políticas na Europa Moderna. Formação territorial brasileira; as regiões brasileiras; políticas de reordenamento territorial. As lutas pela conquista da independência política das colônias da América. Grupos sociais em conflito no Brasil imperial e a construção da nação. O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista e seus críticos nos séculos XIX e XX. Políticas de colonização, migração, imigração e emigração no Brasil nos séculos XIX e XX. A atuação dos grupos sociais e os grandes processos revolucionários do século XX: Revolução Bolchevique, Revolução Chinesa, Revolução Cubana. Geopolítica e conflitos entre os séculos XIX e XX: Imperialismo, a ocupação da Ásia e da África, as Guerras Mundiais e a Guerra Fria. Os sistemas totalitários na Europa do século XX: nazi-fascista, franquismo, salazarismo e stalinismo. Ditaduras políticas na América Latina: Estado Novo no Brasil e ditaduras na América. Conflitos políticos-culturais pós-Guerra Fria, reorganização política internacional e os organismos multilaterais nos séculos XX e XXI. A luta pela conquista de direitos pelos cidadãos: direitos civis, humanos, políticos e sociais. Direitos sociais nas constituições brasileiras. Políticas afirmativas. Vida urbana: redes e hierarquia nas cidades, pobreza e segregação espacial.
Características e transformações das estruturas produtivas - Diferentes formas de organização da produção: escravismo antigo, feudalismo, capitalismo, socialismo e suas diferentes experiências. Economia agroexportadora brasileira: complexo açucareiro; a mineração no período colonial; a economia cafeeira; a borracha na Amazônia. Revolução Industrial: criação do sistema de fábrica na Europa e transformações no processo de produção. Formação do espaço urbano-industrial. Transformações na estrutura produtiva no século XX: o fordismo, o toyotismo, as novas técnicas de produção e seus impactos. A industrialização brasileira, a urbanização e as transformações sociais e trabalhistas. A globalização e as novas tecnologias de telecomunicação e suas consequências econômicas, políticas e sociais. Produção e transformação dos espaços agrários. Modernização da agricultura e estruturas agrárias tradicionais. O agronegócio, a agricultura familiar, os assalariados do campo e as lutas sociais no campo. A relação campo-cidade.
Os domínios naturais e a relação do ser humano com o ambiente - Relação homem-natureza, a apropriação dos recursos naturais pelas sociedades ao longo do tempo. Impacto ambiental das atividades econômicas no Brasil. Recursos minerais e energéticos: exploração e impactos. Recursos hídricos; bacias hidrográficas e seus aproveitamentos. As questões ambientais contemporâneas: mudança climática, ilhas de calor, efeito estufa, chuva ácida, a destruição da camada de ozônio. A nova ordem ambiental internacional; políticas territoriais ambientais; uso e conservação dos recursos naturais, unidades de conservação, corredores ecológicos, zoneamento ecológico e econômico. Origem e evolução do conceito de sustentabilidade. Estrutura interna da terra. Estruturas do solo e do relevo; agentes internos e externos modeladores do relevo. Situação geral da atmosfera e classificação climática. As características climáticas do território brasileiro. Os grandes domínios da vegetação no Brasil e no mundo.
Representação espacial - Projeções cartográficas; leitura de mapas temáticos, físicos e políticos; tecnologias modernas aplicadas à cartografia.

Alguns Cursos Superiores

ADMINISTRAÇÃO

O profissional formado em Administração – o administrador – pode trabalhar em praticamente todos os departamentos de uma organização, seja ela pública, seja ela privada. Com campo de atuação tão amplo, ele é um tipo de profissional-curinga. O administrador pode ser o responsável pelo planejamento de estratégias e pelo gerenciamento do dia a dia da companhia e dos recursos financeiros, materiais e humanos. Conduz as relações entre a empresa e os funcionários cuidam dos processos de admissão, treinamento e demissão. Organiza planos de carreira e programas de benefícios. "As habilidades fundamentais ao bom administrador são liderança, planejamento, capacidade de gerenciar recursos tecnológicos, materiais, físicos, financeiros, lidar com papéis e processos", diz a consultora organizacional Sônia Jordão. Outra possibilidade de atuação desse profissional é no controle dos estoques de matéria-prima e insumos, cuidando do processo de compras. No setor financeiro, o administrador opera nas áreas de custos, orçamentos e fluxos de caixa. Pode se envolver também com a publicidade e o marketing. "Quanto mais você sobe na hierarquia empresarial, menos se envolve em trabalhos operacionais", conta o administrador Raúl Candeloro, editor das revistas Venda Mais, Motivação e Liderança e responsável pelo portal www.vendamais.com.br." Os administradores mais graduados cuidam muito mais de planejamento e da coordenação do que da execução. Isso implica longas horas de reunião quase todos os dias, para análise de dado sem diversas áreas da empresa e debate sobre soluções e da montagem de planos de ação para a melhoria dos negócios", completa.
O mercado de trabalho
O bacharelado em Administração é o curso com o maior número de matrículas no ensino superior do país. São 798,7 mil, segundo o Censo da Educação Superior de 2007, o mais recente. Embora o campo de trabalho seja amplo – cerca de metade dos cargos de uma empresa é para funções administrativas –, o setor é muito competitivo. Além de disputarem vagas entre si, os formados deparam com a concorrência de graduados de outras áreas que fazem especialização ou MBA em Administração, Gestão ou Negócios. Para se sair bem nos processos seletivos e garantir o emprego, qualificação nunca é demais. Os empregadores valorizam quem tem domínio de mais de um idioma estrangeiro, já fez intercâmbio (principalmente internacional) e participou de projetos sociais durante ou depois da faculdade. Como a atuação do administrador é muito diversificada, esse profissional é procurado por todo tipo de empresa (fabril, comercial, serviços, agronegócio) e de praticamente todas as áreas. Segundo o Conselho Federal de Administração, o setor de serviços é o que mais oferece oportunidades de trabalho, especialmente consultorias, empresas do setor de turismo e lazer e instituições de ensino e educação. Nas organizações de forma geral, as áreas que mais requisitam o administrador são as de administração geral, recursos humanos, finanças, logística e vendas. "As empresas buscam profissionais com bom conhecimento também em pesquisa operacional e estatística, mas nem todos os cursos de graduação são fortes nisso. Nesse caso, vale a pena fazer uma especialização", orienta José Márcio Carvalho, coordenador do curso de Administração da Universidade de Brasília (UnB). A Região Centro-Oeste apresenta o mercado que mais se expande. Os principais empregadores estão no setor de agronegócio, em cidades como Cuiabá (MT), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). As regiões Sul e Sudeste concentram o maior número de empresas que oferecem programas de trainee, enquanto o setor público tem vagas em todo o país.
O curso
Uma resolução do MEC, datada de 2005 e que passou a vigorar em 2007, estabeleceu que as linhas de formação específicas nas diversas áreas de Administração não podem constituir uma extensão ao nome do curso. Isso significa que as várias ênfases ou habilitações de Administração, como administração financeira ou de recursos humanos, devem constar apenas no projeto pedagógico do curso. Em geral, os dois primeiros anos são ocupados com disciplinas básicas, como matemática, estatística, direito, sociologia, contabilidade e informática. No terceiro começam as matérias específicas, como logística, finanças, marketing e recursos humanos. O curso dura, em média, quatro anos e o dia a dia não se limita às aulas expositivas. O aluno cria e analisa casos fictícios se apresenta seminários. Algumas escolas exigem uma monografia de conclusão de curso, além do estágio supervisionado.

O que você pode fazer
Administração de empresas Cuidar de todas as operações de uma empresa, desde a organização de seus recursos humanos, mercadológicos, materiais e financeiros até o desenvolvimento de estratégias de mercado. Administração esportiva Gerenciar times e equipes, promover competições e cuidar do marketing esportivo de uma associação. Em órgãos oficiais, definir políticas para o esporte. Administração financeira Organizar e coordenar as atividades financeiras de um estabelecimento, lidando com patrimônio, capital de giro, análise de orçamentos e fluxo de caixa. Administração hoteleira Gerenciar hotéis, flats, pousadas e parques temáticos. Supervisionar o funcionamento do estabelecimento, seus serviços, sua manutenção, as reservas e a limpeza. Administração hospitalar Gerenciar hospitais, prontos-socorros e empresas de convênio médico ou seguro-saúde. Administração de produção Supervisionar o processo produtivo em indústrias, da análise, aquisição e estocagem da matéria-prima à qualidade e distribuição do produto final. Administração pública Planejar, promover e gerenciar instituições públicas. Administração de recursos humanos Cuidar das relações entre funcionários e empresa, coordenando a seleção e a admissão, os planos de carreira e de salários, os programas de incentivo, de treinamento e de capacitação da mão-de-obra. Administração rural Dirigir empresas rurais e agroindustriais, controlando o processo de produção, a distribuição e a comercialização de produtos. Administração do terceiro setor Planejar e coordenar as operações de ONGs, gerindo a captação de recursos e sua aplicação em projetos ambientais, educacionais, profissionalizantes ou comunitários. Auditoria Acompanhar a análise e os exames de documentos dos diversos setores de uma empresa ou organização. Comércio exterior Administrar e planejar negociações de compra e venda com empresas do exterior. Controladoria Planejar e gerenciar o orçamento de uma empresa, fazendo o controle dos custos e a auditoria interna. Empreendedorismo Definir as estratégias de criação e direção de um negócio, avaliando as oportunidades, a concorrência e a gestão de recursos humanos. Gestão ambiental Planejar, desenvolver e executar projetos para a preservação do meio ambiente. Gestão de qualidade Otimizar os processos industriais e de venda ou compra de serviços ou mercadorias. Coordenar programas que melhorem a qualidade de vida de funcionários e clientes. Logística Implantar e administrar o fluxo produtivo de uma empresa, da estocagem da matéria-prima à distribuição da mercadoria nos pontos-de-venda. Marketing Definir as estratégias de atuação de uma empresa, estudar as necessidades dos clientes, desenvolver produtos e serviços para atendê-los e planejar as vendas. Peritagem Elaborar exames periciais em assuntos relacionados ao dia-a-dia de uma empresa, como na administração financeira ou de recursos humanos. Sistemas de informação Gerenciar os sistemas de tecnologia de informação em uma empresa, atualizando seus equipamentos e programas necessários ao negócio.
AGRONEGÓCIOS E AGROPECUÁRIA
É o conjunto de conhecimentos usados para planejar e gerenciar as atividades de uma propriedade rural, desde o cultivo até a administração dos negócios. O profissional de Agropecuária e Agronegócios define as estratégias que serão usadas durante toda a safra. Planeja a produção determinando os serviços necessários para a criação dos rebanhos ou para a produção agrícola, estabelece quantos funcionários serão contratados a cada safra, verifica os custos da produção e define o valor final do produto, buscando a rentabilidade do negócio. Pode atuar em fazendas, propriedades rurais de médio e pequeno portes e ainda em empresas e indústrias que comercializam insumos para a área rural. Em órgãos públicos, o profissional pode assessorar secretarias de Agricultura, Administração, Planejamento e a de Meio Ambiente nos cuidados com o solo, coma produtividade e com o meio ambiente, bem como na orientação a pequenos produtores. Na indústria, coordena o beneficiamento, o armazenamento e a comercialização de produtos agropecuários.




O mercado de trabalho
O mercado está em alta tanto para o bacharel como para o tecnólogo e promete crescer mais nos próximos anos. O Plano Agrícola e Pecuário 2008e 2009 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento busca garantir a expansão das exportações mesmo com a atual crise econômica mundial. "A exportação agrícola continua muito relevante para a balança comercial do Brasil", afirma Moisés Balestro, coordenador do curso de Gestão do Agronegócio da Universidade de Brasília (UnB).Além de ser um dos líderes mundiais na produção e exportação de produtos, como café, açúcar, álcool,sucos de frutas, soja, carne bovina, frango,tabaco e couro, o país, de acordo com as projeções,também será, em breve, o principal polo mundial de produção de algodão e bicombustíveis, feitos a partir de cana-de-açúcar e óleos vegetais.Diante desse cenário promissor, cresce, em todo o país, a procura por profissionais que trabalham com bioenergia, cultivo de matérias-primas, administração rural, consultoria e área comercial – já que para vender os produtos é preciso conheceras características da produção agropecuária. "Há empregos em várias áreas desde a de suinocultura da Região Sul, passando pela de fruticultura tropical do Norte e Nordeste, até a de pecuária e grãos do Centro-Oeste", indica Balestro. "Também merece destaque a agroindústria sucroalcooleira do estado de São Paulo", diz Viviani Silva Lírio, professora adjunta da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais.
O curso
No bacharelado, nos dois primeiros anos, o aluno estuda as matérias mais específicas da área de administração, como contabilidade, noções de cálculo, finanças, administração de agronegócio, administração de recursos humanos, economia, sociologia, análise de custos e direito. Depois, entram as matérias relacionadas à profissão, como mercado do agronegócio, cadeias agroindustriais, mercado internacional, política agropecuária, marketing do agronegócio, gestão ambiental e da qualidade no agronegócio e gestão da cadeia de suprimentos. Em algumas escolas ainda há aulas de inglês e espanhol. No último ano, há um estágio supervisionado.

Duração média: quatro anos.

Há grande oferta de cursos tecnológicos no país. A maioria é focada em agropecuária ou gestão do agronegócio. A grade básica dos dois tem disciplinas gerais, como contabilidade, administração da produção, finanças, gestão empresarial, gerenciamento de recursos humanos, física, química, genética, matemática e biologia aplicadas. Entre as matérias específicas de agropecuária estão: práticas agronômicas, fertilidade do solo,fitopatologia, uso, manejo e conservação do solo e de pastagens, produção e manejo de animais,integração lavoura-pecuária, máquinas agrícolas e irrigação e drenagem – tudo para melhorar a produtividade da criação de animais e das plantações.Vale lembrar que existem cursos que habilitam o profissional especificamente para alguma área do setor, como fruticultura ou produção de grãos.As disciplinas específicas dos cursos focados em gestão do agronegócio são administração estratégica do agronegócio, mercados agroindustriais,comercialização agroindustrial, tendências do agronegócio, entre outras. Em geral, as escolas possuem fazendas-modelo, onde os futuros profissionais realizam as atividades práticas e cumprem o estágio antes de se formar.

Duração média: três anos.

O que você pode fazer
Administração rural Coordenar, planejar e organizar propriedades rurais de pequeno, médio e grande portes, cuidando da gestão de pessoas, dos custos da produção e do contato com fornecedores e clientes. Consultoria Prestar assessorias a órgãos públicos e privados na área de gestão do agronegócio, definindo estratégias de produção e estudos de aproveitamento do solo. Cultivo e produção Cuidar de plantações e do manejo de animais em fazendas Desenvolvimento de produtos Desenvolver defensivos agrícolas e outros produtos que visem a otimizar a produção. Planejamento de produção Definir com o agrônomo os tipos e como será feita a plantação em cada safra, os custos e o preço final do produto. Vendas Atuar em grandes indústrias vendendo equipamentos e insumos ao setor agrícola.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA / GESTÃO PÚBLICA
É a aplicação das teorias clássicas de administração no gerenciamento das instituições públicas. Encarregado de aplicar as teorias administrativas no desenvolvimento de ações do interesse social coletivo, o administrador público é essencialmente um planejador. Cada vez mais requisitado pelo mercado, ele gerencia organizações do setor público em nível governamental, em agências federais, estaduais ou municipais, nas empresas ligadas ao terceiro setor ou em organizações não governamentais. Os profissionais são habilitados para o planejamento e a gestão de políticas públicas, implementação de programas de responsabilidade social, gestão de organizações sociais, elaboração de programas governamentais e também são requisitados em agências reguladoras e de fomento social.
O mercado de trabalho
Trata-se de um mercado com oferta de trabalho em expansão, tanto para o bacharel quanto para o tecnólogo. Isso porque o setor público realiza concursos regularmente com salários atrativos, as organizações do terceiro setor estão cada vez mais profissionalizadas, as empresas ampliam suas ações de responsabilidade social e as grandes consultorias necessitam de pessoal especializado em assuntos governamentais. "O Estado é um grande cliente. O setor público precisa de bons administradores e de excelentes executivos públicos nas instâncias municipal, estadual e federal. Além disso, trabalhar em prol do interesse coletivo está em alta", diz Regina Pacheco, professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp) e coordenadora do mestrado em Gestão e Políticas Públicas na mesma instituição. "O administrador, por suas habilidades e competências gerenciais, é indispensável na esfera pública", completa a professora Lanny Uchôa, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).Todo o país precisa de administradores públicos.Brasília concentra boas oportunidades e os melhores salários – pagos pelo governo federal, Câmara dos Deputados, Senado e órgãos internacionais.Assim como a capital federal, o Rio de Janeiro oferece postos de trabalho governamentais, como no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "A dica é procurar governos estaduais e municipais que têm proposto mudanças significativas para a modernização e a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos aos cidadãos. Minas Gerais, por exemplo, é considerado um laboratório de inovação na gestão pública, com bons resultados e remuneração competitiva", afirma Regina Pacheco. Outra orientação é visitar com regularidade o site do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad, www.consad.org.br), no qual é possível saber quais as novas ações em cada estado brasileiro no que diz respeito à gestão pública.
O curso
O bacharelado tem muitas matérias em comum com os cursos de Administração tradicionais, como matemática, estatística, economia, administração financeira, contabilidade, gestão de recursos humanos, sistemas de informação e direito. A principal diferença é o objeto a ser administrado – no caso, projetos da esfera pública. Para isso, há matérias como radiografia do Estado brasileiro, finanças para administradores públicos, gestão de pessoas no setor público, contabilidade pública e controladoria, qualidade e produtividade dos serviços públicos, estratégias de comunicação nas organizações públicas, logística e suprimentos na área pública, entre outras. Normalmente, as faculdades exigem monografia na conclusão da graduação.

Duração média: quatro anos

O curso tecnólogo oferece formação nas áreas de legislação, administração, contabilidade e mercado financeiro, com disciplinas como economia brasileira, legislações trabalhista, orçamentária e tributária, sistemas de administração e direito administrativo. Além dessa parte generalista, que não é extensa, há muitas matérias específicas da área pública, como gestão de empresas públicas, responsabilidade social, licitações, gestão governamental e políticas públicas. No final do curso, é preciso entregar um trabalho de conclusão.


Duração média: dois anos.

O que você pode fazer
Consultoria Planejar ações institucionais que podem reduzir custos administrativos, ampliar a abrangência das ações e potencializar os benefícios das políticas públicas. Elaborar projetos para financiamentos em bancos públicos. Empresas do terceiro setor Implementar programas e projetos, elaborar e planejar processos de licitação pública, promover o contato entre as empresas e o setor estatal. Empresas privadas Atuar em atividades que interagem com o poder público e em projetos de gestão compartilhada. Gestão de Políticas Públicas Elaborar, coordenar e avaliar políticas públicas no que se refere a sistemas de saúde, de educação e segurança, por exemplo, para os poderes Executivo, Legislativo e para organizações da sociedade civil. Organizações não-governamentais Elaborar programas de metas, gerenciar orçamento, planejar e implementar programas sociais. Serviço Público Administrar e dar assistência aos setores contábeis e orçamentários dos órgãos públicos. Realizar licitações e contratos administrativos. Gerenciar a ligação entre empresas públicas e privadas.
ENGENHARIA QUÍMICA
É a área da engenharia voltada para o desenvolvimento de processos industriais que empregam transformações físico-químicas. O engenheiro químico cria técnicas de extração de matérias-primas, bem como de sua utilização ou transformação em produtos químicos e petroquímicos, como tintas, plásticos, têxteis, papel e celulose. Desenvolve produtos e equipamentos, além de pesquisar tecnologias mais eficientes. Projeta e dirige a construção e a montagem de fábricas, usinas e estações de tratamento de rejeitos industriais. Pesquisa e implanta processos industriais não poluentes, de acordo a normatização e o desenvolvimento sustentável.

O mercado de trabalho
Embora a crise financeira mundial tenha impactado o mercado em que atua o engenheiro químico, já que dezenas de projetos de novas usinas sucroalcooleiras – empreendimentos que historicamente contratam esse profissional – foram deixados de lado, o cenário não é dos piores. Isso porque esse graduado costuma ser o último elo da cadeia de produção a sentir o impacto de crises, por ser responsável pelo fornecimento de matéria-prima para outras indústrias. Em épocas delicadas, o diferencial para as empresas pode ser justamente a criação de materiais mais leves, mais resistentes ou mais econômicos, e, para isso, é importante ter em seu quadro de funcionários profissionais com essa formação. Nos últimos anos tem havido boa procura pelo engenheiro químico por parte de empresas de engenharia, como a Engevix e a Promon, que, além de se dedicarem à construção civil, investiram mais fortemente na fabricação de equipamentos e maquinário industrial, visando ao abastecimento do mercado interno e internacional. Os setores petroquímicos, de papel e celulose, alimentício e farmacêutico, também mantêm demanda acentuada pelo graduado. As empresas de reciclagem e as indústrias que se preocupam com o reaproveitamento de materiais, por sua vez, oferecem oportunidades a quem atua na área de meio ambiente. Os cuidados com a natureza impulsionam a procura pelo especialista que está envolvido com o tratamento de resíduos das indústrias. Os segmentos de controle de processos, que exigem conhecimento de alta tecnologia, e de processos biotecnológicos em geral valorizam cada vez mais o engenheiro químico. Os pólos industriais do Rio de Janeiro e de São Paulo, incluindo Campinas e região, são os principais empregadores. Tem crescido ainda a demanda na Região Centro-Oeste para o trabalho com processamento de soja.
O curso
No currículo durante todo o curso. Com os recentes avanços da biotecnologia, os conhecimentos de biologia vêm sendo incorporados ao currículo. A partir do terceiro ano, essas disciplinas passam a ser aplicadas a processos físico-químicos, nos quais o aluno aprende a identificar as reações, a analisar e a purificar compostos químicos ea projetar equipamentos relacionados com as diversas transformações que ocorrem na indústria química. As aulas em laboratório, inclusive no de informática, ocupam parte significativa da carga horária e são fundamentais para o estudante se familiarizar com os equipamentos industriais e se preparar para enfrentar problemas reais de uma fábrica. Algumas escolas oferecem formação específica em certas áreas, como meio ambiente ou celulose e papel.


Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer
Desenvolvimento Criar produtos e analisar sua viabilidade técnica e econômica. Aperfeiçoar o processo de fabricação ou beneficiamento de produtos, introduzindo novas tecnologias e adaptando as que estão em operação. Meio ambiente Definir normas e métodos de preservação ambiental. Reciclar e tratar resíduos industriais. Processo industrial Planejar e supervisionar operações industriais, administrando as equipes e as diversas etapas de produção. Estudar e implantar métodos para aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir a segurança no trabalho. Projetos Projetar fábricas, determinar processos de produção, instalações e equipamentos, procedimentos de segurança e a logística de estocagem e movimentação de materiais.

Links de Universidades

LINKS DE UNIVERSIDADES
Alagoas
Universidade Federal de Alagoas; http://www.ufal.edu.br/ufal
Bahia
Universidade do Estado da Bahia: http://www.uneb.br/
Universidade Estadual de Feira de Santana: http://www.uefs.br/
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia: http://www.uesb.br/
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Ceará
Universidade de Fortaleza: http://www.unifor.br/
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Paraíba
Centros Universitários de João Pessoa - Unipê: http://www.unipe.br/
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Pernambuco
Faculdade de Odontologia de Pernambuco : http://www.elogica.com.br/fop
Universidade Católica de Pernambuco: http://www.unicap.br/
Universidade de Pernambuco: http://www.upe.br/
Universidade Federal de Pernambuco: http://www.ufpe.br/
Universidade Federal Rural de Pernambuco: http://www.ufrpe.br/

Piauí
Universidade Estadual do Piauí: http://www.uespi.br/
Universidade Federal do Piauí: http://www.ufpi.br/

Rio Grande do Norte
Universidade Estadual do Rio Grande do Norte: http://www.urrn.br/default.asp
Universidade Federal do Rio Grande do Norte: http://www.ufrn.br/
Universidade Potiguar: http://www.unp.br/

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Assédio Moral:

Assédio moral é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, recentemente, porém, o assédio moral está se tornando incomum, sendo substituído pelo assédio imoral.
São mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização.
Por ser algo privado, a vítima precisa efetuar esforços dobrados para conseguir provar na justiça o que sofreu, mas é possível conseguir provas técnicas obtidas de documentos (atas de reunião, fichas de acompanhamento de desempenho, etc), além de testemunhas idôneas para falar sobre o assédio moral cometido.

O que é humilhação?

Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.

E o que é assédio moral no trabalho
?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima.
Este, pressupõe:
repetição sistemática
intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
degradação deliberada das condições de trabalho

Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Qual o segredo para passar no vestibular?

Cada aluno possui um perfil diferenciado, um jeito para estudar e assimilar melhor a matéria. Tente achar o seu, comece a perceber qual é a quantidade de horas necessárias para um bom aprendizado, as matérias com mais ou menos facilidade de compreensão. Estabeleça uma meta e um plano de estudo e faça disto o seu ideal a cumprir.

Lembre-se, a sua aprovação no vestibular começa hoje, não deixe passar o tempo, ele poderá tornar-se seu melhor aliado ou seu pior inimigo.

Uma palavra mágica?

Motivação.

Mantenha o mesmo ritmo de estudo de hoje até o vestibular, não pare no tempo. Jogue-se de cabeça. Assuma o desafio.

Comece agora sua arrancada à vitória,
Com determinação e regularidade.

Como se preparar para o vestibular
1. Aproveitar bem as aulas: evite perdê-las. Aproveite esquemas que o professor apresenta em aula. Escreva várias vezes as palavras que julgar difíceis. Não perca explicações que o professor estiver dando. Ponha claro em sua mente o objetivo maior que você quer alcançar com seus estudos. Lute para chegar lá. Seja um campeão! Você pode!

2. Fixe como tempo mínimo de estudo diário em casa de 4 a 5 horas, com intervalos de 20 a 30 minutos. Estude sozinho ou no máximo em dupla.

3. Utilize sempre que preciso o dicionário, o que aumenta o vocabulário e ajuda a aprender o significado das palavras.

4. Quando ficar nervoso e não conseguir se concentrar, siga os exercícios recomendados para relaxar e controlar a ansiedade. O primeiro é de respiração: pare por alguns minutos; inspire enchendo completamente os pulmões; segure o ar por 4 segundos e expire forte soltando-o todo.

5. Um exercício para relaxar as partes do corpo que mais se tensionam em momentos de estresse: ombros, nuca e braços. Estique o braço direito paralelo ao corpo e, em movimentos leves, aproxime a orelha esquerda do ombro, pressionando a musculatura do ombro esquerdo enquanto estica a do
direito. Repita do outro lado.

6. Outra dica é escutar a música que mais gosta - mas que seja calma - sempre que ficar irritado com os estudos e se desconcentrar.

7. Escolha um local tranqüilo, arejado e iluminado - evite lugares onde barulho ou movimento possam causar distrações. Deixe todo o material necessário à mão, para evitar interrupções desnecessárias. Escolha também mesa e cadeiras confortáveis. Não estude deitado, você pode cair no sono.

8. Saiba organizar o tempo. Evite “fazer loucuras”: estudos de madrugada, usar medicamentos sem ordem médica etc. Aproveite qualquer tempo livre (principalmente quem estuda à noite).

9. Estipule um horário para iniciar seus estudos - e para acabar também. De preferência, num período em que você não tenha outras atividades. Planeje pausas para relaxar o corpo e a mente.

10. Não descuide da saúde: não adianta nada varar madrugadas ou deixar de comer para estudar. Deitar e levantar cedo, dormir pelo menos sete horas por noite, alimentar-se adequadamente também faz parte da preparação para as provas. Praticar esportes, além de distrair a mente, alivia a tensão – pela liberação das endorfinas que relaxam o sistema nervoso central e aumentam a capacidade de concentração.

11. Leia jornais e revistas. As provas de História e Geografia quase sempre se baseiam em fatos que estiveram no noticiário - alguns vestibulares têm provas de Atualidades. O hábito da leitura ajuda muito a redação.

12. Use a Internet em seus estudos. A World Wide Web tem muitos sites de Universidades e de professores com dicas e exercícios comentados.

13. Não decore, aprenda. A tendência dos principais vestibulares é a de privilegiar o raciocínio, não a capacidade de memorização.

14. Organize seu tempo de estudo. Planeje a hora de início e término. Entregue-se a ele com decisão e vontade. Evite, como os indecisos, ficar divagando em torno de assuntos sem importância ou, pior ainda, ficar prometendo para si mesmo que vai estudar. Não prometa. Estude.

Profissões de futuro

Engenheiros agrônomos, especialistas em marketing, nutricionistas e fisioterapeutas, atenção: o mundo precisará cada vez mais de vocês.

Segundo estudiosos, as carreiras mais promissoras, de agora em diante, serão aquelas que:
- estiverem ligadas a questões que preocupam o mundo todo, como os problemas ambientais, a necessidade de gerar recursos energéticos alternativos e a evolução tecnológica;
- permitirem às pessoas conectar-se com o restante do planeta, como as atividades relacionadas à comunicação e à tecnologia da comunicação;
- tiverem como foco o bem-estar individual e o cuidado das pessoas consigo mesmas, como os trabalhos ligados ao lazer e à saúde.

COMUNICAÇÃO
O mundo é o limite: para publicitários, produtores de audiovisuais e profissionais do marketing, o campo de trabalho, muito em breve, não terá mais fronteiras. Antes do surgimento da internet de banda larga, uma agência de publicidade, por exemplo, só fazia serviços para clientes "de casa" – o que significa do mesmo país. Hoje, com a possibilidade de enviar arquivos de vídeo digital pela web e tê-los de volta tão rápido quanto foram, não há por que uma agência brasileira não prestar serviços para uma empresa sediada no Canadá, por exemplo. No Brasil, a exportação de serviços de publicidade já representa de 15% a 30% do faturamento das agências e produtoras. A rede de agências inglesa BBH, por exemplo, atende clientes em mais de cinqüenta países com apenas seis escritórios, incluindo um em São Paulo, que atinge toda a América Latina. De seus profissionais, exige-se não só que tenham excelentes conhecimentos da língua espanhola, mas que dominem a fundo as culturas locais.

MEIO AMBIENTE
Aquecimento global, escassez de água e dificuldades geradas pelo crescimento populacional são temas que vieram para ficar. Nesse contexto, ganham importância crescente as profissões ligadas ao cuidado com o meio ambiente. Entre as que terão mercado garantido está, por exemplo, a do gestor ambiental. Chefiando equipes formadas por geólogos, oceanógrafos, engenheiros e outros especialistas, esse profissional é responsável, entre outras coisas, por avaliar impactos ambientais e criar soluções para reduzi-los. Os nada auspiciosos relatórios da ONU sobre a situação do planeta, divulgados recentemente, não deixam dúvida de que esse profissional terá muito trabalho pela frente. Seus empregadores podem ser órgãos públicos, ONGs ou empresas privadas. "Ao criar procedimentos que resultem em uma interferência menor no meio ambiente, o gestor ambiental reduz inclusive os custos que a empresa teria para reparar o dano", explica o gerente de meio ambiente e segurança florestal da Aracruz, Luciano Lisbão. Instituições como a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal do Paraná já têm curso de graduação em gestão ambiental. No que se refere à escassez de recursos vitais, como a água apropriada para consumo, terão lugar garantido no ranking dos profissionais mais solicitados os engenheiros sanitaristas. Eles serão necessários para ajudar, por exemplo, na despoluição de rios e na dessalinização da água dos oceanos – como já ocorre em grande escala nas Bahamas e em países árabes. "No futuro, outras nações terão de recorrer a processos como a dessalinização da água dos mares", afirma Haroldo Lemos, presidente do Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Já a questão do aumento populacional colocará em alta engenheiros agrônomos, especialistas em genética e outros profissionais que possam contribuir para otimizar a produção de alimentos no mundo.

SAÚDE
No Brasil, o número de habitantes com mais de 60 anos superará o da população com menos de 5 anos pela primeira vez em 2013 – nada diferente do que ocorre no mundo. Até 2050, o número de idosos no planeta passará dos atuais 673 milhões para 2 bilhões. Ou seja, praticamente triplicará. Profissionais especializados no cuidado de idosos, portanto, terão campo de trabalho assegurado: além de médicos geriatras, serão valorizados profissionais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, psicólogos e preparadores físicos especializados no atendimento à terceira idade: os gerontólogos.

TECNOLOGIA
Nessa área, vale a pena pensar pequeno. Os especialistas em nanotecnologia – ramo da engenharia que trabalha com partículas de tamanho 1 bilhão de vezes menor do que o metro – terão campo de trabalho cada vez mais amplo. Em 2005, as vendas de produtos com aplicações da nanotecnologia somaram 30 bilhões de dólares. A estimativa é que, em 2014, esse valor salte para 2,6 trilhões de dólares, o que representa 15% das vendas mundiais, de acordo com a empresa de pesquisas Lux Research. A nanotecnologia tem infinitas aplicações: pode ser útil tanto para ajudar no combate ao câncer (uma nanocápsula injetada na corrente sanguínea é capaz de destruir apenas as células cancerígenas – ao contrário do que ocorre nos tratamentos de quimioterapia, que atingem células saudáveis) como para produzir carros mais resistentes a arranhões (com a introdução de nanopartículas misturadas à fórmula das tintas para pintura de veículos, por exemplo).

ENERGIA
As previsões mais otimistas apontam para o fato de que as reservas de petróleo vão se esgotar em cerca de quarenta anos. O Brasil, desde 2004, vem investindo fortemente no desenvolvimento do biodiesel, óleo feito a partir de vegetais diversos, como a soja e o babaçu, e concebido para substituir o diesel. A União Européia espera chegar a 2030 com 25% do sistema de transporte funcionando com combustíveis não fósseis. Diante dessas perspectivas, todos os profissionais envolvidos com a pesquisa e a produção de combustíveis alternativos estarão em alta. Cabem aí engenheiros agrônomos, químicos e mecânicos, além de físicos, biólogos e bioquímicos.

LAZER
A busca crescente pela qualidade de vida e pelo bem-estar valorizará ainda mais as profissões ligadas ao lazer, como o turismo. "Ele não teve ainda todo o seu potencial explorado e continuará em ascensão", afirma a professora de gestão empresarial da Fundação Dom Cabral, Betania Tanure. A área, que já representa 10% do PIB mundial, cresceu 4,5% em todo o mundo no ano passado, superando as previsões da Organização Mundial do Turismo. Dentro desse segmento, o futuro dos profissionais formados em hotelaria parece especialmente ensolarado. Da administração de hotéis à prestação de consultoria a empresas ligadas a gastronomia e viagens, por exemplo, o profissional de hotelaria tem um vasto campo de atuação pela frente. Outra carreira em ascensão relacionada à indústria do lazer é a de especialista em marketing esportivo – que, em outras palavras, é aquele que ajudará a viabilizar economicamente um clube de futebol, um atleta ou uma equipe de automobilismo, ou mesmo aumentar o seu faturamento. No exterior, clubes como o Real Madrid chegam a faturar 150 milhões de euros por ano só com a comercialização da marca e com a venda de produtos licenciados. Nessa área, o esporte brasileiro ainda engatinha.

IDH - Índice de Desenvolvimento Humano

IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - Definição
O IDH é um índice criado pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e calculado para diversos países desde 1990. Originalmente proposto para medir a diferença entre países, foi adaptado para ser aplicado também a Estados e municípios.

O Índice (De 0 até 1)
O índice vai de 0 a 1 - quanto mais perto do 1, maior é o desenvolvimento humano ou seja, melhor é a qualidade de vida . Em nível mundial, a Noruega e Islândia (Europa) têm IDH de 0,968 numa posição intermediária o Brasil com IDH de 0,800 e no final da tabela, Serra Leoa na África com IDH de 0,336. O IDH tem como objetivo expressar a qualidade de vida nos países e locais em que é calculado.

O cálculo
É feito pela média simples de três componentes: IDH Longevidade: indicador de longevidade, medida pela esperança de vida ao nascer.
IDH Educação: indicador de nível educacional, medido pela combinação da taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais (com peso 2) e da taxa bruta de matrículas nos três níveis de ensino (fundamental, médio e superior) em relação à população de 7 a 22 anos de idade (com peso 1). Para regiões, Estados e municípios do Brasil, usa-se a taxa de freqüência.
IDH Renda: indicador de renda, medido pelo PIB real per capita em dólares, segundo o critério de Paridade do Poder de Compra. Para regiões, Estados e municípios do Brasil, usa-se a renda familiar per capita.

Metodologia
Para analisar a variação dos níveis de desenvolvimento humano nos Estados brasileiros e no país como um todo, o relatório calculou os dados do IDH de 1991 a 2005. O resultado, porém, é fruto de uma metodologia diferente da usada pelo PNUD nos Relatórios de Desenvolvimento Humano e no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. O cálculo é feito com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), um levantamento socioeconômico feito anualmente pelo IBGE.

Do Norte para o Sul
Os números mostram uma clara divisão do IDH. Estados do Norte e nordeste (piores IDH), estados do Sul, sudeste e centro-oeste (melhores IDH). Brasília no Centro-oeste ocupa a primeira colocação com um IDH de 0,874, superior ao de países como a Argentina e Emirados Árabes Unidos.

Explicação
Geográfica
Essa condição, mostrando um país em que o IDH é menor nas regiões norte/nordeste e aumenta na direção sudeste/centro-Oeste/sul tem explicação na geografia econômica do Brasil, onde a produção, atividade econômica e renda ainda estão muito mais concentrada nestas regiões.

Maiores IDH's
Brasília no Centro-oeste ocupa a primeira colocação com um IDH de 0,874, O segundo lugar no IDH é de Santa Catarina (o Estado que mais melhorou no ranking de 1991 até 2005, ganhando três posições), com 0,840. Em seguida vem São Paulo (que registrou o segundo menor crescimento desde 1991), com 0,833.

Menores IDH's
Alagoas, que tinha o pior IDH em 1991, continuou na mesma posição em 2005, com 0,677. Da mesma forma, Maranhão, Piauí e Paraíba não deixaram de ser o segundo, terceiro e quarto piores, respectivamente.

Lenta Melhora
Entre 1991 e 2005, o IDH de todas as unidades da Federação melhorou. A região Nordeste, que registra os piores números desde a década passada, foi a que teve também o maior crescimento do índice: 16,3%. Depois vêm Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 10,9%. O Sul, que mantém os seus três Estados entre os seis primeiros IDHs também desde a década passada, foi o que menos evoluiu no indicador: 8,5%. Dos dez Estados com maior variação no índice, nove são nordestinos. Os de melhoria mais forte foram Paraíba, Piauí e Bahia.

Educação - Fator de Evolução do IDH
O vetor da melhoria recente está, segundo o relatório, na educação. Das três dimensões do IDH (renda, educação e longevidade), o destaque foi a elevação da instrução. Em todas as unidades da Federação o índice de educação foi o que mais cresceu entre 1991 e 2005. A evolução do IDH-Educação - e, de modo menos pronunciado, do IDH-Longevidade - contribuiu para que diminuísse consideravelmente a diferença (...) entre os níveis de desenvolvimento das regiões brasileiras.

Deslocamento do Eixo Produtivo
Mesmo que de forma lenta, mas há uma certa desconcentração geográfica do processo produtivo em curso. Setores como o calçadista, de automóvel, estão se expandindo tanto da região metropolitana para o interior quanto do Sul/Sudeste para o Nordeste. Isso leva a aumento de renda per capita, de exigência por mão-de-obra qualificada (o que influi na educação) e, conseqüentemente, a maior atendimento público de saúde - o que influi na longevidade.

O Globo Terrestre

O Globo terrestre é um modelo tridimensional do planeta Terra, sendo a única representação geográfica que não sofre distorção.

O primeiro globo terrestre, chamado Globo Terrestre de Nürnberg, foi fabricado durante os anos 1490-1492 pelo cartógrafo alemão Martin Behaim.
A maior parte dos globos terrestres modernos incluem também paralelos e meridianos, de modo que se possa localizar uma localização na superfície do planeta.

A superfície da Terra é de 510 milhões de quilômetros quadrados, sendo 29,7% ocupados pelos continentes: Europa, Ásia, África, América, Oceania e Antártida. A América possui 42.160 quilômetros quadrados, onde 6,4% é constituído por penínsulas e 6,1% é constituído por ilhas.

Linha do Equador

O equador é a linha imaginária cujo plano em que está contida, o plano equatorial, divide o globo terrestre em dois hemisférios: norte (setentrional ou boreal), e sul (meridional ou austral). Essa linha imaginária, de pouco mais de 40 mil quilômetros de extensão, atravessa a América, no seu trecho centro-meridional.

No hemisfério norte situam-se cerca de 80% das terras emersas do planeta Terra.

Meridiano de Greenwich

Meridianos são linhas imaginárias que ligam um pólo do planeta ao outro, possuindo a forma de uma semicircunferência. Em 1884, por convenção, escolheu-se o plano que contém o Meridiano de Greenwich para dividir o planeta em dois hemisférios: oriental (ou leste) e ocidental (ou oeste). Esse meridiano, também chamado de meridiano inicial, atravessa a Grã Bretanha, na extremidade oeste da Europa e a porção ocidental da África. Com relação à distribuição dos blocos continentais, observa-se que a maior parte situa-se no hemisfério oriental, destacando a América como o único continente inteiramente no hemisfério ocidental.

"Gigante pela própria natureza"

O Brasil é considerado um país de dimensões continentais, pois apresenta uma superfície de 8.511.996 quilômetros quadrados e se enquadra entre os cinco maiores países do mundo. Veja abaixo os países com maior extensão territorial:

* 1º - Rússia (17.075.400 km2)
* 2º - Canadá (9.922.330 km2)
* 3º - China (9.461.300 km2)
* 4º - Estados Unidos (incluindo o Alasca e Hawaii: 9.363.124 km2)
* 5º - Brasil (8.511.996 km2)

O território brasileiro representa 1,6% de toda a superfície do planeta, ocupando 5,7% da porção emersa da Terra, 20,8% da área de toda a América e 47,3% da América do Sul.

Para se ter uma idéia da dimensão do nosso país (leste - oeste), veja que a distância de Natal (RN) a Cruzeiro do Sul (AC) é de aproximadamente 4.100 km. Já a distância de Natal até Monróvia, capital da Libéria (na África Ocidental), é de aproximadamente 2.900 km.

Localização do Brasil

Localizado na América do Sul, o Brasil ocupa a porção centro-oriental do continente. Apresenta uma extensa faixa de fronteiras terrestres (15.719 km), limitando-se com quase todos os países sul-americanos (exceção do Chile e do Equador). Apresenta também uma extensa orla marítima (7.367 km), banhada pelo oceano Atlântico.

O Brasil localiza-se a oeste do meridiano inicial ou de Greenwich, situando-se, portanto, inteiramente no hemisfério ocidental. É cortado, ao norte, pela linha do equador e apresenta 7% de suas terras no hemisfério norte, ou setentrional, e 93%, no hemisfério sul, ou meridional. Ao sul, é cortado pelo Trópico de Capricórnio (esta linha imaginária passa em São Paulo), apresentando 92% do seu território na zona intertropical, isto é, entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Os 8% restantes estão na zona temperada do sul, entre o trópico de Capricórnio e o círculo polar Antártico.

A localização geográfica do Brasil e suas características políticas, econômicas e sociais enquadram-no em determinados blocos de nações. Quando havia o chamado conflito leste-oeste, o Brasil assumia sua posição de país ocidental e capitalista; como país meridional, no diálogo norte-sul, alinha-se entre os países pobres (do sul); e como país tropical compõe o grupo dos países espoliados pelo colonialismo europeu e posteriormente pelo neocolonialismo dos desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos.

Guia de Estudos para passar no vestibular - Geografia

O espaço mundial.
Desigualdades sócio espaciais das atividades econômicas, população, trabalho e tempo livre, centros de poder e conflitos atuais.

A distribuição territorial das atividades econômicas.

1 - A natureza como recurso para o desenvolvimento das atividades econômicas: extrativismo, coleta e produção agropecuária. A utilização dos recursos naturais e os impactos ambientais.
2 - Os processos de industrialização, urbanização e metropolização e o desenvolvimento desigual dos países.
3 - Os grandes centros econômicos e sua organização territorial: Estados Unidos, Japão e
Europa Ocidental.
4- Diversidade geográfica e socioeconômica da América Latina, África, Ásia e Oceania.
5 - A integração dos países pelas redes materiais e imateriais. As redes de transporte e a circulação
de mercadorias e as redes imateriais: fluxos de informação, de comunicação e de capital financeiro.

A população mundial: estrutura, dinâmica e mobilidade geográfica.

1 – Estrutura e dinâmica populacional, desemprego e exclusão social.
2 - Mobilidade populacional: migração de trabalhadores, fluxo de turistas e de refugiados políticos.

Tempo livre: diferenças geográficas e sociais.

1- O lazer e o entretenimento na sociedade atual: direito ao lazer e sua mercantilização.
2 - O turismo como atividade econômica e suas diversas formas.
3 - Os impactos sócio-ambientais da atividade turística.
4 - O esporte. A indústria cultural.

Do mundo bipolar ao mundo multipolar.

1 - Surgimento e crise do mundo bipolar: as potências coloniais, a Primeira e a Segunda Guerras
Mundiais, as superpotências, o movimento dos países não alinhados, a corrida armamentista e a
Guerra Fria.
2 - Implicações geopolíticas da desestruturação da União Soviética: crise e desagregação da URSS
e a reestruturação política do leste europeu.
3 - O mundo multipolar: a hegemonia mundial dos Estados Unidos e os novos pólos do poder
mundial: Alemanha, França, Reino Unido, Japão, China e Rússia. As potências regionais: África do
Sul, Brasil e Índia.
4 - A organização do poder econômico e político mundial: os principais organismos internacionais,
os blocos econômicos regionais, os grandes grupos econômicos internacionais e as organizações não
governamentais.
5 - A emergência de conflitos regionais e a questão das identidades sócio-culturais: étnicas, tribais e religiosas.
O espaço geográfico brasileiro.
A formação do território, a distribuição territorial das atividades econômicas, população e participação do Brasil na ordem mundial.
1 - A formação do território brasileiro e a gênese das desigualdades sócio-espaciais contemporâneas. A produção de espaços vinculados ao comércio colonial exportador.
2 - Os espaços geográficos complementares à economia colonial exportadora.
3 - As fronteiras territoriais.

A distribuição territorial das atividades econômicas.
1 - A natureza como recurso para o desenvolvimento das atividades econômicas.
2 - A exploração vegetal e a pesca.
3 - Os recursos minerais, as fontes de energia e os impactos ambientais.
4 - O modelo energético brasileiro.

A diversidade regional da agricultura e da pecuária brasileira.

1 - Da subsistência à modernização
agropastoril. A questão da propriedade territorial, das relações de produção e de trabalho.
2 - O complexo agro-industrial. A política agrícola e os mecanismos de financiamento das atividades no campo.
3 - A reforma agrária e os movimentos sociais no campo.
4 - A agricultura e os impactos ambientais.

O processo de industrialização brasileiro.
1 - Gênese da indústria: a cafeicultura e a concentração de riqueza em São Paulo.
2 - O processo de industrialização, a
concentração da atividade industrial no Brasil e a recente desconcentração espacial da indústria.
3 - A industrialização restringida, a substituição de importações e o desenvolvimento de pólos industriais e tecnológicos.
4 - O processo de industrialização e o desenvolvimento desigual das regiões brasileiras.

O processo de urbanização e a constituição da rede urbana brasileira.
1 - O desenvolvimento metropolitano e as atividades de serviços.
2 - A produção científica e tecnológica no Brasil: as instituições de pesquisa.
3 - A urbanização e os impactos ambientais.
4 - Os movimentos sociais urbanos.
5 - As regiões brasileiras e o Estado de São Paulo.

A população brasileira: estrutura, dinâmica e mobilidade geográfica.
1 - A formação da população brasileira. A questão indígena e as seqüelas da escravidão africana. A imigração européia e asiática.
2 - Estrutura e dinâmica da população brasileira, emprego, distribuição da renda e exclusão social.
Os indicadores de qualidade de vida.
1 - A distribuição espacial da população, migrações internas e externas. Migração de
trabalhadores, fluxo de turistas e de refugiados políticos.
O Brasil na nova ordem mundial.
1 - Participação do Brasil nos organismos internacionais, sua relação com os centros hegemônicos mundiais, e com blocos econômicos regionais.
2 - O Brasil e os Estados Unidos.
3 - O Brasil e a América Latina. A relação com os países amazônicos. A formação e o desenvolvimento do Mercosul.

4 - O Brasil e seus demais parceiros internacionais.
O planeta Terra:
1 - Os climas e os ecossistemas terrestres, o relevo e a água na superfície terrestre.
2 - O planeta Terra.
3 - Origem do Universo e do planeta Terra: hipóteses explicativas.

Movimentos principais da Terra e suas conseqüências.
1 - Estrutura interna da Terra.
2 - Os sismos e o conhecimento das camadas internas. A crosta terrestre e sua composição. Origem e evolução dos continentes e a deriva continental.
3 - A tectônica de placas: distribuição das placas na superfície terrestre e seus movimentos. Bordas de placas, atividade vulcânica e formação de montanhas.

Natureza e origem das rochas.
1 - Minerais constituintes e tipos de rochas. O ciclo das rochas.
2 - As rochas, os fósseis e a escala do tempo geológico. A idade da Terra.
3 - Recursos minerais e sua distribuição.

Origem e evolução dos depósitos de combustíveis fósseis.

1 - Recursos minerais no Brasil.
2 – Os climas e os ecossistemas terrestres.
3 - O clima.
4 - A atmosfera: composição química.
5 - Temperaturas e circulação atmosférica.

As mudanças de temperatura e os fatores geográficos. As precipitações.
2.1.3 - Tempo e clima. Zonalidade climática.
2.1.4 - O efeito estufa natural. As mudanças climáticas.
2.2 - A biosfera. Conservação, uso, manejo e estado atual dos ecossistemas.
2.2.1 - Distribuição geográfica dos climas e a distribuição da vegetação.
2.2.2 - Ecossistemas das zonas polares, temperadas frias, temperadas, áridas e de altitude.
2.2.3 - Os ecossistemas intertropicais e sua diversidade.
O relevo terrestre.
1 - Fatores endógenos.
2 - Escudos e bacias sedimentares antigos e modernos e cadeias dobradas. Tipos de relevo associados.
3 - A formação das montanhas: falhas e dobras. Tipos de relevo associados.
4 - Vulcões e relevo vulcânico.
5 - Escala de unidades geomorfológicas: magnitude, tamanho e permanência.
6 - Origem e evolução da plataforma brasileira. Os tipos de relevo.
7 - Fatores exógenos.
8 - Os ambientes terrestres e o modelado do relevo. Intemperismo e pedogênese.
9 - Morfogênese: formas e depósitos associados nos ambientes polares, temperados frios, temperados, intertropicais, áridos e de altitude.
10 - O modelado antrópico.
11- O modelado do relevo brasileiro.

A água na superfície terrestre.
1 - Oceanos e mares.
2 - A água em movimento: correntes marinhas, ondas e marés.
3 - O relevo e os ambientes submarinos.
4 - A temperatura e a salinidade como
fatores de distribuição das espécies.
5 - A plataforma e as bacias oceânicas brasileiras: biodiversidade, recursos minerais e impactos ambientais.
6 - Formas resultantes da dinâmica marinha, dos fatores tectônicos e dos seres vivos na interface continente-oceano.
7 - O litoral brasileiro: os tipos de costa e sua evolução. Os ecossistemas costeiros: conservação, uso, manejo e estado atual.

Os ambientes de água doce.
1 - A bacia hidrográfica como unidade de
análise. A rede hidrográfica.
2 - Os sistemas fluviais: formas e depósitos. Os rios meandrantes e os deltas.
3 - A vida no ambiente fluvial.
4 - As bacias fluviais brasileiras: conservação, uso, manejo e estado atual.
5 - A água nos ambientes áridos e semi- áridos: rios anastomosados e leques aluviais.
6 - Lagos e águas subterrâneas. Tipos de lagos. A vida nos ambientes lacustres.
7 - Geleiras: formas e depósitos associados. A vida no ambiente glacial.
A questão ambiental
Os ciclos globais, a agenda ambiental internacional e as políticas ambientais no Brasil.
1 - Os ciclos globais e o ambiente terrestre nas questões internacionais.
2 - Escala temporal das flutuações climáticas.
3 - O sistema climático tropical e o fenômeno

ENSO (El Niño/Oscilação Sul).

1 - Episódios ENSO e o clima global: secas na África, desertificação, variabilidade das monções, atividade ciclônica no Atlântico e oscilações de temperatura na zona extratropical.
2 - Os resultados físicos das mudanças químicas: a intervenção antrópica. A Convenção sobre Mudanças Climáticas Globais.
3 - A intensificação do efeito estufa e o aquecimento global. O buraco na camada de ozônio. O Protocolo de Montreal.
4 - O uso intensivo do solo e a desertificação. A Convenção sobre Desertificação.
5 - Os países de megadiversidade biológica. A Convenção sobre Diversidade Biológica.

A agenda internacional ambiental e o movimento ambientalista.
1 - A questão ambiental na ONU e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
2 - As Conferências internacionais sobre o ambiente.
3 - A participação do Brasil nas reuniões internacionais sobre o ambiente.
4 - A participação das organizações não governamentais ambientalistas em organismos internacionais.
5 - As diferentes visões do ambientalismo.

Políticas públicas ambientais e o ambientalismo no Brasil.
1 - A institucionalização da temática ambiental no Brasil.
2 - A legislação ambiental brasileira.
3 - Os Conselhos sobre o meio ambiente e a participação da sociedade civil.
4 - Políticas de gestão dos recursos hídricos.
5 - Os Comitês de Bacia.
6 - O uso dos aqüíferos.
7 - Políticas de conservação da diversidade biológica brasileira.
8 - As unidades de conservação no Brasil.
9 - O acesso aos recursos genéticos do Brasil e o conhecimento desses recursos pelas comunidades locais.
10- O ambientalismo no Brasil.

A Cartografia, disciplina auxiliar da Geografia.
1 - O sistema de coordenadas terrestres. As coordenadas geográficas. Hemisférios e zonas terrestres.
2 - A representação da superfície terrestre: projeções cartográficas, escalas de representação e tipos de mapeamento.
Mapeamento da Terra por satélite. Aplicações geográficas das imagens de satélite.
3 - A linguagem cartográfica como meio de compreensão e expressão de fenômenos da realidade.
4 - As diferentes formas de representação gráfica no tratamento da informação de fenômenos da realidade.

Aquecimento Global, terrível realidade

No mundo as previsões que eram para aproximadamente daqui a dez anos. Estão se concretizando no nosso dia-a-dia. Os cientistas estão perplexos, pois o Efeito Estufa como um instrumento de diagnóstico tem atingido níveis terríveis e gradativos diante um planeta explorado, sucateado pelos mecanismos de exploração do homem. O que se esperava foi deixado de lado em função de uma economia globalizante ferrenha que aumenta a emissão de gases, ampliando ainda mais esse efeito, transformando nossa atmosfera em uma estufa. Tal fato tem gerado danos climáticos cuja irreversibilidade se torna cada vez mais visíveis, diante do comportamento da natureza.

Ilustração sobre Aquecimento Global: IndustriaBaseando-se no relatório elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas - IPCC/Organização Mundial Meteorológica (OMM) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA/ONU – Organização das Nações Unidas sobre as mudanças ocorridas no clima do planeta, ainda este ano de 2007, essas emissões atingirão níveis altíssimos. Segundo Flannery - vencedor do prêmio Australiano do Ano, in Reuters:

“O relatório do Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) mostrará que os gases do efeito estufa presentes na atmosfera na metade de 2005 haviam atingido uma concentração de cerca de 455 partes por milhão de dióxido de carbono equivalente -- um cenário previsto para instalar-se daqui a 10 anos. "Acreditavamos que chegaríamos a esse limiar em cerca de uma década", desabafou Flannery a imprensa australiana.
"Segundo o relatório, a quantidade de gases do efeito estufa na atmosfera já está acima do limite e já há a possibilidade de haver mudanças climáticas perigosas." Flannery, da Universidade Macquarie, disse ter visto os dados que integrarão o documento do IPCC. O cientista afirmou que a expansão da economia global, com destaque para a China e a Índia, é um fator de peso por detrás da inesperada aceleração dos níveis de concentração dos gases do efeito estufa.”.

Em dezembro de 2007 o mundo se reunirá mais uma vez em função não só da atuação sobre o metano, hexafluoreto sulfúrico, óxido nitroso, perfluorocarbono, dióxido de carbono e hidrofluorcarbono, para tornar mais abrangente e radical o controle desse problema tão agravante. Esse encontro será na cidade de Bali (Indonésia), com a função de aprimorar e substituir a legislação do Protocolo de Kyoto - em vigor em 16 de fevereiro de 2006, com término em 2012. Pensava-se que esse aumento só daria daqui a dez anos, coisa que não ocorreu, a taxa de CO2 teve uma aceleração muito além do previsto para Flannery:

“‘Vimos uma aceleração imprevista no nível de acumulação de dióxido de carbono. Superou os limites projetados, para além do pior cenário possível pensado em 2001, e alguns dos outros gases se produziram em uma escala maior do que o imaginado’; ‘O que o estudo estabelece é que a quantidade de gases poluentes na atmosfera superou o limite no qual podem causar mudanças climáticas perigosas’; ‘Caso tivesse que resumir, o que diz (o estudo) é que já enfrentamos um risco inaceitável de mudança climática perigosa e precisamos adotar ações de maneira ainda mais urgente’.”.

Ilustração sobre Aquecimento Global: Planeta TerraEsse efeito de aquecimento tem descongelado o Oceano Ártico, que ficou agora sobre a mirra de inescrupulosos e seus projetos de ocupação em função dos interesses financeiros na exploração turística, da navegação comercial e dos seus recursos naturais. Imaginem mais de 14 milhões de quilômetros quadrados - Comissão dos Limites da Plataforma Continental (CLPC), banhando as costas da Europa, da Ásia e da América. Seu poder estratégico fica também visível ao Sul sua comunicação com o Oceano Atlântico com o mar de Barents, sem falar do estreito de Fram. Ao oeste limita-se com o Oceano Pacífico, através do Estreito de Bering. A cobiça humana cada vez mais valorizando os interesses individuais em função do coletivo. “De acordo com o Grupo Intergovernamental de Estudos sobre Mudança Climática (Giec), a temperatura média na região aumentou duas vezes mais nos últimos 100 anos do que a média mundial”.

Esses jogos de interesses e ocupação exploratórios vêm contribuindo para o Aquecimento desordenado do planeta, conhecido como Aquecimento Global – que apresenta o aumento da temperatura média dos oceanos, do ar perto da superfície do nosso planeta. Há décadas esses dados são coletados e o mais recentes confirmam esse aquecimento desordenado, que poderá contribuir para a nossa extinção.

O Planeta está sendo tão explorado que os fenômenos naturais do planeta se acirraram como se vê na sociedade da indústria e da tecnologia, ainda somos frágeis diante das variação solares, abalos sísmicos mais intensos do que o normal para determinadas regiões do planeta, alterações na natureza diante da exploração dos minerais subterâneos, Poluição pela emissão de gases. Tudo tem aumentado gradativamente a temperatura da terra.

Ilustração sobre Aquecimento Global: Gráfico de temperaturaA preocupação é tremenda, a ponto de todas as sociedades e comunidades científicas, incluindo todas as academias científicas nacionais dos principais países industrializados se aliarem contra essa terrível realidade. Segundo IPCC, o clima aumentará no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100. Apesar dos estudos a situação ainda é mais agravante, esperasse que o aumento do aquecimento global do planeta e “o aumento no nível do mar continuem por mais de um milênio, mesmo que os níveis de gases estufa se estabilizem. Isso reflete na grande capacidade calorífica dos oceanos”.

Ilustração sobre Aquecimento Global: Região desertificadaEssa capacidade calorífica é verificada através de dados colhidos em estações meteorológicas de medição de temperaturas nas bases do oceano, em vários pontos urbanos, por satélites e até mesmo em navios oceanográficos do governo, de projetos particulares e de Universidades. É feita uma triagem, corrigindo possibilidades de erros, combinados com os dados de variadas localidades para se chegar a uma previsão segura.

O Aquecimento Global têm modificado os fenômenos e a geografia do nosso planeta causando:

1. Aumento da temperatura, derretimento das calotas polares e nível dos oceanos com possibilidade de desaparecimento de várias cidades costeiras;
2. Aumento da temperatura destruindo vários ecossistemas com a extinção de espécies e aumento das regiões desérticas;
3. Aumento do desmatamento e as queimadas no Brasil e África também contribuem para esse caos;
4. Aumento da temperatura provocando tufões, furacões e ciclones em locais antes não ocorridos;
5. Aumento da temperatura com maior evaporação das águas dos oceanos, aumentando a força das variações climáticas e conseqüentemente as catástrofes climáticas;
6. Aumento das Ondas de calor no verão europeu, que era ameno provocando mortes de idosos e crianças.

Acredita-se que na cidade de Bali os organismos internacionais, cumpram realmente seus papéis, tomando decisões mais radicais no sentido de conter o avanço da destruição de nosso habitat natural. Punindo com maior veemência toda nação que tiver um projeto de desenvolvimento voltado a responsabilidade com o Meio Ambiente.

* http://br.noticias.yahoo.com/foto/09102007/5/foto/fotos-noticias-mundo-trabalhador-caminha-perto-industria-quimica.html acesso em 09/10/2007.
* http://br.noticias.yahoo.com/foto/02082007/71/foto/fotos-noticias-saude-imagem-satelite-obtida-pela-nasa-mostra-concentra.html acesso em 09/10/2007.
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Instrumental_Temperature_Record.png acesso em 21/10/2007.
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global acesso em 21/10/2007 as 11:35; http://www.suapesquisa.com/geografia/aquecimento_global.htm acesso em 21/10/2007 às 11:35.
* http://veja.abril.uol.com.br/idade/exclusivo/241007/sumario.shtml foto acesso em 21/10/2007.

Possíveis impactos da mudança de clima no Nordeste

Clima do Nordeste: o presente

É conhecido que as chuvas do semi-árido da região Nordeste apresentam enorme variabilidade espacial e temporal. Anos de secas e chuvas abundantes se alternam de formas erráticas, e grandes são as secas de 1710-11, 1723-27, 1736-57, 1744-45, 1777-78, 1808-09, 1824-25, 1835-37, 1844-45, 1877-79, 1982-83, e 1997-98. A ocorrência de chuvas, por si só, não garante que as culturas de subsistência de sequeiro serão bem-sucedidas, e um veranico ou período seco dentro da quadra chuvosa pode ter impactos bastante adversos à agricultura da região. O regime pluviométrico de uma determinada região mantém uma forte relação com as condições hídricas do solo. Visto que a precipitação na região Nordeste apresenta uma grande variabilidade no tempo e espaço, a ocorrência de chuvas, por si, não garante que as culturas de subsistência serão bem sucedidas. No semi-árido é freqüente a ocorrência de períodos secos durante a estação chuvosa que, dependendo da intensidade e duração, provocam fortes danos nas culturas de subsistência.

A região Nordeste caracteriza-se naturalmente como de alto potencial para evaporação da água em função da enorme disponibilidade de energia solar e altas temperaturas. Aumentos de temperatura associados à mudança de clima decorrente do aquecimento global, independente do que possa vir a ocorrer com as chuvas, já seriam suficientes para causar maior evaporação dos lagos, açudes e reservatórios e maior demanda evaporativa das plantas. Isto é, a menos que haja aumento de chuvas, a água se tornará um bem mais escasso, com sérias conseqüências para a sustentabilidade do desenvolvimento regional.

O sistema elétrico brasileiro depende do regime de chuvas. Uma pequena redução da quantidade de chuvas ou um pequeno aumento da evaporação pode levar a zero a geração de energia em grandes áreas do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Sentimos isso em 2001, durante o “apagão”. Aquilo foi provocado pelas poucas chuvas no sistema hidrelétrico do Sudeste, e bastou um aumento da temperatura de um ou dois graus, e a quantidade de água perdida para a evaporação, e o excesso de uso de energia para fazer funcionar sistemas de ar acondicionado e refrigeração, foram suficientes para levar os níveis dos reservatórios das usinas hidroelétricas a níveis próximos a zero, comprometendo a geração de energia.
Clima do Brasil: o futuro

As projeções de clima, liberadas pelo Quarto Relatório do IPCC (IPCC AR4), têm mostrado cenários de secas e eventos extremos de chuva em grandes áreas do planeta. No Brasil, a região mais vulnerável, do ponto de vista social, à mudança de clima, seria o interior de Nordeste, conhecida como semi-árido, ou simplesmente o “sertão”. Reduções de chuva aparecem na maioria dos modelos globais do IPCC AR4, assim como um aquecimento que pode chegar até 3-4ºC para a segunda metade do século XXI. Isso acarreta reduções de até 15-20% nas vazões do rio São Francisco.

O Relatório do Clima do Brasil, produzido recentemente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tem estudado as mudanças de clima no Brasil, e para o Nordeste, para finais do século XXI. Este relatório tem usado modelos regionais de até 50 km de resolução animados no modelo global de HadAM3 do Centro Climático do Reino Unido (Hadley Centre). Segundo este relatório do Inpe, estes seriam os possíveis impactos da mudança de clima, considerando os cenários otimistas e pessimistas propostos pelo IPCC:

No cenário climático pessimista, as temperaturas aumentariam de 2 ºC a 4 ºC e as chuvas de reduziriam entre 15-20% no Nordeste até o final do século XXI. No cenário otimista, o aquecimento seria entre 1-3 ºC e a chuva ficaria entre 10-15% menor que no presente.

Essas mudanças no clima do Nordeste no futuro podem ter os seguintes impactos:

* A caatinga pode dar lugar a uma vegetação mais típica de zonas áridas, com predominância de cactáceas. O desmatamento da Amazônia também afetará a região.
* Um aumento de 3ºC ou mais na temperatura média deixaria ainda mais secos os locais que hoje têm maior déficit hídrico no semi-árido.
* A produção agrícola de subsistência de grandes áreas pode se tornar inviável, colocando a própria sobrevivência do homem em risco.
* O alto potencial para evaporação do Nordeste, combinado com o aumento de temperatura, causaria diminuição da água de lagos, açudes e reservatórios.
* O semi-árido nordestino ficará vulnerável a chuvas torrenciais e concentradas em curto espaço de tempo, resultando em enchentes e graves impactos sócio-ambientais. Porém, e mais importante, espera-se uma maior freqüência de dias secos consecutivos e de ondas de calor decorrente do aumento na freqüência de veranicos.
* Com a degradação do solo, aumentará a migração para as cidades costeiras, agravando ainda mais os problemas urbanos.

Conseqüências da mudança do clima no Nordeste:

As projeções apresentadas no Relatório do Clima do Inpe foram geradas usando modelos climáticos globais e regionais, e o fato de todos os modelos convergirem numa situação de clima mais quente e seco pode fazer com que consideremos essas projeções como tendo um grau de certeza grande. Considerando um modelo em particular (o modelo do Centro Climático britânico - Hadley Centre) e o cenário pessimista, apresenta uma tendência de extensão da deficiência hídrica por praticamente todo o ano para o Nordeste, isto é, tendência a “aridização” da região semi-árida até final do século XXI. Define-se “aridização” como sendo uma situação na qual o déficit hídrico que atualmente apresenta-se no semi-árido durante 6-7 meses do ano seja estendido para todo o ano, conseqüência de um aumento na temperatura e redução das chuvas. Em resumo, grande parte do semi-árido nordestino, onde a agricultura não irrigada já é atividade marginal, tornar-se-ia ainda mais marginal para a prática da agricultura de subsistência.

Aquecimento global, com a elevação do nível dos oceanos, aumento da intensidade e da freqüência das ressacas nos últimos anos, a ocupação irregular da orla e mudanças provocadas pelo homem nos rios que desaguam no mar são apontados, por especialistas em climatologia e fenômenos marinhos, como causas mais prováveis da redução das praias. Uma elevação de 50 cm no nível do Atlântico poderia consumir 100 metros de praia no Norte e no Nordeste. Em Recife, por exemplo, a linha costeira retrocedeu 80 metros de 1915 a 1950, e mais de 25 metros de 1985 e 1995.

Os ambientalistas estão preocupados também com a caatinga, apontada como uma das ações mais urgentes. A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, abriga uma fauna e uma flora únicas, com muitas espécies endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Trata-se de um dos biomas mais ameaçados do Brasil, com grande parte de sua área tendo já sido bastante modificada pelas condições extremas de clima observadas nos últimos anos, e potencialmente são muito vulneráveis às mudanças climáticas.

O clima mais quente e seco poderia ainda levar a população a migrar para as grandes cidades da região ou para outras regiões, gerando ondas de “refugiados ambientais”, aumentando assim os problemas sociais já existentes nos grandes centros urbanos do Nordeste e do Brasil.
O que pode ser feito: avaliações do impacto e vulnerabilidade as mudanças climáticas

A população mais pobre é a que sofrerá mais e a região mais afetada seria um quadrilátero no Nordeste, compreendendo desde o oeste do Piauí, o sul do Ceará, o norte da Bahia e oeste de Pernambuco, onde estão as cidades com menor desenvolvimento humano. As projeções de clima para o futuro indicam riscos de secas de 10 anos ou mais.

Para um país com tamanha vulnerabilidade, o esforço atual de mapear tal vulnerabilidade e risco, conhecer profundamente suas causas setor por setor, e subsidiar políticas públicas de mitigação e de adaptação ainda se situa bem aquém de suas necessidades. O conhecimento sobre impactos setoriais avançou um pouco sobre a vulnerabilidade da mega diversidade biológica e de alguns agro-ecossistemas (milho, trigo, soja e café) às mudanças climáticas, com indicações iniciais de significativa vulnerabilidade. Nos setores de saúde, recursos hídricos e energia, zonas costeiras, e desenvolvimento sustentável do semi-árido e da Amazônia, a quantidade de análises de impactos e vulnerabilidade é substancialmente menor, o que aponta para uma premente necessidade de induzir estudos para esses setores.

São mais comuns os estudos de vulnerabilidade a mudanças dos usos da terra, aumento populacional e conflito de uso de recursos naturais, porém, é urgente um esforço nacional para a elaboração de um “Mapa Nacional de Vulnerabilidade e Riscos às Mudanças Climáticas”, integrando as diferentes vulnerabilidades setoriais e integrando estas com as demais causas de vulnerabilidade. Um plano contra a mudança climática incluiria tanto ações de adaptação (como mudar o zoneamento em cidades litorâneas para evitar o avanço do mar) quanto de mitigação.
Implementação de um sistema brasileiro de alerta precoce de seca e desertificação

Considerando a sensibilidade do Nordeste às variações climáticas, e ante uma potencial mudança do clima nessa região, considerada como a mais vulnerável às reduções de chuva e aumento das temperaturas, é necessária uma ação coordenada do governo para enfrentar a mudança de clima. O governo brasileiro está criando um sistema para prever a ocorrência de grandes períodos de seca no semi-árido e apontar as áreas suscetíveis a um processo de desertificação desencadeado por mudanças climáticas.

Batizado de Sistema Brasileiro de Alerta Precoce de Secas e Desertificação, o projeto visa à criação e implantação de um sistema, que permita trabalhar com a questão mais imediata que são as grandes secas episódicas que atingem a região, assim como a criação de uma ferramenta de diagnóstico para identificar as áreas mais afetadas pela degradação ambiental, e mais suscetíveis à desertificação.

Efeito pré-sal: os novos profissionais

A complexidade das atividades de exploração e produção de petróleo nos últimos anos, principalmente nos reservatórios localizados abaixo da camada pré-sal, tem aumentado a demanda do mercado por mão-de-obra qualificada. Por isso, fique ligado. Na Petrobras, por exemplo, uma das grandes preocupações da área de Recursos Humanos é ampliar a competência da força de trabalho para explorar e produzir em horizontes geológicos mais profundos e complexos.

A estatal criou um programa para levantar a demanda e a disponibilidade de mão-de-obra para trabalhar no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. A busca por profissionais especializados, que deverão trabalhar nos projetos até 2020, mostra que a área técnica pode ser uma boa pedida para quem ainda não decidiu a sua carreira. Já estão sendo realizadas pesquisas em universidades e escolas técnicas para mapear a capacidade dessas instituições de formar profissionais com a qualificação requerida pelas exigências do pré-sal.

Em paralelo, a Petrobras está criando uma ação de capacitação dentro do Programa de Desenvolvimento para o pré-sal. Esse programa é composto por um plano de desenvolvimento de cargos críticos, um portfólio de cursos voltados para essa área, simpósios, além da reestruturação dos programas de formação existentes e um programa de qualificação profissional para a área de energia em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), abrangendo universidades e escolas técnicas.

Outra sugestão é acompanhar o lançamento dos editais de seleção do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). O Plano Nacional de Qualificação da instituição pretende treinar, até o final de 2009, cerca de 112 mil profissionais nos níveis básico, médio, técnico e superior, em 17 estados do Brasil onde deverão ocorrer os projetos de investimentos planejados para o setor de petróleo e gás.

Atualmente, o Prominp está em seu 4º ciclo de qualificação profissional. Para ajudar a colocar a mão-de-obra treinada nos três ciclos anteriores, o Prominp criou o banco de currículos on line, que hoje conta com 26 mil currículos de alunos e ex-alunos dos cursos realizados pelo programa. Disponível na internet, o banco online é uma ferramenta gratuita, prática e acessível para qualquer empresa ligada ao setor de petróleo e gás. Basta clicar no Portal de Qualificação no site www.prominp.com.br.

Os estados e regiões contemplados nos quatro ciclos são: Alagoas (Maceió); Amazonas (Coari e Manaus); Bahia (Salvador); Ceará (Fortaleza); Espírito Santo (Vitória e Linhares); Mato Grosso do Sul (Três Lagoas); Minas Gerais (Belo Horizonte); Paraíba (João Pessoa); Paraná (Curitiba); Pernambuco (Recife); Rio de Janeiro (Rio de Janeiro); Rio Grande do Norte (Mossoró); Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Rio Grande); Rondônia (Porto Velho), Santa Catarina (Itajaí), São Paulo (Paulínia, Santos, São José dos Campos e região metropolitana de São Paulo), e Sergipe (Aracaju).

O Sistema de Seleção Unificada (SISU)

O Sistema de Seleção Unificada (SISU)
É o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação, por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionarão novos estudantes exclusivamente pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2009.
Instituições e cursos participantes da seleção unificada
A lista das instituições participantes do SiSU e dos cursos oferecidos pode ser consultada neste portal por meio do item "Vagas" ou do campo de busca. O candidato poderá fazer sua consulta por estado, instituição ou curso.
Quem pode se inscrever no Sistema de Seleção Unificada
Podem se inscrever na seleção unificada os estudantes que fizerem o ENEM. É importante ressaltar que algumas instituições adotam notas mínimas para inscrição em determinados cursos. Nesse caso, no momento da inscrição, se a nota do candidato não for suficiente para concorrer àquele curso, o sistema emitirá uma mensagem com essa informação.
Como funciona o Sistema de Seleção Unificada
O processo seletivo por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) será realizado em três etapas:
• Primeira Etapa
• Segunda Etapa
• Etapa Suplementar

A cada etapa, o aluno faz sua opção, escolhendo o curso e a instituição para a qual deseja concorrer e efetua sua inscrição pelo sistema. O sistema seleciona automaticamente os candidatos melhor classificados em cada curso de acordo com as suas respectivas notas, o número de vagas disponíveis e o número de inscritos.

Os candidatos selecionados têm um prazo para efetuar sua matrícula na instituição para a qual foram selecionados. As vagas eventualmente não ocupadas são disponibilizadas na etapa seguinte, e os candidatos interessados podem participar novamente, fazendo nova inscrição para concorrer a essas vagas. As três etapas seguem essa mesma dinâmica.
A inscrição no SiSU
As inscrições dos candidatos são feitas exclusivamente pela internet, neste portal. Para se inscrever, o candidato deverá acessar o sistema (no campo "Acesse o Sistema de Seleção Unificada", no alto da página principal) e informar seu número de inscrição e a senha cadastrada no Enem 2009. Após estas informações, o sistema solicitará que o candidato crie uma nova senha, específica para o SiSU.
O sistema também solicitará que o candidato informe um e-mail válido. Muita atenção ao cadastrar o e-mail, pois somente por meio dele o estudante poderá, caso necessite, recuperar sua senha do SiSU.
Diferença entre o PROUNI e o Sistema de Seleção Unificada (SISU)
O Programa Universidade para Todos (PROUNI) oferece bolsas de estudos em instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros, sem diploma de nível superior.
O Sistema de Seleção Unificada (SISU) é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação, por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionarão a cada ano, novos estudantes exclusivamente pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM)

A Prova do novo ENEM

O novo ENEM é constituído por um conjunto de 4 provas, com 180 questões e uma redação aplicadas em dois dias. Os principais focos das provas do ENEM são a interdisciplinaridade e a contextualização, no entanto, exige também domínio dos conteúdos trabalhados no Ensino Médio. Cada prova envolve uma área de conhecimento e consta de 45 questões, sendo que a área de Linguagens e Códigos tem também uma Redação. As áreas de conhecimento são as seguintes:
  • Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: envolve conhecimentos de Língua Portuguesa, Lliteratura e Língua Estrangeira Moderna (inglês e espanhol).
  • Matemática e suas Tecnologias.
  • Ciências Humanas e suas Tecnologias, com questões de Geografia, História, Filosofia e Sociologia.
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias, que avalia conhecimentos de Física, Química e Biologia.
No primeiro dia, com quatro horas e meia de duração, o aluno respondeu às 90 questões de Ciências Humanas e Ciências da Natureza. No segundo dia, com cinco horas e meia de duração, o estudante respondeu às 90 questões das outras duas áreas e elabora uma Redação.
Nas questões objetivas a prova cobra situações-problema contextualizadas na interdisciplinaridade das ciências, das artes e da filosofia, em sua articulação com o mundo em que vivemos. São utilizados gráficos, figuras, charges, desenhos, ou seja, todas as linguagens possíveis para veicular dados e informações. As questões são elaboradas com base na Matriz de Referência para o ENEM, publicada pelo Ministério da Educação em maio de 2009.
A matriz descreve cinco eixos cognitivos que são comuns às quatro áreas do conhecimento e à redação e pressupostos com de amplo domínio para aqueles que concluem o Ensino Médio, que são:
Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa.
Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.
Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.
Construir argumentação (CA): relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.
Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
As questões são corrigidas pela Teoria da Resposta ao Item (TRI), sistema que atribui pesos diferentes, ou seja, questões mais difíceis tem pontuação maior do que as outras questões consideradas mais fáceis.