Geografia da Amizade

Geografia da Amizade

Amizade...Amor:
Uma gota suave que tomba
No cálice da vida
Para diminuir seu amargor...
Amizade é um rasto de Deus
Nas praias dos homens;
Um lampejo do eterno
Riscando as trevas do tempo.
Sem o calor humano do amigo
A vida seria um deserto.
Amigo é alguém sempre perto,
Alguém presente,
Mesmo, quando longe, geograficamente.
Amigo é uma Segunda eucaristia,
Um Deus-conosco, bem gente,
Não em fragmentos de pão,
Mas no mistério de dois corações
Permutando sintonia
Num dueto de gratidão.
Na geografia
da amizade,
Do amor,
Até hoje não descobri
Se o amigo é luz, estrela,
Ou perfume de flor.
Sei apenas, com precisão,
Que ele torna mais rica e mais bela
A vida se faz canção!

"Roque Schneider"



Quem sou eu

Salvador, Bahia, Brazil
Especialista em Turismo e Hospitalidade, Geógrafa, soteropolitana, professora.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

CHINA- uma potência.

Economia e história da potência

A China está em evidência. É capa de jornais e revistas e tema de documentários em toda parte do mundo. Não é à toa, pois o crescimento econômico chinês e seus impactos atraíram, nas últimas duas décadas, toda a atenção mundial. O PIB chinês, em 2006, superava o do Reino Unido, França, Itália e Canadá, países do G-7. As taxas de crescimento econômico chinesas, há mais de 20 anos, têm sido as mais elevadas do mundo.

A China vive o impacto de profundas transformações sócio-culturais. O cenário é de uma economia moderna. Nas ruas circulam carros importados e pessoas agarradas em seus telefones celulares. As lojas expõem mercadorias em abundância e chineses dispostos a comprar atropelam-se em grandes magazines e shopping centers. Butiques de grife, redes de fast-food também formam a moldura da paisagem urbana.

O início das transformações

A morte de Mao Zedong, em 1976, selou a trajetória socialista chinesa, que não chegou a completar 30 anos. Neste período, o socialismo em todo o mundo já começava a dar sinais de esgotamento e a China foi pioneira na promoção das mudanças que levariam à transição para a economia capitalista. Não foi uma transição simples. As disputas foram acirradas entre aqueles favoráveis às reformas e a ala minoritária e conservadora do Partido Comunista Chinês.
O grupo reformista, liderado por Deng Xiaoping, assumiu a liderança. A China de Deng implementou a economia de mercado, permitiu a propriedade particular para o desenvolvimento das atividades econômicas, nas Zonas Econômicas Especiais (ZEE) e nas Zonas de Comércio Aberto (ZCA). As Zonas de Comércio Aberto são regiões que, além do livre mercado, estão abertas ao comércio exterior e à entrada de multinacionais, desde que respeitadas as restrições de associarem-se ao governo ou a empresários chineses por meio de joint ventures. As empresas são atraídas pelos baixos impostos, facilidades burocráticas para exportação e importação, mão-de-obra industrial muito barata com longa jornada de trabalho, o que torna os preços dos produtos de baixo aporte tecnológico imbatíveis no mercado internacional. A partir da década de 1990, instalaram-se montadoras de automóveis, como Volkswagen e General Motors, as de equipamentos elétrico-eletrônicos e de hardwares.
Hoje a China lidera as exportações mundiais de vestuário, calçados, brinquedos, produtos eletrônicos e já ameaça o mercado mundial de produtos químicos, máquinas e equipamentos industriais, satélites e softwares.
A China atrai investimentos do mundo inteiro, inclusive do Brasil, e a presença da nova economia chinesa no mercado mundial tem causado impactos no mercado de trabalho de diversos países: empresas fecharam suas unidades produtivas e as deslocaram para lugares que oferecem menor custo e maior rentabilidade. A China tem sido o destino preferencial destas empresas, inclusive algumas brasileiras.

O modelo chinês

A China explica que o seu sistema econômico adapta mecanismos de mercado ao socialismo, através do da forte presença do Estado que fomenta a economia e o desenvolvimento social. Um capitalismo controlado pelo Partido Comunista.
As fazendas coletivas foram distribuídas aos camponeses e foi permitida a produção para o mercado. No entanto, o poder sobre as terras pertence ao Estado e a posse pode ser transferida para outro agricultor.
Mesmo nas áreas urbanas a propriedade do solo permanece do Estado. Ser dono de um imóvel na China é ser proprietário das construções realizadas sobre o solo e adquirir o direito de utilizar o terreno por um prazo de 90 anos.
Difícil encaixar a China atual num determinado sistema econômico. É melhor usar o termo sistema chinês. A constituição chinesa afirma que a China é um socialismo de mercado. Outros afirmam que o que existe de fato é um sistema capitalista controlado pelo Estado. De fato, a economia de mercado está em contradição com o controle estatal.
Por outro lado, o socialismo teve origem no combate às desigualdades econômicas e sociais produzidas pelo mercado e, embora parcela significativa da população chinesa tenha sido beneficiada pelo crescimento econômico, os contrastes sociais são muito mais evidentes.
A contradição entre economia socialista (planificada pelo Estado) e economia capitalista (baseada no mercado) passou a ser vista pelo governo chinês como uma besteira. Deng Xiaoping chegou a declarar a esses respeito que: "Não importa a cor do gato, importa que ele pegue o rato".
O Estado foi o principal instrumento da modernização acelerada que transforma diariamente a paisagem da China. O ritmo da economia chinesa exige construções permanentes ou reaparelhamentos de portos, rodovias, estradas de ferro, aeroportos e usinas de energia.

Repressão e censura

As conquistas econômicas não foram acompanhadas por reformas democráticas e maior participação política. O controle do PCC (Partido Comunista Chinês) permanece inabalável.
Em 1989, uma ampla manifestação estudantil pró-democracia foi esmagada com tanques e fuzis. Sindicatos e greves são proibidos e qualquer manifestação é violentamente reprimida. Muitos militantes por direitos civis exilaram-se. A liberdade de expressão é inexistente e as críticas ao governo chinês são severamente punidas com prisão ou morte.
O conteúdo da internet é totalmente controlado pelas autoridades locais através de filtros que bloqueiam o acesso a determinados sites na Web. A Google, para entrar neste mercado, teve que se adaptar à regulamentação e ao controle das autoridades e restringir seus conteúdos de busca disponíveis. Além disso, não hospedará blogs nem correios eletrônicos.
De acordo com a Anistia Internacional, a China foi responsável por 80% das aplicações da pena de morte realizadas no mundo no ano de 2005, e faz parte da lista dos países em que alguns condenados tem menos de 18 anos de idade.

País é considerado a oficina do mundo

Em outubro de 2009, a China, ou Império do Meio (Tchong-Kouo), relembrará 60 anos da revolução comunista. Mao Tse-Tung, líder do PCCh (Partido Comunista Chinês), enquanto viveu, até 1976, defendeu a política como prioridade superior à economia - o igualitarismo social era mais importante que a produtividade. Depois de sua morte, assumiu Den Xiaoping, em 1978, que passou a dar prioridade à produtividade. Essa tendência ficou famosa com a seguinte frase de Xiaoping: "Não importa se o gato é branco ou preto, o que importa é que apanhe os ratos".

Em pouco tempo, graças à implantação das Zonas Econômicas Especiais instaladas ao longo da orla marítima, a China passou a atrair um número cada vez mais crescente de empresas e investimentos estrangeiros diretos ou em forma de joint venture, tornando-se uma dos maiores potências exportadoras mundiais, inundando o mundo com produtos diversos.
Todavia, a confirmação da China - que conta com uma população de 1,3 bilhão de habitantes e é o terceiro maior território do mundo - como a principal potência emergente do século 21 depende não apenas de sua pujança econômica, mas também de mudanças políticas - que garantam direitos trabalhistas e liberdade de expressão - e da solução de graves problemas ambientais.

Hipertrabalho

No contexto da Nova Divisão Internacional do Trabalho, a China aparece como fornecedora de mão-de-obra barata e abundante para as multinacionais. Mas segundo o entendimento dos trabalhadores dos países desenvolvidos, o modelo chinês é responsável pela destruição de milhares de empregos no Ocidente.
Para se ter uma ideia da situação, um trabalhador médio estadunidense, que trabalha em torno de 8 horas por dia, recebe um salário de 3 mil dólares por mês, enquanto um trabalhador médio chinês, que, muitas vezes, trabalha mais de 10 horas por dia, ganha 160 dólares mensalmente. Isso vale também para os trabalhos que exigem um melhor nível de qualificação profissional: enquanto um designer de hardware dos Estados Unidos ganha 300 mil dólares anuais, um chinês não recebe mais do que 24 mil dólares por ano.
A China conta com uma população economicamente ativa (PEA) de 700 milhões de pessoas - um verdadeiro "exército industrial de reserva" -, que continuarão dispostas a trabalhar por horas a fio em troca de poucos dólares. Porém, são cada vez mais visadas pela opinião pública internacional as grandes empresas multinacionais que usam (ou apóiam) os chamados sweatshops ("fábricas do suor"), nos quais ocorre a exploração extrema dos trabalhadores, chegando a ceifar vidas - o que os chineses chamam de guolaosi (morte súbita por hipertrabalho).
A economia chinesa vem despertando a atenção da comunidade internacional há quase três décadas, devido a seu intenso crescimento, na casa dos 10% ao ano. Para se ter uma idéia do gigantismo, em 2007, às portas da crise financeira, o PIB (Produto Interno Bruto) chegou a 4,3 trilhões de dólares, o que a coloca como a terceira maior economia do mundo (atrás do Japão e dos EUA), com a previsão de que, em 2030, se tornará a primeira economia mundial.

Centralismo político

Mas seria uma atitude simplista crer que o modelo econômico chinês se baseia apenas na mão-de-obra abundante e barata. Primeiro, não se pode desconsiderar que inexiste uma política sindical independente do PCCh, o que, sem dúvida, dificulta qualquer ação no sentido de mudança nas péssimas condições de trabalho. Em segundo lugar, não se pode esquecer que a admissão da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, mais do que afirmá-la definitivamente como mais um player no mercado globalizado, demonstra, antes de tudo, que o mundo compactua com seu modelo. Em terceiro lugar, mais do que uma aparente centralização da economia chinesa por parte do governo central, são os governos municipais de importantes cidades que conduzem a economia, realizando acordos ou associações com empresas estrangeiras na forma de joint ventures.
O governo central centraliza com mão de ferro as questões de ordem política, que pouco foram alteradas desde a época maoísta. De um lado, é essa política que reprime jovens manifestantes sedentos de maior abertura política. De outro lado, tal política centralizada conduz o planejamento estratégico chinês, garantindo o positivo crescimento econômico.
Exemplos do centralismo governamental são o controle do câmbio e a desvalorização da moeda (1 dólar equivale a cerca de 8 yuans), apesar das críticas dos EUA. Esse câmbio garante um nível elevado de exportações e, em 2007, assegurou um superávit comercial de 260 bilhões de dólares - e, portanto, um afluxo considerável de capitais. É assim que a China possui hoje uma grande reserva internacional, da ordem de 2 trilhões de dólares.
Essa grande disponibilidade de crédito interno permite uma aceleração do processo de modernização, a multiplicação de obras de infraestrutura (portos, aeroportos, rodovias, estradas de ferro, metrôs, pontes, hidrelétricas) e a intensificação do processo de urbanização de muitas cidades.

Desafios

Quanto aos desafios que a China deve enfrentar a partir de agora, salientemos:
a) a necessidade de repensar questões ligadas à liberdade e à democracia;
b) direito dos trabalhadores a condições mais digna de vida;
c) diminuição das desigualdades sociais - apesar de a China ter retirado cerca de 250 milhões de pessoas da pobreza, há ainda 200 milhões de pessoas abaixo da linha da miséria (que sobrevivem com menos de 1 dólar por dia);
d) conter o intenso êxodo rural, pois se acredita que, nos próximos anos, cerca de 200 milhões de trabalhadores chineses migrarão para as cidades em busca de emprego - muitos deles, inclusive, de forma ilegal, pois a migração tem de ser autorizada pelo governo;
e) repensar a questão ambiental, pois a tendência é de que, em 20 anos, a China ultrapasse os EUA na emissão de gases do efeito estufa.
 

A savana mais rica do mundo- CERRADO

O cerrado brasileiro, também conhecido como savana brasileira, está localizado predominantemente no Planalto Central do Brasil. O cerrado é o segundo maior bioma do país, depois da floresta Amazônica. Ocupa cerca de 20 a 25% do território nacional ou 2 milhões de quilômetros quadrados e compreende os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Piauí, o Distrito Federal, Tocantins e parte dos Estados da Bahia, Ceará, Maranhão, São Paulo, Paraná e Rondônia. Ocorre também em outras áreas nos Estados de Roraima, Pará, Amapá e Amazonas.
O cerrado é uma formação mista: com árvores, arbustos e vegetação rasteira associados. As árvores apresentam galhos e troncos retorcidos, raízes profundas, casca grossa, formas que lembram uma vegetação adaptada a falta de água (pseudoxerófita, mas o fator limitante do crescimento não é a falta de água e sim a acidez dos solos tropicais).
O Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade com a presença de diversos ecossitemas, riquíssima flora com mais de 10.000 epécies de plantas, sendo 4.400 endêmicas desse bioma, caducifólia ou decídua (as folhas caem durante a estação seca do ano).

Solos ácidos e queimadas naturais

Os galhos retorcidos, característicos desta formação, estão relacionados, segundo alguns pesquisadores, à presença de solos ácidos e/ou à ação de queimadas naturais relacionadas ao acúmulo de matéria orgânica seca sobre o solo que, ao se incendiar, acaba queimando os brotos das árvores e provocando o aparecimento de novos brotos laterais (algumas sementes do cerrado só germinam depois de queimadas e algumas flores só florescem depois de queimadas) e/ou à variação de períodos secos e chuvosos (característico do clima semi-úmido) e/ou da dificuldade de se obter água de áreas mais profundas do solo (a tortuosidade dos galhos facilitaria esta tarefa).
Em caso de queimadas freqüentes (geralmente provocadas pela ação humana) o dano é inevitável pois não permite a recuperação da vegetação.
Junto aos rios apresentam-se as matas galerias ou ciliares que podem ser caracterizadas como uma formação florestal densa e alta que acompanha os cursos fluviais de médio e grande porte, onde a copa das árvores não forma galerias sobre a água. As árvores têm altura predominante entre 20 e 25 metros.

Clima e laterização

O clima predominante é o tropical semi-úmido ou tropical continental ou tropical alternadamente seco e úmido ou tropical típico, caracterizado por apresentar temperaturas altas que variam de, aproximadamente, 18º C em média, no inverno, e 25º C, no verão. A pluviosidade é de 1.500 mm ao ano, mas com chuvas concentradas no verão e estiagem no inverno.
Esta variação entre períodos secos e chuvosos resulta na formação de solos lixiviados (quando os nutrientes e material mais fino do solo são retirados pela água das chuvas) o que reduz a fertilidade natural e provoca a formação de uma camada de ferro e alumínio acumulados lentamente. Este fenômeno é chamado de laterização e resulta na formação da crosta laterítica ou ferruginosa.
Ele ocorre durante o período das chuvas, quando o ferro e o alumínio são dissolvidos e levados pela água, e durante a seca, quando a menor velocidade de escoamento e da percolação da água no solo faz o ferro e o alumínio se acumularem nestas camadas ou crosta. Como resultado da formação desta crosta relativamente impermeável a água das chuvas não se infiltram tão profundamente e aceleram a lixiviação e tornam os solos ácidos.

Chapadas

No planalto Central predominam as chapadas, geralmente de origem sedimentar, com topos amplos e planos e bordas escarpadas, o que favorece a mecanização da agricultura (a expansão da agricultura é hoje a principal causa do desmatamento do cerrado). Outra formação é constituída por afloramentos calcários (relevo cárstico), com grutas e cavernas em diferentes tamanhos e extensões.
São conhecidas mais de 1.500 espécies de animais. Trata-se, portanto, do maior conjunto de animais do planeta Terra. O aumento da presença humana e o ,conseqüente, desmatamento vem levando à destruição de diversos habitats e à ameaça de extinção de várias espécies.

O ecossistema do sertão nordestino- CAATINGA


A caatinga é um ecossistema único, encontrado no sertão nordestino. É formada por árvores de pequeno porte e espaçadas. Essas plantas são chamadas de xerófilas (palavra de origem grega "xero", seco e "philo", amigo).
São adaptadas às condições do clima semi-árido, que predomina no sertão nordestino e apresenta médias de temperatura acima dos 25ºC. Chove muito pouco, de forma irregular, em geral nos meses de verão.
A palavra caatinga, é indígena, de origem tupi, e quer dizer "mata branca", "mata rala" ou "mata espinhenta". Recebeu esse nome dos índios que habitavam a região porque durante o período de seca a vegetação fica esbranquiçada, quase sem folhas.

Plantas que dão água

As árvores que caracterizam a caatinga possuem folhas pequenas, cobertas com um tipo de cera. Muitas dessas plantas apresentam espinhos. Suas raízes são profundas, para que elas encontrem na terra a umidade necessária para viver. Plantas típicas dessa vegetação são o cacto, a palma, o xiquexique, o mandacaru, a aroeira, o umbuzeiro, o juazeiro e o caroá.
Muitas das plantas da caatinga têm capacidade de reter água no caule e nas folhas, o que acaba servindo para matar a sede de pessoas e animais quando a seca se prolonga muito.
A caatinga não é encontrada em todo o sertão. Existem áreas em que a umidade é maior ou as chuvas são mais regulares. Esses locais, chamados brejos, possuem uma vegetação mais diversificada e estão localizadas normalmente no sopé de serras e chapadas, onde chove mais.
A área da caatinga era menor do que hoje em dia. Havia florestas de transição que foram devastadas. Como a região semi-árida apresenta solos frágeis, arenosos e salgados, a recomposição das matas não foi possível. Sobreviveram apenas as espécies mais resistentes a essas condições.

Por que não chove no Nordeste?

A caatinga está incluída numa região que sofre constantemente com secas. Estas chegam a durar anos, existem áreas do sertão que já ficaram sem chuva por mais de três anos.
Essa porção territorial é conhecida como Polígono das Secas. A falta de chuvas é explicada pela perda de umidade das massas de ar que entram pelo sul. Os ventos também chegam quase sempre secos. Isso acontece porque eles perdem a umidade na porção leste do planalto da Borborema. Mais: isso explica a falta de chuvas significativas nessa área.
Quem vive na caatinga
A sobrevivência do ser humano na caatinga não é impossível: é o semi-árido mais ocupado do mundo. Mas é bastante difícil, por causa das secas prolongadas.
Os animais típicos dessa área são os mocós, gatos-maracajás, o calango, a cascavel, o carcará e a asa-branca.

Biopirataria Exploração ilegal de recursos no Brasil- BIOPIRATARIA

A biopirataria se caracteriza pela exploração ilegal de recursos naturais - animais, sementes e plantas de florestas brasileiras - e pela apropriação e monopolização de saberes tradicionais dos povos da floresta, visando lucro econômico. Atualmente, o termo biopirataria vem sendo modificado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi) para biogrilagem, que se refere a atos de apropriação do conhecimento tradicional.
Muitas comunidades tradicionais conhecem bem o poder de cura de algumas plantas e sabem receitas para fazer remédios, chás e curativos. Essas propriedades medicinais das plantas também são alvos da biopirataria.
Assim, a biopirataria não é apenas o contrabando de diversas formas de vida da flora e da fauna, mas, principalmente, a apropriação e monopolização dos conhecimentos das populações tradicionais no que se refere ao uso dos recursos naturais.
Trata-se, portanto, de um mal que enfraquece cada vez mais o nosso país, pois além de ignorar a nossa soberania territorial, permite que nosso patrimônio genético e biológico seja explorado pela ganância internacional.
Como ocorre a biopirataria
O termo biopirataria foi usado pela primeira vez em 1993, pela ONG ambientalista RAFI, (hoje ETC-Group) para denunciar práticas em que os recursos das florestas e o conhecimento indígena estavam sendo patenteados por empresas multinacionais e instituições científicas.
Em tais casos, as comunidades que durante séculos utilizaram esses recursos e geraram esses conhecimentos não participam dos lucros. Assim, a biodiversidade deixa de ser um bem comum local e se transforma em propriedade privada.
Em várias regiões da Amazônia, pesquisadores estrangeiros desembarcam com vistos de turista e entram na floresta, muitas vezes infiltrando-se nas comunidades tradicionais ou nas áreas indígenas. Ali, estudam as espécies vegetais ou animais, seus usos e suas aplicações. A seguir, com o auxílio dos povos da floresta, coletam exemplares e, de posse dessas informações, voltam a seus países, onde o conhecimento de nossas populações nativas é utilizado pelas indústrias de remédios ou de cosméticos.
Quando essas empresas descobrem, por exemplo, o "princípio ativo" de uma determinada planta, registram uma patente, que é um título de propriedade temporário outorgado pelo Estado. Esse documento, concedido por um período de 20 anos, lhes dá o direito de explorar comercialmente o "princípio ativo" descoberto. Contudo, elas se esquecem de que as comunidades da floresta já eram as verdadeiras proprietárias desse conhecimento.
Portanto biopirataria significa: a apropriação de conhecimentos e de recursos genéticos de comunidades de agricultores e comunidades indígenas por indivíduos ou por instituições que procuram ter o monopólio, ou seja, o controle exclusivo sobre esses recursos e conhecimentos.

Nova forma de colonização

Para Vandana Shiva, autora do livro "Biopirataria" (Editora Vozes), a biopirataria pode ser entendida como a "pilhagem da natureza e do conhecimento". Segundo ela, o movimento de apropriação é semelhante ao saque de recursos naturais realizados no Brasil na época do descobrimento. É o modo atual de colonização. As corporações vão para o Terceiro Mundo, descobrem com que objetivos as comunidades usam a biodiversidade, se apropriam desses conhecimentos e depois alegam que inventaram algo que, na verdade, já era utilizado há muito tempo. No Brasil, dois casos são conhecidos. O primeiro envolve a multinacional japonesa Asahi Foods, que fez o registro de marca do nome cupuaçu. E o caso da Bioamazônia, empresa que concedeu e depois retirou, por pressão pública, à farmacêutica suíça Novartis o direito exclusivo de exploração e patenteamento da diversidade biológica da floresta amazônica. Mas a biopirataria não é uma questão exclusivamente amazônica. A Mata Atlântica possui grande diversidade biológica, sendo muito provável que de lá saiam remessas ilegais de material biológico para o exterior.

Convenção da Diversidade Biológica - CDB 
Documento assinado pelo governo brasileiro durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento - ECO 92 - no Rio de Janeiro, e ratificado em 1994, a convenção estabelece normas e princípios que devem reger o uso e a proteção da diversidade biológica em cada país signatário.Em linhas gerais, esse documento propõe regras para assegurar a conservação da biodiversidade, o seu uso sustentável e a justa repartição dos benefícios provenientes do uso econômico dos recursos genéticos, respeitando-se sempre a soberania de cada nação sobre o patrimônio existente em seu território.A CDB obriga ainda os países signatários a "respeitar, preservar e manter o conhecimento, inovações e práticas das comunidades locais e populações indígenas com estilos de vida tradicionais relevantes à conservação e utilização sustentável da diversidade biológica", bem como "encorajar a repartição justa e eqüitativa dos benefícios oriundos da utilização desse conhecimento, inovações e práticas".

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Charge - PRÉ-SAL


Equinócio e Solstício

 Equinócio é uma palavra que deriva do latim (aequinoctium), e significa “noite igual”, e refere-se ao momento do ano em que a duração do dia é igual à da noite sobre toda a Terra.
Astronomicamente isto se dá quando a Terra atinge uma posição em sua órbita onde o Sol parece estar situado exatamente na intersecção do círculo do Equador Celeste com o círculo da Eclíptica; ou seja, instante em que o Sol no seu movimento anual aparente pela Eclíptica, corta o Equador Celeste, apresentando declinação de 0º.
O Equinócio Vernal (21/03), assinala a entrada da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul, este ano (20/03). É especialmente considerado pelos Astrólogos, pois este “Ponto Vernal”, marca o início do Signo de Áries, a entrada do Sol no Signo de Áries, que marca o início do Zodíaco. É quando o Sol, no seu movimento aparente, passa do hemisfério sul para o hemisfério norte. O Equinócio Outonal (23/09), marca a entrada do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul, chamado também de “Ponto de Libra”; instante em que o Sol passa do hemisfério norte para o hemisfério sul, este ano (22/09).

 A palavra Solstício, deriva do latim, sol + sistere (solstitium), que significa parado, imobilizado e está associada à idéia de que o Sol estaria como que estacionário. Marca a época do ano em o Sol, no seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o máximo afastamento angular do Equador. É considerado Solstício de Verão (21/06) no hemisfério norte e de inverno no hemisfério sul, quando o Sol ingressa a 0º do Signo de Câncer, quando o Sol alcança sua máxima declinação norte, 23º27'. Neste momento, o Sol “imobiliza” seu movimento gradual para o sentido sul e passa a dirigir-se na direção do pólo norte. No dia do Solstício de Inverno (22/12) no hemisfério norte e de verão no hemisfério sul, quando marca a entrada do Sol no Signo de Capricórnio, quando o Sol alcança sua máxima declinação sul, 23º27'. O Sol “imobiliza” seu movimento para o sentido norte e começa a dirigir-se na direção do hemisfério sul.


Índia: O desafio da centralização

“Um país plural em etnias e religiões que, apesar das pressões internas e externas, mantém a integridade territorial.”




A Índia teve início em 2500 a.C., no vale do rio Indo, onde fica atualmente o Paquistão, é o segundo país mais populoso do planeta, com um efetivo demográfico de aproximadamente 1 bilhão, 186 milhões de pessoas. Diferentes religiões, idiomas e dialetos convivem em enormes contrastes paisagísticos. Seu sistema de organização política é formado por 25 Estados e sete territórios que possuem regulamentos distintos. Sua estrutura político-administrativa interna tem como base uma emaranhada divisão de direitos e obrigações entre o governo federal e 32 unidades territoriais definidas pela constituição indiana. O hinduísmo representa 80,3% da população na índia. O território indiano possui solo fértil e muitos recursos minerais. O rio Ganges, considerado sagrado pelos hindus, fornece ao país a água para uma forte produção agrícola. Mahatma Gandhi lutou na Índia pela independência, isto é, contra as autoridades coloniais britânicas.
O subcontinente indiano esteve sob domínio britânico até 1947, quando esse subcontinente foi divido em dois Estados independentes- a Índia com maioria de população hindu e o Paquistão com maioria muçulmana, posteriormente o Paquistão foi dividido em :Paquistão Ocidental e Paquistão Oriental e em 1971 o Paquistão Oriental tornou-se independente e adotou o nome de Bangladesh.
Desde 1967, quando se tornou independente, a Índia se defronta com ameaças à sua integridade territorial. Uma dessas ameaças decorre dos problemas fronteiriços com o Paquistão e a China, cujos conflitos ocorrem nas porções setentrionais dopais, isto é, nas regiões montanhosas e de altos platôs que fazem parte do Himalaia.
Com a China os alvos das disputas territoriais são dois setores do Himalaia: um na região da Caxemira (área de Asai-chin) e outro no extremo nordeste. A Índia até hoje reivindica a devolução de territórios perdidos.

Disputa pela Caxemira
A Caxemira também é o centro de disputa com o Paquistão. Nessa região a paisagem é quase exclusivamente montanhosa. Os muçulmanos representam 75% do contingente demográfico da província, que foi reivindicada pela Índia e pelo Paquistão, em 1947, quando terminou o domínio britânico sobre o subcontinente. A Caxemira é disputada desde a independência da Índia e do Paquistão. Os conflitos nessa área já deixaram milhares de mortos. O território tem maioria muçulmana. O governo indiano acusa o governo paquistanês de treinar e armar os guerrilheiros que agem na região. A rivalidade entre a Índia e o Paquistão levanta temores de uma guerra no sul da Ásia, uma vez que os dois países possuem arsenais nucleares. Além de testes atômicos, tropas de ambos os lados são enviados com frequência para a fronteira
Situada na fronteira da Índia com o Paquistão, a Caxemira é habitada majoritariamente por muçulmanos. O conflito remonta ao período em que os ingleses se retiraram da região, durante o período de colonização. Antes mantinham ali o desejo de criar um estado único, agrupando povos de religiões hindu, islâmica e outros grupos menores. Mas, com o fim da colonização, surge, em 1947, o Paquistão (islâmico) e a Índia (multiureligiosa, de maioria hindu). A descolonização deixa ainda um barril de pólvora: a Caxemira. Na ocasião, a região era um principado de maioria muçulmana, mas governado por um príncipe hindu. Na hora de decidir para que lado fosse ficar (hindu ou muçulmano), o príncipe decidiu aliar-se à Índia. Depois disso, várias guerras eclodiram. A mais importante ocorreu entre 1947-1948, quando um terço da Caxemira fica para o Paquistão e dois terços para a Índia (uma outra pequena fração fica com a China). Na década de 80, com o recrudescimento do fundamentalismo islâmico no mundo, os confrontos se intensificam na Caxemira indiana. O conflito alarma a comunidade internacional em 1998, quando os dois países promovem testes de armas nucleares. A situação ainda está em impasse: a Índia não abre mão da região. O Paquistão defende a realização de um plebiscito na Caxemira indiana. Há ainda a idéia de criar um estado independente. . Por isso a disputa pela Caxemira é considerada uma das mais perigosas do mundo.

A Complexidade do Nordeste
O nordeste da Índia abrange um território de 255 mil km² ( área pouco maior que o estado do Piauí)e corresponde a um espaço quase isolado do resto dopais, por estar praticamente cercado por países vizinhos ( Bangladesh, Mianmar, China e Butão). Essa região é uma zona de transição entre o subcontinente indiano e o sudeste asiático, e está conectado à Índia por um corredor que, em sua parte mais estreita, tem apenas 32 km e é constituída por sete estados: Assam, Manipur, Meghalaya, Mizoram, Nagaland, Tripura e Arunachal Pradesh. Essa região é uma espécie de miniatura da Índia devida a sua complexidade etnocultural e com cerca de 36 milhões de habitantes, com aproximadamente 300 grupos tribais, com diversidades lingüísticas, culturais, étnicas e religiosas.



Contrastes Indianos
Em rápida ascensão econômica, a Índia se destaca como um dos principais países emergentes. Porém tem péssimos índices sociais. Mais da metade da população é miserável e o índice de analfabetismo é de 40%. Ao mesmo tempo, a nação é referência em produção científica e tornou-se a maior exportadora de softwares do globo. Tanto destaque mundial chama a atenção de potências como os EUA, com os quais os indianos assinaram um acordo nuclear, em 2006. Quase metade das crianças não é vacinada contra o sarampo, o IDH indiano divulgado em 2008, coloca a Índia no132º lugar, entre os 179 países pesquisados. A Índia, juntamente com Brasil, Rússia e China integra o G-4, o chamado (BRIC), e pleiteia um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, porém seu maior desafio é garantir condições dignas de vida a sua população de 1 bilhão e 186 milhões de pessoas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Organização das terras emersas.

Escudos cristalinos
Dobramentos e maciços antigos surgidos do entrechoque das massas continentais no Pré-cambriano. Rochas resultantes da solidificação de material magmático com posterior ascenção à superfície- Rochas magmáticas(Granito). Além de rochas muito antigas sobre pressão e temperatura chamadas Gnaisses. Sofrem de ação erosiva intensa e prolongada.
Escudos transformados em maciços arredondados.
Bacias sedimentares
Ação erosiva e subsequente deposição de sedimentos em áreas rebaixadas.
Quando soerguidas podem originar baixos planaltos e platôs(Epirogênese)
Rochas sedimentares(arenito e calcário) ou orgânicas(hulha e petróleo).
O termo bacia sedimentar é usado para se referir a uma área geográfica que exibe uma depressão em decorrência da subsidência do terreno, formando uma grande bacia que recebe os sedimentos provenientes das áreas altas que a circundam, os quais vão se acumulando e a medida que vão sendo soterrados, são submetidos a um aumento de pressão e temperatura, iniciando o processo de litificação, formando uma sucessão de estratos de rochas sedimentares. O registro sedimentar dessas áreas é geralmente composto por um espesso pacote sedimentar no seu interior, o qual diminui de espessura ao se aproximar das bordas da bacia e apresentam camadas de rochas que mergulham da periferia para o centro.
As bacias sedimentares preservam um registro detalhado do ambiente e dos processos tectônicos que deram forma à superfície da Terra através do tempo geológico. Também servem como importante repositório de recursos naturais, tais como água subterrânea, petróleo e recursos minerais diversos.
Os dobramentos modernos
São originados pelo choque de placas tectônicas iniciados entre o final do período cretáceo e o início do terciário(vivemos no quaternário).
Cordilheiras montanhosas com vulcões e fraturas da crosta terrestre.
Engloba também as dorsais submarinas formadas pela expulsão do magma.

O Espaço Físico Terrestre

Estrutura da terra:
Crosta-( superior e inferior)
Manto
Núcleo-(Exterior e interior)
Sismologia
As ondas sísmicas são as responsáveis pelo modelo conhecido hoje da terra.
Percorrem rochas sedimentares e metamórficas, além das plutônicas.
A crosta- Nossa casa
A crosta continental possuí espessura variável de 30 até 80 km de profundidade.
A crosta oceânica tem em média 7,5km de espessura, porém no Pacífico ela pode ter até 4 vezes esse valor.
Sua camada inferior é de constituição basáltica com predomínio de SiMa(Silício e Magnésio).
Na sua superfície Predominam o SiAl(Silício e Alumínio) – granitos, basaltos e rochas sedimentares.
Nos oceanos não existe crosta superior.
Alfred Wegener(1880-1930)
Teoria da deriva continental (1912)
Afastamento dos continentes
Formação das bacias oceânicas
Esse conjunto foi denominado Pangéia
Sistemas de falhamentos
Os 220 m.a
Zona de subduccção
Tectonismo
Dobramentos modernos
Pantalassa- oceano primitivo- Pacífico
Mar de Tétis- Mediterrâneo
Triássico- separação da Pangéia
Norte- Laurásia
Sul- Gondwana
Transitórios
Pouco antes do cenozóico ocorre a formação que conhecemos hoje.

A geografia.

Estuda a sociedade. Seu início é o espaço produzido pelo homem- o espaço geográfico.
Sociedades diferentes- Aldeias, Metrópoles, Cidades Medievais com ruas estreitas e concêntricas, rodovias expressas,bairros arborizados.
Sociedade moderna- Capitalista, desigualdades sociais.
Para entender a produção do espaço geográfico precisamos entender dois pontos. A NATUREZA(combinação de elementos naturais) que é o espaço anterior antes de se tornar geográfico; e a HISTÓRIA com episódios como a Revolução industrial que transformou a geografia do continente europeu no século XIX.
Correntes do pensamento geográfico
Friedrich Ratzel(séc XIX)- Considerado fundador da Geografia política; sofreu influência Darwinista e acreditava que o progresso de uma sociedade poderia ser mensurado por sua capacidade de se estabelecer em um território mais vasto que o original, que seria a base para a multiplicação da riqueza. Distinguia “povos naturais” de “povos civilizados”. Chamado mais tarde de “pai da escola determinista”.
Já o francês Paul Vidal de La Blache(final do séc XIX e início do séc XX) estudando a relação sociedade-natureza criou o termo “gênero de vida” que caracterizava cada grupo humano. Gêneros diferentes em contato gerariam o contínuo aumento das fronteiras e o progresso seria a ampliação da capacidade produtiva das sociedades gerados por esses contatos. Ele seria o “pai da escola possibilista”.
Friedrich Ratzel(1844-1904)
Vidal de La Blache(1845-1918)
O espaço geográfico e a História
Das civilizações agrícolas as mundo urbano-industrial
O processo de produção do espaço geográfico se torna mais complexo com o desenvolvimento histórico das sociedades.
Civilizações antigas- estabeleciam-se as margens dos rios. Eles serviam para a agricultura e para os transportes.CIVILIZAÇÕES DE REGADIO.
A criação e centralização do poder político facilitou através de construções a vida destas comunidades que passaram a produzir mais e a gerar excedentes que mais tarde permitiriam a criação das cidades e a divisão do trabalho.
A circulação das mercadorias passou pouco a pouco a gerar uma nova geografia houve o florescimento do comércio e os limites foram sendo derrubados
A cidade passa a ser principal espaço de consumo e circulação das riquezas produzidas no campo.
A revolução industrial transformou as cidades em espaço de construção de riquezas.
Séc. XIX- Principais metrópoles crescem em ritmos assustadores-consolidação do capitalismo industrial
Companhias de comércio, bancos,pesquisa, transporte são todos típicos da cidade
Manufaturas, más condições de trabalho- condições da época
Localizadas próximas as bacias carboníferas – produção siderúrgica
Produção de têxteis
A RI gerou a urbanização e a revolução dos transportes
Espaço geográfico vira espaço planetário
Era das ferrovias (Europa, EUA, África e América Latina)
Na Europa e EUA as ferrovias integram
Na África e na América as ferrovias fragmentam
Divisão internacional do trabalho surgindo para marcar as populações dos continentes.
Trens, navios à vapor, telegráfo- Revolução industrial
Investimentos no exterior- Portos,
ferrovias, companhias elétricas
Colonização na África e Ásia
A GLOBALIZAÇÃO já era mais atuante
Revolução Industrial- 1°FASE
Inglaterra - final do séc.XVIII
Máquina à vapor,máquina de fiar, tears mecânicos e hidráulicos
Cresceu a produtividade
Carvão para impulsionar – Matriz energética
A supremacia Inglesa garante a expansão de capital para investimento e assegurar o mercado de MP.
Revolução industrial-2°FASE
Segunda metade do século XIX
Europa, América do Norte, Japão
Eletricidade suplantando o vapor nas fábricas
Surgindo o petróleo vem a industria automobilística(séc. XX)
Telex, telefone
Produção em larga escala
Divisão territorial do trabalho
Maturidade britânica fez com que EUA, Alemanha e França “queimassem etapas” rumo a se tornarem potências econômicas
EUA- exemplo mais notório (principalmente devido ao seu território de enorme potencial agrícola e a ausência de passado feudal)
Consumo de Massa- última etapa
A RI formou a Economia Mundial
As potências importavam MP e produtos agrícolas tropicais
Borracha do Brasil, Cobre do Chile são exemplos destes produtos
Haviam também investimentos para a criação de esferas de influência.

Aldeias, cidades, metrópoles.

Metrópoles são aglomerações com papel central na organização do espaço regional
Aglomeram os centros de riquezas e antagonicamente bolsões de pobreza, especialmente em países em desenvolvimento
As cidades nasceram no interior das sociedades agrícolas, cerca de 2000 anos antes da era cristã, no Egito. Eram complementos do campo já que não tinham função produtiva, apenas de comercializar o excedente produzido pelo mesmo.
Na idade média as cidades adquiriram a função de entreposto comercial uma vez que desenvolveu-se o comércio de longa distância.
A Revolução industrial representou a transformação radical das relações das cidades com o campo. A indústria fez o núcleo produtivo transferir-se geograficamente para o meio urbano
Começava também a migração do campo para as cidades. Começou a mecanização do campo liberando mais ainda a mão de obra. No séc. XX ocorre o aumento da produtividade nas industrias e o crescimento do setor de serviços.
A cidade moderna é um pólo concentrador de comércio, serviços e informações. Ela organiza o espaço geográfico.
Urbanização
Processo de crescimento da população das cidades em ritmo mais acelerado que a população rural(forma conceitual- quantitativa). Na forma qualitativa ela é a transição de um padrão de vida econômica, apoiada na produção agrícola, industria comércio e serviços.
Divisão social do trabalho
Ocorre durante o percurso da urbanização , desintegrando a economia rural(que era auto suficiente) e formando uma economia cada vez mais complexa, com subordinações, criando setores.
Setores de atividades
Primário - produção agropecuária, extrativismo vegetal e mineral
Secundário – indústria de transformação, construção civil, beneficiamento de minérios
Terciário – comércio, serviços, transportes, comunicação, adm. Pública.
Percentuais no Brasil(PEA)
Setor primário – 24,20%
Setor secundário – 19,30%
Setor terciário – 56,50% ( sendo 13,4 no comércio; 19,2 em serviços; 4,6 em adm pública; 9,6 em atividades sociais; 3,9 em transportes e comunicações e 5,8 em outros.
Fonte censo IBGE2000.
Observações
Urbanização acelerada é um fenômeno recente. Em 1800, 3% da população vivia nas cidades. A revolução industrial mudou esse quadro.
4 em cada 5 habitantes nos países desenvolvidos vivem nas cidades
Êxodo rural – pobres do campo migram para a cidade.
No séc.XXI a população urbana ultrapassa pela primeira vez na história a população rural.
A urbanização é desigual. 97% da população Belga vive em cidades, mas esse nível no Bangladesh é de apenas 13%( mas não é regra geral- alguns subdenvolvidos tem população urbana maior que a rural- vide o Brasil)
Alguns países europeus exibem taxas de urbanização menores- é o HABITAT RURAL AGRUPADO (França, Itália e Suíça).
A urbanização descontrolada que ocorre na América Latina provoca uma grave crise urbana. Nesta área em poucas décadas ocorre o que na Europa levou um século pra acontecer e gera desarmonia no crescimento.
Metrópoles e Megalópoles
Aparecem apenas com a revolução industrial- Imensas aglomerações que se formaram nos países industriais à partir do séc.XIX
Paris e Londres
New York em 1920
Berlim e Tóquio
A transformação destas cidades em metrópoles resultou da tendência à concentração geográfica da produção.
Megalópoles são grandes regiões urbanizadas constituídas em um espaço polarizado por duas ou mais metrópoles. É uma forte integração econômica com intensos fluxos de pessoas e mercadorias
Crescimento natural ou vegetativo da população
Nascimentos – óbitos por ano. Expressa o crescimento da população. Sua taxa é dada em termos percentuais e informa em que proporção a população varia de um ano para outro.
A hierarquia das cidades dita que as metrópoles convivam com cidades de porte intermediário em que vivem a maioria da população e exerçam sobre elas algum tipo de influência.
Microcefalia urbana é a concentração exagerada da população urbana nas cidades mais importantes

Atores do campo

Grileiro é um termo que designa quem está na posse ilegal de prédio ou prédios indivisos, por meio de documentos falsificados, ou indivíduos que ocupam uma terra devoluta.
O termo provém da técnica usada para o efeito, que consiste em colocar escrituras falsas dentro uma caixa com grilos, de modo a deixar os documentos amarelados e roídos, dando-lhes uma aparência antiga e, por consequência, mais verosímil.
Posseiro é a pessoa que detém de fato a posse de uma gleba de terra, mas não é o dono de direito, não possuindo assim documentação e registro em cartório.
O tamanho desta terra não interfere na designação de posseiro. Pode se tratar de um morador antigo em uma terra devoluta ou privada (por mais de um ano e um dia), ou mesmo usufruir da terra através da contratação de mão de obra de terceiros, sem nela fazer sua morada definitiva.
O assentado da reforma agrária, antes de receber o título definitivo de propriedade do imóvel, como doação por parte do Governo Federal também é um posseiro usufruindo por ocupação uma terra da União.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Posseiro"
Latifundiário- Dono de grandes extensões de terra.
Gato- Pessoa que contrata pessoas (trabalhadores braçais) para as fazendas e grandes projetos agropecuários
Meeiros- trabalhadores arrendatários que têm como forma de pagamentos aos donos da terra a metade de sua produção.
Sem-terra- Pequeno produtor expulso do seu meio produtivo.
Em face a esses dois principais atores temos os maiores conflitos por terras registrados nestas regiões expansivas.
Surge a partir da década de 1970 o MST, hoje Movimento dos trabalhadores rurais sem terra em reação a violenta concentração fundiária. No início esse movimento era formado por acampados vindos do meio rural.
Posteriormente foram incorporados bóias-frias, operários de obras acabadas, favelados entre outros.

África do Sul



 
Mapa político da África do Sul e aspecto de Joanesburgo, a mais industrializada cidade do país.
A África do Sul um país aparentemente alegre, de cores vibrantes.O mesmo país que viveu dias tristes e sombrios com o Apartheid, que separou negros e brancos dentro do mesmo território. Mas sua população sofre com a falta de empregos, cerca de 23% da PEA está buscando colocação e como a economia do país se tornou um atrativo as populações de outros países (por exemplo o Zimbábue que é vizinho da república sul africana)que migram em busca de uma vida melhor. Os imigrantes tem sofrido com atos de xenofobia, a África do Sul é o país mais industrializado do continente Africano, rico em recursos minerais como o ouro, produtor de commodities agrícolas, chegando até a ser exportador. É um contraste do pobre continente, embora ainda não tenha atingido boas condições para seus próprios moradores.
Fotos Wikipidia

Saneamento Básico Brasileiro


Saneamento básico é uma questão primordial no mundo em que vivemos. Pesquisa mostra o grande problema que o país enfrenta nesse quesito de infra-estrutura. A reportagem foi tirada do "Folha online".

Pesquisa mostra que menos da metade da população do Brasil tem rede de esgoto
Publicidade da Folha Online da Agência Brasil
Estudo baseado em dados do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento do Ministério das Cidades mostra que menos da metade da população do Brasil --49,44%-- tem rede de esgoto, ou seja, acesso ao saneamento básico. Com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar) de 2007, elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a pesquisa mostra que o volume de pessoas que tem saneamento é muito inferior ao da rede de água encanada (81,11%), de lixo coletado (86,79%) e de eletricidade (98,18%).
"O que os dados mostram é que a coleta de esgoto é muito pior que a coleta de lixo e o acesso às redes de água e eletricidade. E, na verdade, os níveis de tratamento [de esgoto], que são os que garantem o manejo correto dos dejetos, ainda estão muito abaixo. O problema de saneamento é um verdadeiro buraco para o Brasil, e o país não consegue resolver", afirmou o pesquisador Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais, vinculado ao Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas.
Segundo o pesquisador, a questão do saneamento básico deveria ser uma das prioridades em políticas públicas, já que a sua ausência traz muitos impactos negativos na vida das pessoas. "A falta de saneamento implica pior desenvolvimento humano em todas as dimensões, em particular na saúde. A falta de saneamento rouba a vida e mata crianças, principalmente de 1 a 6 anos de idade, e também gera consequências futuras para aqueles que sobrevivem às doenças do saneamento."
Néri observou o que a pesquisa mostra é que está havendo redução na altura das pessoas e que o índice de massa corporal é dois centímetros menor nas pessoas que vivem em localidades que não têm ou oferecem serviços deficientes de saneamento."A falta de saneamento inibe o desenvolvimento físico e intelectual das pessoas", disse o pesquisador.
Para o pesquisador, o problema da falta de saneamento será resolvido somente com vontade política e mobilização social. "Não é só dinheiro. Dinheiro é importante, mas, fundamentalmente, é gestão. E, para isso, a população tem de estar conscientizada. Tem de perceber que a falta de saneamento não é só o cheiro, não é só a coceira. É doença."
Entre 79 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes, Franca, no interior de São Paulo, é a que oferece à população o melhor serviço de saneamento básico disponível, conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil.
Segundo o estudo, as cidades brasileiras avançaram 14% nos serviços referentes a esgotos e 5% no tratamento entre os anos de 2003 e 2007, mas, para os pesquisadores, os números ainda são insuficientes.
Sete das dez cidades que apresentaram os melhores números no atendimento de saneamento para sua população ficam em São Paulo. Por ordem, as dez primeiras colocadas são Franca (SP), Uberlândia (MG), Sorocaba (SP), Santos (SP), Jundiaí (SP), Niterói (RJ), Maringá (PR), Santo André (SP), Mogi das Cruzes (SP) e Piracicaba (SP). A capital melhor colocada no ranking é Curitiba (PR), no 11º lugar. São Paulo aparece na 21ª colocação e o Rio de Janeiro, na 36ª.
Entre as cidades com piores serviços de saneamento básico, quatro estão localizadas no Estado do Rio de Janeiro: São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti. Também fazem parte da lista as capitais de Rondônia (Porto Velho), do Pará (Belém) e do Amapá (Macapá) e as cidades de Cariacica, no Espírito Santo, Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, e Canoas, no Rio Grande do Sul.

Indicações de Filmes para o Vestibular

Esses filmes são uma boa pedida para relaxar e ao mesmo tempo aprender um pouco mais para as provas que vem por aí, seja você um cinéfilo ou não.
1- Uma verdade inconveniente(2006). Filme de Al Gore com direção de Davis Guggenheim, em que o futuro do planeta e o aquecimento global estão em evidência. Não deve se deixar de assistir já que Gore venceu o prêmio Nobel justamente por esse trabalho junto aos cientistas do painel das mudanças climáticas.
2- Diamante de sangue(2006) - O filme com Leonardo de Caprio e Djimon Hounsou se passa no meio da guerra civíl em Serra Leoa, pior país colocado no ranking IDH global e trata também da problemática que involve a sociedade de consumo, com a compra das preciosas pedras que valem milhões de vidas em solo africano.
3-Faixa de areia (2007) Brasileiro. O filme é muito bacana e fala das diferentes regiões do Rio de Janeiro com suas praias territorializadas. Veja que o preconceito é uma coisa normal ao ser humano. O documentário pode ser assistido em streaming no Google videos. Volta e meia é exibido no canal Brasil.
4- O jardineiro fiel(2005)- De Fernando Meirelles, com quatro indicações ao Oscar. Fala da conspiração da indústria farmaceutica que utiliza milhares de cobaias no continente africano. Um belo filme.
5- Hotel Ruanda(2007)- Veja que a ONU não parece mais ter força alguma frente a qualquer força de paz que propõe coordenar. A guerra civil em Ruanda é um dos piores espetáculos de carnificína da história da humanidade e até hoje deixa enormes sequelas na população local. A briga entre Hutus e Tutsis deixou mais de um milhão de mortos. Um ótimo filme com Don Cheadle, que já sou fã desde Onze homens e um segredo. 6- Crash no limite- Até que ponto você se conhece?(2005)- Por favor, não deixe de assistir e formar a sua opinião! O filme é incontável, e a sociedade precisa saber melhor quem ela é e o que esconde por traz do preconceito e da arrogância. O onze de setembro tem muito a ver com esse filme.
7-Inimigo do Estado - Will Smith e Gene Hackman protagonizam o filme que fala das tecnologias do futuro(presente hoje)com técnicas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento. Para quem é ligado em Gadgets e tecnologia, mas sabe que o mundo virou um grande "big brother".
8- Endless summer II- Alegrias de verão- Conheça todas as praias do mundo ideais ou não para a prática do surfe. Quem disse que geografia é só trabalho?
Indico também a procura de outras pérolas como o documentário Meninas( passa sempre no canal Brasil e tem também no streaming do Google videos), O último rei da Escócia, O senhor das armas(bela atuação de Nicolas Cage, que mostra o problema das guerras africanas, o que aconteceu com as repúblicas soviéticas após o fim da guerra fria e o comércio ilegal da poderosa indústria bélica).

Presença Americana na Amazônia


A biodiversidade chama a atenção da indústria farmaceutica de todo o mundo. Um perigo para a soberania dos países da Amazônia.
Os americanos já estão se instalando na Amazônia colombiana de acordo com a imprensa local. Um caso esperado, mas curioso. O grande problema talvez seja o famingerado presidente venezuelano Hugo Chaves, inimigo declarado do Tio Sam, acusado de ter cedido armas de guerra para guerrilheiros das FARC´s que lutam contra o governo do presidente Álvaro Huribe. Acontece que os americanos conseguem com essa manobra assegurar a presença valiosa no território amazônico, de forma legal, ficando mais próximos do "laboratório do mundo vivo" e alvo de cobiça das indústrias farmaceuticas mundiais além de uma aproximação quase visual de seu desafeto político mais indesejável na América latina. A Colômbia não informou aos seus parceiros Sul americanos da instalação anglo saxônica. Vem problema por aí!

As notícias precisam ser comparadas

Sempre digo aos meus alunos que procurem por informação em diversas fontes para que não tenham um ponto de vista viciado. Exemplo: Se você só assiste jornal da Rede Globo, você terá apenas a opinião da Globo. Se assistir outros jornais em outras emissoras terá um ponto de vista diferenciado. Hoje recebí um e-mail maravilhoso de uma amiga que nos esclarece muito mais esta questão, de uma forma brilhantemente humorística.

MANEIRAS DIFERENTES DE SE CONTAR UMA MESMA HISTÓRIA
COMO A IMPRENSA TRATARIA DE NOTICIAR A HISTÓRIA OCORRIDA COM CHAPEUZINHO VERMELHO

JORNAL NACIONAL
(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'.
(Fátima Bernardes): '... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia'.

PROGRAMA DA HEBE
(Hebe Camargo): '... que gracinha gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'

BRASIL URGENTE
(Datena): '... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.'

REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLAUDIA
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

REVISTA NOVA
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE SÃO PAULO
Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos lobos e um imenso infográfico, mostrando como Chapeuzinho foi devorada, e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE SÃO PAULO
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO
Petrobrás apóia ONG do lenhador, ligado ao PT, que matou um lobo pra salvar menor de idade carente.

ZERO HORA
Avó de Chapeuzinho nasceu no RS.

AGORA
Sangue e tragédia na casa da vovó.

REVISTA CARAS
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada,eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa'

PLAYBOY
Veja o que só o lobo viu...

REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

G MAGAZINE
Lenhador mostra o machado.

SUPER INTERESSANTE
Lobo mau! Mito ou verdade ?

Objetivos da Geografia



"O estudo do espaço supõe a análise da sociedade e da natureza, não isolados, mas como parte integrante de uma totalidade a qual se organiza e relaciona configurando-se em diferentes feições (paisagens), de acordo com os diferentes tipos de sociedade em um determinado território." Castrogiovnni A. C e Goulart L.B. Uma contibuição ao ensino de geografia.
As vezes ao me identificar como professor de geografia sou logo rotulado por ser um mestre de uma ciência incômoda a maioria dos estudantes. "Puxa, eu odeio geografia", ou então " eu nunca me dei bem em geografia!", "meu professor de geografia era muito chato e reprovava todo mundo!" , mas sintetizado como o "eu não gosto mesmo de geografia, pra quê serve geografia?"
Yves Lacoste diz que "a geografia antes de mais nada serve para a guerra", o que é uma verdade. Mas Castrogiovanni e Goulart já nos dão uma perspectiva menos intimadora.
Para meus alunos digo que tudo o que eles vivem e fazem tem a ver com geografia, por exemplo, quem nunca fez compras num supermercado e notou que o preço do tomate viria de forma tão intensa de uma semana para a outra? De quem é essa "culpa"? Do governo? Do plantador? Do transporte? Do tempo?
Pessoal, isso é geografia. Ela está no centro de todas as questões que por mais que tentemos responder sempre encontraremos várias vertentes e outras questões. Fazer geografia é observar o que está ao seu redor, o seu trabalho, o seu salário, a vegetação, o ônibus atrasado, o que passa na mídia. O geógrafo tem o papel da análise, visando o entendimento do nosso mundo. Não à toa nos envolvemos nas maiores problemáticas e impasses, pois a nossa opinião tende a interpretação também das outras áreas. Enfim, fazer geografia é fazer pensar, fazer compreender os mecanismos que movem a sociedade. Uns são mais xiitas que os outros ao defenderem seus pontos de vista, mas é isso o que move essa ciência, que aprendí a amar e que ainda temos muito o quê aprender.

..A pedra...


O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês cansado da vida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, David matou Golias,
e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem !
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para
o seu próprio crescimento.
Cada instante que passa é uma gota de vida que nunca mais torna a cair,
aproveite cada gota para evoluir.
Das oportunidades saiba tirar o melhor proveito,
talvez não tenhamos outra chance.


Bacana isso!

Pensamento

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso: cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Charles Chaplin